Amigo sem Vc Nao sei o que seria de Mim

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⁠Acho que no amor sempre tive sorte.
Nunca esperei muito, não sei se foi a chave ou o erro.
Sei que tudo melhorou bem mais, quando olhei pra trás e percebi que todos foram infinitos, até certo tempo mas foram.
Depois o impossível fica permanecer onde não mais encaixamos, e foi vida que segue, amizades que ficam.
Tudo certo, tudo melhor que caber no que não poderia mais.

Inquieto

Amo ser inquieto.

Não sei viver parado.
Preciso do movimento,
porque mover-me
é lembrar ao coração
que ainda pulsa.

A vida é uma engrenagem
que nunca deixa de girar.

Enquanto me movimento,
sei que estou vivo.

Nereu Alves

Ao olhar uma estrela cintilante, não sei se seu brilho é verdade ou apenas a memória de uma luz extinta, que há muito deixou de existir. Talvez não seja ela que se perdeu, mas eu, que permaneço no lugar errado.

Amo tanto que dói. Mesmo assim, não sei amar menos.

A esperança virou rumor e eu já não sei interpretar vozes.

As manhãs me recebem com perguntas que não sei responder. Então respondo com pequenos atos: água, roupa, café. A rotina vira tábua de salvação nas ondas das incertezas. E quando a coragem retorna, ela vem na forma de hábito. Pequenas repetições fazem com que eu me reconheça novamente.

Não temo mais minhas falhas, elas moldaram minha identidade, sei onde piso porque já caí lá, sei quem sou porque me quebrei, e sei o que quero porque sobrevivi.

Carrego tempestades no olhar, mas é nelas que percebo que ainda sei sentir. A lágrima não denuncia fraqueza, denuncia existência. É a prova de que o coração, apesar de cansado, não desistiu de pulsar. E quem sente, ainda está vivo, mesmo que a vida doa.

Fiz da ausência um hábito, depois um vício e, por fim, meu próprio nome. Já não sei quem eu seria se o vazio me deixasse.

Eu não sei se busco sentido ou apenas evito o vazio, porque, no fundo, os dois caminhos se confundem como sombras no mesmo corredor escuro, e talvez toda busca seja apenas uma tentativa elegante de não encarar o abismo de frente, um desvio consciente para não admitir que o nada também me observa.




- Tiago Scheimann

Eu me reconstruí tantas vezes que já não sei mais onde termina a dor e começa a coragem.

O Azul que Veio com a Felicidade

Hoje vivi algo que ainda não sei explicar.

Estava em um laboratório para realizar um exame. Assim que a médica entrou na sala, vi uma cor azul surgir ao redor dela. Era como se o azul saísse do seu corpo, permanecesse no ar e depois se espalhasse pela parede, pulsando suavemente. Ao mesmo tempo, senti uma mistura intensa de ansiedade e felicidade.

Sem entender o motivo, perguntei:
— Você está feliz? Está aguardando alguma notícia?

Ela me respondeu:
— Estou aguardando uma notícia que pode mudar o rumo da minha vida, depois de muito caminhar e sofrer.

Em seguida, perguntou:
— Por quê?

Então contei o que havia percebido. Com lágrimas nos olhos, ela me perguntou:
— Você acha que vou conseguir?

E eu respondi:
— Sim, você vai conseguir.

Ela me abraçou. Um abraço quente, sincero, cheio de esperança. Um abraço que parecia carregado da mais pura felicidade.

Não sei explicar o que aconteceu. Não sei se foi apenas uma percepção, uma sensibilidade que carrego desde criança ou algo que ainda não compreendo. Sei apenas que vivi aquele momento de forma verdadeira.

Desde muito pequena, às vezes percebo cores surgirem por alguns segundos — no ambiente ou ao redor das pessoas. Nunca perdi o contato com a realidade por causa disso, nem transformei essas experiências em certezas absolutas. Apenas observo e guardo comigo.

Talvez cada ser humano carregue dentro de si capacidades que ainda não entende completamente. Talvez algumas pessoas descubram certas sensibilidades por acaso, enquanto outras jamais percebam as suas.

Não tenho respostas. Tenho apenas a honestidade de contar o que vivi hoje.

E você? Já viveu alguma experiência que até hoje não conseguiu explicar?

" Não sei falar bonito, nem fazer poesia.
Não sei tocar violão, nem cantar aquela bela canção.
Não sei fazer drama, pois gosto de muita alegria,
Paro e penso, e logo preencho de amor meu coração
Vivo por ti, canto por ti, e me torno um poeta pra te alegrar.
Logo no primeiro olhar senti que era Deus a me presentear,
Tu fostes princesa, se tornates então na mais bela rainha,
Dona do meu ser, razão pra sorrir, inspiração da vida minha.
Enfim, tu és aquela que me completa e me faz sonhador,
És para mim Edvania simplesmente AMOR..."

