Amarga e Doce
Eu não sei a vida dói
Se ela é curta
Se ela é doce
Ou se é amarga...
Eu quero é Vi (ver)!
Já me desgastei demais com gente que não merecia
Com coisas que não me valiam à pena
Com dores que não me levaram a lugar nenhum ...
Quero é seguir !
Sendo sempre Eu e me doando no melhor que puder.
O que vier é lucro
e que seja sossego na
minha alma.
Ó doce amarga sensação ignava....
Ó terrível ócio, só me causa remorso....
Ó macia ríspida carência guarida....
Ó tristeza alegre....
Ó sabor quente da clara neve, que queima friamente os meus sentimentos tão breve...
Ó mentalidade ignara que mesmo após a maturidade, só me trouxe austeridade...
Ó certeza incerta certamente perversa...
De nada eu sei, tanto que tentei, frisei, chorei,simplesmente não aguentei...
Uma coisa é certa, certeza nenhuma há,
Uma coisa eu sei, por mais que tentei, eu vou continuar...
PREMÍCIAS DE UMA DOCE- AMARGA VIDA EM POESIA
Na espreita a luz se acende
Alma pura em impura transcende
E viva-morta ninguém sente
A dor e o prazer de ser gente
Nesses caminhos que a inspiração leva-nos
Os poetas dormem acordados
Fogem da ilusão real
E mergulham na ireal ilusão
Dos pobres apaixonados
A história conta por si so
O eterno conto das palavras
E amargas emoções doces sabores
Deixam na garganta um nó
Que se abre em flor de meio-dia
Doce amarga poesia
Que o sol nascente some
E em versos , sentimentos se consome
Doce amarga poesia
Persistir é imoral
Quando a falta nos e fatal
Aos olhos alheios
Poetar é coisa pra imortal
E nessas primicias que les
Ves um sonho real
Miha singela
Doce amarga poesia
Brotando a cada dia
Flor mais bela do jardim da fantazia
Te sigo e te vejo sorrir
As lágrimas que choro
MINHA DOCE
MINHA AMARGA
POESIA
A vida é uma via torta, doce e amarga ao mesmo tempo,
E eu, tonta sonhadora, caminho na corda bamba do tempo.
Tento me equilibrar entre sabores e amores,
Mas se a corda arrebenta, não luto contra tombos, nem com as consequentes dores.
Fico, respiro, repouso em silêncio profundo,
Não estou nem aí para o mundo com seu peso tão imundo.
Não sou fantoche nas mãos do imprevisto,
Nem marionete no palco dos conflitos.
Não sou equilibrista buscando um fim incerto,
Nem sigo um novelo enovelado em nós (des)inosados.
Sou só eu, simples, entre tropeços e calmaria,
Deixo a vida ser feita de alma leve e poesia.
Quebrar os laços da luta incessante,
Permitir que o descanso seja o instante.
Pois na rotina do dia a dia, quando tudo cansa,
Ser tonta é talvez a mais doce esperança... o maior consolo pra deixar continuar a bater o próprio coração.
Ah língua, língua, língua.
Doce e amarga Língua Portuguesa.
Coloca-me em paradoxos que não consigo escapar...
Assim os intitulo de antíteses para disfarçar.
Que?
Que!
Que...
Que reticência ora é ponto, ora é figura.
E que hora eu uso "h" e que hora eu oro à Deusa?
E a Deusa eu disse, dona crase.
A
Ah sim!
Ah bom...
Há som!
Ai, ai, ai...
Aí eu me rendo dona Língua.
Do jeito que queres.
Te amo errado
Amo-te certinho.
“Doce e amarga, sou assim. Doce demais enjoa, certo? Amargo demais estraga e fica ruim, insuportável de aguentar o gosto. Doce pra quem é gentil e educado comigo, pra quem me conhece de verdade e teve a oportunidade de conhecer meu lado meigo, otimista. Amarga pra quem me fez sofrer, pra quem fez eu engolir o choro, pra quem destruíu meus sorrisos e meus encantos. Doce porque quero oferecer o meu melhor pro mundo. Amarga pros hipócritas, que não merecem meu respeito mas desejo o bem… O bem longe de mim.”
Posso, múltiplas vezes, ser muito amarga, mas não o sou sempre, pois minha essencia é doce! E saiba que, no fundo de muita amargura, encontra-se delicadeza, amor e sonhos!
