Amanha Sera um Lindo dia

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Estamos On-line?

Mais um dia no escritório. A mesma mesa engolida por papéis amarelados. Um computador que parece saber mais sobre mim do que qualquer confissão que eu já fiz em voz alta. Um telefone que grita quando o mundo não deveria ter voz. E uma fila de gente com o olhar gasto, esperando.

Esperando uma solução.

É quase cruel como ainda chamamos isso de solução. Quase sempre é só mais um protocolo frio, mais um formulário que não sangra, mais uma senha esquecida, mais um número que ninguém sabe decifrar. Um labirinto de papel e código onde a dor entra viva e sai desidratada.

As pessoas chegam com problemas mais viscerais, reais até o osso, e recebem respostas virtuais, sem carne, sem cheiro, sem peso. Querem resolver a vida pela tela como quem tenta estancar uma hemorragia com papel. O mundo aprendeu a transformar qualquer desgraça em número de protocolo — e isso, de algum jeito, nos parece normal.

Eu observo.

Estamos todos on-line.

Pelo menos é o que dizem.

Há gente conectada ao banco, ao trabalho, ao aplicativo, ao governo, ao médico, ao amante, ao ex-amante, ao desconhecido que nunca viu seu rosto e ainda assim opina sobre sua vida. Sabemos quem comeu o quê, quem viajou para onde, quem morreu sozinho, quem traiu sem piscar, quem enriqueceu e quem perdeu a própria dignidade no processo.

Sabemos de tudo.

Menos de nós.

O computador continua aceso.

Uma luz pálida, quase doente, tremendo na minha frente.

Talvez seja isso que chamamos de vida agora: uma luz insistente dizendo que ainda estamos disponíveis, como mercadoria em prateleira.

Mas disponíveis para quê?

A fila cresce como um organismo vivo, respirando devagar, pesado, impaciente.

Cada pessoa carrega uma pequena tragédia particular, escondida mal e mal sob a pele: uma aposentadoria que nunca chega, uma dívida que morde por dentro, um benefício negado, um documento perdido, uma doença que não espera, uma separação que ainda sangra, um filho que depende de um sistema que não sente nada, um pedido que depende de outro pedido, que depende de uma assinatura que depende de alguém que não está.

A humanidade inventou a burocracia para domesticar o caos.

Depois inventou a internet para acelerar o colapso.

Talvez seja por isso que essa palavra — conexão — me soa cada vez mais como uma piada mal contada.

Estamos conectados a tudo.

E desconectados de quase tudo que ainda pulsa.

Falamos em nuvem como se ela tivesse consciência, como se guardasse algo além de dados frios. Mas talvez ela só armazene nossos rastros: fotos sorrindo enquanto por dentro tudo desaba, conversas vazias, promessas digitais, e uma quantidade obscena de ruído disfarçado de vida.

A nuvem não sabe quem somos.

E, às vezes, suspeito que nós também não.

Existe uma espécie de wi-fi interno. Não sei se é alma, instinto ou só um nome bonito para o que foi sendo abafado aos poucos.

Alguma coisa dentro da gente deveria ainda captar sinais.

Um desconforto no peito.

Um arrepio sem motivo.

Um silêncio que pesa.

Um aviso bruto, quase animal, dizendo: pare.

Mas o dia inteiro somos atravessados por notificações.

O celular vibra como um nervo exposto.

O computador pisca como um olho doente.

O telefone cospe vozes.

Alguém chama.

Alguém exige.

Alguém cobra.

Alguém vende.

Alguém promete salvação em três cliques.

E depois nos perguntamos por que estamos exaustos, como se a resposta não estivesse gritando o tempo todo.

Talvez nossos neurorreceptores não estejam quebrados.

Talvez estejam apenas afogados.

É difícil ouvir qualquer coisa pequena quando o mundo inteiro decidiu gritar dentro da sua cabeça.

A sociedade aprendeu a ocupar cada fresta do silêncio. Música forçada no elevador. Tela acesa na sala. Podcast enchendo o carro. Vídeo mastigando o almoço. Mensagem invadindo a conversa. Notificação mordendo o sono.

Nunca estamos sozinhos.

E, ainda assim, nunca estivemos tão abandonados por dentro.

