Amanha Sera um Lindo dia
No dia em que eu for…
No dia em que eu for, não quero lágrimas longas nem silêncios pesados.
Quero que lembrem das coisas boas. Das risadas que ecoaram na mesa, das conversas que vararam a madrugada, dos amigos verdadeiros que caminharam comigo quando o caminho era fácil… e principalmente quando não era.
Quero que falem da minha família com orgulho.
Dos meus filhos — são a parte do nosso coração que decidiu continuar vivendo fora do nosso peito.
Que digam que eu os amei do jeito mais inteiro que soube amar.
Que lembrem da minha esposa minha parceira de vida, de sonhos, de batalhas e de recomeços. Se eu fui forte em muitos momentos, foi porque ela estava ao meu lado.
Que alguém sorria ao lembrar dos Pets Bolinha e do Thor correndo pelo sítio, como se soubessem que a alegria também é uma forma de eternidade.
E quando pensarem em mim, que não esqueçam dos reencontros que eu estarei vivendo.
Com meu pai, lá com sua bateria fazendo barulho no céu.
Com minha vó, que foi mãe duas vezes para mim.
Com minha sogra, preparando cucas e bolos como quem prepara abraço em forma de farinha e açúcar.
Com amigos que já chegaram antes e devem estar organizando a mesa para quando eu chegar.
Não escondam meus erros. Eu errei. E aprendi.
Não apaguem minhas falhas. Elas me fizeram humano.
Mas, se puderem, lembrem também das coisas boas que fiz, das pessoas que amei, das mãos que estendi, das palavras que tentei plantar.
E, principalmente, não fiquem tristes.
Se há algo que sempre amei foi mudança.
E essa, sem dúvida, será a maior de todas.
Enquanto vocês continuam por aqui, vivendo, crescendo e sonhando…
eu estarei descobrindo outras coisas.
Talvez outros caminhos.
Talvez outras músicas.
Talvez outros começos.
Porque partir não é desaparecer.
É apenas mudar de endereço na eternidade
❤
As pessoas que amamos estão sempre conosco.
Durante o dia em pensamentos.
Durante à noite em meus sonhos.
Na procura incessante da minha última dose.
"Teu cheiro; meu vício.
Meu pecado sem culpa."
❤
Capítulo — 14 de Outubro, 4h20
Era dia 14 de outubro.
04h20 da manhã.
O portão ecoou com um grito.
— Carolina!
Reconheci a voz do meu primo. Não éramos próximos. Ele não apareceria ali, naquela hora, por qualquer motivo comum. Antes mesmo de levantar da cama, pensei: alguém morreu.
Meu marido foi atender. Eu fiz o que sempre faço quando o nervosismo me invade: corri para o banheiro. Era como se o azulejo frio e a porta fechada pudessem me proteger do que quer que estivesse por vir.
Quando saí, ele já havia voltado.
— Sua mãe está em Saquarema, na casa da irmã. Passou mal. Está no hospital.
Meus dois filhos dormiam. A casa estava em silêncio, mas dentro de mim algo já gritava.
— Cuida das crianças. Eu vou pra lá ver minha mãe.
Comecei a arrumar uma mala às pressas. Ele tentou me convencer a não ir.
— Não precisa. Sua irmã disse que, quando você chegar, provavelmente ela já vai estar de alta.
O telefone dele tocou. Era minha irmã.
Estranhei. Por que ela ligaria para ele e não para mim?
Ele desligou e repetiu a mesma história: que eu não precisava ir, que não era grave.
Continuei arrumando minhas coisas.
Então ele disse:
— Procura um documento da sua mãe. Ela foi para Saquarema sem identidade.
Parei.
Minha mãe nunca sairia sem documentos. Nunca.
Peguei o telefone e liguei para minha irmã.
Assim que ela atendeu, fui direta:
— O que aconteceu com a minha mãe?
Do outro lado, silêncio. Depois:
— Teu marido não te deu o recado?
— Ele disse que ela estava internada.
Então ouvi o som que nenhuma filha deveria ouvir: o choro quebrado de uma irmã tentando ser forte.
— Carolina… nós perdemos a nossa mãe.
Eu sabia o que aquelas palavras significavam. Mas meu cérebro se recusava a aceitar.
— O quê? — repeti.
— Nós perdemos a nossa mãe.
Ela repetia. Eu repetia.
