Amigo sem Vc Nao sei o que seria de Mim
"Quem dá um passo maior que a perna geralmente cai. E precisa cair, para aprender a não ultrapassar os próprios limites. A regra do bom senso só é respeitada por quem tem juízo; quem não tem, paga o preço. Simples assim."
"Não acha revoltante? Estimam-se dois trilhões de galáxias no espaço... Ainda assim, bozolóides e corintianos insistem em disputar o Brasil, enquanto Mosca e Obezo constroem naves para Marte. Haja paciência!"
"Uns se prendem pelo dinheiro, outros pelo amor. A prisão é a mesma, os efeitos não. Encontrou a chave da sua?"
"Não brinque de cabo de guerra com idiotas; o tempo perdido não vale a sua energia. Após caírem no fundo do poço, jogue a corda."
Pensamento: O Avesso da Presença"
Não devemos canalizar nossa vida apenas para quem nos procura. O verdadeiro afeto não deve ser contabilizado pelo tempo que alguém permanece conosco. Há quem esteja ao nosso lado, porém vai estar sempre distante. Muitas vezes, quem silencia também ama; quem se afasta também cuida, mas à sua própria maneira, lutando contra os seus próprios fantasmas.
Ninguém merece ser tratado como 'resto do tacho'. Quando reduzimos alguém ao esquecimento e à ausência, deixamos de ver que as pessoas são feitas de complexidades, de traumas e de tempos diferentes dos nossos. Valorizar o esforço alheio é também acolher o mistério dos que não conseguem ficar. A maturidade da alma não está em selecionar quem nos serve, mas em compreender que cada um entrega apenas o que transborda em si. Respeitar as diferenças é compreender o que é o verdadeiro amor."
"Postagens religiosas nas redes sociais, muitas vezes, são apenas dores na consciência. Não basta postar provérbios cristãos; é preciso vivenciar a verdadeira fé."
"Quando eu não pertencer mais a esta dimensão, a única certeza que quero levar comigo é a de que aqueles que amei e cuidei estarão bem."
"Carrego apenas duas certezas da vida: a de que ela não é eterna e a de que São Paulo será campeão assim que eu lá chegar. Todo o resto é mera especulação."
A vida mostra quem está por perto pelo interesse e não por laços reais. Amigos somem na dificuldade, inimigos apenas atacam de fora, mas as parcerias verdadeiras ficam firmes em qualquer situação. O segredo é observar as ações de cada um.
Não há muita diferença entre um amuleto 'da sorte' e um 'sem sorte'.
O que faz diferença entre as coisas é apenas a fé.
A fé é o melhor amuleto que se pode ter por perto!..
Não tão próximo quanto a lua desejaria, nem tão distante para deixá-la ir. o sol atravessava seus dias com uma luz que alcançava tudo, menos o vazio que existia entre os dois. a lua, em silêncio, fingia que algumas sombras eram suficientes para sobreviver. dizia a si mesma que amar também era aceitar o inverno, que nem todo calor precisa ser sentido para existir. mentia bem. porque toda noite ainda esperava que o sol esquecesse, por um instante, de iluminar o mundo inteiro e escolhesse aquecer apenas ela. nunca aconteceu. e, ainda assim, a lua permaneceu no mesmo céu. deverá acostumar-se ao frio de quem nasceu para ser calor, mas nunca soube aproximar-se o bastante para queimá-la.
Dizem que o sol jamais compreenderá o frio da lua. ele nasce disposto a aquecer, ela, acostumada ao silêncio, acredita que toda aproximação dura pouco. então afasta-se antes que precise sentir. o sol insiste por um tempo, confunde a distância com prudência, o silêncio com paz. até descobrir que há quem ame sem tocar, quem permaneça sem permanecer. talvez esse seja o preço do equilíbrio: aceitar que algumas luas nunca deixarão de ser inverno. e o sol… deverá acostumar-se a aquecer de longe.
O sol nunca percebeu que a lua esperava ser aquecida. acreditava que sua simples presença bastava. enquanto isso, a lua colecionava silêncios, caminhava ao lado do próprio brilho sem jamais sentir o calor que imaginava existir. não havia abandono, apenas uma ausência difícil de explicar. perto o suficiente para alimentar a esperança, distante o bastante para fazê-la duvidar de si. e talvez seja essa a mais cruel das órbitas: aquela em que ninguém parte, mas ninguém realmente chega. a lua continuará olhando para o céu. o sol continuará nascendo. e ambos chamarão isso de equilíbrio.
