Amizade Verdadeira e a Falsa

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Uma testemunha segura de sua memória não torna sua memória necessariamente verdadeira.

A verdadeira justiça não procura apenas castigar o culpado, mas impedir que o erro continue produzindo sofrimento.

Toda reparação verdadeira começa quando o responsável reconhece o dano que produziu.

Não existe verdadeira justiça onde a vítima é esquecida depois que o processo termina.

A verdadeira liberdade não consiste em fazer tudo, mas em responder conscientemente pelo que se faz.

A verdadeira evolução do Direito acontece quando aquilo que antes era tolerado como normal passa a ser reconhecido como injusto.

Talvez a verdadeira fé não esteja em possuir respostas, mas em conservar a dignidade diante do que não compreendemos.

Buda ensinou que a verdadeira liberdade começa quando deixamos de ser escravos dos nossos próprios pensamentos.

A transcendência pode ser bela sem precisar ser verdadeira; algumas ideias iluminam a alma mesmo quando não explicam o universo.

A verdade não se torna mais verdadeira porque acreditamos nela, nem menos verdadeira porque ainda não conseguimos encontrá-la.

Se existe uma verdade última, ela não depende da nossa ansiedade para ser verdadeira.

A verdadeira segurança jurídica nasce quando ninguém está acima dos limites que a própria lei estabelece.

Uma regra moral só alcança verdadeira universalidade quando pode ser aplicada também contra nossos próprios interesses.

A verdadeira autonomia começa quando o indivíduo aceita responder pelo próprio julgamento.

A liberdade religiosa não exige que o Estado declare verdadeira qualquer religião.

A verdadeira autonomia não consiste em escolher entre opções oferecidas, mas em conservar algum poder sobre a própria arquitetura da escolha.

O Direito brasileiro não deveria perguntar se uma religião é cientificamente verdadeira antes de proteger sua liberdade, porque direitos não dependem de resolver o mistério do universo.

Uma lei não se torna cientificamente verdadeira porque foi aprovada pelo Parlamento; uma hipótese não se torna juridicamente obrigatória porque foi publicada em uma revista científica.

O Estado laico não pergunta qual religião é verdadeira; pergunta quais direitos pertencem igualmente a todos, porque a verdade metafísica não pode ser decretada por maioria parlamentar.

A verdadeira liberdade não consiste em escolher entre verdades prontas, mas em conservar o direito de questioná-las.