Amizade Verdadeira e a Falsa

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Revele apenas o que você cria de verdade. Nenhuma máscara resiste ao tempo. A verdadeira sabedoria é viver o que se é.


Benê Morais

Não vote para obter vantagens pessoais; vote pelo bem do povo. Essa é a verdadeira democracia.


Benê Morais

Na sociedade rasa contemporânea com é difícil encontrar a verdadeira felicidade, sem a soberba, o egocentrismo, o egoísmo, a prepotência e a falta de generosidade.

" Entre o voo do beija-flor e o reflexo do espelho, a delicadeza revela que a verdadeira beleza não se encontra nas flores exteriores, mas naquilo que a alma reconhece e contempla em silêncio. "

AFASTAR OS MAUS ESPÍRITOS.
A Verdadeira Defesa Não Está nas Fórmulas, Mas na Reforma do Espírito.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
Desde os tempos mais remotos, a humanidade procurou defender-se das influências invisíveis por meio de ritos, amuletos, sinais exteriores, fórmulas sagradas e palavras consideradas poderosas. Em todas as civilizações surgiram práticas destinadas a afastar entidades maléficas, expulsar forças obscuras ou proteger os indivíduos contra aquilo que não podiam compreender.
Entretanto, quando Allan Kardec investigou metodicamente os fenômenos espíritas, submetendo-os ao crivo da observação, da experiência e da razão, chegou a uma conclusão revolucionária para seu tempo e ainda profundamente atual: nenhuma fórmula exterior possui poder intrínseco para afastar os maus Espíritos se não houver transformação moral daquele que busca proteção.
O problema da influência espiritual não se resolve por mecanismos mágicos. Resolve-se pela renovação íntima.
Essa afirmação desloca completamente o centro da questão.
A verdadeira batalha não ocorre fora de nós.
Ela acontece dentro de nós.
É na consciência que se decide quais influências encontrarão abrigo.
É no coração que se define quais Espíritos encontrarão sintonia.
É no pensamento que se estabelece a ponte entre o homem e o mundo invisível.
O Grande Equívoco das Fórmulas de Proteção
Desde o surgimento das manifestações espíritas modernas, muitos acreditavam ser possível obrigar um Espírito a dizer a verdade mediante juramentos solenes.
Imaginava-se que bastaria fazê-lo declarar-se em nome de Deus, de Jesus ou de algum santo venerado para que toda possibilidade de engano desaparecesse.
Kardec demonstrou a fragilidade dessa crença.
Os Espíritos inferiores não possuem necessariamente os mesmos escrúpulos morais dos homens honestos.
Se alguns hesitam diante da mentira, outros mentem sem constrangimento.
Se alguns respeitam nomes sagrados, outros os utilizam como instrumentos de mistificação.
Por isso, um Espírito enganador pode jurar, prometer, assinar nomes veneráveis e apresentar-se sob identidades ilustres sem que isso modifique sua verdadeira condição moral.
A fraude espiritual funciona exatamente como a fraude humana.
Um falsário continua sendo falsário mesmo quando assina documentos.
Um impostor continua sendo impostor mesmo quando veste roupas respeitáveis.
Da mesma forma, um Espírito mistificador continua sendo mistificador ainda que invoque os nomes mais santos.
A autenticidade não se encontra na assinatura.
Está no conteúdo.
Não está na aparência.
Está na essência.
Não está na forma.
Está na substância moral da mensagem.
O Mundo Invisível É a Continuação da Humanidade.
Uma das mais extraordinárias contribuições do Espiritismo consiste em desfazer a falsa imagem de um mundo espiritual composto apenas por seres perfeitos.
Os Espíritos não formam uma raça separada da humanidade.
São a própria humanidade desencarnada.
São homens, mulheres, jovens, idosos, sábios e ignorantes que sobreviveram à morte física.
Por isso, o plano espiritual reproduz a diversidade moral observada na Terra.
Há Espíritos virtuosos.
