Amanha Sera um Lindo dia

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Um homem que tem de ser convencido a agir, antes de agir, não é um homem de ação.

Mata-se um homem, é-se um assassino. Matam-se milhões de homens, é-se um conquistador. Mata-se a todos, é-se um Deus.

Manchas de tarde
na água. E um vôo branco
transborda a paisagem.

É absolutamente impossível que a sociedade seja perfeita sem um líder que possa regulamentar as ações dos indivíduos.

Se um homem se apegar resolutamente aos seus instintos, o mundo acabará por ceder diante dele.

Apenas a inutilidade do primeiro dilúvio impede Deus de nos mandar um segundo.

Nem laranjas, nem café:
Apenas canaviais
Sob um céu vazio.

Há dois graus no orgulho: um, em que nos aprovamos a nós próprios, o outro, em que não podemos aceitar-nos. Este provavelmente o mais requintado.

Tão-somente o infortúnio pode converter um coração de pedra num coração humano.

Um tolo aos quarenta anos é realmente um tolo.

Só um gênio conseguiria inventar um vidro de aspirinas impossível de ser aberto por uma criança que consegue fazer funcionar um gravador de vídeo.

Suportamos tudo: a guerra, o sofrimento, o exílio, etc. A passagem de um estado para o outro é que é terrível. O tempo de nos instalarmos.

O amor não é o lamento moribundo de um violino longínquo - é o rangido triunfante das molas da cama.

Deus disse: Eu era um tesouro que ninguém conhecia, e quis tornar-me conhecido. Então criei o homem.

O estilo não é a roupa, mas a pele de um romance. Faz parte da sua anatomia como as entranhas.

Para se ser completamente Homem, indispensável se torna ser um pouco mais e um pouco menos do que homem.

A sorte é um acaso, a felicidade uma vocação.

Conhecer a fundo, e tal como é, um ser humano, e amá-lo, é impossível.

O espectador, considerado individualmente, é por vezes um homem inteligente; mas os espectadores, considerados em massa, são um rebanho que o génio ou até o simples talento têm de conduzir de chicote em punho.

O Cão Sem Plumas

A cidade é passada pelo rio
como uma rua
é passada por um cachorro;
uma fruta
por uma espada.

O rio ora lembrava
a língua mansa de um cão
ora o ventre triste de um cão,
ora o outro rio
de aquoso pano sujo
dos olhos de um cão.

Aquele rio
era como um cão sem plumas.
Nada sabia da chuva azul,
da fonte cor-de-rosa,
da água do copo de água,
da água de cântaro,
dos peixes de água,
da brisa na água.

Sabia dos caranguejos
de lodo e ferrugem.

Sabia da lama
como de uma mucosa.
Devia saber dos povos.
Sabia seguramente
da mulher febril que habita as ostras.

Aquele rio
jamais se abre aos peixes,
ao brilho,
à inquietação de faca
que há nos peixes.
Jamais se abre em peixes.