Amor Arte
Gostar de estar em conexão com a natureza e com tudo que é mais sagrado, de conhecer, entender, aprofundar-se e mergulhar em mundos antepassados. Raizes forte, espírito que se enche de emoção em sentir tamanha energia deste lugar. Da arte a cura, de toda a história e amor, sempre eterno em nossos corações, seguimos firmes na missão.
Quero afogar meus vícios nesse mar negro, como irei se ainda tenho vontade de curtir o verão passado nessa areia cinzenta que tanto me feriu, são memorias de um antigo alguém, tão gostoso seu sabor e perigo, foi essa mesma caipirinha gelada que deixei-me levar pelo prazer até perder minha consciência, só quando meu bolso vazio acordo sozinho, nu, em um bar que fechou a porta sem dor quando precisei me levantar, tentei insistir, mas esse bar já tinha anos de experiências, recebe bem e cuida de seus estrangeiros até o dia que encontrar o freguês das quantias noturnas.
Versos que desvendam as frações escondidas da alma
Versos são tesouros, palavras em ebulição,
Que desvendam as frações escondidas da emoção.
No âmago da alma, brotam como uma canção,
Expressando o indizível com toda sua devoção.
Alegria radiante, como o sol a brilhar no céu,
Versos bailam e sorriem, trazendo um doce mel.
Transbordam de contentamento, num suspiro sincero,
Elevam o coração, fazendo-o voar como um pássaro livre e leve.
Tristeza profunda, que invade com seu manto escuro,
Versos entristecidos, ecoam no silêncio mais puro.
Palavras são lágrimas, que escorrem na página,
Expressando a dor que sufoca, como uma gaiola sem passagem.
Paixão ardente, como fogo que consome o ser,
Versos apaixonados, transbordam de prazer.
Inflamam os sentidos, incendeiam a mente,
Unem corpos e almas, em um abraço eloquente.
Desespero lancinante, que dilacera a alma em pedaços,
Versos desesperados, sussurram segredos e embaraços.
Expressões desesperançadas, buscam uma luz tênue,
Para aliviar a angústia, em um mundo tão sórdido e incerto.
E assim, meus versos, como fios de uma tapeçaria,
Desvendam as emoções em sua mais pura poesia.
Que eles toquem tua alma, deixando sua marca profunda,
Ser gente tem sido excessivo demais, para sobreviver em um mundo onde as pessoas são objetos de valor.
Sinto exaustão dessa geração medíocre, morro de tédio de conhecer pessoas vazias e sou altamente intolerante a opiniões com ausência de sabedoria.
Não é porque alguém canta o que eu não costumo ouvir, que eu vou sair por ai julgando como ruim ou de mau gosto.
Enquanto o mundo não usar da empatia, ao contrário de impor sua opinião, teremos uma humanidade sem sentido, mesmo sentindo muito.
Nas artes, tentei expressar como te enxergo, mas você não soube reconhecer sua própria beleza pela minha ótica.
"Desistir do que não vale a pena não é sinônimo de fracasso, é o verdadeiro sentido de quem alcançou a maturidade e adquiriu a dádiva da sabedoria."
Parte 1
Eis me aqui juntando os meus últimos
fragmentos.
Enfim tardou-se e não encontrei o bom
contentamento.
Mais e agora o que será do meu corpo carne e
osso?
Moldando na terra um inteiro juntando dois
pedaços.
Avistei o sinal no trilho seria um lugar de
descanso pacífico?
Cai a noite saio andando cego e mudo na cidade
que princípio.
De longe reconheci o teu aroma de vidro e água
transbordando.
Meu irmão coroado rei obviamente eu o barro a
terra e marte observei.
Não quero ir embora sem antes lhe buscar o mais
belo estandarte.
Mais tu se foi com o passar como um vento forte
de dezembro.
Virei um solitário e por medo sair voando rumo a
um abraço acalento.
Deveras eu busco qual instante a boca calou-se
dizendo: basta!
Meu senhor calante servo nos encantou com uma
harpa.
Nas bruscas ainda feito vinho amargou sem
defeito.
Foi meu peito afogando-se nas rasas águas de um
algibe corrompido.
Agora dei-me teu veneno na boca com três gotas
eu me deito.
Serei a sitilante flor da tua raiz fertiu: Um deleite
serei!
E eis-me aqui para assistir teu crescer salinte
outra vez!
Pra mim ouvir o cantar o som de quem me abriu o
portal do invisível.
Abaixo um castelo tijolos escadas e mil quadros
imersivos.
Naquela subida montanhosa vem vindo se
aproximando um brilho.
Solte-me destrave as correntes ao sair desse
portão.
Viva minha liberdade enfim liberto dessa rápida e
ante-sagrada vermelhidão!
Sou o vento um suspiro no fim do mangue
escurecido.
Vivendo por um fim que não ganhou fim nem
finalmente.
(continua...)
