Amor de Menina

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Eis que nosso amor se fazia em imagens quando o vento velejava pelos vales vazios e brisas brandas beijavam os bosques. Tudo era fantasia e brilhavam as retinas sob o silêncio de sinuosas sentenças de alegria. Pois se sabia que a realidade existia em estado de poesia que percorria planícies pálidas e profundas a cegar nossas dores ocultas. Folhas frágeis flutuavam e a vida se fazia como um rio frente ao frio rubor do esquecimento ao furtar palavras alimento na mesa de nossos arrependimentos. Cantavam sabiás negros sobre campos calados e nosso ser fatigado caminhava as motanhas do sagrado. Mansas marés murmuravam melodias marítimas e na praia nossas pegadas se demoravam. Tímidas tardes tigiam de tons tênues a terra vermelha de nossos antepassados, que reviviam rios que riscavam rochedos rugosos. O amor era oneroso, mas se dividia em parcelas a perder de vista. E satisfeitos nossos dentes riam. Douradas dálias dançavam diante do dia. E olhavam nossas retinas no esplendor de uma alegria suspensa que deixa mais amena a melodia, era o que os sons da casa dizia. Borboletas bordavam o bosque e nós bordávamos nossa própria sina. Claras cascatas cantavam cristalinas em nossa face aguerrida e os olhos se fartavam de margaridas nas palmeiras de minha terra antes do exílio, se é que eu não fantasio. E negava no comércio o consumismo a escrever versos plenos de simbolismo. Assonâncias e aliterações falavam o não dito e não se escreviam versos malditos, que eram uma outra tendência da existência. Vastos ventos varriam veredas verdes, e a vida ficava cada vez mais cheia de lembranças e percevejos na constante relatividade em que te vejo e na altura de um beijo grilos grardavam os jardins. De uma espera que nunca chega ao fim. Hei de habitar longínquas luzes que lembram lagos luminescentes. Eu, você e todos os viventes, a beber a crença do amor que se esvai como um retrato passado a perder as cores. Sombras suaves introduziam a noite em prateadas plumas a pousar nos pinhais antigos ancestrais em que místicos monges meditavam entre montanhas e o silêncio era tão grande que doía nos ouvidos do instante de uma prece contida. Eu pensava em você, no seu ser, onde raras rosas resistiam ao rigor do inverno. Rosas do poema que se faz em prosa e beija a língua dos versos na altura do agora, pois há de se observar que doces desejos deslizam dentro da alma. Sinto profunda calma e acalento as palavras que têm sede de serem ouvidas. Serenos sinos soam sobre a terra vermelha. E a poesia se escreve alheia, em um longo romance entre as palavras que no chão se lavra. Eis que da noite densa caiu a aurora, que dourava a nossa estrada e a alma vaga na vasta manhã. O eco do vento percorre o tempo, nosso alimento, e nos fartamos de horas e minutos tênues sobre a névoa leve que desce entre verdes de nossa natureza. Um rio sombrio conduz o destino e rimos pois que há muito se espera em nossa terra esfera. A brisa suspira entre as ilhas antigas que nos convida a unir nossas vidas em um momento de epifania.

Amor frio não é amor, o nome disso é 'costume', amor é fogo que arde sem se ver [...]

⁠O amor é lindo,
o amor é bom demais,
faz o homem virar menino
e faz a guerra virar paz!

⁠Poeta que ama,
poeta que escreve.
Poesias com amor,
que ninguém esquece!

⁠⁠Frase para hoje;Fé, amor e café, nos aquece e mantém firme em pé.
Um dia feliz se começa sorrindo e agradecendo.☕🤞
Feliz segunda-feira 🌼💚🌻

Ódio é o amor dos invejosos.

Molécula do Amor

Este sintoma que atormenta
o sono e o apetite: insónias e mariposas.
Provocam arrepios de porcelana
e sobressaltos nas artérias
preenchem todos os orgasmos
com metáforas de voluptuosidade.
Fragmenta a dor nos labirintos da carne
desperta o arrebol escancarado
iluminando a escuridão incolor do vazio
fermenta a cadência do infinito sonho
alucina a concentração das pupilas.
Rodopia a sístole e a diástole
organizam um bailado de pensamentos no estômago.
Neste estado de imperfeita salubridade
e de perfeita insanidade
movimenta-se a molécula do Amor
na anatomia do poema.

