Amar alguém
Amar é reconhecer no outro um porto e um caminho. É dar as mãos, enfrentar as dores, celebrar as conquistas e descobrir que a maior vitória é continuar seguindo juntos, olhando para o mesmo horizonte.
Quando Amar é Ver com o Coração
O mais bonito de amar é que conhecemos os defeitos do outro, mas o coração os suaviza e no amor, até o imperfeito encontra sua forma de perfeição.
Não faz sentido amar o outro mais que a si!
O outro, um dia se vai.
Mas você, o seu EU, mesmo com suas cicatrizes, continuará contigo, ainda que você tenha mudado tanto à ponto de nem se reconhecer mais.
Nessa situação, Ame-se ainda mais!
Se você não for capaz de amar-se em primeiro lugar, espera mesmo que o outro faça isso por você?
Amar de verdade é aceitar o vazio da distância sabendo que o bem do outro é a nossa maior prece. O coração pode sangrar com a ausência, mas a alma não revoga o que foi eterno; o amor legítimo não morre com o fim do cenário, ele apenas se torna a raiz invisível que sustenta a felicidade de quem partiu.
Amar de verdade é olhar para as imperfeições do outro e enxergar nelas a poesia mais bonita que Deus já escreveu.
Amar também é aprender o momento exato de dar um passo para trás, para que o outro tenha espaço de ser quem precisa ser.
Amar é o ato de oferecer ao outro o recurso mais escasso e valioso que temos: o nosso tempo e a nossa atenção total. É ser o ponto de ancoragem no meio da correria, da pressão do trabalho e dos desafios diários.
O certo é isso: amar a si mesmo e, depois, o outro — sem perder a própria essência. Porque qualquer tipo de “amor” é energia, é frequência… e isso é real.
Amar de verdade é um superpoder, a indiferença do outro é apenas uma limitação dele. Sentir culpa por amar é como o sol se desculpar por iluminar um beco escuro.
Lampejo
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Entre o hoje e o amanhã,
Um tempo e outro tempo
Todo tempo é pra te amar…
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O que outrora eu nada era
Sou pra sempre incipiente
Nessa arte de te amar…
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Se me fosse no seu tempo
Um instante em sentimentos
Me veria em ti estar…
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Agora pois, é no lampejo
Que te me vejo
Só em mim te encontrar.
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Edney Valentim Araújo
Talvez não seja egoísmo —
talvez seja só o coração aprendendo, enfim, que amar o outro não exige
abandonar a si mesmo.
Amar também é aprender a ouvir o que não foi dito, compreender o que o outro não soube explicar e, apesar dos desencontros, ainda encontrar caminhos para o afeto.
Amar exige conhecer a si mesmo.
Sem autoconhecimento é fácil buscar no outro aquilo que ainda não conseguimos oferecer a nós mesmos.
"Julgam com ódio o fato de ela estar noiva de outro, mas esquecem que ela pode amar quem ela realmente quer."
