Amigo Céu
Sem lágrimas
Olho para o céu
Vago em sua imensidão
Tento esquecer
Quem não posso ter.
De repente, como se eu pudesse
Tento esquecer
Fecho os olhos e não adianta
Eu só você que vejo
O vento sopra em meu rosto
Brisa forte e fria
Meus olhos secam
As lágrimas não tenho para chorar.
24/10/2017
S. Salla
E é na união
do meu céu com o Céu
que se desenha
o mais perfeito
SORRISO!
É a sintonia com
o Criador!
10/12/2015
poema - O céu dos noivos
Quando te vi pela primeira vez,
meu coração ficou espraiado em claridade;
havia em tua presença uma aura dulcífera
que adoçava até o silêncio ao redor.
Tua garridice aureolada reluzia com tão rara graça
que intuí, sem resistência,
que meu espírito se pendoaria ao teu encanto —
pois algumas belezas não se explicam:
apenas se sentem.
Em teu ser fulgura uma agalma celeste,
uma formosura tão sutil que o horizonte reconhece;
teus gestos derramam suavência e magnopulcritude,
como se o próprio tempo inclinasse sua serenidade
para contemplar-te.
És minha auriflâmula, meu farol de celsitude,
a límpida presença que exala benquerença e virtuluz;
teu olhar possui o dom da inefância,
e tua voz carrega a doçura da mais pura dulcídia.
No toque que me ofertaste,
sinto a eternância florescer,
broto de luz que nenhuma noite consegue desvanecer.
Em tua alma habita uma miraluz infinda,
claridade que repousa em mim
com brandura antiga e inesgotável.
És magnolímpida, és pleniáurea, és serenídea;
cada passo teu deixa um rastro de auridez,
e cada palavra tua reacende o lume
da minha humanidade mais profunda.
Se o amor possui um templo,
teu nome é o seu altar.
Pois em ti encontro altiplácida candura,
delicadeza que enleva, acalma, eleva.
E assim declaro, diante da vida e do firmamento:
que meu coração te escolhe em perpetuidade,
que cada aurora será tua,
que cada suspiro será de lealdade ardente.
Que este poema seja nosso hino,
ecoando em votos, enlaces e promessas:
pois amar-te é minha glória sereníssima,
e caminhar contigo é minha
mais alta e eterna beleza.
Queria Que Você Estivesse Aqui
Então, então você acha que consegue distinguir
Céu de inferno?
Céus azuis de dor?
Você consegue distinguir um campo verde
De um frio trilho de aço?
Um sorriso de uma máscara?
Você acha que consegue distinguir?
Fizeram você trocar
Seus heróis por fantasmas?
Cinzas quentes por árvores?
Ar quente por brisas?
O conforto gelado por mudanças?
Você deixou
De ser coadjuvante na batalha
Pra ser protagonista numa cela?
Como eu queria
Como eu queria que você estivesse aqui
Somos apenas duas almas perdidas
Nadando num aquário
Ano após ano
Passando pelos mesmos velhos lugares
E o que encontramos?
Os mesmos velhos medos
Queria que você estivesse aqui
Quando estiver muito difícil de suportar, silencie um pouco, olhe para o céu e lembre-se:
Existe um Deus lindo, com um amor imenso, que te olha com carinho e está cuidando de você.
Então, respire fundo, se encha de fé e continue… Sua força vem D’Ele e vai dar tudo certo. Pois Ele é fiel!
O agir de Deus nunca falha!
Seja ponte entre o céu e a terra. Quando você se permite ser luz, Deus alcança corações e transforma destinos através de você.
7 de setembro, bandeira no céu.
Mas nossa independência
É só papel.
Foi grito, foi pose, foi teatro, foi cena.
O povo aplaudia
mas a dívida
já nascia.
Do Ipiranga à City de Londres o grito virou contrato e o contrato virou corrente corrente invisível elegante, porém permanente.
Paga aqui, refinancia lá
juros sobe, esperança cai
o nome é bonito
soberania Nacional.
Mas no extrato.
Dependência Global.
Diziam
Somos livres, somos bravos, somos gigantes.
Mentira elegante!
Escravos modernos, pagadores constantes.
Dois milhões de libras
e um século inteiro de promessas quebradas
de um lado a coroa caía.
Do outro, o povo segurava as algemas douradas.
Se fosse hoje? Dois bilhões quem se importa?
O problema não é o preço.
É o ciclo. É a porta que nunca se fecha, é a dívida que nunca morre
O banco não te mata
ele te deixa vivo
Pra pagar.
Independência ou morte! gritou Dom Pedro.
E a Inglaterra respondeu
assine aqui, parceiro.
Enquanto o povo gritava
o banqueiro calculava.
Enquanto a criança nascia
a dívida já a registrava.
E aqui estamos
exportando vida
Importando miséria.
Riqueza some na bolsa
e volta na fatura bancária.
A bandeira tremula mas quem segura é o vento da ilusão.
Somos livres na música
somos livres no hino
mas escravos na prestação.
