Amigo da Hora Certa e Incetra

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Minhas palavras nascem do nada
e ao nada retornam.
No intervalo entre um silêncio e outro,
você lê os meus versos,
esse espaço nu,
onde, sem defesas,
tudo o que sou se revela.


Minhas palavras rasgam o nada
e sangram até o nada.
No meio do corte,
você lê meus versos,
sangue, suor,
lágrimas, vísceras,
âmago e silêncios
que eu não soube calar.


Ali estou,
eu inteira,
sem pele,
sem metáfora de defesa,
descrita não pelo que digo,
mas pelo que já não consigo esconder.


Minhas palavras não começam,
explodem do nada.
Não terminam,
implodem no nada.


Entre uma explosão e outra,
você lê meus versos
como quem abre um corpo vivo
sem anestesia.


Ali estão meus nervos expostos,
minha carne em estado de verdade,
meus silêncios suplicando forma.


Nada foi poupado,
nada foi simbólico.
Tudo sou eu,
visceral,
em hemorragia
de linguagem.
✍©️@MiriamDaCosta

Antigamente se dizia assim:
“Ano Novo, vida velha.”


Não espere mudanças nem milagres apenas porque o ano é novo, sem lutar para mudar
os próprios hábitos e, assim, favorecer o “milagre” das transformações.


Não há milagre no calendário!
O ano não muda nada e ninguém.


Mudam-se os dias,
mas os vícios permanecem,
os hábitos se repetem,
as desculpas ganham roupa nova.


Quem não enfrenta a si mesmo
atravessa o réveillon
carregando as mesmas correntes.


Transformação não nasce da virada do tempo,
nasce do atrito, da renúncia,
da coragem de romper consigo
todos os dias.


De nada vale pular as famosas
“sete ondas” na virada do ano
se não se dão saltos reais
de mudança no dia a dia.
✍©️@MiriamDaCosta

2026 é regido pelos Orixás Ogum e Iansã.
Haverá muitas lutas e conquistas,
mas também muitos conflitos e guerras.


Estamos apenas na primeira semana.


Não será um ano de conciliação.


Haverá lutas, disputas e conquistas arrancadas à força, mas também confrontos abertos, radicalizações e guerras , visíveis ou disfarçadas de “normalidade institucional”.


Ogum não abre caminhos sem embate.
Iansã não sopra ventos sem derrubar estruturas.


Estamos apenas na primeira semana.
O barulho que se ouve agora é só o aquecimento do conflito.


Aguardem.
✍©️@MiriamDaCosta

* Mensagem ao povo brasileiro
e aos demais povos da América do Sul *


Não se iludam com a ideia de que haverá apoio concreto ou defesa verdadeira da ONU, da União Europeia ou do chamado “resto do mundo”.


Virão, sim, discursos inflamados, notas oficiais de “profunda preocupação”, manifestações protocolares de indignação contra os EUA e contra Trump.


Mas tudo isso, como tantas vezes na História, se dissipará no vento e no tempo.


Quando os interesses geopolíticos e econômicos das grandes potências entram em jogo, a retórica humanitária se cala, os tratados se relativizam e a soberania alheia vira moeda de troca.


Foi assim com outras nações.
Foi assim com outros povos.
Foi assim com líderes e presidentes que acreditaram em alianças que nunca se sustentaram na prática.


A lição é dura, mas necessária:
não haverá salvadores externos.
A defesa da soberania sul-americana só pode nascer da consciência política, da organização popular e da unidade regional.


Quem espera proteção do império, acaba governado por ele.


✍©️@MiriamDaCosta

Existe uma contradição, fruto da ignorância
do não saber/conhecer e também do caráter,
no afirmar que Trump liberou a Venezuela de um ditador.


Óh, céus da ignorância!!!


Onde um ditador pode liberar
um Nação de outro ditador?!!


Essa ignorância nasce tanto da ignorância política quanto da má-fé discursiva.


Dizer que Trump “libertou” a Venezuela de um ditador é um nonsense conceitual.


A resposta é simples e incômoda:
- Em lugar nenhum.


Isso só existe na propaganda, na ignorância política ou na conveniência ideológica.


E acreditar nessa narrativa exige ignorar o óbvio , ou seja, o autoritarismo não se
combate com autoritarismo.


Isso não é libertação , é pura propaganda política de parte.


✍©️@MiriamDaCosta

EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA!!!


Cientistas e pesquisadores renomadíssimos do mundo das galáxias
e de outros mundos
possíveis e imagináveis...
acabam de declarar a existência de petróleo
⛽⛽⛽ em todos os sistemas estelares conhecidos ...


Diante dessa descoberta “inesperada”,
os EUA, com seus fiéis aliados
(União Europeia, Israel e quem mais aparecer pelo caminho...),
já se prontificaram a levar até esses espaços siderais:


a “defesa da democracia alienígena”,


o “combate ao tráfico de partículas estelares”,


a “proteção da liberdade intergaláctica”,


e, claro, a prisão e o devido processo de seus líderes, presidentes e entidades cósmicas suspeitas...


