Amanheceu
Em memória de Genasio
Choroso Tipi amanheceu,
O Cariri emudeceu,
O forró ficou sem o som,
Ele foi tocar no céu,
Genasio do acordeon.
Benê Morais
Eita que hoje o céu amanheceu com seu emocional abalado...
Tá falando grosso demais!
Riscando a terra com seus lampejos de fúria...
E, a chuva, que é mulher e experiente,
nem liga pra esses arroubos de macho...
E cai... calma, suave regando o ventre da terra...
enquanto as flores dançam feito bailarinas de sainhas coloridas,
e as folhas balançam felizes em forma celebratória.
E as crianças...
Ah, as crianças, embrulhadinhas feito presentes de natal, despreocupadas e alheias aos fenômenos da Mãe natureza!
- É a festa da vida!
Haredita Angel esbanjando poesia em dia de chuva...
17.10.25
Amanheceu, e o sol ainda não chegou na Fazendinha, mas você já está na minha primeira oração. Peço a Deus que te proteja, te abençoe e cuide de você. Porque orar é a maneira mais bonita de amar.
Nada acontece do dia para a noite. Compreendi que o tempo exige paciência, e hoje o dia amanheceu com rosto de conquista e vitória. Sinto apenas fé, coragem e determinação. Obrigada, meu Deus.
A regra é pegar o que você tem hoje nas mãos e fazer acontecer; o melhor momento sempre será o agora. Sigo evoluindo a cada dia para melhor. Como eu me amo e como amo ser a minha melhor versão!
— Amanda Tamiris da Maia
Poeta de Literatura
Bom Dia!
Amanheceu tão lindo, mostra que a semana já está sendo abençoada.
Em cada amanhecer há sempre um milagre de Deus acontecendo em nossas vidas, há sempre uma nova oportunidade, um novo motivo para dizermos de coração aberto:
Gratidão, Senhor, por mais um dia, mais uma semana abençoada.
💗
Amanheceu
Mas a noite ainda é visível.
São quatro horas e tal
Mal nos despedimos do Natal.
Um novo ano adentrou.
A vida se renovou.
O dia está nascendo tão belo.
Como amo esse céu azul com o sol amarelo.
O cheiro do café desperta os meus sentimentos.
E faz eu agradecer por esses breves momentos....
Bom dia, novo dia ☕ 🌺
*O FOGUETE QUE FICOU NO QUINTAL*
O sábado amanheceu com aquele sol que parece ter preferência pelos sábados.
Durante a semana ele se esconde atrás de nuvens, prédios, compromissos e caras fechadas. No sábado, resolve aparecer. Como se também tivesse direito a descansar.
Eu estava na varanda quando ouvi o primeiro grito.
Depois outro.
Depois uma discussão sobre quem tinha pegado o brinquedo de quem.
As crianças tinham chegado.
Meus filhos, meus netos, suas vozes, suas provocações e aquela capacidade irritante de transformar qualquer cinco minutos de silêncio em uma guerra civil de pequenas proporções.
A casa ficou diferente.
O gato também percebeu.
Era talvez sua primeira experiência com crianças. No começo ficou parado, olhando para aqueles pequenos seres correndo pela sala como quem observa uma espécie desconhecida. Depois descobriram o gato.
Em menos de dez minutos ele já estava sendo disputado.
Um queria pegar.
Outro queria fazer carinho.
Outro dizia que era dele.
O gato olhava para mim com uma expressão que parecia perguntar por que eu tinha permitido aquela invasão.
Não fiz nada.
Algumas coisas precisam ser vividas até o fim.
Inclusive a paciência de um gato.
Na cozinha, as crianças descobriram a torta.
Uma delas desapareceu.
Depois outra parte.
Quando percebi, havia apenas algumas migalhas e uma espécie de silêncio constrangido entre os pratos.
Teria que encomendar mais duas.
Talvez três.
Na sala, atacaram a estante.
Mexeram nos livros.
Puxaram alguns.