Onde foi parar nosso amor
Onde foi parar o carinho, o doce, o bom da vida.
As vezes penso:que nunca existiu...
Que nunca vivemos o que pensamos viver...

Onde foi parar aquela menina,
Onde foi parar você,
Em que caminho nos perdemos.
Em que lugar, partimos para mundos diferentes...

...Sinto falta de esperar pra te encontrar,
De sorrir ao te ver chegar.
Falta o beijo....
Sinto que falta...
Onde fomos parar?

Oscar.

"" Somente o amor é capaz de dar ao sorriso aquele brilho que o faz tão especial...""

"" Não sei se vou acabar louco ou com um grande amor...Torço pelo grande amor...mas a loucura me persegue...""

“” Não me chame de anjo
É que de anjo tenho bem pouco
Mas pode me chamar de amor
Pois de amor estou transbordando...””

“” O amor e suas loucuras
Suas delicias
E suas cores

O amor e suas flores
Dias de festas
Dias de dores

Amor é assim
Tudo ou nada
Tempestade enfim,
Nunca água parada...””

"" Diante da possibilidade da realidade sucumbir a fantasia do nosso desejo, o amor optou pela eternidade em nossos corações...""

"" A paixão é a química de uma imagem em um cérebro pronto para se viciar, o amor é um vício que o coração insiste em cultivar...""

"" Ouvir o som do piano
notas dedicadas ao amor
ouvir o vento em seus cabelos
lhe dar uma flor
os cachorros na sala
olhando-nos desconfiados
parecem saber, podem prever
o amor está no ar
no perfume
no lume dos nossos olhos
outra vez...

" Talvez eu seja um tolo
de acreditar no amor,
mas enquanto houver flores
amantes de mãos dadas
namorados se beijando
Pássaros fazendo ninho
de tolo serei todo
pois acreditarei no amor
de novo
E de novo
E de novo...""

Nosso amor é tão lindo.
Tão maravilhoso, é perfeito.
Sou tão gamada em você.
Louca de amor pra dar.
Te encher de carinho e beijos.
E te amar por inteiro,meu amor, minha metade,você é tudo que um dia eu pedi pra Deus para ser feliz.

O meu amor azul
— Mestra do Amor


Você é tudo para mim:
o amor mais bonito
e puro que conheço.
Te vejo através da sua alma,
te vejo através do meu amor...


Te vejo com o coração —
alguém que ama sem véu,
sem máscara,
e deseja.


E se o mundo me disser que não,
eu sou uma apaixonada
e preciso de você,
como quem precisa do ar,
do alimento,
da água...
como quem precisa
dos próprios batimentos.


Eu só preciso.


Te amo por inteiro,
mesmo sem saber
exatamente o que é isso,
mesmo sem entender...


Eu só te amo.


Amo o seu sorriso,
o seu jeito calado,
como quem tenta ser invisível
e ainda assim vibra como um holofote.


Amo o seu jeito marrento,
o seu olhar de desejo quando me vê...
Amo a sua carência infantil,
assustada,
de quem parece viver
num filme de suspense.


Amo a sua vermelhidão
tentando esconder a excitação...


Amo o seu olhar
e o jeito como me olha.
Eu só amo —
mesmo sem entender,
mas sabendo exatamente por quê.


Amo o seu jeito de andar,
de falar,
e o pouco que conheço
do seu jeito de pensar.


Amo tudo o que vejo,
tudo o que sei de você.
Eu só te amo assim,
desse jeito...


Amo por inteiro,
até nos defeitos.


Amo, amo, amo.


Você é o meu amor verdadeiro...
“o meu amor azul”.
Te amo sem medo
e sem receio,
lá no fundo,
até o começo.


Eu te amo de todo jeito
— até mesmo do avesso.


