Amigo da Hora Certa e Incetra
Será que posso definir nostalgia por incompletude causada pela palavra saudade de épocas, lugares e pessoas afastadas pelo tempo?
Será que são mágoas, intuições, pressentimentos e percepções de conhecimentos de tantas experiência em lutas para conseguir uma vida feliz?
Ou será apenas lembranças inesquecíveis que se vislumbraram meus encantados momentos da Vida. Somente isso!
Ah ! Se pudesse eu usar uma agatologia para compreender o sentido profundo da perfeição, ou, então, uma semiologia para meditar o estado vivente do ser humano fundado numa píxide do altar santo.
Viveria numa eterna reminiscência daquele santo e único momento em que o Criador vivificou no espírito naquele microcosmo da carnação.
Ah ! Se pudesse dizer com aquela única Pessoa humana:
"Minh'alma engrandece o Senhor, exulta meu espírito em Deus meu Salvador"
Com certeza, em uma cadência de eterno Amor, Ela agradou a Deus numa divinal e celeste melodia sem fim !
Como rechear minha árvore de natal:
Com pétalas de Amor Divino; com aromas de virtudes;
Com solidez da caridade; e finalmente acendê-la com a vida lotada de paciência, perdão e verdadeira amizade social !
Zuzuca do Salgueiro
Autor: Pezão da Timba
O tempo passou...
A voz do poeta ecoou
Em versos vermelho e branco
O vermelho sangue deu vida
E no branco da paz tão contida
Deitou a poesia no chão do terreiro
Sim... O tempo passou!
Mas o poeta ecoa
Sua voz no tempo que voa
Acorda a história
E a docê viva memória
Ressurge em raiz num Salgueiro
(2021, 19/outubro)
NA ESTRADA QUE CAMINHAS
Nesta estrada que caminhas
Já não vista como antes
Onde tantas andorinhas
Que cantavam ao verdejante
Já agora, tão sozinhas
Voam ao longe bem distante
Restam lá as doces vidas
Mesmo sendo assim contidas
De esperanças num instante
Tão distante de um tempo
Em que o homem desatento
Com sua algóz destreza
Sucubiu a natureza
Com a mente tão errante
Mas Deus reconstrói
Tudo o que homem destrói
E o amor como um herói
Torna vivo e fascinante
E na estrada em que caminhas
Retornaram as andorinhas
E hoje são vista como antes
Pezão da Timba
SEJA...
Autor: Pezão da Timba
Seja luz onde há escuridão
Seja amor onde não existe bondade
Por vezes seja sim emoção
Por que nem sempre razão é humildade
Se do jeito que tiver de ser
Seja o que for e o que voce quiser
Só não seja o que te faz perder
Por tudo de lindo que tens de mulher
Seja linda, seja doce, seja amarga até quando precisar ser, pois, é no fel de tudo que se aprende a lição do que é saber ser... Ser humano!
SALVE OS NOSSOS PROFESSORES
Autor: Pezão da Timba
Aos mestres com carinho
Que por todos os caminhos
Ensinaram com amor
Assim, todas as gerações
Aprenderam profissões
Pelas mãos de um professor
Triste e dramático
Ver políticos asnáticos
Que não dão real valor
Àqueles que um dia
Com muita galhardia
Os ensinaram com amor
E com amor e educação
A nossa nação tem saída
Olhai ó Pai
Por esses grandes doutores
Salve os nossos professores
Todos mestres em nossas vidas
CORAÇÃO VADIO
Autores: Pezão da Timba
Coração Vadio que me deixa sofrer
Traz no peito a dor de uma paixão
Essa fúria tão louca
Que só fez em mim se arrepender
Amei você em vão
Me deixa
Fui querer brincar com um coracão
Mergulhei sem querer na
solidão
Hoje pago pelo meu penar
Sei...
