Amo essa minha Vida Louca
Que aventura extraordinária é estar vivo! E aterradora também, essa aventura de viver ; o dia em que o ser humano dominar o poder total da memória, ele descobrirá segredos terríveis! O esquecimento é uma benção, de fato... Refiro-me ao que acontece conosco quando, à noite, adormecemos e mergulhamos no mistério além do sono e dos sonhos!... Vem-me à memória, recordações fantásticas durante as horas de sono...Existem hospitais, por lá...Estes lugares existem e são tão reais quanto os nossos hospitais, e quando somos acolhidos ,lá, após a morte ou durante um despertar fora do corpo em alguma viagem extradimensional que o sono proporciona e não lembramos por misericórdia divina, quando somos acolhidos lá, notamos que as pessoas de lá, como aqui na Terra, às vezes com a maior boa intenção tentam nos ajudar, parece que tanto lá quanto aqui, embora hajam diferenças pontuais, lutamos para fugir de uma segunda morte
Beleza física é apenas perceptível aos olhos.
Beleza interior, essa, sim, é encantadoramente admirável.
Não existe maquiagem para o caráter.
Sapienciais 1:2
Quem busca a sabedoria busca ser feliz. Quem compreende essa chave da sabedoria é, verdadeiramente, sábio.
Líderes não apenas sonham com um futuro melhor, eles possuem a capacidade de tornar essa visão uma realidade palpável para todos ao seu redor.
A ressonância consciente conecta tudo que vibra em alta frequência — e é essa ligação invisível que a ciência agora começa a decifrar.
Quando se ama uma pessoa, e você também é amado por essa pessoa, o tempo se torna o seu melhor amigo. Mas, quando se ama uma pessoa, e essa pessoa não lhe ama, o tempo se torna o seu pior inimigo.
Uma luta eterna entre aceitar o que eu era e fazer o que os outros queriam. Ainda hoje essa luta existe. Silenciosa mas voraz, íntima mas reverberante. Vivo um conflito constante, ser o que sou ou ser o que o mundo quer que eu seja.
GRANADA
Essa ansiedade me mantém acordado...
Essa ansiedade me mantém acordado...
Noites invernosas habitam meus olhos,
Chove copiosamente...
Deslizes de terra... desmoronamentos...
Descompor-se... dessentir...
Essa ansiedade me faz respirar...
Essa ansiedade me faz respirar...
Um meteorito é um sobreaviso...
Um poema pode ser uma granada,
O Papa sente-se cansado...
Essa ansiedade me mantém acordado...
Essa ansiedade tem a ternura de Isolda,
A leveza de Mata Hari,
Beija-me e me faz levitar...
Quem detém furacões...
Quem detém vulcões...
Esta ansiedade é paciente,
perene como as neblinas...
Dilui correntes e guilhotinas...
Esta ansiedade me salva e liberta
Desperta-me para essa ansiedade.
ABSTRAÇÃO
Esse esvanecer de ter-se consumido
Em todas as noites ter se diluído
Essa neblina, brisa, maresia...
Ledo engano, falsa alegria,
Dissipar-se assim gás e vapor
Por que não existir somente basta
Vagas enormes a afogar meu::” eu o que sou?”
Eu me pergunto, esfumaçando no vazio,
Nesse oceano a afogar o ser,
Como sumir nessa mentira imensa e vasta
Como compor-se na abstração do amor...?
Saldade é essa coisa salgada que me diz nunca mais...
Saudade é esta coisa doce que se avoluma
e te traz pra bem perto de mim...
EPÍSTOLA APOCALÍPTICA SOBRE ESSA BOLHA DE OCEANOS
Não fosse eu um corpo etéreo, um alien grafite,
Na nebulosa; labirinto intracelular cósmico,
Um vírus, um bacilo no azul marinho gasoso
Da inviável via láctea, efêmera vaidade,
Desfilando colar de constelações
E jogando poeira de estrelas nos nossos bolsos...
O terror cósmico dessa solidão intergalática,
Trazendo auroras boreais
De tempestades solar apocalípticas...
Rebelde sagitário se dilui na acidez sideral
E júpiter se avoluma em gases, aqui no meu quintal...
Atormenta-me a fobia de te ver na esquina,
pefil frágil e andrógino,
Túnica lilás, bastão incandescente e cabelos de ouro,
Cantando “chuva púrpura” profetizando um armagedom,
Fazendo-me imaginar,
Praga, New York e Belford Roxo, roxas de melancolia
Solidão e medo da alcaida,
E possíveis ataques norte-coreanos...
Mas não é isso que me leva a consultar
O zodíaco e previsões climáticas,
Que me fazem supor catástrofes e cataclismas
Sobre a caatinga esparsa e escaldante
De Jericoacoara e quixeramobim...
Se eu não fosse essa lua de insegurança,
E assimilasse ensinamentos de epístolas, salmos
E o sermão da montanha...
