Amo essa minha Vida Louca
Envelheci...
Estou mais só!
Só comigo.
Então comecei a apreciar mais a minha companhia, a me mimar mais, a celebrar mais a vida!
Não economizo em meu cotidiano:
- Café com música;
- Flores na mesa;
- Um bom vinho;
- luz de velas;
- Banhos quentes, demorados, perfumados, lençóis macios, e a camisola de seda.
O resto eu deixo nas mãos de Deus!
Haredita Angel
09.04.26
"Sinto uma saudade doida e doída da minha mãe!
A saudade é o preço a pagar por esse amor tão único e verdadeiro!"
Haredita Angel
13.05.25
"Tem gente que ao partir vira estrela.
Minha mãe virou borboleta a tilintar entre as flores..."
Haredita Angel
17.11.25
- Intensidade é a minha marca, e eu
pago o preço de viver cada história por inteiro.
- Ser intensa não é pecado, é virtude!
Haredita Angel
19.01.25
As vezes dúvido da minha própria capacidade de conquistar quando paro para olhar o desempenho dos vencedores, mais sei que cada um tem seus objetivos e metas a ser alcaçadas, sempre falo para minha pessoa que busque a felicidade mesmo que seja no simples e que não se arrependa de conhecer e passar por coisas no qual fazem parte do processo e aprendizado.
ela era mar,
entornando na praia,
só de saia,
era sol,
só minha, era sal,
meu lual
mulher areia,
grudada no corpo,
era sereia
era amanhecer,
final de tarde,
meu bem querer
era Vênus, Hera,
heresia,
era eu
(era mar)
Tua voz acende,
minha pele te chama,
no olhar, um fogo manso,
que não se diz
só se sente,
e queima devagar.
Inevitavelmente
me pego enamorada
pelo som da sua voz
um sussurro que apaixona
minha escuta.
Me pego
cantarolando,
falando
e recitando
meus pensamentos pra você.
Porque tudo
que eu quero
é dizer constantemente
o quanto
eu te amo.
Por isso lhe envio tantas mensagens
e por isso lhe tenho
tão perto de mim.
Teus sussurros
brasa líquida,
vertigem de vinho
adocicando minha audição.
desce por mim
e acende, sob a pele,
uma procissão de estrelas.
Ah, não me fales de amor!
O amor, quando é puro,
ainda conserva distância.
Quero o desejo em sua forma impura:
a boca que insiste,
o corpo que reclama,
a respiração que se rompe
contra a minha.
Vem.
Que teus braços sejam laços,
que teu peito seja cárcere,
que a noite nos encontre
sem véus, sem nomes,
sem a pobre vigilância da razão.
Quero perder-me em ti
como um perfume se perde no ar,
como a lua se dissolve
no cálice negro da madrugada.
E quando o prazer
nos fizer tremer juntos,
não haverá pecado bastante
para nos condenar
porque a própria culpa,
ajoelhada aos nossos pés,
há de desejar
o que nós desejamos.
Alzira Aquino Mendes
*
"Desde a minha infância,
o alfabeto me cerca me conduzindo a escrever,
e nessa longa caminhada pude ver,
que as palavras encontradas me deram rimas e inspiração para poesia!"
***
( Francisca Lucas )
____________________________________
A alternância do equilíbrio...
Às vezes preciso dessedentar
a minha força
com a minha fragilidade...
outras vezes preciso nutrir
minha fragilidade
com minha força...
É nessa alternância
que reside meu equilíbrio...
✍©️@MiriamDaCosta
Sou feita de coragem tímida
e de timidez corajosa.
A minha coragem
não sabe, e tampouco necessita,
gritar, espernear, brigar, atacar...
Ela dispensa o espetáculo,
rejeita o barraco,
não se alimenta de plateias
nem de aplausos ruidosos.
A minha coragem
age em silêncio,
sustenta-se de coerência,
permanece inteira
mesmo quando ninguém vê.
