Amigos Mudam
Ninguém muda ninguém.
Ninguém ensina ninguém.
As pessoas mudam quando querem, ou até mesmo quando não querem.
Elas aprendem quando estão dispostas, ou quando a vida as força a isso.
E vivem da forma como escolhem, ou às vezes como não escolhem.
A única pessoa que eu sou capaz de mudar, sou eu mesmo.
A única pessoa que eu devo ensinar, é a mim mesmo.
A única pessoa de quem eu realmente aprendo, sou eu mesmo.
Porque eu penso com a minha própria cabeça;
Sinto com o meu próprio peito;
Vejo com os meus próprios olhos;
Ouço com os meus próprios ouvidos;
Respiro com o meu próprio fôlego;
E vivo dentro de mim mesmo.
Acreditar que eu mudo ou ensino alguém é uma ilusão, um equívoco, uma pretensão alimentada pelo ego.
A única verdade é que a única pessoa que eu posso mudar no mundo sou eu.
O que eu faço por mim pode, sim, inspirar ou servir de algo para outra pessoa, mas isso não significa que fui eu quem a mudou. A mudança dela foi uma escolha dela, uma decisão própria de enxergar em mim algo que foi útil para ela.
Nós apenas colhemos o que encontramos no outro. Mas isso não quer dizer que o outro nos esteja ensinando ou nos mudando. O que colhemos é aquilo que nós mesmos escolhemos absorver. Ou seja, a mudança vem de dentro de nós, quando decidimos, de fato, mudar.
Quando as rosas se abrem ao sol, as estações mudam dentro de nós: a leveza se despede, e a vida passa a pulsar com peso e intensidade.
A força da publicidade das empresas gigantes frente ao mercado consumidor, é incontestável, mudam hábitos e desconstroem antigas historias, ícones e lendas culturais. Ninguém escapa, o nosso bom Papai Noel vestia verde, em homenagem a São Nicolau, e por ser uma figura encantada das florestas geladas do norte mas então na década de 1930, por uma forte campanha publicitaria da Coca-Cola Company, o veste de vermelho, a cor de seu produto. Como é até hoje como conhecemos no mundo todo.
Os Canalhas não mudam de opinião, só recalculam a rota para distrair a animosidade dos asseclas.
Há quem confunda conveniência com arrependimento, silêncio com reflexão e mudança de discurso com transformação moral.
Mas nem toda curva indica uma nova direção; muitas vezes, é apenas um desvio calculado para evitar o desgaste da estrada principal.
Os maus-caracteres raramente abandonam suas convicções por compreenderem o dano que causaram ou podem causar.
O que frequentemente abandonam é a forma como as expõem.
Quando a reprovação cresce, quando os aplausos diminuem ou quando os seguidores começam a demonstrar inquietação, surge uma repentina moderação que, vista de longe, pode parecer maturidade.
Vista de perto, sem as lentes embaçadas pela paixão, revela apenas estratégia.
Não se trata de uma revisão de valores, mas de gerenciamento de danos.
O objetivo não é encontrar a verdade, e sim preservar a influência.
Não é corrigir os próprios erros, mas impedir que eles cobrem um preço alto demais.
O discurso muda porque o ambiente mudou.
A essência permanece intacta.
Talvez por isso seja tão difícil distinguir integridade de oportunismo em tempos de exposição permanente.
Vivemos cercados por narrativas cuidadosamente editadas, onde o cálculo político, social ou pessoal veste as roupas da virtude.
E, para muitos, basta uma nova declaração para apagar uma longa história de más atitudes.
Mas o caráter não se revela nos momentos em que a aprovação está garantida.
Revela-se justamente quando manter uma posição correta custa prestígio, poder ou conveniência.
Quem muda apenas para conservar ou arregimentar mais seguidores não demonstra evolução; demonstra dependência.
E torna-se refém da plateia que diz ou acredita conduzir.
A verdadeira transformação exige algo que o mau-caráter teme profundamente: reconhecer que estava errado sem negociar a própria imagem.
Exige humildade para admitir falhas sem esperar recompensa, sem buscar aplausos e sem transformar a confissão em espetáculo.
Por isso, antes de celebrarmos cada mudança de discurso como sinal de consciência, convém observar o que permanece quando as palavras se acomodam, quando as cortinas se fecham.
Afinal, existem pessoas que mudam de ideia porque aprenderam algo novo.
E existem aquelas que apenas recalculam a rota para continuar chegando ao mesmo destino por caminhos menos espinhosos.
O caráter, no fim, está menos na direção anunciada e mais no lugar para onde se insiste em caminhar.
Os Inteligentes mudam de ideia o tempo todo, os que Fingem ser, morrem agarrados a ideias que nem deles são.
Mudar de ideia não é sinal de fraqueza; muitas vezes, é a prova mais evidente de que alguém ainda está pensando.
Só quem se permite confrontar as próprias certezas consegue perceber quando uma convicção deixou de ser fruto da reflexão e passou a ser apenas apego.