Que na vida quem brinca com amor se cansa
E recebe de volta aquilo que planta
Senti o que é perder e se condenar
Bem sei, amei demais
Mas fui tão incapaz de ter você
Sempre comigo ao meu lado
Em meu peito um vazio
Coração vadio, me deixou apaixonado
(Bem sei, amei demais... REFRÃO)
Que a luz do teu olhar,
pela janela que se vê
e pela leitura que assim faço, possa eternizar os passos
de uma alma que escreve aquilo que o coração canta... Canta o amor, canta a flor, canta a vida mas sem dor
Por que o canto em cada canto
Não cabe o triste, mas no entanto
Cabe a vida, cabe o pranto
De alegria e de amor
(Pezão da Timba)
O QUE TANTO TE INCOMODA
Autor: Pezão da Timba
Caio,
por todos aqueles que caíram, mas jamais se renderam ao opressor.
Me levanto,
por todos aqueles que tombaram e se tornaram mártires de nós, e por todos os que bravamente resistem e prosseguem na luta.
Luto,
contra todas as desigualdades e injustiças sociais que sofremos, e por todos os direitos que nos tomaram e nos negaram através dos séculos.
Resisto,
por que sempre fui forte e jamais me calarei ou me curvarei diante daqueles que se acovardaram e se acovardam apunhalando a razão.
Sofro,
como sofreram meus irmãos, por que jamais foram escravos e que desumanamente foram escravizados por aqueles que se achavavam superiores, pois, foi dos grilhões e das correntes, das chibatas e dos açoites, das noites em prantos nos troncos e nas senzalas, da pele marcada pelas feridas causadas pelas pontas dos chicotes, que cicatrizavam no corpo, mas a dor mais forte sempre foi na alma
SIM!
Escravizados pelas mãos daqueles que se diziam seres humanos, e hoje, pelas mãos dos que nunca foram humanizados.
E SABEM O PORQUE?
Por que a minha beleza é rara, as minhas habilidades são soberanas e a minha cultura é suprema.
E CONTUDO,
O QUE TANTO TE INCOMODA, É A COR DA MINHA PELE QUE É PRETA!
“ISSO É SER TIJUQUEIRO”
Autor: Pezão da Timba
Ser Tijuqueiro é ser guerreiro
É ter um exército de irmãos na mesma guerra
Plantar e colher da mesma terra
Doar e se doar sem olhar a quem
É ter no semblante humildade
E nas marcas da tão cansada idade
Ter hombridade pra ajudar alguém
Ser Tijuqueiro é um alento
É ter amor, bons sentimentos
Pelas “crias” que criaram o lugar
É ser raiz e ajudar a ser feliz
Quem ainda não conhece o verbo amar
Ser Tijuqueiro não é ser Tijucano
É um termo em outro plano
Mesmo sendo da Tijuca
É se unir de verdade
Em amor, calor e amizade
E em prol da comunidade
Desconstruir a muvuca
Ser Tijuqueiro é ter de tarde, de noite e de dia
A calma, o amor e a empatia
De não ter vergonha dem pedir socorro
Por que bem sabem que nos morros
Lá todos são irmãos
São todos por um e em uma só voz
A gratidão por todos e Deus por nós
Ser Tijuqueiro é ser Tijuqueiro
De mente, alma e coração
E como a fé de um guerreiro
Na reza, na prece, na oração
É ser do Rio de Janeiro... ser Tijuqueiro é ser campeão
NOSSAS SEMPRE VELHAS GUARDAS
Autor: Pezão da Timba
Não são velhas as nossas guardas
De guardiões e guardiãs do samba
Gente do morro que nasceram bambas
E foi lá que ele se fez raiz
Nossas sempre velhas guardas
Das batucadas nas favelas
Onde, entre becos e vielas
O puro samba caminhou feliz
Genialidade na mais nobre arte
Com pavilhões e estandartes
Ganhava as ruas com um samba novo
Escolhidos pela alma das pastoras
Com as notáveis rouxinóis cantoras
Sendo emanados pela voz do povo
Foram felizes madrugadas
Sambistas, pastoras, velhas guardas
Que se reuniam nos terreiros
E cantavam pelas ruas
Do por-do-sol à luz da lua
Mostrando ao mundo o samba verdadeiro
Não são velhas as nossas guardas
Velhas são as mentes
Que comumente é sem memória
Nada sabem das histórias
De quem iniciou o caminho
E quem vê uma escola passar
Mal sabem que estão lá
E que jamais estiveram sozinhos
Em vida e em memórias
Protagonistas dessa história
Que pelo samba deram a vida
Que construíram essa estrada
E simplesmente do nada
São esquecidos na avenida
E com honras, eu me curvo e me encanto
Aos heróis e heroínas de cabelos brancos
Dos terreiros, escolas de samba e quadras
Salve o nosso patrimônio humano
A vida toda em todos os anos
Salve sempre...
