Amo Ate seus Defeitos
"A felicidade pode ser bem visto ou mal visto.
Ou até, a quem demonstra brilho no coração incomoda muito a quem o tem em total escuridão."
"Viva excessivamente a dor, até que a dissipe, e logo revela-se o que há atrás. E sem perder a sua exatidão, retribua com o sentimento de abandono e rejeição."
"Jamais tente retornar
para aonde demorou tanto a sair.
Pode até procurar o porquê quer voltar,
mas de modo algum volte."
"Na escuridão,
até a tua sombra pode te abandonar.
Por isso,
é fundamental depender principalmente de ti mesmo,
ou do todo-poderoso."
ATÉ QUE AMANHEÇA
Embrulho a vida,
Momentos doces e amargos,
Lembranças pesadas ou leves passagens,
A suavidade de um beijo
Ou agruras quaisquer na viela do esquecimento
Empacoto o presente...
Ou os mais íntimos toques
Que eu não consigo reprimir
E vigio...
Vigio a melancolia didática,
Toda aspereza da mais simplória estrofe
Que eu escondo no fundo do arquivo
Contudo arranha-me a sensibilidade...
Vigio fantasmas que me empurram da escada
Ou penduram cordas nos caibros
Como um sinistro convite
Vigio a porta, que um forte vento teima em abrir
A campainha que nunca toca...
O telefone que nunca chama
Para confidencias durante a madrugada
Vigio a Remington num esquisito toque-toque
Como um estranho soneto de um enredo obsoleto...
O gotejar incessante de alguma torneira
No mais profundo silencio
Ou passos pelas dependências da minha ânsia
Vigio pilhas de livros sobre a minha ignorância
Vultos atrás da cortina
Sussurros no hall superior
E uma gargalhada estridente, efeito de aguardente
Que vem do corredor...
Vigio a madrugada com seus enigmas
Que conduz o seu perfil ao meu subconsciente
E me transporta a este estado de tensão e medo...
Até que amanheça e me autopsiem...
RAÍZES
Sei de mandioca,
Batata-doce e beterraba
Sei de raízes...
Até que o sol se encolha
Atrás da serra
Até que a boiada atravesse o riacho
Até que a tarde fique morna
E a passarada se aquiete,
Sei que o espantalho vigia o milharal
E que Guilhermina,
Moça velha encalhada,
Sonha com um marido,
Sei que é um perigo
Atravessar o rio na parte mais funda
Pro mode piranhas,
Sei que no canavial
Tem espírito de porco...
Ali morreu meu cunhado
Picado por uma serpente...
Ali conheci beatriz,
Com quem aprendi a gostar de raiz...
Aprendi a colher beterraba,
Batata-doce e mandioca...
Aprendi a contemplar o céu estrelado,
A me proteger de lobisomem e Ets,
A enganar saci pererê
Aprendi que a enxadada
faz a terra girar
Proporcionando madrugadas e auroras
E faz a gente envelhecer...
Mas beatriz também se foi
E hoje olho o gado, o riacho, a serra,
Castigo a terra com a enxada
E a terra gira, gira, gira...
E floresce a vida...
Vamos ser livres, livres, livres...
livres da impossibilidade de ser
somos prisioneiros até da nossa própria liberdade...
ALGO QUE PULSE
Às vezes você me olha
E eu penso que nada é exatamente nada
Até que que se explique, se desfaça, se dissolva
Ou se resgate algo que pulse
Às vezes você me olha,
E eu não disponho de algo que aborde
Aceite ou pelo menos caiba tanta emoção
Sem agredir o que resiste do que é quase morto em mim
Ás vezes você me olha
E a minha transparência , suposta capacidade que me atribui
A tua proximidade, de mostrar o outro lado
Ou de transpor o translúcido
Para atingir o espírito, sem molestar a matéria
Para mostrar que apenas as vezes você me olha...
O que me faz pensar
que a solidão até faz bem
é perceber que as coisas mais profundas
afloram nos momentos solitários...
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