Fico encarando a tela.

E me vem aquela pergunta antiga, quase primitiva, que ninguém aguenta sustentar por muito tempo: de onde diabos vem tudo isso?

A vida.

A consciência.

Esse impulso cego de continuar mesmo quando nada faz sentido.

Aquela coisa estranha que empurra alguém a acordar numa terça-feira qualquer, vestir a própria pele como se fosse uniforme, pegar um ônibus lotado, engolir trânsito, entrar numa fila e passar o dia tentando consertar problemas que já nasceram condenados a serem substituídos por outros.

Talvez exista mesmo uma inteligência maior.

Talvez exista uma nuvem original, viva, pulsante, indiferente.

Talvez sejamos só fragmentos dela, esquecidos de si mesmos.

Ou talvez não exista absolutamente nada.

Um vazio elegante, sem explicação, sem propósito, sem testemunha.

E isso, de algum modo, também parece plausível.

A diferença é que ninguém recebeu o manual.

Entramos aqui sem instruções, sem mapa, sem legenda.

Passamos anos tentando decifrar o painel de controle da própria existência, apertando botões aleatórios, esperando que algo acenda.

Depois alguém nos chama de velhos.

E o sistema começa a falhar de verdade.

Memória falha.

Joelhos rangem.

Dentes cedem.

Sono vira fuga.

E então aparece a mensagem final, sem emoção, sem piedade:

encerrando sessão.

Sem atualização.

Sem suporte.

Sem segunda tentativa.

A fila continua.

O telefone grita outra vez.

O computador exige uma senha como se ainda houvesse controle.

Uma pessoa pergunta se falta muito.

Eu olho sem saber o que responder.

Nunca sei.

Talvez seja essa a única honestidade que ainda não foi censurada dentro de nós.

Não sabemos por que estamos aqui.

Não sabemos o que somos quando ninguém está olhando.

Não sabemos para onde isso tudo está nos levando.

Mas seguimos on-line.

Sempre on-line.

Publicando fragmentos de felicidade para provar que ainda existimos.

Dando opiniões como quem tenta convencer a si mesmo de que pensa.

Acumulando contatos para fingir que não estamos afundando sozinhos.

Comprando coisas para simular vitória.

E encarando uma tela brilhante enquanto alguma coisa dentro de nós, em silêncio absoluto, tenta desesperadamente estabelecer uma conexão que nunca chega.

Talvez o problema nunca tenha sido o sinal.

Talvez o problema seja que desaprendemos a escutar o que ainda está vivo por dentro.

A fila finalmente se move.

Um corpo se levanta.

Outro ocupa o lugar como se nada tivesse acontecido.

O telefone volta a tocar.

Eu encaro a tela do computador.

E, por alguns segundos, não faço absolutamente nada.

Só isso.

E penso que talvez estar realmente conectado seja exatamente isso:

aguentar alguns segundos sem ser invadido por nada.

Só você.

Sua cabeça.

Seu silêncio.

E aquela pergunta incômoda, crua, quase sangrando por dentro, que nenhum aplicativo jamais vai conseguir responder:

quem diabos está usando você enquanto você acredita estar vivendo?

“Se um dia minhas palavras sobreviverem a mim, talvez seja porque alguma parte da minha alma encontrou nelas um lugar para permanecer.”

— Juliana Hoffmann Liska

Um dia me levanto e vou, mas deixarei a porta aberta caso queira olhar o que perdeu.

Daysemar é um diamante bruto que é lapidada a cada dia e seu brilho se torna cada vez mais fácil de se admirar. Ela se projeta na roda de polimento.

Um dia eu tive um jardim. Começamos, eu e minha prima a observar que as plantas estavam secas, sem vida. Resolvemos molhar elas e aquilo se tornou um compromisso de infância. O jardim era na casa dela e não na minha. Mas a casa dela era como minha casa e onde passei muitos dos melhores momentos da infância e adolescência. Aos poucos vimos as plantas mais verdes e começamos a plantar flores. Elas deram vida de forma indescritível. Se tornou nosso jardim. Hoje me deu vontade de aguar um jardim.

