Amo essa minha Vida Louca
A chuva traz o silêncio.
Minha alma se acalma,
os sentimentos se aguçam.
Na melancolia, chega também o entusiasmo,
e o alento me compensa
com momentos tão bons.
O pingo na telha…
e um coração em paz.
Otávio Mariano.
Adão no Éden: Em um jardim de delícias, disse: "Seja feita a minha vontade" e mergulhou o mundo em trevas.
Jesus no Getsêmani: Em um jardim de agonia, disse: "Não seja o que eu quero, mas o que Tu queres".
O Perfume de todo dia.
Quantas histórias vivo em minha cabeça.
Mas minha cabeça é só uma, e as histórias são muitas.
Nela se passa tudo e tudo se passa.
o passado e o futuro, nada se para.
No presente existo, mas não deveria.
Pois nele se ignora o que certo seria.
Presenciar o amor de todos os dias.
Ao seu lado sigo, sigo a minha vida.
Eu sinto a rotina de todos os dias.
Como a noite espera, espero o final do dia.
E nele sentir seu perfume, como um presente no dia a dia.
Esta é a minha carta de despedida
Desejo ser cremada. Quero abraçar as chamas em meu último contato físico, mesmo que meu corpo já não carregue vida, apenas uma casca vazia. Essa casca, que um dia sorriu, agora se despede. Joguem minhas cinzas ao mar, deixem as ondas salgadas me levarem. Que eu toque o mundo inteiro, mesmo em fragmentos dispersos.
Não quero funerais nem celebrações fúnebres. Só de imaginar a hipocrisia dos lamentos, o som de vozes dizendo o quanto me amavam ou sentiriam minha falta, sinto um peso que não quero levar. Por que poupam palavras tão belas em vida para oferecê-las apenas na morte? Não chorem. De que valeria? Não verei seus rostos tristes, nem poderei confortá-los pela perda.
Não sei se quero ser lembrada — depende da imagem que carregarem de mim. Seja na memória, no coração ou no vazio de um momento. Apenas saibam que parti sem arrependimentos. Se houver algum, que seja um reflexo das escolhas que fiz. E com elas, boas ou ruins, estou em paz.
Não chamem todos, apenas os próximos, os íntimos. Meus amigos, minha mãe. Não tragam parentes que vivem onde Judas perdeu as botas. Quero ao meu redor aqueles que estiveram comigo em vida, compartilhando momentos que valeram a pena.
Lembrem-se de mim como eu fui, em cada hora, em cada dia. Seja nos meus dias bons ou maus. Quando eu reclamava do cabelo. Quando chorava por não dar conta das mil tarefas que me cobrava. Ou quando sorria apenas por comer morangos. Lembrem-se de mim por inteiro, com meus erros e falhas, acertos e verdades.
E onde quer que eu esteja, partirei em paz, sabendo que, de alguma forma, vivi em suas lembranças.
Sou antigo. Minha mente não foi educada pelo fluxo raso dos vídeos transitórios, mas pela disciplina contínua da leitura, onde o pensamento é construído, não consumido.
Pequena Ethos
Minha humilde menininha.
Desobediente ao não obrigatório.
Cheia de bondade e tão justa.
Preocupada com o coletivo
e desapegada de individualidade.
Não tem moradia fixa.
Garota livre de costumes,
valores e crenças.
Cidadã universal.
Nem certa e nem errada.
Simplesmente bondade pura.
Na sua ausência sobram regras e leis.
Tão discreta quanto necessária.
Tua ausência e distância
Nos dói tanto.
Você é nossa bússola
quando precisamos mudar
o caminho traçado e herdado.
Nos ensina que nem tudo
estabelecido como “certo” é
também conveniente e saudável.
Eu quero, eu devo e posso
abraçar-te minha pequena.
Saudades!
Enquanto eu caminho procurando o amor, deixo que a voz do coração me guie e a luz da minha alma me ilumine.