Empilharam outros.
Os livros que ainda estavam nas caixas abertas foram parar no chão.
Fizeram castelos.
Muralhas.
Fortalezas.
Durante alguns minutos, aquela pilha de livros que eu passei anos tentando conservar em ordem parecia ter encontrado uma função muito mais honesta.
Servia para brincar.
No pátio, havia três balanços presos às duas árvores.
Nunca tinham parecido um playground.
Naquele sábado, pareciam.
Havia caixas de madeira, pedaços de tábua, coisas esquecidas na garagem.
Então meu neto olhou para um tambor velho e decidiu que aquilo era um foguete.
Um foguete.
Fiquei olhando para ele.
Ele não precisava de tecnologia.
Não precisava de combustível.
Não precisava de autorização da NASA.
Precisava apenas de um tambor velho, algumas tábuas e uma noite estrelada.
E então me lembrei de uma coisa que eu havia esquecido.
Eu também já quis ir para o espaço.
Houve um tempo em que eu acreditava que pisaria num foguete.
Não porque entendesse de ciência.
Porque toda criança precisa inventar um céu onde a vida pareça valer a pena.
O foguete nunca foi um veículo.
Era uma mentira bonita.
Daquelas que a gente conta para si mesmo antes de descobrir que o mundo costuma distribuir mais boletos do que milagres.
Depois vieram os quarenta.
A idade em que o espelho deixa de fazer gentilezas.
Foi quando percebi que nenhum foguete pisou no quintal daquela casa.
O que chegou foram contas.
Responsabilidades.
Cansaço.
Algumas mulheres que passaram como chuva de verão.
Amigos que aprenderam a sorrir para fotografias enquanto enterravam silenciosamente a própria fome de existir.
Eu ainda procurava alguma coisa.
Não sabia exatamente o quê.
Chamava de sentido porque qualquer palavra menor pareceria covardia.
Aos quarenta ainda existe uma certa arrogância.
A gente acredita que está atrasado, mas que ainda dá tempo.
Aos sessenta e dois, a conta fica diferente.
Não dói apenas o corpo.
Doem também as expectativas que sobreviveram tempo demais.
Os dias começam a parecer copos vazios esperando uma bebida que ninguém serve.
Não é exatamente tristeza.
É um cansaço antigo.
Uma coisa que dorme no peito e acorda antes da gente.
Às vezes olho para uma folha caindo de uma árvore e tenho vontade de colocá-la de volta no galho.
É um impulso ridículo.
Mas compreensível.
Porque a gente passa boa parte da vida tentando devolver as coisas ao lugar.
Um casamento ao começo.
Uma amizade ao primeiro abraço.
Um pai à juventude.
Um amor ao instante anterior à despedida.
Só existe um problema.
Folhas não voltam.
Pessoas também não.
E o tempo é o sujeito mais mal-educado que conheço.
Ele não pede licença.
Não negocia.
Não aceita pagamento parcelado.
Enquanto isso, o mundo continua vendendo a mesma velha mentira.
Todo mundo merece um dia melhor.
É bonito dizer isso.
O problema é que ninguém ensina o caminho.
Ensinaram-me a trabalhar.
A competir.
A produzir.
A acumular.
A parecer bem.
Ninguém ensinou a existir.
Talvez por isso tanta gente tenha aprendido a construir uma vida que parece ótima por fora e não serve para morar por dentro.
Basta abrir qualquer tela.
Casas perfeitas.
Viagens perfeitas.
Corpos perfeitos.
Casamentos perfeitos.
Famílias sorrindo diante de uma paisagem que provavelmente alguém levou vinte minutos para escolher.
A vida virou vitrine.
E ninguém quer aparecer com a mercadoria quebrada.
Eu olho para antigos amigos.
Alguns parecem ter vencido.
Casas maiores.
Carros melhores.
Viagens.
Fotografias.
Sorrisos impecáveis.
Mas já não acredito muito nessa luz.
Existe um sol artificial iluminando a terra da normalização.