E a minha timidez
não conhece o medo
nem a insegurança.
Ela desconhece o exibicionismo,
não precisa se expor para existir.
A minha timidez é escolha,
é recuo consciente,
é abrigo do essencial,
é a dignidade de quem sabe
que nem toda força
precisa ser anunciada.
Sou essa contradição harmônica,
quem caminha baixo
mas não se curva
e paira alto,
quem fala pouco
mas não se omite
e diz o necessário,
quem escolhe emudecer
quando dialogar
não tem valor,
quem é silêncio por fora
e convicção por dentro.
✍©️@MiriamDaCosta
A minha felicidade é autônoma e independente.
Não pede licença,
não mendiga afeto,
não negocia solitude
em troca de migalhas emocionais.
Ela não se apoia
em promessas frágeis,
nem se pendura
no humor alheio dos dias.
Aprendeu a caminhar sozinha
sobre cacos,
sobre ausências,
sobre o que veio
e partiu para o além
e o que não veio...
Não confunde companhia
com salvação,
nem presença
com pertencimento.
A minha felicidade
não nasce dos sorrisos e risos,
não necessita de aplausos e frases feitas
nem morre na minha solitude.
Ela existe.
Inteira.
Mesmo quando algo me falta.
✍©️@MiriamDaCosta
A minha promessa para o Ano Novo (2026)
Odeio promessas!
Promessas são pactos frágeis
assinados com o medo do futuro.
Não prometo nada
a mim mesma,
eu me conheço.
Não prometo nada
aos outros,
eu os conheço também.
A única coisa que não negocio,
depois da liberdade,
é a escrita.
Enquanto houver pulso
me bombardeando,
eu escrevo.
Enquanto houver ferida
me cutucando por dentro,
eu escrevo.
Enquanto houver silêncio
me gritando nos ossos,
eu escrevo.
Enquanto houver sangue,
suor e lágrimas
me derramando,
eu escrevo.
Não faço promessas!
Eu cumpro.
Escrever não é escolha.
É instinto.
É reflexo.
É sobrevivência.
Eu escrevo
quando falta ar.
Eu escrevo
quando sobra silêncio.
Eu escrevo
para não morrer por dentro.
Promessas nascem fracas,
já pedindo desculpa
por não sobreviverem ao tempo.
Eu não prometo!
Eu persisto.
Escrevo
como quem se mantém viva
num mundo
que golpeia para matar.
Escrevo nas entrelinhas
dos pontos onde sangro
e não coagulo.
✍ ©️ Miriam Da Costa
Mistério e Loucura
Ignoro minha origem,
me escapa o meu destino,
sabe-se lá, qual...
Caminho entre mistérios,
habitante do enigma,
tentando compreender,
com mãos trêmulas de sentido,
de versos e de interrogações
este mundo estranho
e muito louco
em que respiro, escrevo e
sou vida.
✍©️ @MiriamDaCosta
Ode à cor laranja ( minha cor preferida)
Laranja é o incêndio manso
entre o grito do vermelho
e o riso do amarelo.
É o sol quando desaprende a ser astro
e resolve escorrer
pela paleta da tarde.
Cor de fruta aberta,
de sumo que explode
nos lábios da vida
de fome boa,
de poesia viva,
de desejo sereno
que não amarela com o tempo.
Laranja é a coragem
em estado morno,
não a fúria,
mas a chama que insiste
quando a noite ainda ameaça.
É o outono aprendendo a ser arte,
folhas que caem
sem culpa,
sem drama,
apenas porque amadureceram.
Laranja é o pulso da criação,
o instante em que a luz hesita
antes de virar memória.
Cor do entre,
nem começo, nem fim,
mas o salto.
Ó laranja,
ensina-me a existir assim:
intensa sem violência,
viva sem excesso,
ardendo sem me consumir.
✍©️@MiriamDaCosta
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