Mas sou apenas um cervo feérico, numa floresta primitiva,
Contemplando estrelas sob a noite eterna
Há mil anos luz de um dinossauro,
Tentando entender a ternura débil e insana de um t-rex
Estudando a sua caça e farejando sangue
Percebo que o que me sustenta sobre esta esfera,
Sobre esta bolha de oceanos,
Que viaja trágica e inconsequente,
Entre meteoros, meteoritos e cometas reluzentes,
Na harmonia do sistema planetário
E no descompasso de moléculas de hidrogênio e oxigênio
Realizando o milagre da vida...
Ainda é essa eterna e inexplicável força estranha...
Nunca essa luz
por ver-me assim tão verme
por desfazer-me
assim neblina,
por conduzir-me sem rima,
mudo acalanto
nina esta ausência
este fazer ruir
nesta desgravidez
neste desencanto,
ausência...
INVISÍVEL
Essa cidade não sabe que eu sou de outro planeta
Que viajei na reluzente calda de um cometa
Sob uma chuva perene de meteoros incandescentes
Essa gente não sabe do que tenho
E não tenho e do que sou capaz...
Quando a solidão do inabitável
Castigava a terra com restos de estrelas.
A luz se impunha as trevas,
Então o Filho pregou o amor
E a justiça sobre as montanhas,
Esse soneto divino que é o existir
Não permitira ainda o orvalhar romântico
Sobre os jardins de Amsterdam,
Antes Moisés conduzira o êxodo
Sob o causticante sol do deserto
Eu estava longe de tudo e perto do nada,
E quanto mais perto de tudo,
Mais você se torna invisível,
As pessoas só veem o que lhes interessam...
Essa cidade não ouve nem lê
O que eu escrevo ou declamo
Não sabe dessa ternura mórbida
Que sacrifica os santos...
Eu tenho moléculas de hidrogênio e oxigênio,
Eu tenho a luz dos astros
E a melancolia impressa no olhar
Eu tenho a devoção dos mártires...
Essa cidade nada sabe de mim
Enquanto a lua dança num eclipse
E o arco Iris listra o firmamento
O apocalipse se revela...
Silenciosamente eu canto,
Eu toco um violino e a harpa...
Uma harpa angelical me acompanha...
todas essas mobilizações que vemos, toda essa baderna tem o dedo da oposição querendo desestabilizar o governo. todos de olho no poder...
Vou escrever um conto; ando sem inspiração, mas tenho o mar e todos os seus mistérios; toda essa coisa grandiosa e o que inventam; as sereias, os tesouros, as ilhas misteriosas, os mundos perdidos... Vou escrever um conto... eu invento um amor; uma grande paixão... algo digno de Shakespeare; alguém que renunciou a não sei o que e se entregou de corpo e alma e me espera não sei onde... vou falar desse amor, olharemos o arco-íris e a neblina primaveril acinzentando a lagoa e o corcovado. toda a melancolia dos anos dourados que repousa no passado, mas nos incomoda como uma farpa entre a unha e a carne. Vou escrever um conto... eu invento um álien meio ianque, meio soteropolitano, dançando despido na calçada de Copacabana; lembrando o hit do Caetano, ''sem lenço sem documento"; dançando um axé, um xaxado, um samba-rock... qualquer coisa entre a preguiça baiana e a esquisitice americana. Vou escrever um conto sobre amores inesquecíveis, paixões impossíveis; gente que se jogou da ponte, se revolve nas águas e seus espíritos perambulam nas praias em noites de lua cheia... quem pode entender o amor? Vou escrever um conto sobre o que não conto pra ninguém, esse pavor, esse momento delicado, que expande o pânico com o terror de chacinas e ameaça eminente que nos torna refém de milícias e nos tortura com funk de apologia à droga, à prostituição e à violência. Toda essa violência propriamente dita e a violência estarrecedora da corrupção que nos venda à qualquer possibilidade de uma luz no fim desse túnel.
O que é amor... o que é amor...
Sempre me questiono...
E essa busca, essa procura não deixa de ser vestígios por maior que seja o abandono...
Felicidade?
-sabe essa procura incessante,
Essa luta desgastante, esse turbilhão de emoções :incertezas, receios, insegurança...
Esse vai e vem incessante da luta do cotidiano na batalha por realizações. ..
Quando tudo isso passar algum dia, você vai dizer: ah, eu era feliz e não sabia...
Tinha sempre água na geladeira
quando tínhamos geladeira...
de vez em quando me vem essa lembrança,
entre muitas lembranças
que certamente eu tinha
e de certo, muitas dessas lembranças eram saudades,
agora não me lembro de nenhuma saudade...
o buriti parecia colher estrelas
depois da cerca do nosso quintal,
é um neon incandescente neste breu
onde o passado se apaga,
algum vulto se debate impetuoso,
sabe esses fantasmas que se rebelam
e murmuram nos calabouços...
alguma coisa deveria brilhar nessa manhã,
mas é só uma manhã como todas as manhãs;
água gelada, sorrisos anônimos...
uma ternura piegas nesse olhar triste
que talvez queira me dizer algo que eu não entendo mais.
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