Um dia eu achei que não poderia mais amar alguém que não pudesse estar ao meu alcance em presença .
Eu corri tão longe de você que quanto mais eu fugi mas perto ficamos.
A distância sempre foi um problema pra mim
Mas nunca estivemos distantes
Compartilhamos risos , lágrimas, preocupações,parceria
Compartilhamos desventuras amorosas .
Problemas ,dia a dia.
Ligações de surpresa
E sabe o que descobri?
Que sempre estivemos mais pertos que muitos casais que moram juntos.
Não eramos um casal mas éramos melhores q muitos .
Tínhamos ciúmes e DRs .
E um belo dia eu parei pra observar uma DR e disse ,esse cara tá apaixonado e eu tive certeza que iria me apaixonar .
E o mais profundo que no fundo desde o começo eu sempre soube que iríamos nos amar.
Mas não queria trilhar a distância geográfica .
E no final de tudo isso não diz muito sobre dois corações quando estão dispostos a viver um grande amor.
E não foi diferente com a gente que tá fazendo de tudo pra viver isso um com outro
Somos dois dispostos ao amor.
Eu e vc o meu melhor amigo se tornou meu amor.
Na verdade sempre estávamos ali
Nos amando sem rótulos
E hoje aqui olhando o outro fechar os olhos em uma ligação de vídeo,porque presença é mais que corpo.
Presença é constância é alma .

⁠
Ela me disse...

Talvez um dia a gente se esbarre e se conheça de novo, com o olhar mais maduro e o coração mais decidido.

Talvez a gente se reencontre e se reencontre exatamente aonde a gente se perdeu.
Dessa vez sem as inseguranças de antes, sem os medos de ser feliz.
Talvez a gente se perdoe, se doe e se dê mais uma chance, não sabíamos o que era saudade, até a distância nos mostrou como é amargo cada gota de ausência.

Quem sabe um dia a gente sinta tudo que um dia nos doeu como um preparo.
Pois sempre pertencemos uma a outra, e no final aquele ponto final tenha sido apenas reticências...
Que a vida pôs em nossa história, para que no tempo certo déssemos certos.
Quem sabe esse seja o tempo certo!

⁠É preciso acreditar em um novo dia.
Porém é preciso ter força, é preciso ter raça.

Ontem é o hoje

Se um dia eu tivesse que escolher entre o hoje e o ontem, talvez eu não soubesse responder.
Não porque eu tenha medo de escolher, mas porque existem escolhas que o coração simplesmente não consegue fazer.

O ontem guarda coisas demais de mim.

Guarda lugares por onde passei, pessoas que abracei, palavras que disse e outras tantas que ficaram presas na garganta. Guarda risadas que ainda consigo ouvir quando fecho os olhos. Guarda lágrimas que ninguém viu. Guarda amores que chegaram devagar e outros que partiram sem sequer avisar.
O ontem guarda uma versão de mim que já não existe, mas que ainda mora em algum lugar dentro do homem que sou hoje.

E talvez seja por isso que sentimos tanta saudade.

Não sentimos saudade apenas das pessoas ou dos lugares. Às vezes, sentimos saudade de quem éramos quando aquelas pessoas estavam conosco. Sentimos falta daquele coração que acreditava de outra maneira, daquele sorriso que nascia mais facilmente, daquela inocência de imaginar que algumas coisas seriam para sempre.
Mas então existe o hoje.
E o hoje também me chama.

O presente não tem a segurança das lembranças. Ele acontece diante dos meus olhos, sem me perguntar se estou preparado. Ele chega todas as manhãs e coloca uma página em branco diante de mim, como quem diz:

Continue.

E eu continuo.

Continuo amando, errando, aprendendo, sentindo saudade. Continuo encontrando pessoas, perdendo outras, construindo histórias que talvez amanhã também se transformem em lembranças.

É estranho pensar nisso: o hoje é apenas o ontem que ainda não terminou de acontecer.

Talvez por isso eu não pudesse escolher.

Se escolhesse o ontem, escolheria tudo aquilo que me trouxe até aqui. Os abraços, os encontros, as despedidas, os amores, as dores e até os caminhos que pensei terem sido errados.

Mas, se escolhesse somente o ontem, perderia a possibilidade do amanhã.

E se escolhesse apenas o hoje, teria que abandonar todas as pegadas que fizeram de mim quem sou.