7 de setembro é só desfile
É só fumaça pra esconder
que a independência nunca chegou. E talvez nunca vá nascer.
Cada vez que me perco em seus olhos,
duvido que as estrelas ainda habitem o céu,
pois o universo inteiro parece morar em seu olhar
Água fria, que do céu cai,
revigora o verde, faz brotar.
Água quente, do mate extrai
suave amargo, faz trovar.
O céu é o lugar que todos querem chegar, mas sozinho não terá êxito, se Jesus Cristo não for o seu caminho.
Desculpa, você corre sério riscos de encontrar o abismo.
O Céu é o descanso eterno, não há mais matéria, nem tempo, nem espaço lá, o Inferno é o reviver dos erros na 1ª existência mas sem Livre Arbítrio(Liberdade de Escolha/Bem e Mal), essa 1ª existência é a única Vida com Livre Arbítrio, aproveite bem e bastante porque tem prazo de validade.
A tua ida aos céus
Um carro preto, tão escuro quanto o céu, aconchegava dentro de si um belo casal de humanos.
Humanos estes que, a todo momento, ficavam batendo nos cantos.
Um jovem casal belissimamente lindo!
Pena que o jovem rapaz não sabia o que estava vindo…
Ao ligar o velho motor, tomou-se pela dor,
porém preferiu ignorá-la, para não tirar de sua garota o sorriso.
Garota elegante, com olhos cor de madeira e cabelo cor de petróleo,
olhava-o com certa ambiguidade em seu olhar.
Pena que o jovem não houve de notar.
À toa, o carro gastava seu óleo.
Cada hora da noite — noite esta que se assemelhava mais à eternidade — os dois, novamente, demonstravam um amor que, confesso eu, nunca antes recebi, um amor cheio de reciprocidade.
Como queria estar igual aos pombinhos, amando na flor da idade!
Continuemos…
Seguiram-se amando, trocando beijos e palavras lindíssimas.
Pena que, para o jovem rapaz, estas seriam as últimas.
O seu olhar a fitava, amava e a desejava ao seu bombeador de sangue.
A sua mão a tocava, ou melhor, tratava-a como a uma mulher.
Depois de um tempo, a viagem seguiu.
Um caminhão, maior que minha mão, foi de encontro ao carro.
Talvez para cobrar-lhe uma antiga dívida?
Pena saber que, para o jovem, o combinado custou caro.
A jovem, por sua vez, teve a sua saúde mantida.
Colocaram o jovem sobre uma caminha — acredito que se chame “maca” —
e levaram-no, com certa despreocupação, a uma salinha cujas paredes e cujo teto eram brancos e sem vida.
No lugar, não havia nada, mas isto não era um problema ao rapaz,
pois ele sabia que, ao fim, teria perto de si sua mulher.
Os dias corriam de um lado ao outro, claramente sem rumo algum.
No entanto, não havia preocupação,
porque carregava a imagem daquela detentora de seu coração.
Não se queixava de remédio nenhum.
Os olhos, ainda brilhantes, namoravam a porta.
Sempre achei aquela porta digna de ser aberta por uma linda dama
que, no momento em que estivesse eu dentro de uma ilusão, me visitasse na cama,
que segurasse, em suas mãos de coelho, uma deliciosa torta, sorrindo para mim enquanto uma fatia corta.
Desculpe, continuemos…
O tempo muito se passou,
e a moça, no prédio, nem sequer pisou.
Pelo grau do acidente, o pobre rapaz perdeu parte de sua coordenação motora da região inferior.
Se ao menos ela o visse, poderia facilmente tratar de seu caso com o seu simples amor.
Se ao menos… Se ao menos tivesse…
Aos poucos, o movimento no interior foi diminuindo…
Mesmo em sonhos, não a conseguia ver ao seu lado sorrindo.
O lugar tornou-se um velho prédio onde todos os profissionais ficaram à disposição.
Suas pernas, já saudáveis, entrelaçavam os dedos ansiosamente.
Seus dentes chocavam-se uns contra os outros de nervoso,
e seu coração se quebrava em sua totalidade. Neste momento, arrisco dizer que parte dele foi eliminada pelos sucessivos vômitos de tristeza.
Ao final de seus dias, ficava de prantos em sua pequena mesa.
Na hora de sua partida, pegou seus pertences, derrubando um oceano de mágoas pelo chão.
No instante em que deixou o hospital, olhou ao pobre e triste céu,
querendo ver novamente sua amada e cobri-la com um lindo véu.
Pobre jovem… não há nada neste mundo material para segurar sua mão.
O homem foi caminhando a um local cheio de pedras com formato de paralelepípedo.
O lugar era belo; havia uma quantidade rica de flores deixadas por aqueles que, igual a ele, sentiam as mesmas dores.
Ele, a fim de honrar o local em que estava inserido, levava consigo um lindo conjunto de rosas que, milagrosamente, deixaram-no com o peito aconchegado.
“Como eu a amo!
Como eu a vislumbrava!
Uma mulher que, durante sua vida, feliz o meu coração deixava!
Como eu a amo!”
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