É uma luz forte.
Só não aquece.
Ali, o verbo ser foi lentamente assassinado pelo verbo ter.
As pessoas compram identidades em prestações.
Vendem a própria autenticidade em troca de aprovação.
Sorriem como quem cumpre expediente.
Abraçam como quem assina contrato.
A empatia virou artigo de luxo.
A delicadeza passou a parecer fraqueza.
A verdade tornou-se inconveniente.
E talvez seja por isso que eu viva dentro de uma espécie de bolha.
De um lado, o mundo do faz de conta.
Do outro, o mundo real que quase ninguém parece querer habitar.
Eu ainda acredito em coisas que parecem ter ficado velhas.
Palavra.
Lealdade.
Silêncio.
Afeto.
Presença.
Acredito que uma pessoa pode sentar ao lado da outra sem precisar fotografar o momento.
Acredito que carinho não precisa de testemunhas.
Acredito que uma amizade não deveria depender de utilidade.
Talvez eu esteja errado.
Aos sessenta e dois, já aprendi que estar errado é uma das poucas coisas que ainda podemos fazer de graça.
Durante muitos anos procurei minha rainha da beleza.
Não a mulher das revistas.
Essa desaparece quando a maquiagem encontra a primeira lágrima.
Eu procurava outra coisa.
Uma beleza sentimental.
Uma mulher cuja inteligência soubesse abraçar sem tocar.
Que pudesse permanecer em silêncio sem transformar o silêncio em distância.
Alguém cuja alma não estivesse à venda por curtidas, status ou conveniências.
Ainda procuro.
Talvez ela também esteja perdida em algum balcão de bar.
Talvez esteja cansada.
Talvez tenha desistido.
Talvez tenha encontrado alguém.
A vida não costuma prestar contas.
Naquela tarde, porém, havia outras coisas acontecendo.
Meu neto continuava construindo o foguete.
Pegou uma caixa.
Depois uma tábua.
Depois o tambor.
Pediu ajuda para amarrar uma coisa na outra.
Disse que precisava ficar pronto antes da noite.
Queria olhar as estrelas de dentro dele.
Eu ajudei.
Não porque acreditasse que aquilo fosse realmente um foguete.
Mas porque, naquele momento, percebi que talvez eu tivesse passado tempo demais tentando provar que os foguetes não existiam.
Talvez essa seja uma das doenças da idade.
A gente descobre como o mundo funciona e começa a desprezar quem ainda acredita que ele pode funcionar de outra maneira.
Olhei para aquelas crianças correndo pelo pátio.
O gato fugindo de um lado para outro.
Os livros espalhados.
As migalhas da torta.
As caixas.
As tábuas.
O tambor.
A casa completamente fora do lugar.
E, pela primeira vez em muito tempo, aquilo não me incomodou.
Talvez porque o caos deles tivesse alguma coisa que o meu mundo organizado perdeu.
Vida.
Não a vida vendida nas fotografias.
A outra.
A que grita.
Que suja.
Que derruba.
Que quebra.
Que pergunta.
Que inventa foguetes com um tambor velho.
Fiquei pensando que talvez envelhecer seja descobrir que o mundo nunca prometeu salvação.
O foguete não veio.
Aos quarenta, eu descobri.
Aos sessenta e dois, aceitei.
Mas naquele sábado alguma coisa mudou.
Porque o foguete não precisava mais ser meu.
Ele estava ali.
No quintal.
Construído pelas mãos pequenas de quem ainda não sabia que o mundo cobra caro pelos sonhos.
E talvez seja isso que eu queira para eles.
Que demorem muito para descobrir.
Que tenham coragem de olhar para as estrelas sem perguntar quanto custa.
Que não confundam sucesso com felicidade.
Que não entreguem a própria autenticidade em troca de aplausos.
Que saibam amar sem transformar o amor em vitrine.
Que tenham amigos capazes de permanecer quando não houver fotografia.
Que aprendam a sentir a dor sem fazer dela uma identidade.
