Amigo da Hora Certa e Incetra
As duas metades da maçã
e o deserto á sua volta...
🍎 🍏
Nem sempre é o que parece...
Desconfie do que parece feito perfeitamente
para completar a sua metade...
Mas, não desdenhe o detalhe imperfeito existente!
A perfeição existe
na harmonia das imperfeições.
Imperfeitos tornam-se harmônicos
não por se completarem,
mas por se respeitarem
numa coexistência
de saberes e vivências
compartilhadas...
🍎🍏
Desconfie do que chega polido demais,
liso demais, perfeitamente desenhado
para encaixar na sua falta...
O que promete completude
geralmente deseja posse...
O detalhe imperfeito,
aquele que incomoda,
que arranha,
que não se disfarça,
é onde, talvez...
more a verdade...
A perfeição não existe no espelho,
nem no encaixe,
nem na fantasia da metade perdida...
Ela nasce
na fricção das falhas,
na convivência das diferenças,
na coragem de permanecer inteiro
ao lado de outro inteiro...
Imperfeitos não se completam:
coexistem.
E é nessa miscelânea de cicatrizes,
saberes, limites e vivências
que a harmonia, quando acontece,
finalmente respira e inspira.
✍©️ @MiriamDaCos
Entre o Príncipe e o Cavalo Branco
Se aparecesse um príncipe
montado num cavalo branco ...
sem sombra de dúvida,
eu escolheria o segundo.
Diria ao príncipe que descesse
do exemplar equino,
montaria no cavalo
e sairia cavalgando 🐎
livre, leve e dona do meu galopar.
Não por desprezo ao conto,
mas por lucidez.
Não nasci para ser resgatada,
nasci para desbravar os desertos,
os mares e os montes
com as rédeas nas próprias mãos
e o vento reconhecendo meu âmago
nas galopadas
dos meus versos e poemas.
✍©️ @MiriamDaCosta
Ser ignorante
é uma condição humana,
ser menos ignorante
é possibilidade de todos,
mas... infelizmente,
é capacidade de poucos.
✍©️@MiriamDaCosta
Minh'Alma Cigana te deseja os sete "S" 💃
1°: Saúde
*para sustentar o corpo e o ânimo que vive.
*para honrar o corpo e o ânimo que pulsa energia.
2°: Serenidade
*para atravessar o mundo sem se perder no ruído.
*para não adoecer a alma no caos do mundo.
3°: Sabedoria
*para escolher bem os passos, as palavras e os silêncios.
*para discernir caminhos, limites, verdades e escolher quando agir, quando emudecer e quando partir.
4°: Sensibilidade
*para não endurecer o coração
nem perder a humanidade no viver nesse mundo.
*para perceber a sutileza do que não grita.
5°: Simplicidade
*para viver leve, sem excessos desnecessários.
*para se espelhar na poesia das pequenas coisas que te fazem desfrutar de grandes versos de vida.
6°: Sinceridade
*para não trair a si mesma.
*para não ser um suporte e nem um Polo atrativo de máscaras e falsidades.
7°: Sorrisos
*porque, apesar de tudo,
a alegria também é um ato de coragem.
*porque você merece a energia da positividade do bom humor e da felicidade.
✍©️@MiriamDaCosta
Vocábulos sem idioma...
Em todo ser humano,
existem momentos
de visceral sonorização d'alma,
plenos de sentimento profundo,
que o idioma de nenhum vocábulo
jamais poderá traduzir e expressar...
✍©️ @MiriamDaCosta
Num futuro muito próximo,
viveremos das memórias de um passado
em que as pessoas lutavam por aquilo
em que acreditavam, criavam
e acreditavam naquilo que criavam
e pelo que lutavam.
No presente,
a banalização, a futilidade
e a emulação reinam.
A escassez de conhecimento
e de consciência histórica,
de talento, sacrifício, estudo,
leitura construtiva, criatividade,
originalidade e idealismo
faz com que essas palavras
já pertençam ao passado.
✍©️@MiriamDaCosta
Hoje, bem cedo,
um trio de evangélicos
bateu ao meu portão
oferecendo salvação
em forma de convite.
Respondi com educação:
— Irei, com prazer.
O sorriso acendeu nos olhos deles
como promessa cumprida.
Completei:
— Mas só depois
de visitarem o terreiro de Umbanda
que eu frequento.
O brilho apagou.
Os olhos, antes luz,
encheram-se de indignação
como quem vê o proibido.
Afastaram-se do meu portão
com a pressa dos vampiros
diante do sol e do alho.
✍©️@MiriamDaCosta
Ode ao Senhor Tempo
Oh! Tempo!
Como aprecio-te!
Gosto de ter-te nos meus passos,
no meu trilhar o tempo do viver.
Sem pressa e afobação,
a pressa me conturba, me confunde;
a afobação me irrita,
é enervante!
A minha pressa
é a da calma,
do meu tempo
sem tempo apressado.