Há Espíritos egoístas.
Há Espíritos benevolentes.
Há Espíritos vingativos.
Há Espíritos esclarecidos.
Há Espíritos profundamente ignorantes.
O desencarne não opera milagres morais.
A morte transforma o estado do ser, mas não modifica instantaneamente seu caráter.
O orgulhoso continua orgulhoso.
O egoísta continua egoísta.
O vaidoso continua vaidoso.
O homem leva consigo aquilo que construiu em si mesmo.
Por essa razão, a influência espiritual sempre existiu.
Ela não começou com o Espiritismo.
Não depende das reuniões mediúnicas.
Não depende sequer da consciência que temos dela.
O intercâmbio entre encarnados e desencarnados é uma lei permanente da vida.
A mediunidade apenas tornou visível aquilo que sempre esteve presente.
A Lei de Afinidade Moral
Entre todos os princípios apresentados por Kardec, talvez nenhum seja tão importante quanto a lei da afinidade moral.
Os Espíritos aproximam-se daqueles com quem possuem sintonia.
Semelhante atrai semelhante.
Não por imposição.
Mas por afinidade vibratória e psicológica.
O orgulho encontra eco no orgulho.
A vaidade encontra eco na vaidade.
A ambição encontra eco na ambição.
O ressentimento encontra eco no ressentimento.
Os maus Espíritos não criam nossas imperfeições.
Eles exploram aquelas que já existem.
No prefácio da prece "Para Afastar os Maus Espíritos", Kardec apresenta uma comparação memorável:
"Os Espíritos maus descobrem as chagas da alma, como as moscas descobrem as do corpo."
A imagem é profundamente reveladora.
As moscas não produzem a ferida.
Elas são atraídas por ela.
Da mesma forma, os Espíritos inferiores não criam necessariamente as nossas fraquezas.
Eles se aproximam delas.
Encontram nelas campo favorável para exercer influência.
Por isso Kardec afirma que não basta pedir que os maus Espíritos se retirem.
É necessário eliminar aquilo que os atrai.
A Verdadeira Natureza da Obsessão
A obsessão raramente começa de maneira violenta.
Ela quase sempre se inicia através da sedução.
O Espírito inferior aproxima-se gradualmente.
Primeiro inspira confiança.
Depois oferece elogios.
Em seguida alimenta vaidades ocultas.
Exalta capacidades.
Promete missões grandiosas.
Estimula sentimentos de excepcionalidade.
Pouco a pouco a vítima passa a acreditar que possui privilégios espirituais especiais.
Neste momento instala-se uma das formas mais perigosas de obsessão: a fascinação.
A pessoa deixa de analisar.
Deixa de questionar.
Deixa de comparar.
Passa a aceitar cegamente tudo aquilo que recebe.
A razão cede lugar ao encantamento.
O senso crítico é substituído pela exaltação.
O indivíduo imagina estar sendo guiado por Espíritos superiores quando, muitas vezes, está apenas sendo conduzido por inteligências astutas que exploram suas fragilidades emocionais.
Por isso Kardec advertia constantemente:
Os Espíritos superiores nunca exigem submissão cega.
Eles esclarecem.
Orientam.
Aconselham.
Mas respeitam a liberdade humana.
Já os Espíritos inferiores tendem a impor, dominar e controlar.
A Armadilha da Adulação
Entre todas as armas da mistificação espiritual, poucas são tão eficazes quanto a lisonja.
O orgulho raramente resiste ao elogio constante.
O mistificador espiritual sabe disso.
Ele proclama o médium como escolhido.
Afirma que possui missão única.
Declara que foi separado por Deus para revelar verdades desconhecidas.
Promete glória espiritual.
Promete reconhecimento.
Promete superioridade.
Quando o indivíduo aceita essas sugestões sem exame, começa a afastar-se da humildade.
E quando a humildade desaparece, abre-se uma das maiores portas para a influência obsessiva.
A adulação é perigosa porque anestesia a vigilância.
O orgulho transforma-se numa cegueira espiritual.
E a cegueira torna impossível reconhecer o engano.
O Método Espírita de Defesa
Diante desse cenário, Kardec apresenta um método simples e extraordinariamente racional.
