Amizade um Principio de Reciprocidade
Um dia me disseram que não dava, que filho de pobre só se ferrava, e que bobeira, eu quase acreditei...
Conexão Coração
Limpar o coração exige pausa e auto amor.
Um olhar compassivo para as experiências vividas.
Auto acolhimento para se conectar com o que ainda está guardado no íntimo.
Um respirar profundo, permitindo soltar o que não lhe cabe mais.
Auto amor… para honrar e liberar.
E assim, se reconectar e seguir inteira e na presença de quem se é.
E também na construção de quem se deseja Ser.
Oportunidades e partilhas divinas!
Mais uma etapa viva!
Finalização pelo agradecer a vida e a preciosa Mestra Dayita.
Erikah Aparecida (maio 2026)
Talvez um dia você encontre a pessoa certa e se essa pessoa for eu estarei-te esperando aqui então pode ir.
O Proveito Duradouro de um Breve Momento
A brevidade de um bom momento parece ser muito lamentável, mas o fato é que ela não o torna menos importante. Muito pelo contrário: com certeza tem um grande proveito, cujo efeito não é temporário. Causa reflexão, deslumbramento e entusiasmo, assim como um belo arco-íris que não fica exposto por muito tempo; mesmo assim, consegue ser valoroso, memorável, notável do início ao fim — quando olhares ficam deslumbrados, gratos por lembrarem que viver é diferente de somente existir.
O que é o vazio? Não é o nada, é a falta do sentido de ser ou existir. Já o nada é um lugar desocupado da razão sobre as ideias.
"Personagem vazio, aparência que cansa, a mentira como terapia , um jeito dolorido de controlar o caos e a dor que a alma carrega."
Picada no vespeiro momento,
Teorizam seu comportamento,
Faz-se um ensinamento,
Convém ter seu conhecimento.
Ela já se fez em relíquia sagrada,
É vista em um conto de fada,
Tem seu fim na espada,
Por vezes é ceifada.
Senhorita vida, tu é o início e partida!
Pressentimento ruim,
Breve virá o fim,
Dor de dilacerar um rim,
O mental é o estopim.
Nada mais resta fazer,
Dor e lágrima a cozer,
O caminho a escurecer,
Olhos a esmaecer.
Criminosa solidão,
Domina o coração,
Caiu o próprio sermão,
Veio o apagão!
Quando apontamos os defeitos alheios, muitas vezes estamos usando o outro como um espelho para não encarar nossas próprias sombras,defesas e feridas.
Assumir essa vulnerabilidade exige coragem e maturidade.
- Sabe que não dói mais como antes? – disse-me ela, fixando o olhar em um ponto oposto ao meu, na tentativa de não ter sua evasiva analisada por mim.
E continuou a se enganar.
Saiu com os amigos, dançou, pulou, sorriu, falou alto, exorcizou os demônios, se indispôs com alguns anjinhos, se sentiu livre, feliz... Feliz? Quase feliz...
O fato é que dali a alguns dias, o telefone começa a tocar... Opa! Admirador na área! A vida seguia seu rumo. Afinal, essa é a ordem natural das coisas, não é mesmo?
A palidez de seu olhar, entretanto, denunciava a ausência de emoção em sua voz, por mais que se esforçasse gentil...
Mais alguns dias, e um bouquet à porta...
- Puxa vida! Deve ter custado uma nota!
Ela não reparou na beleza das flores cuidadosamente escolhidas e arranjadas por debaixo de um belo cartão enviado... Rosas vermelhas! Mas rosas que não exalavam cheiro de amor, não lhe representavam nada, muito diferente daquele bouquet recebido meses atrás, no dia de seu aniversário...
Mesmo assim, recebeu, agradeceu e sorriu, com direito a sufocar toda dor que sentia naquele momento...
Foi aí que a realidade lhe caiu à cabeça...
Na verdade, ainda doía. Na verdade, ainda não tinha passado. Na verdade, ainda estava em carne viva!
Então ela percebeu que ele tinha mesmo ficado, ficara em forma de ferida, que com o tempo se tornaria uma cicatriz.
Por enquanto, ainda estava visível... E por isso, as pessoas se afastavam com medo de se machucarem também, e outras, queriam curá-la, algumas até mesmo escondendo a própria cicatriz, pequenina com o passar dos meses...
Ela sabia que um dia a sua cicatriz também se reduziria, seria levada para outra parte do corpo, talvez para um lugar que não mais lhe incomodasse ou pudesse ser vista à olho nu. Porém, ela continuaria ali, contornada pelas lembranças que se fixam à pele como se dela fosse parte... E ainda que outra pessoa a fizesse sorrir, vez ou outra, a cicatriz seria apontada, questionada, encontrada...
Mas ela sabia que ele também carregaria a mesma cicatriz... E mesmo que outra pessoa o fizesse sorrir, ela continuaria ali, marcada em seu corpo, tatuada à pele, fazendo parte dela... E se algum dia não fosse mais encontrada, ainda assim ela estaria ali, tatuada à alma, uma cicatriz na alma, completamente impassível e imune à qualquer tratamento de cura...
- Você é perfeita! - disse-lhe ele, um tanto quanto vulnerável.
Ela preferiu o silêncio, enquanto um filme lhe passava à cabeça.
O roteiro talvez seria o mesmo: "the end" para a perfeição quando ela realmente se apaixonasse por ele!
Eu acho engraçado casais unilaterais.
Parece que só um sente, só um ressente, só um ama, só um está feliz...
Estranho isso.
Aliás, não acho nada engraçado isso não.
A palavra não é bem essa.
É patético mesmo, e o patético de vez em quando faz até a gente sorrir...
E sentir pena alheia...
O poeta é um ser tão egoísta, que mesmo quando ele dedica palavras à alguém, pode estar pensando apenas em si próprio. Ele sabe que soltar as palavras é o “Habeas Corpus” de algumas prisões.
Alguns erros indefensáveis tornam-se imperdoáveis unicamente pela ausência de um pedido de desculpas, sem um pacote delas, das desculpas...
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