Oh! Tempo,
meu silencioso companheiro,
gosto de sentir-te nos passos,
marcando o compasso do viver.
Não te quero correndo,
nem arfando nos relógios do mundo.
A pressa me turva,
me dispersa da inteireza.
A afobação grita,
e eu prefiro o sussurro.
Minha pressa
é feita de calma,
é o tempo que caminha
sem se perseguir.
Oh, Tempo,
não te temo,
te cultivo.
Quero-te nos meus passos,
não como urgência,
mas como presença.
A pressa me rouba o sentido,
me embaralha os gestos,
me desencontra de mim.
A afobação não é movimento,
é ruído e caos.
Eu sigo outro ritmo,
a pressa da calma,
esse tempo que não corre,
apenas vive em mim
em versos que correm
no tempo sem pressa
da poesia do viver.
✍©️@MiriamDaCosta
Lembranças da Infância 🌺 Hibisco-Colibri 🌺
Houve um tempo
em que entre uma brincadeira e outra,
pegávamos uma florzinha fechada
de hibisco
para sugar o mel dela.
Era um tempo
onde o mundo escondia doçuras
e a natureza era companheira generosa
nas descobertas.
Éramos pequenos colibris
aprendendo o sabor da vida
direto da flor, sem pressa,
sem medo e sem saber que aquilo
também era felicidade.
✍©️@MiriamDaCosta
Os cacos de vidro não sabem
que a inveja que demonstram
pelos diamantes, no fundo,
esconde uma profunda admiração.
✍©️@MiriamDaCosta
É Natal!
Evito falar sobre essa data e o seu real significado (ou seja, a comemoração do nascimento de Jesus Cristo).
E, mais ainda, evito ficar repetindo para todos: "Feliz Natal!".
Vejo tanta hipocrisia e falsidade nesse ritual linguístico de fim de ano.
Sim… é Natal.
E o que eu penso e escrevo a respeito
traz uma lucidez que dói em mim e pode ferir os outros, como quase tudo o que é cruamente honesto, e que costuma golpear algumas pessoas.
O “Feliz Natal” virou um mantra automático,
esvaziado de real presença e de sentimento,
repetido por bocas que não se dispõem
ao mínimo gesto natalino de verdade:
sentimento, empatia, escuta, coerência e humanidade.
Celebra-se uma data que deveria simbolizar
a ruptura com a lógica da violência,
do acúmulo e da exclusão, mas…pratica-se exatamente o oposto, embrulhado em luzes, comilanças, consumo e frases prontas.
E há algo muito coerente no meu evitar esse ritual, quando ele se torna falso.
O meu silêncio, nesse caso, é mais ético que a saudação mecânica.
Jesus, se tomado verdadeiramente a sério,
seria profundamente incômodo hoje.
Ele não caberia nos shoppings lotados,
nos discursos moralistas, nem nas felicitações ( na maioria das vezes) vazias enviadas por obrigação familiar e social
Meu incômodo com essa data não é rejeição ao sagrado. É, ao contrário, respeito.
Respeito por não banalizar o que deveria ser vivido com sentimento e reflexão, e não repetido automaticamente.
Talvez o meu Natal seja esse:
não o da frase dita, mas o da consciência
que se recusa a fingir.
E esse fato, mesmo sem “Feliz Natal”,
é profundamente verdadeiro.
Quantas “Marias” (mulheres solteiras, grávidas
e destinadas à fuga) ainda existem?
Quantos “Jesus” ainda nascem em situações precárias por causa do preconceito e da desumanidade?
Quantos “Josés”, no mundo de hoje,
acolhem uma “Maria” (solteira e grávida) e reconhecem o bebê como um pai?
São tantas as perguntas…
mas prefiro terminar por aqui.
Saúde e serenidade a todos.
Fiquem em paz 🕊
Sejam paz 🕊
✍©️@MiriamDaCosta
A violência contra a mulher e o feminicídio
são a prova extrema da masculinidade atrofiada.
✍©️@MiriamDaCosta
A minha felicidade é autônoma e independente.
Não pede licença,
não mendiga afeto,
não negocia solitude
em troca de migalhas emocionais.
Ela não se apoia
em promessas frágeis,
nem se pendura
no humor alheio dos dias.
Aprendeu a caminhar sozinha
sobre cacos,
sobre ausências,
sobre o que veio
e partiu para o além
e o que não veio...
Não confunde companhia
com salvação,
nem presença
com pertencimento.
A minha felicidade
não nasce dos sorrisos e risos,
não necessita de aplausos e frases feitas
nem morre na minha solitude.
Ela existe.
Inteira.
Mesmo quando algo me falta.
✍©️@MiriamDaCosta
A inveja
é o verme solitário da alma.
Silenciosa,
parasitária
e insaciável.
É a tênia da alma,
não cria,
não alimenta,
apenas consome
o que nunca
foi capaz de gerar.
