Doce? Pele macia. Tez de criança. Me amacia...
Saindo do Armário? Escondidinho... E abre a porta: Buuu! E risos fluem, puros, do fundo...
Bobo... Não te quero! E você me beija, Desmentindo...
Que Fome... Que coxas... E minhas gônadas Ardem, roxas...
Alvorejar... Noite de amor... E o sol brilha, intenso, Amornando a dor.
Carinho... Mão no rosto. O rosto no ombro. Eu nas nuvens.
Em Contraste... Dedos ásperos. Tocam tua pele lisa. Tornado, brisa...
Não Perca Tempo... Tolo, lamentando. E a vida aí, fulgurando. Viver já é dádiva!
Deitado no Pátio... No varal, lençol. Serpenteia ao vento. Sob ele, vejo sol...
Mas Que Luz... Invasão solar... E fenestra é festa. Íris no quarto fechado...
Queimando... Ontem, incendiava. E hoje, jaz no leito, febril. Hipertermia nem sempre é bom...
Vagar Noturno... Ao relento... Sob doce sereno. Viver, sereno, é lento...
Depende do Ambiente? À noite, escuras. Durante o dia, alvas. Nuvens e almas?
Agora, Sei Que Não Sei... A cada novo dia, Vejo que pouco sabia. Tanto a aprender...
Sou Alguém... Perdido, vazio. Fui esvaziar gavetas. Lembranças me completaram.
Amém... Eterno aprendiz. Filho do carpinteiro. Obra e obreiro...
Pai... Luz. Constelações. Ascendo meus olhos E minhas orações...
Velhaco? Ancião, por fora. Menino por dentro. Questão de tempo?
Insinuoso? O teu olhar... Deveras peculiar. Pecado no ar.
Leve... Tua mão macia, Acaricia meu dorso. Feliz, eu, sem remorso.
Ajude-nos a manter vivo este espaço de descoberta e reflexão, onde palavras tocam corações e provocam mudanças reais.