Até que ele tirou o telefone da minha mão.
Fiquei sentada na beira da cama por uns dez minutos. Ou talvez uma vida inteira. Eu me senti como uma criança de três anos perdida numa feira, olhando ao redor e não encontrando a mão que sempre segurou a sua.
Senti um vazio brutal. Uma dor física no peito. Um rasgo.
Respirei fundo.
Como vou contar para os meus filhos?
Fiz café. Esquentei o leite. Preparei pão com queijo e ovos. A rotina parecia cruelmente normal. A cozinha tinha cheiro de manhã comum, mas nada mais era comum.
Acordei as crianças.
Tomamos café.
Ao final, disse:
— Filhos, a mamãe tem uma notícia muito triste.
Eles se sentaram no sofá. Eu fiquei de frente para eles.
— A vovó estava passeando em Saquarema. Ela passou mal, foi levada para o hospital… mas infelizmente não resistiu.
Eles se abraçaram e choraram. Havia tristeza, mas também uma serenidade que me surpreendeu. Talvez porque o amor que ela plantou neles fosse maior que o medo da morte.
Meu marido ficou com as crianças. Eu precisava fazer o que ninguém queria fazer.
Dar a notícia ao meu pai.
Entrei na casa que, a partir daquele momento, deixava de ser “a casa dos meus pais” para se tornar apenas a casa do meu pai. Eu tinha a chave.
Ele não estava lá.
Comecei a procurar a certidão de casamento — necessária para emitir a certidão de óbito. Enquanto isso, ligava para tios, tias, amigas, primos. Minha mãe era amada. Muito amada.
Quando meu pai chegou e me viu ali, tão cedo, estranhou.
— Quem morreu? — perguntou, direto.
Respirei.
— Minha mãe. Sua mulher.
Ele sentou.
Expliquei como soube: que ela passou mal na casa da irmã, foi levada à UPA, depois transferida para o hospital de Bacaxá. Que, no caminho, teve um infarto dentro da ambulância. Que tentaram reanimá-la. Que não conseguiram.
Ficamos sentados na varanda esperando minha irmã chegar.
Quando o corpo chegou, já era fim de tarde. Foi levado direto para a capela, no mesmo local do sepultamento.
Meu filho ficou em casa com uma prima. Minha filha foi comigo. Meu marido também foi, mas ficou distante. Não me amparou. E, naquele momento, eu não tinha espaço para analisar ausências. Eu só queria me despedir.
Minha filha e eu entramos juntas na capela. No caminho, ela foi abraçar parentes. Eu tracei uma linha reta até o caixão.
Lá estava ela.
Inerte.
Coberta de flores brancas. O rosto pálido, mas sereno. Vestia uma camisa de Nossa Senhora de Fátima, sua devoção maior.
Eu me plantei ao lado dela como uma guarda.
E não saí mais.
Aquela era a última vez que eu estaria ao lado da mulher que me deu a vida e nunca poupou esforços para que eu vivesse bem. O choro começou contido, mas a certeza de que nunca mais teríamos nosso café da tarde juntas me atravessou como lâmina.
Deram-me quatro tranquilizantes.
Nenhum fez efeito.
Nada me tiraria dali.
Quando avisaram que era hora de fechar o caixão, pediram que todos saíssem.
Eu disse:
— Eu não saio. Pode fechar na minha frente.
E assim foi.
Seguimos em procissão até o jazigo. Houve oração. Falaram de Nossa Senhora, como ela gostaria. O caixão desceu.
Aquele era o fim.
As pessoas começaram a ir embora. Mas meus pés não se moviam. Era o último dia. A última imagem. O último adeus físico.
Minha filha, minha irmã e minha prima ficaram comigo.
— Ficamos aqui o tempo que você precisar — disseram.
As horas passaram.
Até que minha prima falou, com doçura:
— Vamos? Já está na hora. Sua filha está cansada. Seu filho te espera.
Olhei para o jazigo e, dentro de mim, falei:
— Mãe, eu ficaria aqui por dias. Mas a vida continua. E eu sei que você ama seus netos. Vou cuidar deles o dobro do que já cuidava.
Respirei fundo.
E fui embora.
Sabendo que, naquele 14 de outubro, às 4h20 da manhã, eu deixei de ser filha no mundo —
mas passei a carregar minha mãe inteira dentro de mim.
Acho que devíamos só viver.