Não do jeito infantil que promete o impossível, mas do jeito desesperadamente humano de quem encontra alguém e pensa: é aqui que eu posso repousar a minha alma.
eu queria ser o lugar onde você encosta a cabeça quando o mundo pesa mais do que seus ombros conseguem suportar. queria ser a primeira voz que te acalma depois de um dia cruel e o último pensamento antes do sono vencer seus olhos.
eu queria viver um amor onde a rotina fosse uma forma sofisticada de romance. onde comprar pão numa terça-feira tivesse o mesmo encanto de atravessar oceanos. porque, quando o amor encontra a pessoa certa, até o ordinário aprende a florescer.
eu queria ser indispensável sem que isso parecesse uma prisão. ser a chave esquecida no teu bolso, a música que você canta sem perceber, o perfume que insiste em permanecer nas roupas muito depois do abraço terminar. não por necessidade, mas porque algumas presenças deixam de ser companhia e passam a ser parte da arquitetura da vida.
eu queria que o nosso amor fosse tão íntimo que as palavras se tornassem um excesso. bastaria um olhar atravessando a mesa, uma mão procurando a outra no escuro, um sorriso quase imperceptível para dizer tudo aquilo que o idioma nunca conseguiu inventar.
e, se um dia o tempo tentasse desgastar o que construímos, eu não pediria promessas. pediria apenas que continuássemos nos escolhendo. porque amar, para mim, nunca foi sentir intensamente por alguns meses; sempre foi acordar milhares de manhãs e ainda encontrar beleza no mesmo rosto.
eu não sonho com paixões que queimam cidades. sonho com incêndios silenciosos, daqueles que aquecem uma casa inteira durante uma vida.
eu queria ser teu da forma mais simples e, justamente por isso, da forma mais absoluta.
não para te possuir.
mas para que, quando alguém perguntasse onde mora a paz, você pudesse responder sem pensar:
“nos braços dele.”
A nuvem negra não chegou de uma vez.
Ela não apareceu como uma tempestade anunciando que tudo iria mudar. Ela veio devagar, quase educada, como uma sombra que aprendia os caminhos da casa antes de tomar conta dela.
No começo eu ainda conseguia enxergar o céu.
Ainda existiam dias bons, momentos que pareciam provar que aquilo era só uma fase. Eu dizia para mim mesmo que amanhã seria diferente, que alguma coisa dentro de mim iria voltar ao lugar.
Mas o tempo passou.
E a nuvem ficou.
Ela não precisava mais esconder o sol, porque eu já não lembrava exatamente como era sentir o calor dele.
As coisas continuaram acontecendo ao meu redor, pessoas rindo, histórias sendo criadas, músicas tocando em algum lugar. O mundo nunca parou por minha causa. E talvez essa tenha sido uma das partes mais estranhas: perceber que tudo continuava em movimento enquanto dentro de mim alguma coisa permanecia parada.
Eu comecei a existir mais do que viver.
Os dias viraram uma sequência de obrigações, os momentos viraram apenas momentos. Eu estava presente em lugares onde minha mente nunca estava. Eu respondia, conversava, sorria quando precisava, mas parecia que uma parte minha tinha ficado para trás em algum lugar que eu não conseguia encontrar.
E por muito tempo eu procurei um culpado.
Procurei em cada escolha errada, em cada palavra que eu poderia ter dito diferente, em cada versão minha que eu queria apagar. Eu carregava meus próprios erros como uma mochila cheia de pedras, e mesmo quando ninguém mais falava sobre eles, eu continuava voltando para buscá-los.
Até que um dia eu percebi que talvez eu nunca tenha sido o monstro que eu criei na minha cabeça.
Talvez eu só fosse alguém cansado.
Alguém que tentou, errou, perdeu coisas, machucou e foi machucado. Alguém que passou tanto tempo tentando entender onde tinha falhado que esqueceu que também estava sofrendo.
Talvez eu tenha finalmente conseguido me perdoar.
Mas o estranho é que o perdão não trouxe aquela paz que eu imaginava.
Não abriu o céu.
Não fez a nuvem desaparecer.
Ela continuou lá.
Só que agora eu não estava mais brigando comigo mesmo dentro dela.
E talvez esse seja o lugar mais estranho para se estar: quando você para de se odiar, mas ainda não sabe como voltar a se encontrar.
Quando você finalmente solta as correntes que você mesmo colocou, mas percebe que ainda está perdido no mesmo lugar.
A nuvem negra continua acima de mim.
Às vezes mais distante, às vezes tão baixa que parece tocar meu rosto.
E eu continuo andando sem saber exatamente para onde.
Não porque acredito que vou encontrar alguma coisa.
Mas porque ficar parado também já não parece uma opção.
Talvez esse seja o máximo que eu consigo fazer agora:
carregar a mim mesmo por caminhos que eu ainda não reconheço, tentando descobrir se em algum lugar existe uma versão minha que eu perdi no caminho.
Ou se eu estou apenas procurando por alguém que nunca mais vai voltar.
“I think I, I think I finally found a way to forgive myself”.
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