Amor Coração
“Teu coração clama por amor verdadeiro. Jesus é esse amor que nunca falha — aceita-O hoje!”
1 Coríntios 13:8
Quando a Lei reflete o caráter do Senhor, ela produz vida, esperança e amor. Pois o coração do Evangelho, em sua essência, é revelar Deus em Sua santa benevolência. miriamleal
Amor secreto
Todos os dias vou dizer que a amo,
E que todo momento a clamo,
Com meu coração aberto,
Te entrego meu amor secreto.
Fico com você na cabeça,
E nada faz com que eu te esqueça,
A todo momento desejo te ver,
Sorrindo alegremente como deve ser.
Aos poucos vou me apegando,
E em teu aroma vou encontrando,
A razão do meu viver.
Poderíamos ser rosa e beija-flor,
Mas pena que na vida,
Nunca conhecemos o verdadeiro amor.
Respeitar quem nos ensina o caminho do amor é o primeiro passo para transformar o coração e abandonar os velhos erros.
Tentar arrancar à força o amor de alguém é uma violência contra o coração e contra a liberdade de ser feliz.
Quem conspira contra o amor dos outros revela que tem um coração seco, incapaz de entender a beleza de uma escolha sincera.
O amor verdadeiro e a lealdade de um coração sincero não se curvam à zombaria daqueles que desconhecem a pureza de um sonho.
O amor ao próximo começa na forma como escolhemos falar, pois cada ofensa fere o coração de quem ouve e entende o valor de cada ser humano.
Palavras de ofensa fecham portas para a paz, mas um coração cheio do amor de Deus escolhe sempre abençoar em vez de xingar.
No fim, a dor do amor verdadeiro não apaga a sua luz; ela apenas provar que o coração permaneceu humano em um mundo que aprendeu a anestesiar o sentir.
Pai amado, enche o coração dessa geração de amor pelo próximo, para que sintam alegria genuína em praticar ações de bondade, solidariedade e respeito a cada dia, amém.
"Trocar a paz de um coração limpo pela ilusão da zorra e dos vícios é trocar o amor eterno por um instante de destruição."
Minha mente é arma e minha letra é munição,
carrego ódio no pente e amor no coração.
Um verso meu atravessa blindagem de ego,
falo baixo e mesmo assim o mundo fica cego.
Não é barulho, é impacto,
meu silêncio vale mais que teu contrato.
Mente fria, dedo quente no verso,
um tiro só e mudo o teu universo.
Não sou da igreja do dízimo, sou do templo da rua,
aprendi com Jesus que o bem não flutua.
Eles têm os escolhidos, eu me escolhi,
se o mundo tá perdido, eu não vou cair ali.
Minha letra não pede, ela impõe respeito,
quem vive de máscara morre sem conceito.
Eu vim do nada, sem mapa, sem guia,
transformei lágrima em poesia fria.
Me trancaram a porta, eu entrei pela janela,
minha fé não é cega, mas nunca se rebela.
Falam de amor mas cobram pra pregar,
eu faço de graça porque eu vim pra salvar.
Tô emocionado mas não tô caído,
quem sente demais nunca tá perdido.
Se o mundo pesa, eu carrego rimando,
cada dor que me quebra eu devolvo cantando.
A grandeza de um homem não está e nunca estará na dureza do seu coração. O amor que não entrega é porque falta é este nunca existirá.
Pacto eterno de Amor
Te vejo...
E o meu coração
Acelera no peito.
Me perco em teus olhos
E, mais uma vez,
Insisto em te conquistar.
Esqueço quem sou
E o que significamos
Um para o outro.
Por centelhas de segundos,
Esqueço
Que você nasceu para me amar.
Nesse instante,
Somos apenas eu e você,
Aqui, agora.
Não me lembro
Das outras vidas,
Através do tempo.
Das noites quentes de amor,
Dos nossos casamentos,
Das vezes que me deixou.
Não me lembro
Do pacto que fizemos
De nos encontrarmos em todas as vidas.
Sou só eu e você,
Aqui, não em outros tempos.
Não por maldade —
Apenas não me lembro.
Que existe algo mágico,
Que nosso vínculo é infinito,
Que o nosso amor
É eterno e espiritual.
Esqueço
Que sinto o que você sente:
As lágrimas caindo
Do seu rosto,
O coração acelerado
— não é só o meu —
A raiva e a alegria
Que não são minhas.
Essa telepatia
Que não se explica,
Mas que está presente
No nosso dia a dia.
Mas por horas
Sou só eu,
Tentando ser vista,
Mostrando que existo.
Fico tentando chamar
Sua atenção.
Quero que me veja,
E que me ame de uma vez.
Esquecendo que você
Não vai se apaixonar por mim —
Vai se lembrar.
Lembrar quem eu sou.
Lembrar do contrato
Que fizemos:
De nos encontrarmos
E sermos felizes no final
Do nosso pacto eterno de amor.
Meu coração está voluntarioso contigo.
A terra está pronta só esperando você plantar seu amor aqui
Certeza que você vai colher 100 por um.
O coração não escolhe quem amar baseado na lógica. Mas para introduzir a lógica ao amor, amo-o com tudo o que tenho a oferecer. Sendo assim, se por algum infortúnio eu o perder, que não seja por não merecê-lo.
Onde o amor me encontra inteiro
Eu tinha medo de amar.
Guardava o coração num copo d’água,
ao lado da cama,
para que a sede de alguém
não o levasse embora.
Mas você chegou
e os peixes do meu sono
aprenderam a voar.