Então talvez eu tenha descoberto uma terceira resposta.

Eu não escolheria.

Carregaria o ontem comigo e continuaria vivendo o hoje.

Porque o passado não precisa ser uma casa onde voltamos para morar. Pode ser apenas uma janela que abrimos de vez em quando para lembrar de onde viemos.
E o presente não precisa apagar aquilo que passou. Pode ser a continuação de uma história que ainda está sendo escrita.
No fundo, somos feitos justamente desse encontro: daquilo que fomos com aquilo que ainda estamos aprendendo a ser.
Há pessoas que pertencem ao nosso ontem, mas continuam vivendo dentro do nosso hoje. Há amores que o tempo levou para longe, mas não conseguiu arrancar da memória. Há beijos que terminaram há muitos anos e, mesmo assim, quando lembrados, ainda parecem tocar os lábios.

Porque o coração possui um calendário diferente.

Para ele, algumas coisas nunca envelhecem.

Por isso, se um dia alguém me perguntar:

Você escolheria o ontem ou o hoje?

Talvez eu apenas sorria.

O ontem me deu histórias para contar.

O hoje está me dando histórias para viver.

E entre aquilo que vivi e aquilo que ainda estou vivendo, existe uma coisa que eu jamais gostaria de perder:
a capacidade de amar cada capítulo da minha vida, mesmo sabendo que nenhum deles foi escrito para durar para sempre.

Para começar a semana com fé

Para começar o dia, uma prece, um agradecimento, um café. Para começar a semana, coragem, determinação e fé. A cada despertar, a gratidão por mais uma oportunidade. Que Deus esteja presente em cada dia desta semana e que ela seja do jeitinho que precisamos.
Assim seja.

Josy Maria 17/08/2026

Não há um único dia em que você não passe pelos meus pensamentos. Até em meus sonhos você me visita.

Todos os anos, em um dia específico, volto a recordar aquele triste semblante. É uma sensação horrível, difícil de explicar — como se, por alguns instantes, algo dentro de mim fosse levado de volta a um lugar que nem sei exatamente onde fica.

Minhas ações são, na maioria das vezes, totalmente pragmáticas. Não vivo em função de alguém, não caminho esperando que outra pessoa dê sentido aos meus passos. Continuo a minha vida, sigo os meus objetivos e procuro avançar.

Mas então chega esse dia.

E, sem aviso, surge novamente a mesma pergunta: “O que aconteceu?”

Aconteceu alguma coisa? Qual evento? Quando foi? Por quê?

Eu não me lembro.

Apenas sinto.

Sinto que falta alguma coisa. Um espaço vazio, uma ausência sem nome, uma lembrança que parece estar escondida em algum lugar da minha própria memória. Não consigo apontar exatamente o que perdi, nem explicar por que aquele semblante continua voltando todos os anos.

Talvez algumas coisas não desapareçam completamente. Talvez apenas aprendamos a viver sem entendê-las.

E assim continuo. Sem respostas, sem certezas, carregando uma sensação que não sei nomear e uma pergunta que insiste em voltar:

O que aconteceu?

AMOR


Um dia salpiquei teu sorriso...
Te roubei as cores de teu ser...
Esqueci,que a alma sente...
Que todos,sem sermos iguais...
Somos iguais a toda a gente...




Amtonio José Ferreira

Bom dia!
Hoje, pare um instante. Agradeça por cada segundo vivido, aprenda com o que ficou para trás e confie: o que é seu já está reservado, e chegará na hora certa. Que o Tempo abençoe sua casa, sua família, sua saúde e seus projetos — que cada instante seja preenchido de paz, axé e sabedoria!
Bom domingo abençoado a todos! 🌞💫🙌 Ery santanna

Bom dia!
É um novo dia e não podemos viver com a cabeça fechada. Se você permitir, Deus fará o seu interior dançar de felicidade, de regozijo, de plenitude de vida. Uma feliz segunda-feira 🍀🌻
Ery santanna

Bom dia!

O mundo não precisa de pessoas perfeitas. Precisa de pessoas verdadeiras.

Em um tempo em que muitos escolhem a indiferença, tenha coragem de preservar a empatia. Em um tempo em que tantos seguem a multidão, tenha coragem de pensar por si mesmo. Em um tempo em que o valor humano é, muitas vezes, medido por números, aparência ou poder, lembre-se: o que realmente transforma o mundo é o caráter.

