Amiga te Conhecer foi um Prazer

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O que houve entre nós
não encontro explicação —
se foi transtorno da alma
ou apenas um distúrbio silencioso
que se desfazia aos poucos,
como um sentimento em decomposição.


Fechei cada fresta de luz
que ainda vinha de você,
porque tua ausência queimava
no arrependimento que ficou preso em mim.


E mesmo assim,
até o vento se atreve a tocar
as emoções que restaram,
distorcendo lembranças antigas,
soprando memórias já gastas
que insistem em viver.


Mas dentro de mim o que doía,
não existe um canto suave
onde teu nome repousa,
nem por esperança, nem porpela doçura
do que um dia foi no vazio vivido.

O que me importa
se um dia eu encontrar o que foi perdido?
Nada do que volta retorna inteiro,
nada do que partiu regressa sem feridas.
O tempo não devolve,
ele transforma.
E, às vezes, o que chamamos de perda
é apenas o peso que precisávamos soltar
para seguir respirando.
Se um dia eu reencontrar o que se foi,
quero que me encontre diferente:
mais firme, mais claro,
com a coragem de quem aprendeu a atravessar
as sombras que um dia o medo escondeu.
Porque o que realmente importa
não é recuperar o que se perdeu,
mas descobrir quem eu me tornei
no caminho entre a queda e o recomeço.

Se um dia eu reencontrar o que se foi,
quero que me encontre irreconhecível —
não mais refém dos meus próprios gritos silenciosos,
mas dono das minhas cicatrizes,
firme como uma rocha que não se quebra,
claro como o sol depois da tempestade.
Carrego na pele as marcas da coragem,
a força que nasce ao olhar de frente
o abismo onde o medo tentou me soterrar.
Não há sombra que me assombre agora,
Sou o autor da minha história,
livre para ser tudo o que um dia temi ser.

"O silêncio de um lugar que foi preenchido por risadas é o som mais alto que a solidão pode fazer..."


--- Risomar Sírley da Silva ---

Um dia morri antes de morrer.
Não foi no corpo, foi no silêncio que me engoliu, foi quando o mundo pesou demais e eu deixei de caber dentro de mim.
Morri quando calaram minha voz, quando a vida me pediu mais força do que eu tinha, e eu me vi pequena, espremida entre o que senti e o que ninguém quis enxergar.
Morri quando esperaram que eu sorrisse enquanto meu peito gritava, quando o cansaço virou casa, e a espera virou esquina onde meus sonhos sentavam para descansar.
Um dia morri antes de morrer, e ninguém percebeu.
Porque a morte mais cruel é aquela que acontece em silêncio, por dentro, bem antes de qualquer adeus.
Mas também renasci. No instante em que recolhi meus pedaços, no momento em que decidi me mover mesmo ferida, mesmo frágil, mesmo sem aplausos.
Renasci quando entendi que sobreviver já é coragem, que respirar depois de uma dor profunda é milagre diário, e que viver, às vezes, é voltar do fundo trazendo luz.
Um dia morri antes de morrer, e foi justamente ali que descobri quem eu era: não a queda,mas a força que me levantou.

Era somente o silêncio
De um tempo que se foi
Era noite
Todo mundo queria
E um dia eu também quis
Amanhecer distante dali
Porque pensei
Que poderia voltar lá
A qualquer instante
Percebia em meus ouvidos
O ruido mágico e único
Na paz do silêncio
Que de longe vem
Naquele mágico momento
Que o silêncio a tudo diz
E tudo faz sentido
Era o encanto do não saber
Que a brisa a soprar lá fora
Depois de ir embora, não volta
Era um pensar inocente
Que tudo aquilo nos pertencia
Era da gente
O silêncio em silêncio ficou
Pediu ao tempo que dissesse
Que a vida ao redor
Tem vontade própria
E nos convida a viver
Mas o viver da vida
Obedece
À sua própria vontade
E não a nossa.

Edson Ricardo Paiva.

E tocou uma sinfonia suave aqui dentro e de repente tudo se aquietou, e foi um silêncio profundo e meus olhos só via luz enquanto você caminhava...

ESPERANCIALIDADE: foi o termo que criei para, na filosofia de Heidegger, ser considerado um novo existencial ontológico (modos que os humanos são, atemporais e em qualquer cultura).

É o que nos abre as condições de possibilidades na Esperança (ôntica, concreta), de existirmos ao menos com uma mínima vontade de nos cuidarmos; pois somos-esperança - , caso contrário se está internado num manicômio ou recluso, gravemente doente).