Em meio às constantes lapidações da minha pedra bruta, você surge como o prumo que equilibra meu espírito e a luz que ilumina minha jornada evolutiva. No brilho do seu companheirismo e na mansidão do seu carinho, encontro a força das correntes espirituais que me sustentam, provando que o nosso amor é um reencontro de almas destinado a florescer na caridade, na atenção e na mais pura harmonia do amanhecer.
Você é a minha calmaria no caos, meu porto seguro e a pessoa que transforma meus dias comuns em algo extraordinário. Obrigado por ser o meu lar.
Caminho devagar, pois já venci as pressas. Minha felicidade não pede licença, mas nunca pisa no chão do outro.
Silvio Bueno
ESSE FIZ PRA VOCÊ
Realmente me pareço chato e meio que inconveniente as vezes.
Pela minha insistência em te desejar bons dias e dias bons e contra da vida os revezes.
Tenho certeza que nessa vida você merece um melhor Lumiar,
Que combine eternamente com seu lindo e inconfundível olhar
E se esse mesmo olhar revela um incontido sentimento,
E não importa como acontece e nem o momento
Na vida não merece o mal
Pois o que sente, me serve e me mostra o amor real
Eu escrevo porque não consigo falar.
As palavras se recusam a sair da minha boca,
então derramam-se no papel.
Queria poder me desfazer em teus braços,
encontrar neles um lugar onde o mundo
parasse de pesar.
Queria que cuidasses de mim,
como o Pequeno Príncipe cuidou de sua rosa.
Queria ser tua.
E, mais do que isso,
queria que escolhesses ser meu.
Não por obrigação,
mas por paixão.
Há quem me corteje.
Há quem tente conquistar meu olhar.
Mas de que me serve qualquer cortejo,
se o único que desejo
é o teu?
Se não tens intenção de permanecer,
tem a delicadeza de partir dos meus pensamentos.
Não é justo.
Toda vez que fecho os olhos,
és tu quem encontro.
Vejo tua postura ereta,
teus dedos ligeiros dançando sobre o teclado.
Revivo o nosso abraço,
o calor do teu corpo envolvendo o meu.
Vejo teus olhos por trás das lentes redondas,
e descubro, mais uma vez,
que teus óculos parecem ter sido feitos
para o contorno do teu rosto.
Então meu olhar encontra teus lábios.
E, nesse instante,
o mundo deixa de existir.
à minha frente
tantas possibilidades
e esta incapacidade premente
de apenas estar no vazio corrosivo
explodindo neurônios
e sentimentos profundos na aparência
vagos na essência
um estado constante de estupefação
sem nexo
sem providência
sem ação
é como se eu deixasse para viver
amanhã
no amanhã
os significados esperam
os olhos humanos
e eu, teimosamente, não os deixo
existir por dentro
a lava do vulcão escorre e transforma
tudo
ideias
sonhos
projetos
em lamento
apenas meus ouvidos escutam
um som inconfundível e mordaz
sua nota reverbera em estribilho e passa a ser
minha
companheira
e juíza
repetida. repetida. repetida.
golpe hipnopédico
como um barulho silencioso e paralisante
como uma pedra engastada
na garganta
o perene não fazer
não existir
não ver
fingir
e deixar para depois
quem sabe…
[ainda são 7 da manhã
e quantas vezes já pensei em fugir?]
Estou deixando minha contribuição ao mundo.
Cada livro representa uma parte da minha jornada, das perguntas que fiz, das respostas que encontrei e das reflexões que escolhi compartilhar.
Não posso controlar o impacto que cada página terá, mas posso escrever com autenticidade, responsabilidade e propósito.
Se uma única pessoa enxergar uma nova possibilidade para a própria vida depois dessa leitura, já terá valido a pena.
Escrever é a forma que encontrei de transformar conhecimento em legado.
"Você é minha lua!", não, sou tua lua, que brilha e que ilumina o teu lado escuro, controla teu mar e nunca deixa mostrar o lado no qual não brilho por ti. Liberto poder-me-ia ser? Sem tua gravidade vagaria sem rumo até colidir em outro corpo infame. Isso não é amor, é doença.
Os momentos onde mais entendi de mesmo foram os de profunda tristeza, sorte a minha serem a maioria da minha vida.
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