Amigo Leal
Um sentimento nem sempre é para sempre, muitas vezes o que se torna duradouro é o hábito de sentí-lo e de doá-lo.
O excesso é excesso em qualquer circunstância, inclusive na educação e na gentileza, pois estas quando exageradas, dependendo da expectativa do outro, podem acabar se tornando uma chatice.
O ser humano com o emocional frágil tende a dramatiza tudo, e dramatiza de tal jeito que faz com que a sua postura no drama mais pareça sensibilidade humana do que carência pessoal.
Ás vezes eu só queria ter a coragem de dizer tudo o que penso, mas de mim as pessoas só conseguem o silêncio...
Camafeu!
Não é o meu melhor. Sei que mais posso e mais sou. É o fato que a vida ronda muito mais que a morte, o limite do meu eu. No entanto, busco a sorte como forma de combate e me vejo em alto relevo retratada num camafeu. Ah! Insano mundo que gradeou meu olhar numa viseira de breu. Voilà! É que a garganta expele grunhidos enrouquecidos e febris de solidão.
Desconheço o meu melhor porque busco inconstância na obstinação que emana do lírico amor de Orfeu. Não existe mulher Eurídice. E nem mesmo o sal que ardeu suas entranhas é o mesmo sal que me ardeu.
BNão sei do meu melhor. Pode ser que ressurja do nada, faça-me e me desfaça e novamente dê adeus! Ou, quem sabe, o melhor já esteja e me faça menos excêntrica, mais vital, mais essência e nunca mais, Camafeu!
Nunca deixa de acreditar que o seu amanhã será melhor, pois por pior que seja o aprendizado que ele te proporcionará tera valor inestimável.
Visionária.
Há letras tortas
Quase tecidas
Pontos em cruz
Vírgulas escondidas.
Há Alfa, Beto e José
E nas Marias esquecidas
Repletas de bem me quer
Exaustas de cicatrizes.
Há ninhos repletos
Cobertura de sapé
Travessas paralelas
Ipês aos pés da serra
Luares e cafuné.
Maria também malditas
Da beira do cais
Dos vinhos baratos
Maria dos canapés.
O omisso ao nascer se acomoda tão confortavelmente na mudez que chega a lhe ser cansativo e aborreecedor o exercitar da sua voz no decorrer da vida, porém, este, quando lhe convém, levanta-se e berra achando que o mundo é uma ouvido de plantão pronto para considerar seus ruídos um argumento de relevância universal.
Só os lunáticos são capazes de ter certeza que a vida é a perfeita maravilha. Além deles é possível que alguns terráqueos, em abstinência da razão, tenha o mesmo pensamento.
Muitas vezes o alvo que desejamos atingir nas pessoas com o objetivo de cuidar e ajudar a expandir não é o coração e sim o intelecto, porém este só os espertos alcançam e usufruem, quase nunca as pessoas de bem e de boa intensão.
Escolhas e ações indevidas são como tijolos na construção das nossas próprias dores, assim como acertadas constroem as nossas satisfações interiores. Não é atribuição de Deus livrar-nos dos nossos sofrimentos, como também não cabe a Ele boicotar as nossas alegrias; precisamos viver tudo isso, quanto recursos para a nossa consagração e/ou transformação, quando somos içados para tal. Todas as consequencias, boas ou ruins, giram em torno de nós mesmo e do quanto de responsabilidade e comprometimento estão envolvidos e investidos no processo de aprendizado e aprimoramento da base da nossa existência, bem como da forma como aplicamos o saber adquirido neste processo quando verdadeiramente alcançado. Logo o nosso bem estar ou o nosso mal estar na existência estão diretamente ligados aos nossos méritos, que estão igualmente relacionados às nossas ações presentes, consciente ou inconsciente, ou às nossas ações pretéritas, porém estas, neste tempo, distantes da memória, e todo este processo é uma oportunidade que temos para alcançarmos o inevitável conhecimento tão aguardado pelo universo neste nosso estágio terreno.
Crio as minhas próprias frases não só por inspiração, mas também para exercitar meu pensamento de maneira a terceirizar o mínimo possível a minha existência e as minhas referências. Afinal sou um indivíduo e como tal entendo que não devo limitar-me à coletividade.
Não existe relação perfeita em nenhum ambiente da sociedade, o que existe é sintonia nas propostas das partes para a relação seja ela afetiva, familiar, material, social, profissional e etc que conduz a união a um patamar de aceitação e convivência com o outro de uma forma mais pacífica e leve, especialmente aos olhos externos. Porém para isso, não se iluda, dentro desta relação harmoniosa há muita renúncia, em contrapartida há mais conformismo menos malígno.
Não aceitarmos as mudanças de conceitos, posturas e comportamentos os quais somam de forma positiva na proposta de vida daqueles que convivem conosco é achar que estes tem obrigação eterna de nos fazer companhia na nossa permanente irredutibilidade.