E, para garantir a ordem universal,
auto-proclamaram-se, com a habitual modéstia,
administradores oficiais desses territórios espaciais...


Porque, afinal,
onde há petróleo,
há missão civilizatória Made in USA. 🚀⛽


✍©️@MiriamDaCosta

Fiz um pacto com a Saudade


Abri-lhe
as portas escancaradas
do coração
e da minh’alma.


Prometi
nunca expulsá-la,
nunca anestesiá-la,
nunca pedir trégua.


Em troca,
que Ela me esmague as veias,
estrangule as artérias,
e sugue, sem piedade,
o pulso vivo do meu ser,


até que eu sangre
não feridas,
mas palavras,


expressões ternas
como a dor
que reconhece,
fundas como abismos
que respiram


e versos que escorrem,
coagulam,
e fixam na carne da escrita
a sua essência.


✍©️@MiriamDaCosta

Houve um tempo em que a ignorância envergonhava-se de si mesma,
tanto que se recolhia à timidez e ao pudor.


Nos tempos atuais, não.


A ignorância converteu-se em espetáculo:
exibe-se por todos os meios possíveis e imagináveis, ostentada com um orgulho desmedido.


Houve um tempo em que a ignorância ao menos tinha vergonha de existir,
recolhia-se, constrangida, à sombra da timidez e do pudor.


Hoje, não.


A ignorância perdeu o constrangimento,
aboliu a vergonha e transformou-se
em virtude pública com direito
à fanáticos seguidores.


Exibe-se ruidosamente,
disputa holofotes,
exige aplausos e se orgulha
da própria miséria intelectual.
✍©️@MiriamDaCosta

📆 07 de janeiro ❤ Dia do Leitor 📚


Ode ao Leitor


Querido Leitor,
tu que chegas de mansinho
e, sem pedir licença,
habitas minhas entrelinhas.


És o silêncio atento
entre uma palavra e outra,
o sopro que reacende
o que parecia morto no papel.


Sem teus olhos,
meus versos seriam apenas
ossos de letras,
corpos sem pulso,
gritos sem eco.


És tu quem dá voz
ao que escrevi em silêncio,
quem sente a dor que não sangra,
quem reconhece a alegria
que não soube sorrir.


Leitor,
tu não passas pelo texto ,
tu ficas.
Te demoras.
Te implicas.


E ao ler-me,
reescreves-me dentro de ti.


Por isso hoje,
07 de janeiro,
não celebro apenas o ato de ler,
celebro o encontro:
quando no silêncio da solitudine
a minha escritura
encontra a tua leitura
e, por um instante raro,
ambas se reconhecem vivas.
Conectadas.


Gratidão por existir! ❤
✍©️@MiriamDaCosta

Existem momentos
em que o meu âmago,
tão visceral,
como um vulcão,
entra em erupção,
jorra intensidade,
expele profundidade
e minhas veias
pulsam versos,
poesia
em estado de lava,
palavras incandescentes
que golpeiam,
sem pedir licença,
a delicadeza desse meu sentir
forte e violento.
✍©️@MiriamDaCosta

*08 de Janeiro - Dia do Fotógrafo *


Ode ao Fotógrafo


O Fotógrafo é aquele
que eterniza a poesia
de uma paisagem,
de um momento
e da História.


É o guardião do instante
que o tempo tentaria apagar,
o artesão da luz
que molda silêncios
em imagens que falam.


Com olhos atentos,
ele escuta o invisível
e revela o que
passaria despercebido
à pressa do mundo.


Congela o efêmero
sem lhe roubar a alma,
transforma segundos
em memória
e memória em legado.


Entre sombras e claridades,
escreve com luz
aquilo que as palavras
nem sempre alcançam.


Fotografar
é um ato de presença,
um gesto de amor pelo real,
um pacto silencioso
com a eternidade.
✍©️@MiriamDaCosta

*08 de Janeiro - Dia do Fotógrafo *


Ode ao Fotógrafo (2)


O Fotógrafo
arranca a poesia
das entranhas da paisagem,
violenta o segundo
antes que ele apodreça no tempo.


Caça o instante
com olhos famintos,
respira luz,
sangra sombra,
dispara o silêncio.


Congela o que nunca mais será,
fere o fluxo da História
com um corte preciso
e chama isso de memória.


Não pede licença ao mundo:
invade, captura,
expõe a nudez do real
sem filtros morais.


Fotografar
é um ato de risco,
um confronto direto com o efêmero,
uma emboscada armada
contra o esquecimento.


O Fotógrafo sabe:
toda imagem é um grito
preso num instante
que se recusa a morrer.