Nossas sempre Velhas-Guardas
SALVE JORGE!
SALVE JORGE BOSSA NOVA!
Autor: Pezão da Timba
E lá estava ele...
Em meio às suas lembranças, quando então parava olhava o pavilhão girar!
Sua mente bailava no tempo e um sorriso surgia em seu rosto cansado, mas cheio de vida!
Sentia seu corpo flutuando, conduzindo com alegria no olhar a bandeira que parecia contracenar com ele, mas não era a bandeira.
Na contra-dança da sua mente e da sua arte, era o seu par que girava, assim como gira o mundo, e com o leque na mão, no seu abrir e fechar, como se fosse a roda da vida, rodava e bailava majestosamente com seus leves passos, conduzindo pela mestria dos seus gestos, aquela que o encantava com o seu mais doce sorriso: a sua porta-bandeira!
Flutuava levemente, dançante e galante, no maior palco da sua vida: a avenida!
Olhava a multidão que o contemplava com aplausos na sua exuberante beleza, na sua leveza de bailarino, e com gestos sutis, se curvava numa condição de respeito e gratidão, pois, estava ali sendo aplaudido pela sua arte.
Parecia São Jorge, que empunhando a lança contra o dragão, numa luta do bem contra o mal, se sobressaía vencedor...
E vencedor também era Jorge, de tantas bossas... novas e velhas...
Jorge guerreiro, que como guerreiro também empunhava e lançava seu olhar, e magicamente parecia dominar o pavilhão que tremulava e obedecia os sinais das suas mãos e se rendia ao doce comando do bailarino...
Jorge menino, que nos áureos tempos, com seu corpo franzino, dava os primeiros passos na sua história!
História de bailado, de príncipe e de rei... ede mestre!
Mestre Jorge!
Jorge menino, Jorge homem, jovem senhor...
Que hoje abre os olhos e nos seus olhos já cansados, tem a certeza de ter cumprido o seu papel, na própria história que escreveu e que hoje a vida conta!
Das tuas canções, poesias cantadas...
Dos teus pés que riscadas o chão com poesias pelos seus bailado..
De toda a sua inspiração...
Dos teus cabelos brancos, na sua mais plena maturidade, dos teus passos lentos, com o coração batendo forte pela vida, é e sempre será, um dos maiores guerreiros do samba que esse mundo já viu...
Um dos maiores mestre-salas da história do samba!
Um dos maiores seres humanos que eu pude conhecer!
SALVE JORGE!
SALVE JORGE BOSSA NOVA!
O ETERNO BAILARINO DO SAMBA...
NOSSO GRANDE E ETERNO MESTRE-SALA!
EU NÃO DOU PARABÉNS À MINHA MÃE!
:Autor: Pezão da Timba
Eu não dou parabéns à minha mãe!
Dou minha vida, meu sangue e tudo o que tenho
Me curvo, me ajoelho, numa eterna gratidão
A ela, pela dor do parto que me gerou
Não talvez a dor maior
Mas tão maior é a dor, se ver um filho partir
Metade de Deus, metade dela
Mãe que não dorme esperando o filho chegar
E quando chega, está ali, se dividindo em muitas
Do alimento que prepara para os seus, se faz cozinheira
E as roupas lavadas, passadas, dobradas guardadas!
