Amigo que eu Escolhi

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Eu sempre estive entre aspas. Ficar triste é um sentimento tão legitimo quanto a alegria. Reclamar do tédio é fácil, difícil é levantar da cadeira pra fazer alguma coisa que nunca foi feita. Queria não me sentir tão responsável pelo que acontece em meu redor. Felicidade é a combinação de sorte com escolhas bem feitas. Pessoas com vidas interessantes, interessam-se por gente que é o oposto delas. Emoção nenhuma é banal se for autêntica. Dar certo não está relacionado ao ponto de chegada, mas ao durante. O prazer está na invenção da própria alegria, porque é do erro que surgem novas soluções, os desacertos nos movimentam, nos humanizam, nos aproximam dos outros. Enquanto o sujeito nota 10, nem consegue olhar pro lado, sobe pena de ver seu mundo cair. O mundo já caiu baby, só nos resta dançar sobre os destroços. Nosso maior inimigo é a falta de humor. Tem muita gente peruar nessa planeta!

E eu faria qualquer coisa pra morrer nos fins de semana. Só pra não ter que passar pelo sacrifício de ter que colocar um salto e fingir que tô feliz. Ou é morrer ou é sair. Ficar em casa é coisa de gente que sofre. E eu tô infeliz, mas prefiro colocar meu salto e ir fingir felicidade, do que dar audiência pra programa de humor barato na tv aberta. Então, enquanto eu não conseguir morrer no fim de semana, eu e meu salto iremos pro sacrifício. Ele finge que é confortável. E eu finjo que não preferia estar dormindo.

Senhor, leve-me sempre a fazer a Tua vontade, pois em Ti eu espero todos os dias da minha vida!

(...) Mas de alguma forma contraditória, quando eu acordei senti que eu tinha matado um pouco daquela saudade que eu tenho tentado esquecer. (...)

Quantas e quantas vezes eu já não sofri por alguém que não merecia. Quantas e quantas vezes já não perdi meu tempo com o que não valia à pena. A vida não tem volta, mas tem aprendizagem para o futuro, e quem aprende não repete o mesmo erro.

O sentido da vida é não se arrepender de viver, eu infelizmente não conheci Bob Marley, mas sei que tudo que fala foi feito pelo que ele já passou, então eu refleti minha vida até aqui e fiz esta frase: Nunca, nunca, em qualquer ocasião, desisti porque sei que desistir é deixar de viver.

Eu faria qualquer coisa por um sorriso, segurando você até nosso tempo acabar

Eu encontrei-a e quis duvidar
Tanto clichê
Deve não ser
Você me falou
Pra eu não me preocupar
Ter fé e ver coragem no amor

Eu não gostava de festas. Eu não sabia dançar, e as pessoas me assustavam, especialmente as pessoas em festas. Elas tentavam ser atraentes e alegres e espirituosas e, embora esperassem exercer bem todas essas funções, fracassavam. Elas não eram boas nisso. O fato de tentarem com tamanho afinco só piorava as coisas.

⁠"Me diga em quantos pedaços você foi partida;
Quero saber quantas versões suas eu terei para amar."

Olha, eu não queria ser um meio-sangue.

Pensei que eu tinha dominado ela, mas
ela tinha me dominado faz tempo.

Eu tinha um monte de nuvens, mas eu tive tantos arco-íris em minhas nuvens.

Sempre chego cedo demais
E já ansiosa pelo o que há de vir;
Ah, eu me esqueço que corro para o fim.

Doces Delírios

E o deus que entrou em nosso quarto
era vermelho e feminino e eu tive um medo de excitação
desses que a gente prende a respiração
deseja e teme e os opostos se tocam
sempre
e sempre
há de vencer nosso pior.

Somos assim, pequenos magos
pequenos truques, pequeninas plumas sulférinas
coisinhas que cintilam
esferas, estrelas, espelhinhos
cartas dentro da manga, lenços coloridos
tudo em nós flutua
é sonho, abstração.

A tua fé e o meu desejo de pecado
caminham lado a lado e são
tudo que nos escraviza
nosso futuro, nosso passado
a nossa libertação.

Eu nunca aceitei a simplicidade do sentimento. Eu sempre quis entender de onde vinha tanta loucura, tanta emoção.

Eu não sou magra o suficiente para ser modelo. Me desculpe se eu não tenho um cabelo perfeito e se não sou bonita o suficiente. Mas acima de tudo, me desculpe se você não pode me aceitar como eu sou!

quem sou eu?

SiNcErAmEnTe, eU nãO AiNdA ChEgUeI A UmA CoNcLuSão.
AS Vezes acho q sou assim e que já descobri minha identidade,mas ai vem e acontece algo que me põe em dúvidas de novo.

As vezes tenho vontade de fazer tudo.. d realizar tudo q desejo... as veezes tenho ansia de liberdade, d sair andando por ai sem destino e rumo... as vezes penso q sou forte e q posso lutar contra tudo e contra todos... as vezes eu acredito no amor...
Mas tem vezes q tenho vontade apenas de procurar um cantinho escuro e me esconder do mundo.. vontade de esconder meus medos, sentimentos,sonhos frustrados,dos amores complicados e das dores da vida.

POIS bem... continuo nessa vida errante.. sem sentido e sem rumo... quem sabe numa dessas esquinas da vida não encontro o que tanto busco?

"tenho fases como a lua..."
(clarice lispector)

Às vezes as mentiras também ajudam a viver...
Talvez para meu filho eu também tenha que mentir para enfeitar os caminhos que ele um dia vai seguir...

Ode ao Burguês

Eu insulto o burgês! O burguês-níquel,
o burguês-burguês!
A digestão bem feita de São Paulo!
O homem-curva! o homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!

Eu insulto as aristocracias cautelosas!
os barões lampiões! os condes Joões! os duques zurros!
que vivem dentro de muros sem pulos,
e gemem sangues de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam os “Printemps” com as unhas!

Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva dos rosais
o êxtase fará sempre Sol!

Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais
Morte ao burguês-mensal!
ao burguês-cinema! ao burguês-tílburi!
Padaria Suissa! Morte viva ao Adriano!
“_ Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
_ Um colar… _ Conto e quinhentos!!!
Mas nós morremos de fome!”

Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!
Oh! purée de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas! oh! carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante!

Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!

Fora! Fu! Fora o bom burguês!…

Mário de Andrade
ANDRADE, M. 50 poemas e um Prefácio interessantíssimo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2013.