Amor Arte
Eu por criatividade e rebeldia costumo inventar palavras, em português poético, sobre emoções que o meu coração sente e não existem.
A vida por si só é em preto e branco mas o nosso grande desafio, é colorir nossa existência com cores vivas, amores, alegrias e felicidades.
Os falsos amores contemporâneos são só instantes, uma inconseqüente relação de trocas em ter, ser e prazer, por um momento somente, que menospreza qualquer verdadeira escolha e encontro de sentimentos.
Inimaginável no mundo contemporâneo de hoje com tantas liberdades, a quantidade absurda de estupros que ainda acontecem e na maioria das vezes as vitimas aos pedaços, omitem e envergonham se. Aos abusadores covardes, a lei cada vez mais severa, e as vitimas só um novo caminho de renovação, de se dar por entrega a quem se escolhe, por ternura, cumplicidade, compreensão e amor.
Sobre a Guerra Santa, repetida por vários fanáticos desajustados. A guerra nunca pode ser santa pois não existe um santificado no mundo, que possa promover a dor, o flagelo e a morte. Seria mais apropriado, chamar de Guerra Insana, por que acima de nos, só existe um Deus, personificado por vida, misericórdia e amor nas diferentes culturas espalhadas pelo mundo.
O sonho rentável não tem valor algum, pois os mais valiosos são sempre os generosos muito além de todos os valores materiais.
Na maioria das vezes me decepciono com todos os insensíveis e ignorantes, mas não aprisiono, minha latente generosidade espalha se por liberdade, que por amor a vida por vida, está sempre bem acima, de tudo.
O reencontro com velhos amores é fatídico e decepcionante. Pois ninguém tem o direito de apagar com a velhice, antigas, boas, lindas e excitantes recordações.
Agora sinto saudade. Mesmo em silencio a coabitação com minha mãe Edyala, nesta dimensão me dava abrigo. Hoje a percebo na eternidade, entre as estrelinha do céu e aguardando a noite feliz, de nosso reencontro.
Luto por lutas sem vitorias, sonho por sonhos que não se realizam e permaneço acreditando por fé em um único Criador que "creou" uma humanidade em semelhança para ser mais digna, amável, responsável e consciente perante o mundo, a vida e com ela mesma.
Deus está presente no inicio, durante e no fim deste pensamento como é na vida. Não concebo racionalmente verdadeiro amor, esperança e felicidade plena nesta curta dimensão, sem fé e sem Deus.
Só descobrimos nossa eternidade quando conseguimos deixar de ser unidade e passamos a fazer parte indivisível do todo, assim é como as ondas na praia que mesmo pujante no próximo momento e movimento retornam a ser parte imperceptível do grande oceano.
As boas historias, de afeto e de carinho independente da religião e da cultura de quem nos conta, se repetem. Isto justifica se por amor e humanidade.