Lavadeira, passadeira, arrumadeira
Na limpeza da casa, se faz faxineira
E se faz doutora quando a febre surge e a doença aparece
Psicóloga em consultas e conselhos intermináveis
Professora da vida com todos os seus ensinamentos
Amiga e confidente em todos os momentos
Presidente de uma empresa chamada família
Mulher que não se cansa
Guerreira que não foge a luta
Que enfrenta leões na vida para proteger seus filhos
Intensa e incansável mãe
Por ter me colocado no mundo
Ter me criado
Ter chorado e sofrido por mim
Ser minha base, meu chão e o meu céu
Se não fosse tudo o que és e sempre foi pra mim
Não teria eu jamais palavras para descrevê-la
Eu não só dou parabéns a ti minha mãe
Mas dou minha vida, meu sangue e tudo o que tenho
Me curvo, me ajoelho, e por ti
A Deus rendo eterna gratidão
OBRIGADO POR TUDO MINHA MÃE...
MINHA ETERNA E AMADA MÃE!
Um novo sol iluminou
De azul e branco essa bandeira
São 100 anos de histórias
Portela, passado de glórias
Salve Osvaldo Cruz e Madureira *(BIS)*
Num centenário de felicidades
Portela faz vibrar seu pavilhão
O mundo se rendeu a esse manto
Que Antônio Caetano assim criou
Paulo Benjamim de Oliveira
Edificou essa raiz
Natal, homem forte da Portela
Tornou essa raiz mais bela, vitoriosa e feliz (.feliz) *Refrão*
Aniceto da Portela,
Alberto Lonato e Ventura
Antônio Rufino e Mijinha
Alcides Malandro Histórico
Chico Santana, Armando Santos, Manacéia e Casquinha
Versos de amor...
Que o universo da mente inspira
O compositor,
de mãos dadas com a lira
Num canto de paz
Que a musa trás e liberta
É a inspiração
OBRA DE UM GRANDE POETA!
A beleza na alma
existe,
quando os olhos
conseguem
enxergar num coração
a plenitude
do que é
o AMOR!
QUEM E ELA (Andréia Moreira)?
Autor: Pezão da Timba
A doce poesia em flor
Seu sorriso exala o amor
A paz que o mundo precisa
Seus olhos a compreensão
Que falam com o coração
Tão qual mansidão de uma brisa
Tua simplicidade encanta
Que até o mais rude se espanta
Por que é de paz
E tão mais é de amor
Assim é tão ela
A rosa negra mais bela
A flor mulher tão menina
Que canta, declama e ensina
E tem no coração um jardim
Ela é bem assim:
Risonha... sorriso que acalma
Reflete no olhar a tu'alma
Sorri pro mundo como quem sorri pra vida
E nos meus versos é o meu canto
Rosa mulher que amo tanto
Andréia, minha amiga querida!
"A simplicidade dos meus versos inundam a minha mente de felicidade...
Mergulha minha alma no amor e não só me completam por dento, mas, transborda o meu coração com toda a gratidão que declaro grandemente a Deus..."
Pezão da Timba
A inteligência é parte da sabedoria de quem tem discernimento, já o fanatismo, é a crença que cega a mente e o coração de quem o pratica!
*PEGARAM O MEU GATO*
*Autor: Pezão da Timba*
Pegaram o meu gato pra fazer churrasco
Aí "tão" de brincadeira
Se eu descobrir quem pegou o bichano
Pode crer "neguin" vai entrar pelo cano
O tal meliante é que vai pra churrasqueira
A nega chegou no barraco
Gritando:
Meu preto, o meu gato sumiu
Já corri toda a favela
Ninguém encontrou,
Não achou, ninguém viu
Onde anda o bichano da nega
Se fizeram mal
Não vai ficar barato
Se eu pego o gatuno
O bicho vai pegar
Aí é que o couro vai comer de fato
Cadê o meu gato (cadê...)
Cadê o meu gato
Será que virou tamborim
Ou então transformaram em couro de sapato
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