Habita o vazio
de quem não floresce,
alimenta-se do brilho alheio
e definha, eternamente faminta,
por nunca conhecer
a própria luz.
✍©️@MiriamDaCosta
História ou estória?
Eis a questão!
Em meio a tanta informação sem formação
e inteligências várias...
a desinformação se multiplica
em intelectos burros,
em rebanho, em série,
em eco, como falas de papagaios.
Fatos se dissolvem em imagens falsas
e imagens falsas em fatos,
vídeos editam mentiras,
e falas apregoam sem dizer.
A ignorância faz pose de saber,
a estupidez veste verniz de opinião
e desfila certezas ocas.
História ou estória?
Não é dúvida:
é o sintoma de uma sociedade onde
predomina a cultura das falácias.
E ser ou não ser parte
de uma ou de outra
é questão de escolha.
Todos são capazes de contar estórias,
poucos fazem História.
✍©️@MiriamDaCosta
Façam o povo entreter-se
com algo que pareça absurdo,
caricatural,
quase ridículo.
Enquanto riem, discutem, brigam
e se perdem em futilidades,
algo mais acontece
sem ser percebido.
Acontece nas madrugadas,
quando o cansaço anestesia
e a vigilância dorme.
Acontece durante o período de férias,
quando a atenção está relaxada,
a crítica em recesso,
e a consciência em modo avião.
O espetáculo distrai,
o ruído confunde,
o absurdo ocupa a cena.
E, nos bastidores,
decidem, assinam, desmontam,
apagam direitos,
rasgam a Constituição,
pisam nas instituições,
reescrevem destinos
sem plateia,
sem aplausos,
sem resistência.
Porque governar
pela distração e confusão
é a arte mais eficiente
de quem teme
um povo desperto e sóbrio.
✍©️#MiriamDaCosta
31/12 🗓️ 2025 chegando ao fim⏳
Previsões e conselhos da Bruxa/Maga Miriam para 2026 💃
Não haverá perturbações astronômicas
e nem encheções astrais ...
se você não for se intrometer nas posições astrológicas dos outros...
Tome conta dos seus astros…
e deixe as estrelas dos outros em paz !!!
©️✍@MiriamDaCosta
* Rio de Janeiro (a Cidade "Maravilhosa" )
e o seu maior Réveillon do mundo e as suas menores prioridades sociais.
Enquanto o Réveillon da cidade do Rio de Janeiro é oficialmente reconhecido pelo Guinness World Records como o maior do mundo, a chamada “cidade maravilhosa”
segue convivendo com altíssimos índices
de precariedade em áreas essenciais
como segurança pública, saúde e educação.
Soma-se a isso a recorrência de acidentes ambientais, muitos evitáveis, que resultam
em mortes e na perda de moradias, sobretudo entre as populações mais vulneráveis.
O título internacional rende visibilidade, turismo e manchetes festivas. Mas recordes não curam doentes, não educam crianças, não previnem deslizamentos, nem protegem vidas.
Há uma contradição gritante entre o espetáculo celebrado por algumas horas e a dura realidade enfrentada diariamente pela maioria dos cariocas.
Não se trata de demonizar a cultura, a festa ou o direito ao lazer coletivo. Carnaval e Réveillon fazem parte da identidade cultural da cidade e do país.
O problema central está na priorização orçamentária e no uso político do espetáculo como instrumento de distração social.
Gastam-se cifras exorbitantes em eventos pontuais, altamente visíveis, enquanto serviços públicos básicos permanecem cronicamente subfinanciados.
A pergunta que precisa ser feita , e que costuma incomodar, é simples e necessária:
-Não seria mais sensato que parte significativa dessas verbas fosse investida, de forma contínua, nos setores que realmente sustentam a vida cotidiana da população?
1° Educação de qualidade não gera aplausos imediatos, mas constrói futuro.
2° Prevenção ambiental não rende selfies, mas evita tragédias.
3° Saúde pública estruturada não vira atração turística, mas salva vidas.
4° Segurança pensada para além da repressão não estampa capas internacionais, mas garante dignidade.
O risco de se vangloriar apenas dos grandes eventos é cair na velha lógica do “pão e circo”, onde o brilho do espetáculo anestesia a crítica e normaliza o abandono.
Uma cidade não pode medir sua grandeza apenas pelo tamanho de suas festas,
mas pela capacidade de cuidar de seu povo todos os dias do ano.
Talvez o verdadeiro recorde que o Rio de Janeiro devesse almejar não seja o de maior Réveillon do mundo, mas o de uma cidade que investe com responsabilidade, justiça social e visão de futuro, onde celebrar não seja uma fuga da realidade, mas consequência de uma vida digna.
O meu maior desejo para os cariocas
(e também para todos os brasileiros)
é a conscientização a respeito.
Saúde e Serenidade!
✍©️ @MiriamDaCosta
Quanto maior a bravura e valentia
que um homem demonstra ter...
maior é a COVARDIA
que tenta esconder.
✍©️@MiriamDaCosta
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