Não há mistério.
Não há segredo oculto.
Não há ritual.
A defesa repousa sobre três pilares fundamentais:
Observação.
Discernimento.
Razão.
São Luís sintetiza essa orientação numa recomendação imortal:
"Pesai e refleti."
Toda comunicação deve ser examinada.
Toda revelação deve ser confrontada com a lógica.
Toda afirmação deve ser submetida ao crivo do bom senso.
A verdade não teme investigação.
Os Espíritos superiores jamais se ofendem com perguntas sinceras.
Quem teme o exame geralmente teme a descoberta.
O Critério Supremo: A Linguagem dos Espíritos
Kardec ensina que o caráter dos Espíritos revela-se principalmente através da linguagem.
Nenhuma máscara permanece eternamente intacta.
Mais cedo ou mais tarde o pensamento íntimo manifesta-se.
Os bons Espíritos apresentam linguagem:
Simples;
Serena;
Modesta;
Coerente;
Elevada;
Benevolente;
Profundamente racional.
Os Espíritos inferiores revelam-se por:
Exageros;
Contradições;
Presunção;
Orgulho;
Fanatismo;
Intolerância;
Autoritarismo.
Enquanto os bons Espíritos esclarecem, os maus procuram impressionar.
Enquanto os bons convencem pela razão, os maus tentam dominar pelo fascínio.
Enquanto os bons inspiram liberdade, os maus estimulam dependência.
A Prece Como Instrumento de Elevação
O Evangelho Segundo o Espiritismo não apresenta a prece como um encantamento destinado a expulsar Espíritos.
Sua função é muito mais profunda.
A oração sincera modifica o estado moral daquele que ora.
Eleva o pensamento.
Fortalece a vontade.
Favorece a ligação com os benfeitores espirituais.
A famosa prece proposta por Kardec encerra uma lição extraordinária.
Observe que ela não pede apenas o afastamento dos maus Espíritos.
Pede também:
"Preservai-me do orgulho e da presunção, afastai do meu coração o ciúme, o ódio, a malevolência e todos os sentimentos contrários à caridade, que são outras tantas portas abertas aos Espíritos maus."
Aqui está o núcleo da questão.
A proteção verdadeira não consiste em expulsar Espíritos.
Consiste em fechar as portas pelas quais eles entram.
E essas portas não estão nas casas.
Não estão nos objetos.
Não estão nos ambientes.
Estão nos sentimentos.
A Reforma Íntima Como Defesa Suprema
O ensinamento final de Kardec é de uma profundidade admirável.
A obsessão não é vencida apenas por intervenções externas.
Ela é vencida principalmente pela transformação moral.
Quanto mais a criatura desenvolve humildade, paciência, indulgência, caridade e equilíbrio, menos pontos de apoio encontra a influência inferior.
Os Espíritos maus podem aproximar-se.
Podem tentar influenciar.
Podem sugerir.
Mas não conseguem dominar uma consciência vigilante e moralmente fortalecida.
A verdadeira proteção espiritual não é um amuleto.
Não é um símbolo.
Não é uma fórmula decorada.
É a conquista diária do bem.
É o esforço constante de aperfeiçoamento.
É a vigilância sobre os próprios pensamentos.
É a prática da caridade.
É a humildade diante da vida.
Por isso, à luz do Espiritismo, afastar os maus Espíritos significa, antes de tudo, afastar de nós mesmos aquilo que lhes serve de abrigo.
Quando o coração se ilumina, as sombras perdem naturalmente o seu domínio.
E quando a alma se aproxima do bem, encontra nos bons Espíritos não apenas proteção, mas companheiros de jornada rumo à sua própria elevação.
Fontes:
O Livro dos Médiuns – Segunda Parte, capítulos sobre a identidade dos Espíritos, mistificações e obsessão.
O Evangelho Segundo o Espiritismo – Capítulo XXVIII, Preces Espíritas, item II – Para Afastar os Maus Espíritos.
Allan Kardec.
Evangelho de Mateus, capítulo XXIII, versículos 25 a 28.
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EFETIVA RESIGNAÇÃO.
"A verdadeira resignação não escraviza; nela reside uma força desconhecida que conduz o ser humano ao domínio de si e à autêntica liberdade."