Porque, na verdade,
nunca te vi direito;
sempre foi o meu coração
que via o seu.

Disseram-nos a vida inteira que o amor é uma construção, um edifício que se levanta tijolo por tijolo. Mas ninguém avisa que, quando um grande amor se vai, a estrutura não desaba de uma vez. Ela fica lá. A casa esvazia, as luzes se apagam, mas as paredes continuam de pé, guardando o eco de uma voz que já não mora ali.
A dor de perder um grande amor não é a ausência física; é a insistência da memória. É você pegar o telefone para contar uma piada boba e lembrar, no meio do caminho, que aquele número mudou de dono, ou que aquela tela já não vai acender com o nome que te fazia sorrir na correria do dia. É ir ao supermercado e, por puro automatismo, pegar o doce favorito do outro, para depois devolvê-lo à prateleira com um nó na garganta.
A gente tem a tendência de achar que a superação é uma linha reta, um processo bonito onde cada dia dói um pouco menos. Não é. Tem dias em que você acorda se sentindo o rei do mundo, pronto para recomeçar. E há tardes de domingo em que o cheiro da chuva ou uma música qualquer no rádio te jogam de volta para o fundo do poço. E tudo bem. Sentir essa oscilação não é fraqueza; é o preço que se paga por ter tido a coragem de amar de verdade num mundo onde quase ninguém se arrisca.
A verdadeira motivação depois de uma perda dessas não vem de frases de efeito ou de conselhos clichês de quem vê de fora. Ela vem de um pacto silencioso que você faz com o espelho.
O amor que você dedicou a outra pessoa não sumiu no espaço: ele voltou para a fábrica. Ele ainda está aí dentro de você. Toda aquela capacidade de cuidar, de rir, de planejar o futuro e de se entregar... aquilo é seu, sempre foi seu. O outro foi apenas o canal por onde você jorrou a sua própria luz.
Perder um grande amor rasga a nossa pele, expõe as nossas fragilidades, mas também limpa o terreno. Você não precisa esquecer o que viveu, nem fingir que não importou. Importou sim. Foi lindo, foi gigante e agora faz parte da sua história. Mas é apenas um capítulo, não o livro inteiro.
Vencer essa dor não é encontrar alguém na semana seguinte para tapar o buraco. É olhar para o vazio, entender o tamanho dele e ter a paciência de ir preenchendo o espaço com amor-próprio, com café fresco pela manhã, com novos projetos e com o silêncio que antes assustava, mas que agora passa a acolher.
Você vai voltar a sorrir sem peso na consciência. Vai voltar a olhar para o futuro sem medo do fantasma do passado. O amor da sua vida não era o outro; o amor da sua vida é a sua própria capacidade de continuar vivo, sentindo e pulsando, mesmo depois de ter o coração partido.
Respire fundo. A vida continua te esperando lá fora, e ela ainda tem coisas muito bonitas para te apresentar. Dá tempo ao tempo. Você vai ficar bem.

Carla, eu te mostrei os segredos mais ocultos desse plano. Te banhei com o amor do Pai e te levei a lugares onde nenhum outro ser humano jamais pisou. Juntos, desvendamos os mistérios das estrelas e a imensidão do universo eu te dei o infinito, mas, no caminho, eu me perdi de mim.
A ironia da nossa queda é que, enquanto eu te ensinava a voar entre as galáxias, eu esquecia como caminhar no chão. Me perdi em tudo o que te dei. E hoje, o homem que te mostrou o cosmos é o mesmo que não lembra onde deixou a chave do carro, a carteira ou o crachá.
A mente que guardava os segredos de Deus agora tropeça nas miudezas do dia a dia. É o preço de ter entregado a alma: a matéria se torna estranha. Lembre disso, Carla. Não esqueça os teus pertences, porque eu já não sei mais o que é meu. O invasor silencioso não levou apenas a paz; ele levou a minha bússola.
Fique com o universo que te mostrei. Eu só estou tentando encontrar o caminho de volta para casa.


DeBrunoParaCarla