-Humildemente todo dia.
--Sabendo que a alegria,
-----É projeto de saber,
-----Deus em sua magia.
Nos mostrando o alvorecer.
A cada dia que passa, mais uma bomba cai sobre valores e dignidade nesse país manchado de ódio, distorcendo por completo o que é certo e inegociável. A cada dia que passa, barbaridades são mascaradas e pessoas choram sangue buscando uma ajuda que se apequena dia após dia. Até quando os dias vão passar? Crimes não punidos, dores não cessadas... enquanto sorrisos são perdidos. Não podemos nos calar, porque esse é um silêncio que mata!
Bom dia. Te escrevi uma carta de despedida. Já peço desculpa, porque depois dela acho que não nos veremos mais. Então, leia e, se quiser, pode tentar ficar e me ajudar a entender onde tudo mudou.
Sei que vai ser triste a sua partida, mas, se você também ficar, vai ser mais doloroso ainda, pois sabemos que isso só iria nos prejudicar. Digo que foi bom enquanto durou, mas foi péssimo quando terminou. Senti como se estivesse perdendo meus sentimentos a cada segundo que via sua mensagem pedindo para ser livre.
Sei que não foi por neurose nem por inseguranças. Sei que foi por não estar pronta para receber uma quantidade absurda de amor e energia boa, pois, como você sempre me dizia, nunca foi realmente amada em voz alta. E, quando finalmente foi, meus gritos de amor te assustaram, e você correu, com medo e assustada por não saber lidar com tudo isso.
A lua ainda brilha toda pomposa e formosa em dia claro, ao amanhecer.
E que assim façamos como ela,
nao deixe seu brilho ofuscar em momento algum nesta vida, não vale a pena.
Rosicler Ceschin
O dia do nosso "sim". A minha melhor escolha é você. Desejo que todos os sentimentos especiais e puros do dia do nosso casamento alimentem o nosso amor para sempre.
Você é meu pedaço de céu na terra. Que a nossa caminhada seja de muita parceria, cumplicidade, respeito e paz.
O dia do Senhor
Essa coisa de duas voltas de Jesus Cristo, tem muito que se lhe diga. Quando Jesus falou que vinha falou, só de uma vinda, para cumprir todos os eventos, relacionados com o dia do Senhor. Estes eventos são tantos, que não podemos,resumir tudo a dois eventos. Ou seja Jesus Cristo virá para arrebatar a igreja, para vencer o anticristo; virá para Israel; virá para o Armageddon; virá para prender Lúcifer, para julgar as nações, reinar 1000 anos, julgar tudo e todos, dar o juizo final, fazer " Novos céus e nova terra"! E isto não é tudo , porque há mais coisas no dia do Senhor!
Portanto assim como não são "dois dias do senhor", mas só "um dia do Senhor"! Também não são duas vindas do Senhor. Mas apenas uma vinda do Senhor. Aí nessa vinda, dar--se-ão, todos os eventos do dia do Senhor! No meu ver ninguém tem o direito de Dizer, como vai ser! Ou seja vai ser ao modo do Senhor! Não há que estar ansioso por nada. Apenas devemos estar esperando o Senhor em paz e preparados para receber o Senhor!
Quantas vindas do Senhor; uma vinda do Senhor! "Um dia do Senhor"! Ora vem Senhor Jesus Cristo!
AMOLADO
Roda que gasta e afia
Vida é faca no rebolo
Deixa chispas cada dia
Forjando alguém menos tolo
No afastar da covardia
E amolado alçar voo!
Bom dia!
Recebo o dia de hoje com o coração rico em fé, esperança e gratidão.
Deus, conceda-me infinitas bênçãos, muitas alegrias e força para lutar pelos meus sonhos. Por onde eu for, cubra-me com a Tua proteção. E ilumine minha vida, meus caminhos.
- Laís Carvalho
Bom Dia!
"E que a nossa alegria seja renovada com a luz do dia!"
Que os sorrisos contagiem, que a paz faça morada,
e que Deus transborde nossos lares de fé,
esperança e amor!
Enquanto o mundo discutir poder, as guerras continuarão. No dia em que o mundo pensar primeiro nas crianças, a paz deixará de ser sonho e virará obrigação.
A rainha dessa casa que, com dedicação e carinho, torna os nossos dias muito melhores!
Feliz Dia da Mulher!
8 de março
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