Que não tenham vergonha da delicadeza.
Que não deixem ninguém convencer que possuir é mais importante do que ser.
E, principalmente, que vivam.
De verdade.
Porque talvez a grande tragédia não seja envelhecer.
Talvez seja chegar aos sessenta e dois, olhar para trás e perceber que passamos a vida inteira tentando parecer vivos.
Naquela noite, meu neto entrou no tambor.
Olhou para o céu.
Perguntou se eu achava que dava para chegar até as estrelas.
Eu olhei para ele.
Depois olhei para o foguete improvisado.
E disse que sim. Olhe bem para o infinito, feche os olhos e demore um pouco. Abra, feche e demore. Isso irá fotografar o céu. Depois, ligue a inguinação e voe.
Ele sorriu.
Foi um sorriso verdadeiro.
Sem câmera.
Sem postagem.
Sem filtro.
E foi provavelmente a coisa mais verdadeira que vi naquele sábado.
Fiquei na varanda enquanto as crianças brincavam.
O sol já tinha ido embora.
As estrelas começaram a aparecer.
E, por alguns minutos, eu não pensei nos quarenta.
Nem nos sessenta e dois.
Nem nas coisas que não voltam.
Nem nos amigos que se perderam.
Nem nas mulheres que foram embora.
Nem nos boletos.
Nem nesse mundo que aprendeu a vender felicidade em prestações.
Fiquei apenas ali.
Ouvindo meus netos.
E percebi uma coisa que talvez eu tenha levado sessenta e dois anos para entender:
alguns foguetes não foram feitos para sair do chão.
Foram feitos para nos lembrar de olhar para cima.
E talvez seja isso que importa.
Não chegar às estrelas.
Mas não perder a capacidade de procurá-las.
Quão grande és Tu!
Amanheceu! Eu abro os olhos e vejo a claridade do dia que sutilmente invade o meu quarto!
Eu caminho pela calçada e meu coração é grato!
Grato a Deus pela oportunidade de mais um dia.
Grato pela Sua "luminosidade"que também invade meu ser...
Então minh'alma canta a Ti, Senhor: quão grande és tu
Quão grande és tu!
Quão grande és tu , ó meu Senhor!
edite lima / Julho/2019
Amanheceu, recomeçou a minha vida
parou para ver o se olhar
que estava a brilhar e ouvi você falar
que estava disposta a me amar
como linda ave a voa
procurando um braço onde possa descansar.
Assim estava eu a te amar.
PENSEI
Pensei em confiar no sol… anoiteceu
Pensei em confiar na lua… amanheceu
Pensei confiar no passado… ele se foi
Pensei em confiar no presente… e já não era
Pensei em confiar no futuro… ele é incerto
Pensei em confiar em um amigo… ele me traiu
Pensei em confiar nas flores… elas secaram
Pensei em confiar em mim… eu me enganei a mim
Nos corredores do labirinto de minha mente o pensamento não encontrou ninguém em que eu possa confiar… quando eu PENSEI em desistir, avistei JESUS que me falou: “Confia em Mim e Eu satisfarei os desejos que farão feliz o teu coração”
O dia amanheceu, as lágrimas estão enxugadas, a página virada e as malas prontas para Itaipava! Felicidade renovada!!!