Dos Olhos da Sociedade


Demétrio Sena - Magé


Na maioria das vezes, não sei se uma pessoa com quem lido é "bonita" ou "feia". Entre aspas, porque não tenho conceito ótico específico para beleza. Refiro-me aos olhos da cara de uma sociedade que vive do que olha. Não do que vê, exatamente, porque ver é algo bem mais profundo. Foge aos olhos que prioritariamente olham.


Faz tempo que meus poemas românticos não exaltam traços e curvas das eventuais musas. Isso perdeu importância para mim, nos primeiros anos da minha trajetória de poeta, praticamente os primeiros anos de nascido. De alguma forma, eu seguia o curso da poesia romântica em voga naqueles tempos de uma decantação excessiva da "beleza", como não saiu totalmente de voga. Principalmente a "beleza" feminina.


Faço preferencialmente poemas de protesto político e também social, normalmente com as sutilezas que aprendi nos tempos da ditadura, quando eram necessárias muitas metáforas. Hoje podemos rasgar mais o verbo, até xingar, porém me viciei nessa forma de compor. Mas componho poemas românticos. Muitos, mesmo. Nesses poemas, decanto a essência da musa. O quanto ela inspira com a sua índole, sua sensibilidade, a inteligência e outros atributos que não passam pelo crivo dos meus olhos. Os da cara.


Essa ótica da minha poesia romântica não tem lá muita popularidade. A velha exaltação da pele, dos lábios, cabelos, os traços faciais e as curvas, continua no topo da preferência popular de quem consome música e poesia. Mesmo nas artes plásticas, quando retratam pessoas e são para uso doméstico, existe a preferência popular por essa exaltação.


É como todo mundo, nesta sociedade supérflua, olha para o outro. Vai direto à capa e volta, sem dar nenhuma folheada. Não lê sequer o prefácio do ser humano, se a capa não o agrada imediatamente. A essência pouco importa. O livro, a trajetória, o roteiro pesssoal do ser humano valem menos; muito menos do que a pele, os lábios, os cabelos, os traços faciais e as curvas do corpo.


A riqueza material, o poder e a fama fazem parte crucial dessa frente; dessa vitrine; a capa do indivíduo. Tornam qualquer pessoa "bonita", pois a plastificam e fazem encher os olhos de quem olha. É assim que somos, na camuflagem das virtudes gritadas nos palcos, palanques e púlpitos do preconceito e da hipocrisia.
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Respeite autorias. É lei

No papel, derramo o que não sei dizer,
liberto em palavras o que insiste em doer.
E mesmo presa em dores que não posso evitar,
é na escrita que encontro um jeito de respirar
Helaine machado

“Queria te dar o mundo,
mas sei que ele não me pertence…
Então te entrego aquilo que é meu:
meu tempo, meu cuidado,
meus silêncios mais sinceros
e esse coração teimoso
que insiste em morar em você.”
— Helaine Machado

Meu passado é pesado demais. Por isso, não permito que ninguém entre. Sei que dividir esse fardo seria condenar outra alma a carregar um peso insuportável, imensurável, impossível de compreender por inteiro. Nunca permitirei que alguém sofra o que carrego em silêncio, ainda que, para isso, eu precise assistir à felicidade partir mais uma vez. Há dores que preferem a solidão, porque amam o outro mais do que a própria possibilidade de serem salvas.


- Tiago Scheimann

⁠Hortencias sua flor forma um buquê,
Um buquê não sei de quê?
Pois cada cor é uma emoção
Que traduz no coração.
Que belas cores!
branco, azul e rosa,
Formam cores pela acidez da terra.
Portanto há outra espécie como a amarela.
Como são lindas as hortencias!
Que chama borboletas, abelhas e beija-flor
Com a simples beleza da flor!
Meus olhos não esconde a admiração,
Fico grata por tanta beleza,
Louvo a DEUS em sua perfeição
De coração e adoração !

LIDDY VIANA

Só pensei, não entendia;
Fiz o que pensei, agora eu sei.

Não sou de deixar ninguém na mão.
Nunca fui.
Não abandono o barco no meio da travessia.
Sei lidar com tempestades e remar mesmo quando cansa.
Mas aprendi que nem todos que estão no barco estão remando.
Alguns apenas observam, esperando ver até onde ele chega.
Não gosto da desistência.
Por isso, quando percebo que alguém não faz questão, eu vou embora.
Porque quando dois remam, o barco avança.
Sozinha, eu até sigo…
mas não fico carregando quem escolheu ficar parado.
Quero alguém que cresça comigo,
que some força, não peso.
Que me dê motivos para ser quem eu sou,
e nunca me transforme em alguém fraco
ou em um perdedor.