"A verdadeira alegria não faz alarde, ela floresce silenciosamente no interior disciplinado."

"A verdadeira nobreza não reside no poder que se impõe, mas na delicadeza que se oferece sem exigir retorno."

"A verdadeira grandeza não está em reunir alegrias para si. Ela nasce quando alguém compreende a fragilidade de todos os seres e ainda assim escolhe ser gentil."

"Toda educação verdadeira começa quando o espírito aprende a governar a si mesmo antes de pretender governar o mundo."

"A escola transmite conhecimentos. A verdadeira educação forma destinos."

“A alegria verdadeira cresce lentamente como uma árvore antiga. Quem tenta colhê-la antes do tempo encontra apenas folhas, nunca frutos.”

“A verdadeira alegria não faz ruído. Cresce em silêncio, como as árvores mais antigas da terra.”

"Toda gratidão verdadeira é uma forma silenciosa de sabedoria. Ela reconhece que o que recebemos nasce apenas de nós mesmos."

“A verdadeira grandeza não nasce do aplauso exterior, mas da disciplina silenciosa que o espírito impõe a si mesmo.”

"Quem tudo deseja para si empobrece o espírito, pois a verdadeira riqueza nasce do que se reparte."

“A verdadeira compreensão do outro não nasce do julgamento, mas da disposição de sentir-lhe o peso invisível.”

A SOBERANIA INTERIOR COMO ARQUITETURA DA VERDADEIRA LIBERDADE.

A máxima atribuída a Sêneca, " quem se domina é livre ", sintetiza um dos fundamentos mais elevados da filosofia antiga. No horizonte estóico, a liberdade não se confunde com a ausência de obstáculos, nem com o poder de moldar o mundo ao bel prazer humano. Ela nasce de um labor silencioso e contínuo sobre a própria consciência, uma educação rigorosa dos afetos, pulsões e juízos que, se deixados à deriva, convertem o indivíduo em prisioneiro de si mesmo.

O domínio de si, na perspectiva clássica, não é simples contenção, mas arte de reger as forças íntimas com disciplina e lucidez. Tal disciplina exige uma maturação moral que transcende a superficialidade das reações imediatas. O homem que se conhece e se administra já não se submete às oscilações do mundo, pois compreende que as vicissitudes externas pertencem ao campo das fatalidades necessárias, enquanto suas escolhas morais constituem o espaço legítimo de sua autonomia.

A tradição antiga sempre sustentou que a verdadeira serenidade emerge quando a alma, purificada de ilusões, aprende a distinguir o que lhe pertence do que escapa ao seu alcance. A partir dessa distinção, o ser humano se eleva a uma dignidade que o protege do tumulto e das intempéries emocionais. É nesse amadurecimento que a liberdade interior se torna não apenas possível, mas soberana, revelando que nenhum poder externo suplanta aquele que se exerce sobre si mesmo.

" Cada passo rumo ao autodomínio seja também uma ascensão rumo à mais alta forma de grandeza, pois é nesse ápice que a alma encontra sua própria imortalidade silenciosa. "

Fé verdadeira não exige provas, mas também não dispensa ação.

A verdadeira liberdade começa no momento em que aceitas o que não podes mudar. Quando aceitas, libertas-te. E, ao libertares-te, tornas-te verdadeiramente livre.