Cada amanhecer é um convite silencioso para escrever uma página que ninguém poderá escrever por você. O passado já cumpriu seu papel. O futuro ainda não existe. O que define a sua história é o que você decide fazer agora.

Que você caminhe com dignidade, trate as pessoas com respeito e nunca permita que as dificuldades roubem aquilo que há de mais valioso em você: a sua humanidade.

Tenha um excelente dia.

Não faz sentido amar o outro mais que a si!
O outro, um dia se vai.
Mas você, o seu EU, mesmo com suas cicatrizes, continuará contigo, ainda que você tenha mudado tanto à ponto de nem se reconhecer mais.
Nessa situação, Ame-se ainda mais!
Se você não for capaz de amar-se em primeiro lugar, espera mesmo que o outro faça isso por você?

Cada dia um desafio, cada desafio uma conquista, cada conquista uma vitória, cada vitória uma prova de que nunca devemos desistir

O MUNDO DAS MELODIAS


Em um dia como outros, estou sentada em frente a um fogão a lenha, olhando a chuva cair delicadamente na grama através de uma janela, em um dia frio de inverno intenso. Além disso, estou escutando música, mais específicamente Michael Jackson, artista do qual estou obcecada há meses, parece até doença, mas isso não vem ao caso, já que eu amo suas músicas. Todos os dias ao acordar, é uma melodia diferente em minha mente, é tão bom, mas ao mesmo tempo incomoda um pouco. Mas afinal, o que seria de nós, seres humanos, sem a tão grandiosa música?


Dessa forma, fico pensando, quando escuto uma canção animada, como por exemplo Billie Jean - obviamente vou usar Michael Jackson como exemplo - eu fico muito feliz, por mais triste que esteja naquele momento. Tenho até que me segurar para não começar a dançar, principalmente quando estou em ambientes públicos. E quando toca uma música triste? Da vontade de chorar, parece que o mundo fica escuro, e você literalmente cai dentro de uma fossa, todos os pensamentos de tristeza possíveis vêm à tona. Ah, e não dá pra esquecer aquelas que são como chiclete, gruda na mente e para tirar é só substituindo por outra da mesma espécie.


Mas, as piores são aquelas que você nem sabe realmente o conteúdo. Geralmente são em outros idiomas, não consegue-se explicar por que um sentimento ruim nasce ao escutar aquilo, e é aí que mora o maior problema. As músicas de alguma forma conversam com nosso inconsciente, trazem para a superfície pensamentos esquecidos e guardados a sete chaves. A questão aqui é: por que tudo isso acontece? A música tem um poder exorbitante sobre qualquer pessoa, ela de fato consegue mudar quem somos, pra melhor, pra pior, enfim, de diversas maneiras. Acho difícil alguém normal não gostar de uma bela canção, ela exerce um papel fundamental em nossas vidas, dá cor ao mundo.


Com isso, ao escolher uma melodia todo cuidado é deveras pouco, já que muitas delas a gente escuta várias e várias vezes, e mesmo que pareçam inofensivas, elas irão de alguma forma nos influenciar, de acordo com o conteúdo de suas letras. Por isso, escuto Michael Jackson, são letras bonitas e que me dão vontade de viver e ser alguém melhor para mim e para o mundo, respeitando literalmente o que as canções dele dizem. E quando elas “grudam”, é melhor ainda, pois essa sensação vem a todo momento no meu dia, um sentimento de ânimo em meio ao caos da rotina. Por meio disso, acho que todo mundo deveria repensar o que ouve nos fones de ouvido, pode estar provocando uma construção, ou destruição interior, em parte, somos o que escutamos. Ao ouvir constantemente algo com letras fúteis e palavrões em meio a elas, é bem possível tornar-se uma pessoa parecida com o dizer da música. Não é uma simples melodia, é um mantra, e dizem por aí que: “o que entoamos vem até nós,” tomemos cuidado!

Um alienígena solitário, cuja meta de vida é acordar no dia seguinte e pagar seus boletos, tem apenas um sonho: ser abduzido por um disco voador vindo de um planeta azul.