Há quem confunda inteligência com a capacidade de ter sempre uma resposta pronta.
Mas inteligência também é saber dizer: “eu estava errado”, “não sei” ou “nunca tinha pensado por esse ângulo”.
O pensamento vivo não se sente humilhado diante de um argumento melhor; ele se sente provocado por ele.
O problema começa quando a opinião deixa de ser uma conclusão e passa a ser uma identidade.
A partir daí, qualquer questionamento parece uma agressão pessoal.
A pessoa já não defende uma ideia porque acredita nela; acredita nela porque precisa defendê-la.
E, nesse processo, pouco importa se a ideia nasceu de sua própria experiência, se foi examinada com cuidado ou simplesmente herdada de alguém que ela admira.
É curioso como alguns se orgulham de nunca mudar de opinião, como se a imobilidade fosse uma medalha de inteligência.
Não percebem que permanecer eternamente no mesmo lugar pode significar apenas que nunca tiveram coragem de recalcular a rota, de revisar o caminho.
Pensar por conta própria exige um tipo desconfortável de liberdade: a liberdade de discordar de quem admiramos, de abandonar aquilo que já defendemos publicamente e, sobretudo, de reconhecer que nossas certezas também podem estar erradas.
No fim, talvez a diferença entre quem pensa e quem apenas repete não esteja na quantidade de opiniões que possui, mas na disposição de submetê-las ao próprio julgamento.
Porque ideias não deveriam ser correntes.
Deveriam ser ferramentas.
E quem realmente pensa não teme trocar uma ferramenta quando percebe que ela já não serve.
"Entra Ano, Sai Ano e os mesmos não mudam. Por isso os mesmos são apenas os mesmos. Por exemplo: querem que eu pense e fale igual a eles no que se refere a Jesus, Deus e outras Divindades. Sem chance. Quem decide como penso e falo sou eu, exclusivamente!"
Meu Texto No.1185 (Ano 2022)
🙄
"Não sei eles percebem ou se fazem de propósito, mas Alguns mudam o significado de certos vocábulos com o maior desembaraço. Não é o caso de 'sentido figurado' nem de licença poética. É o caso de Apelação, de Eufemismo, de Pretensão, de Filosofia 'Rasteira' ou de Papagaiada mesmo."
"Exemplos: Alguém atribuir 'Riqueza' a 'estar bem consigo e com Divindades' ou dizer que 'Que tem Caráter tem tudo' ou insistir que 'Não existem pessoas feias e sim Belezas Diferentes'!"
TextoMeu 1295 🤔
1822
"Eles não cansam e muito menos mudam... Aqueles que vivem dizendo o que Deus quer de NÓS e das NOSSAS VIDAS, não deles nem das vidas deles!"
1295 📜 "Já perceberam? Alguns mudam o significado de certas palavras e expressões, com desembaraço. Não são casos de 'sentido figurado' nem de licença poética. São casos de Apelação, de Eufemismo, de Pretensão, de Filosofia 'Rasteira' "
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"Por exemplo: Alguém atribuir 'Riqueza' a 'ter bela Família e a estar bem consigo e com Divindades' ou dizer que 'Que tem Caráter tem tudo' ou insistir que 'Não existem Pessoas Feias e sim Belezas Diferentes'. Por que vivem assim?"
3306 📜 Em questão de Eleição, hábitos não mudam em relação a muitos. Se falarem, por exemplo, que o tempo está chuvoso ou que o time tal perdeu, o alvo não é, respectivamente, o tempo nem o futebol, mas o Oponente, sempre o Oponente. Tem sido assim!
E o ciclo continua... as histórias se repetem...o ator principal?? o mesmo... As atrizes?? mudam a cada 06 meses ou quando ele acha conveniente... Uma hora ele parece o mais mocinho dos mocinhos, mas no fim sempre acaba sendo o vilão.... Pena não enxergar quantas chances de ser feliz ele tá perdendo porque está tendo a chance de ter muitas meninas legais ao seu lado, mas não dá valor... Daqui um tempo ele talvez se apaixone por uma atriz que saiba roubar a cena, que roube-lhe o coração e pise nele sem compaixão, como fizera conosco... Sinceramente ele não merece sentimentos bons de nenhuma de nós, e sinceramente não entendo o que vi pra me apaixonar, hoje mais lúcida vejo como tudo foi igual, como o rosto dele é tão igual, que chega a se perder na multidão, e eu nunca fui boa atriz, sou sempre aquela atriz que se ferra no final por amar demais, acreditar demais, sonhar demais e sofre demais... O lado bom disso tudo?? Ele me mostrou que não sou a única que foi deixada de lado, e que não foram os meus erros que me levaram ao "esquecimento", e isso me tirou um gigantesco peso das costas, e hoje me faz seguir adiante, mais forte, mais decidida, mais leve, mais feliz e mais preparada pra atuar com ATORZINHOS DE QUINTA!!!!