30/10/2025.

⁠A Fórmula 1 é um esporte de equipe. Sempre foi.

"Muita invencionice, terror, interesse financeiro, promessas e até um pouco de literatura. Foi assim que se formaram as religiões, e assim continua até hoje."

Talvez um dia você irá se deparar com ela e verá que o campo floresceu mas não foi você que a Cultivou, nem regou aí vai perceber quão lindo o Campo dela se tornou mas ai apenas vai está na imaginação o quanto que esse lugar poderia ter sido seu mas aí irar nota que já existe alguém a cuidar.

⁠A pior tristeza de um fracassado foi não ter tido a coragem de errar mesmo sendo arriscado.

⁠Jesus Cristo foi um dos Mestres que veio exemplificar a Lei do Amor mas a humanidade prefere a Lei de Talião que levou a todos a cegueira e ao banguelismo.

⁠✍️Aprendi a ouvir, não só escutar, minha mãe muito cedo, e um dos grandes ensinamentos foi; "CORAÇÃO DOS OUTROS É TERRA QUE NINGUÉM PASSEIA".
🕉️🧐❤️👁️👁️

Um dia, se me perguntarem por que sou assim, direi que não foi escolha, foi caminho. Fui me moldando nas ausências, aprendi a ser forte onde ninguém ficou, silencioso onde falar não mudava nada.
Sou assim porque senti demais, esperei demais, acreditei quando já era tarde. Carrego marcas que não aparecem, mas que me ensinaram a olhar com cuidado, a amar com verdade e a não prometer o que não posso sustentar.
Se sou intenso, é porque sobrevivi.
Se sou cauteloso, é porque aprendi.
E se ainda sinto, apesar de tudo, é porque não deixei o mundo me endurecer por completo.

O meu sonho
Foi sempre amar você
Um dia
Ter você para mim
Foi Sempre o que sonhei
Um dia

" Foi assim...no silêncio de um momento...na suavidade do vento...foi no exato instante...em que você...olhou...entregou...amou...e foi amada...para sempre...jurada...na suave brisa...de uma alma...predestinada...para sempre...amar é ser amada."💕

Você tumutuava o que um dia foi o melhor presente em nossas vidas vividas. Era assim que chamávamos o pulsar do nosso amor: ritmado, como o coração de um tambor ancestral ecoando nas noites de luar. Eu, com os olhos famintos de estrelas, e você, com mãos que teciam sonhos em fios de seda. Vivíamos em um casulo de sussurros, onde cada beijo era uma promessa eterna, e o tempo se curvava aos nossos pés, rendido. Sob a chuva fina de verão, no jardim onde as flores se abriam como segredos. Seu peito contra o meu, e o mundo se calava. Isso é o melhor presente, você disse, rindo com os olhos úmidos de emoção. Nossas vidas se entrelaçavam como raízes de uma árvore centenária, profundas e indestrutíveis. Caminhávamos por ruas de pedra, trocando versos improvisados, e o vento levava nossas risadas para o horizonte. O amor era vivo, pulsante, um rio que não conhecia margens. Mas os dias viraram sombras. Enfraqueceu, como uma canção que esquece a melodia. Brigas sussurradas viraram silêncios cortantes, e o presente que outrora brilhava se partiu em cacos invisíveis. Agora só restou o lamento quebrado, um eco rouco no peito vazio. O adeus nem foi lembrado – não houve palavras grandiosas, nem lágrimas ritualizadas. Foi um desvanecer, como névoa ao amanhecer, deixando apenas o vazio de um abraço fantasma. Hoje, fecho os olhos e ouço distante, um sussurro que ainda aquece as noites frias. Você foi o melhor presente, e eu, o guardião de suas ruínas poéticas. No lamento, encontro a beleza do que foi: eterno, mesmo na ausência.

Saudade ⁠


Saudade é tempo parado,
um abraço que não vem.
Dói porque foi verdadeiro,
fica porque fez bem.

Eu não decidi sair da sua vida por acaso.
Nada foi impulso, nada foi fraqueza. Houve um planejamento silencioso, construído a partir de gestos, ausências e escolhas que não foram minhas. Você mesmo desenhou o caminho e, dia após dia, deixou claro onde eu não cabia mais.


Eu apenas tive a coragem de seguir a estrada que você apontou. Permanecer teria sido insistir onde não havia lugar, aceitar migalhas onde eu oferecia inteireza. Não saí por falta de amor, saí por excesso de lucidez.