Que fria... Queixo batendo, Vísceras quentes, Fumaça nos dentes.
Lei da atração? Sou o teu satélite, Fragmento do passado, Preso na gravidade.
Eixo? O mundo dá voltas, A cada dia uma completa, Mesmo que tortas.
Olé! - Olha o picolé! E voava pátio afora, Dando olés.
Estrela? Vestida de pele, Coberta pela lua, Tu és o meu sol.
Entra e saia. Entra dia, sai noite, Entra de noite, sai de dia, Antes que seja tarde.
Morto-vivo? Vamos todos morrer? Não fale besteira... Só os que estão vivos.
Pirose? Hora do almoço em jejum, E uma fome de sol, Queimando.
Morte? Fechei teus olhos, Que ficaram abertos, Olhando o infinito.
Autópsia? Corpo quente, Maca ainda fria, E a pia não pia.
De banda? Cidades pequenas Têm coração grande, No coreto da praça.
Arco? E, finalmente, O cupido e sua flecha, Te circunflexa.
Jeová? A Semana Santa, Não combina com carne, Apesar do sangue nas mãos.
Sem fundo. Terra à vista. Tijolos à vista. Criamos prazos.
Anda! Um passo, Depois outro? Sim, para frente.
Ih... Real. Sonhos? Ou fantasias? Fantasiar os sonhos.
Juro baixo. Lugar no Céu? Pode ser... É pela Caixa?
Meus Deus... Mãos ao alto! - Disse o pastor, Passando a sacola.
Genocídio? Eu poderia estar roubando, Eu poderia estar matando... Entretanto, não fui reeleito.
Escusos. Todos nós, sim, Todos, mentimos, Não é verdade?
Ajude-nos a manter vivo este espaço de descoberta e reflexão, onde palavras tocam corações e provocam mudanças reais.