✍©️ @MiriamDaCosta

Escrevo porque não sou
muito propensa a falar
e porque escrever
é a forma que encontrei
de me manter sã
em um mundo doente.


Escrevo porque a fala me fere,
me atravessa,
me expõe demais
num mundo quase surdo.


Escrevo para não adoecer
junto de um mundo enfermo
que normaliza a loucura
e estranha quem ainda sente.


Escrevo porque o silêncio
me entende e traduz
melhor que a voz.


Escrevo para permanecer inteira
enquanto o mundo
adoece de si mesmo.
✍©️@MiriamDaCosta

Autodidata,
aprendi datilografia
nas tardes lentas
em que escrever
era o meu brinquedo secreto,
o meu passatempo preferido
de menina
que já pressentia
o destino das palavras.
✍©️@MiriamDaCosta

Escrita e Sentido


Pode ser que alguém
lá fora, longe de ti,
precise adentrar-se na tua escritura
e emergir nas mensagens
que dela brotam,
como quem busca ar
no fundo de si
e encontra, nas tuas palavras,
um sopro de sentido
para continuar...
✍©️@MiriamDaCosta

Os versos dos poetas
são unguentos sagrados
derramados em silêncio
sobre corações cansados
de atravessar o tempo.


Tocam onde as palavras comuns
não alcançam,
curam fendas invisíveis,
acendem pequenas luzes
nos templos da memória.


Ah! As palavras poéticas
das almas aladas
( sacerdotes do indizível )
são sopros de eternidade
emprestados às almas humanas
que ainda creem
no milagre do sentir.
✍©️@MiriamDaCosta

Sem equilíbrio,
a realidade nos embrutece.


Mergulhar demais no cotidiano cruel
nos faz emergir desumanizados:
cínicos, debochados, frios,
calculistas e perigosamente cruéis.


Toda imersão profunda
cobra um contrapeso.
A arte não é luxo,
é sobrevivência.


A poesia, a música,
ler, escrever,
silenciar junto à natureza,
conviver com os animais
sem arrogância
são pequenas doses de sanidade
num mundo que insiste
em nos adoecer.


✍©️@MiriamDaCosta

É preciso equilíbrio.
Sem ele, a realidade, dura e crua,
nos afoga em suas correntes
e nos devolve à superfície
endurecidos, cínicos,
friamente calculados,
distantes do que pulsa.

Toda imersão exige cuidado.

Até o mergulho na verdade
precisa de ar.
A arte é esse respiro.
A poesia, a música,
o gesto silencioso de ler e escrever,
o encontro mudo com a natureza,
o respeito na convivência
com os outros animais
nos lembram
que viver não é apenas suportar,
mas também sentir.
✍©️@MiriamDaCosta

A minha promessa para o Ano Novo (2026)


Odeio promessas!
Promessas são pactos frágeis
assinados com o medo do futuro.


Não prometo nada
a mim mesma,
eu me conheço.


Não prometo nada
aos outros,
eu os conheço também.


A única coisa que não negocio,
depois da liberdade,
é a escrita.


Enquanto houver pulso
me bombardeando,
eu escrevo.


Enquanto houver ferida
me cutucando por dentro,
eu escrevo.


Enquanto houver silêncio
me gritando nos ossos,
eu escrevo.


Enquanto houver sangue,
suor e lágrimas
me derramando,
eu escrevo.


Não faço promessas!
Eu cumpro.


Escrever não é escolha.
É instinto.
É reflexo.
É sobrevivência.


Eu escrevo
quando falta ar.
Eu escrevo
quando sobra silêncio.
Eu escrevo
para não morrer por dentro.


Promessas nascem fracas,
já pedindo desculpa
por não sobreviverem ao tempo.


Eu não prometo!
Eu persisto.


Escrevo
como quem se mantém viva
num mundo
que golpeia para matar.


Escrevo nas entrelinhas
dos pontos onde sangro
e não coagulo.


✍ ©️ Miriam Da Costa

A visão e a indignação seletivas dizem muito menos sobre o mundo
e muito mais sobre quem olha para ele.


Pensar isso é reconhecer que, muitas vezes,
a indignação não nasce da injustiça em si,
mas da conveniência.


Indigna-se quando dói no próprio território,
silencia-se quando o dano beneficia, protege ou confirma crenças.


A visão seletiva é uma forma sofisticada
de cegueira:
olha, mas não vê;
vê, mas escolhe esquecer.


E o que dizer?


Que a indignação seletiva não é ética,
é estratégia.
Não é consciência,
é cálculo moral.
Não é empatia,
é espelho.


Ela grita contra certos absurdos
enquanto cochicha cumplicidades
diante de outros.


Aponta o dedo com uma mão
e tapa os próprios olhos com a outra.


Talvez a frase mais honesta seja esta:


Quem escolhe quando se indignar
já escolheu de que lado não está.


✍©️@MiriamDaCosta