Amor Cega
Amor é como um buraco negro... Te cega da realidade dentro dele, ao redor é lindo e brilhante, e uma vez dentro dele, é difícil sair.
Teu amor de fim de semana me cega, não te sinto
Longe de mim aperceber teu querer
Sai de mim esse sentimento de te pretender
Te sentir em mim viver.
Vivo em busca de chamego
Não de dor no peito ou olho perdido nas tulipas
És belo ser físico quase ficção
O fulgor das trevas vem de você
Me deixa amedrontada de tanto querer te pertencer.
Não quero viver você
Pula o muro do meu coração
Sai de mim mal querer
Quero viver fins de semana sem medo
Meu celular não aguenta te viver
Quero sentir amor e não desespero.
Teu querer me deixa descontente
Todo fim de semana é eloquente
Que teu querer por mim não é convincente
Fim de semana adolescente
Viva sozinho louco, descontente
Eu quero um amor, não um imaturo de momento
Liberdade
Amor que prende, amarra e cega,
Que quer ter para si, e não sossega.
Confunde o zelo com a prisão,
Chama de amor o que é obsessão.
É querer ter em jaula o passarinho,
Roubar-lhe o voo, cortar-lhe o caminho.
E quando ele chora, implora o ar,
Diz que o sufoco é só por amar.
Esse amor de notas, de desespero,
É mais temor, é menos zelo.
Quem ama o outro sem opressão
Ama o mundo que há no coração.
Porque amor real é liberdade,
É saber que se fica pela vontade,
É cuidar sem algema, sem corrente,
Sem vigiar, sufocar a mente.
Quem ama deixa o ser alçado,
segura na mão, mas não faz nó.
E entende que amor de verdade,
É laço leve, não aprisiona em pó.
Meu amor por você é desesperado!
É como uma busca cega,
em caminhos escuros,
como átomos dispersos
em moléculas de nada.
Apenas um tipo de amor me cega
Aquele que me leva sem pedir licensa
Que me arrasta pro meio da pista e grita
E me expõe a qualquer vergonha
Aquele amor que me bate na cara
E me expurga qualquer coisa escondida
Que me leva pra uma vida que eu não aceito mas gosto de estar...
AMOR FUGIDIO
Luz que vieste do oculto
Luz que cega sem brilhar,
Que convida a mar de amar
Maré negra de outro vulto.
Por que andaste no ofusco
Do meu sol de companhia,
Quando eu somente te pedia,
Essa coisa do amor que busco.
Fugiste. Eu vi, eu sei,
Porque por ela me dei,
Na noite longa que dormia.
Um sono de olhos abertos,
Como que a fixar a luz,
A tua, dos olhos incertos.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 06-01-2023)
A verdade cega é feita de razão e dor, sem coração, mas se tiver luz e amor, a vitória é do perdão.
Tô pensando em você, na busca cega do amor,
perdido entre incertezas, grito teu nome sem cor.
Mas você não ouve, não responde à minha dor,
sou eco no vazio, sou ausência sem sabor num pântano esquecido.