A noite desceu da parede,
sentou-se aos nossos pés
e ficou ouvindo tua voz.
Quis te entregar tudo:
a infância dobrada na gaveta,
os domingos que ainda não vivi,
a pequena estrela manca
que ilumina minhas tristezas.
Já ia tirar meu nome do peito
para abrir mais espaço ao teu,
quando tua mão deteve a minha.
Você beijou cada letra
e deixou meu nome onde estava.
Foi tão delicado
que os espelhos da casa
fecharam os olhos.
Desde então, quando a saudade
põe seus vestidos de tempestade,
abro a janela.
Deixo que chova um pouco
sobre as flores,
sem permitir que a água
carregue a casa.
Ainda há noites
em que meu medo fabrica despedidas.
Você dorme,
e eu ouço trens partindo
de estações que não existem.
Então volto devagar ao quarto,
recolho meu corpo dessas viagens
e encontro tua mão sobre o lençol:
aberta,
sem exigir que eu fique,
tão bonita
que me dá vontade de ficar.
Quero te amar assim,
com meus passos ainda meus,
mesmo quando dançarem contigo.
Quero tua boca perto
e meus sonhos respirando.
E, quando a manhã vier
buscar o céu em nossa cama,
que nos encontre abraçados,
com espaço entre os braços
para o mundo florescer.
Descrição:
“Onde o amor me encontra inteiro” fala sobre aprender a amar sem abandonar a própria identidade. O poema acompanha alguém que deseja uma relação profunda, mas teme que a entrega lhe custe aquilo que é. Ao longo dos versos, essa pessoa descobre uma intimidade em que pode oferecer carinho, revelar suas fragilidades e permanecer livre. O título expressa esse encontro: ser amado com a própria história, os próprios sonhos e até os medos que ainda não desapareceram.
Logo no início, o coração guardado num copo d’água traduz uma tentativa delicada e impossível de proteção. Ele está fora do peito, num lugar aparentemente controlável, mas continua exposto e frágil. O receio de que “a sede de alguém” o leve embora sugere o medo de encontrar uma pessoa cuja necessidade de afeto consuma tudo o que o eu poético tem para oferecer. Há nessa imagem uma pergunta silenciosa: como permitir que alguém se aproxime sem ser levado por inteiro?
A chegada da pessoa amada transforma esse universo. Quando “os peixes do meu sono aprenderam a voar”, algo que parecia limitado ao seu ambiente descobre outra possibilidade de existência. É uma imagem de liberdade despertada pela presença do outro. A noite que desce da parede e se senta aos pés do casal torna o escuro uma presença tranquila: aquilo que poderia abrigar solidão e receio agora consegue repousar e ouvir.
O desejo de entregar “a infância dobrada na gaveta” representa a vontade de compartilhar as memórias mais íntimas, inclusive aquelas guardadas há muito tempo. Os “domingos que ainda não vivi” estendem essa entrega ao futuro: o eu poético já imagina oferecer dias que nem chegaram. A “pequena estrela manca” sugere uma esperança imperfeita, ferida, mas ainda capaz de iluminar a tristeza. Ele deseja ser conhecido também nesses lugares frágeis.
O momento central acontece quando tenta retirar o próprio nome do peito para abrir espaço ao nome da pessoa amada. Esse gesto revela como a vontade de amar pode se aproximar do apagamento de si. A mão que o detém interrompe esse movimento com ternura. Ao beijar cada letra e deixar o nome onde estava, a pessoa amada demonstra que deseja sua presença inteira. O nome representa sua identidade, seu passado e seu direito de continuar sendo alguém com vida própria.
Os espelhos que fecham os olhos ampliam a delicadeza da cena. Podemos lê-los como uma suspensão do julgamento: por um instante, não é preciso conferir a própria imagem, procurar defeitos ou observar como se é visto. O gesto de carinho permite simplesmente existir e recebê-lo.
Depois desse encontro, a saudade ainda veste suas tempestades. O poema reconhece que uma relação amorosa não elimina a vulnerabilidade. Abrir a janela e deixar a chuva alcançar as flores significa aceitar a emoção e permitir que ela tenha lugar. Preservar a casa significa manter algum amparo interior. A sensibilidade pode nutrir a vida sem arrastar tudo o que a sustenta.
Essa aprendizagem continua nas noites em que o medo “fabrica despedidas”. Os trens partindo de estações inexistentes dão forma à antecipação de uma perda que ainda não aconteceu. Enquanto a pessoa amada dorme, o eu poético percorre abandonos imaginários. “Recolho meu corpo dessas viagens” descreve o esforço de voltar ao presente, saindo das cenas criadas pelo receio para reconhecer aquilo que está de fato diante dele.
A mão aberta sobre o lençol é uma das imagens mais importantes do texto. Ela oferece companhia e deixa a escolha existir. Justamente por não exigir permanência, desperta a vontade de ficar. Há uma beleza profunda nessa passagem: o vínculo se fortalece porque a liberdade encontra acolhimento.
Nos versos finais, os passos continuam pertencendo a quem dança, mesmo quando acompanham os de outra pessoa. A proximidade da boca convive com o espaço necessário para os sonhos respirarem. O abraço desejado comporta duas vidas e também o mundo: projetos, descobertas e experiências que podem florescer ao redor da relação.
A força do poema está nessa transformação gradual. O medo permanece em alguns momentos, mas já não decide tudo. O eu poético aprende que pode amar intensamente e conservar o próprio nome; pode escolher ficar e continuar dono de seus passos. Ser encontrado inteiro é receber um amor diante do qual não precisa diminuir nenhuma parte de si.
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