Hoje o dia amanheceu tão claro
tenho em mãos o teu retrato
Mil razões, mil motivos para te esquecer
Mas como retirar do coração quem ama
como apagar da mente momentos de amor
Então... Hoje é o dia e a hora,
tenho que terminar esta história
antes que se torne eterna esta minha dor
Amor me diz que voce vai embora
viva tua vida, escreva a tua história
que eu ficarei com a minha dor
e ao abrir os olhos só terei lembranças de um amor
RECOMEÇO
Bom dia amor
Acorda que o dia já amanheceu
O brilho do sol apareceu
Vamos aproveitar a chance que Deus nos deu
Prometo te ama, ter dar valor e valorizar
Esse amor que me ensinou amar
A melhor coisa é o brilho do seu olhar
O tempo me mostrou
Que a melhor coisa do mundo e nosso amor
Vamos recuperar o tempo que passou
E deixar para lá o que nos magoou
Hoje voltei sorrir e ser feliz
Não troco esse momento que sempre quis
Sou o cara mais feliz,
Agora que você voltou(2x)
Saudade já me maltratou
Mas da pior forma me mostrou
Que não existe amor melhor que o nosso amor
Quero apagar a cicatriz
Amar-Te e faze-la feliz
Do jeito que sempre sonhou
Hoje voltei sorrir e ser feliz
Não troco esse momento que sempre quis
Sou o cara mais feliz,
Agora que você voltou(2x)
Não esqueça de agradecer
Estou aprendendo...
Amanheceu e agradeci, mesmo sendo muito cedo, agradeci por isso
E por mais uma vez não ter conseguido realizar meu sonho: dormir até as 2hs da tarde
Talvez tenha gente demais fazendo isso
Agradeci o sol que se esconde entre as nuvens
em duvidas assim como eu: vou ou não vou?
Agradeci pelos meus amigos
Aqueles que são e aqueles que ainda estão pensando
Agradeci pelo carro de gás que agora passa na rua fazendo barulho, me lembrando que o meu caminha para 7 meses sem troca e agradeci por ouvir Pour Elise de Beethoven
Agradeci mais ainda pela minha vida e por hoje ter lembrado depois de três dias de tomar meu remédio semanal para os ossos
E pedi e continuo pedindo ânimo e coragem para abrir essa porta e sair e ir até o posto de saúde marcar consulta para um neto e um avô que acabaram de chagar do norte e estão muito doentes.
Pedi coragem também para mais tarde ir até a casa da Cida e ouvir pela milesima vez sobre sua tristeza, sua solidão, sua depressão, suas noites mal dormidas, suas idas até o posto de saúde tarde da noite. Farei isso, enquanto abrirei seus armarios e colocarei em ordem a bagunça dos seus mantimentos e arrumarei suas gavetas enquanto ela atrás de mim continuará a falar sem cansar...
Agora, enquanto escrevo e ouço essa música
Não me perguntem por que essa música. Talvez vocês saibam melhor do que eu.
Neste momento peço que a tristeza suba até os céus e vá para aquele que tudo pode e que eu não seja mais uma acometida pelo mal da indiferença. Não quero ser capaz de não saber dividir aquilo que tenho
Amanheceu, sonhei e acordei te esperando,
Com a flor roubada de um mar banhado de rosas,
Sei que o mar me perdoará por cuidar tão bem daquela flor,
como se não bastasse, era vermelha.
E você me faz por minutos esquecer o vermelho...
Talvez minhas tais felicitações para ti fique só em meus desejos mesmo.
Agora quero pra mim o que te desejei,
Discernimento
Me parece que a teimosia é algo mais forte em ti
Preferir estar em segundo plano...
Não é tão compreensível.
Hoje o dia amanheceu diferente!
Logo de manhã eu vi a diferença;
Eu fiquei rendido aos seus encantos;
Não esqueço por um segundo seu olhar;
Você me conquistou apenas com o seu jeito
“Olhe, Senhor, se fiquei penumbra, e como fiquei. Finalmente amanheceu em mim, a mim, agora! Assustei-me, confesso, com o irromper, fascinado com a luz que planava feito nova. Mas a destruição da penumbra é tão boa, afinal. Pego-me sorrindo aos cantos alheios, quando os cantos alheios vêm de dentro de mim. E às vezes não sinto mais que o meu braço toca-me num abraçar: já me veda uma nova textura, uma que por tempos permaneceu dormida, dormindo. A escuridão adormece os amores, afinal, Senhor. Mas o Sol veio, sim Senhor; e não que a Lua tenha partido, mas, agora, ela permanece na distância tão severa, tão severa quanto a que havia o Sol ficado de mim.”
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