Amanha Sera um Lindo dia

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Quando a gente lhes fala de um novo amigo, elas jamais se informam do essencial. Não perguntam nunca: "Qual é o som da sua voz? Quais os brinquedos que prefere? Será que coleciona borboletas?" Mas
perguntam: "Qual é sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa? Quanto ganha seu pai?" Somente então é que elas julgam conhecê-lo. Se dizemos às pessoas grandes: "Vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado..." elas não conseguem, de modo nenhum, fazer uma idéia da casa. É preciso dizer-lhes: "Vi uma casa de seiscentos contos". Então elas exclamam: "Que beleza!"

[O Pequeno Principe cap.IV]

Dizem que quando um sino toca, um anjo vai para o céu. Permita-me silenciar todos os sinos para que anjos como você, nunca voem para longe de mim!

Aos que vierem depois de nós

I
Realmente, vivemos tempos sombrios!
A inocência é loucura. Uma fronte sem rugas
denota insensibilidade. Aquele que ri
ainda não recebeu a terrível notícia
que está para chegar.

Que tempos são estes, em que
é quase um delito
falar de coisas inocentes.
Pois implica silenciar tantos horrores!
Esse que cruza tranqüilamente a rua
não poderá jamais ser encontrado
pelos amigos que precisam de ajuda?

É certo: ganho o meu pão ainda,
Mas acreditai-me: é pura casualidade.
Nada do que faço justifica
que eu possa comer até fartar-me.
Por enquanto as coisas me correm bem
(se a sorte me abandonar estou perdido).
E dizem-me: “Bebe, come! Alegra-te, pois tens o quê!”

Mas como posso comer e beber,
se ao faminto arrebato o que como,
se o copo de água falta ao sedento?
E todavia continuo comendo e bebendo.

Também gostaria de ser um sábio.
Os livros antigos nos falam da sabedoria:
é quedar-se afastado das lutas do mundo
e, sem temores,
deixar correr o breve tempo. Mas
evitar a violência,
retribuir o mal com o bem,
não satisfazer os desejos, antes esquecê-los
é o que chamam sabedoria.
E eu não posso fazê-lo. Realmente,
vivemos tempos sombrios.

II
Para as cidades vim em tempos de desordem,
quando reinava a fome.
Misturei-me aos homens em tempos turbulentos
e indignei-me com eles.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.

Comi o meu pão em meio às batalhas.
Deitei-me para dormir entre os assassinos.
Do amor me ocupei descuidadamente
e não tive paciência com a Natureza.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.

No meu tempo as ruas conduziam aos atoleiros.
A palavra traiu-me ante o verdugo.
Era muito pouco o que eu podia. Mas os governantes
Se sentiam, sem mim, mais seguros, — espero.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.

As forças eram escassas. E a meta
achava-se muito distante.
Pude divisá-la claramente,
ainda quando parecia, para mim, inatingível.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.

III
Vós, que surgireis da maré
em que perecemos,
lembrai-vos também,
quando falardes das nossas fraquezas,
lembrai-vos dos tempos sombrios
de que pudestes escapar.

Íamos, com efeito,
mudando mais freqüentemente de país
do que de sapatos,
através das lutas de classes,
desesperados,
quando havia só injustiça e nenhuma indignação.

E, contudo, sabemos
que também o ódio contra a baixeza
endurece a voz. Ah, os que quisemos
preparar terreno para a bondade
não pudemos ser bons.
Vós, porém, quando chegar o momento
em que o homem seja bom para o homem,
lembrai-vos de nós
com indulgência.

Bertolt Brecht

Nota: Tradução de Manuel Bandeira.

Você não sabe grande coisa, e isso é um fato.

Lewis Carroll
CARROLL, L., Alice no País das Maravilhas, 1865

Se conseguir, escreva histórias que sejam tão improváveis quanto um sonho, tão absurdas quanto a lua de mel de um grilo e tão verdadeiras quanto o coração de uma criança. -

Antes de ferir alguém, pense na lei da ação e reação, pois um pedido de desculpas não fechará a ferida.

Poema de um amor eterno

Quando eu não existir,
Busque uma praia solitária
Estarei no vento que vem do mar

Quando eu não mais existir
Ouve nas solidões de tuas noites
Melodia triste e profunda
Estarei na música

Quando eu não mais existir
Procure na casa do crepúsculo
Nas tardes vestidas em véus
Serei a brisa que te beija a boca

Estarei no perfume das flores
Que tuas mãos tocarem
Nas estrelas que teus olhos buscam
Serei o frio do luar que te afaga

Quando eu não mais existir
Irá sentir-me nas noites de felicidade
Serei o sorriso a ternura o teu pranto.

Deixarei nas lágrimas de teus olhos,
Artificiais lembranças da noite
Em que me entreguei a seu coração
No gostoso fruto proibido
Estarei nos beijos que te derem

Quando eu já não existir
Existirá o meu amor ardente nas estrelas
Suspirando na serragem da madrugada

Quando eu não mais existir
Haverá um barco
Onde verás o semelhante sorriso
E a pequena boca dizer
Eu te amo
Quando eu já não existir
Procure-me dentro de si mesmo
Nas tuas lembranças
E então saberás que sempre fui
E sempre serei teu...

''Quem teve o privilégio de viver muito sabe que o tempo é um mestre muito caprichoso. Às vezes as suas lições são tão repentinas que quase nos afogam. Outras vezes elas se depositam devagar, como a conta-gotas, diante da avidez de nossas perguntas.
E por isso, quem teve o privilégio de viver muito tempo, aprende a olhar com serenidade o turbilhão da vida. Amores ardentes se extinguem, urgências se acalmam, passos ágeis relentam.

Enfim, tudo muda. Muda o amor, mudam as pessoas, muda a família, só o tempo permanece do mesmo modo, sempre passando.

E é por isso que eu queria esta noite, erguer um brinde a ele, que esculpiu no meu rosto e na minha alma a sua marca, da qual eu tanto me orgulho.

Então, ao tempo, ao tempo..''

Assim como o homem tem por natureza o poder de aterrorizar uma mulher com um simples olhar de fúria, a mulher tem, com um mero olhar de desprezo ou de indiferença, o poder de jogar um homem no mais fundo da depressão, destruir todo o seu respeito por si mesmo e induzi-lo até ao suicídio. A beleza feminina é inseparavelmente uma promessa e uma ameaça. É um símbolo condensado de todas as ambiguidades da existência.

É tão fácil julgar quando se está de fora.
Cada um sabe o inferno ou paraíso em que vive.
Cabe a cada um viver sua vida sem se intrometer na dos outros, sem achar que pode dar pitaco em assuntos que definitivamente não lhe dizem respeito.
É ético, é maduro, é educado, é lindo!

Se há um sentido em tudo na vida, então deve haver um sentido no sofrimento. O sofrimento é uma parte indelével da vida, mesmo que o destino seja a morte. Sem sofrimento e morte a vida humana não pode ser completa.

A vida é um ato de rebeldia e determinação.

Peço à Terra, ao céu, ao mar, que me deem um pouco de sua energia, não estou pedindo pra mim. Faço isso pelo bem de todos!

Prefiro caminhar com um amigo no escuro, que sozinho na luz.

A gratidão é o sentimento mais nobre de um ser humano, a ingratidão é o mais desprezível.

Chapeuzinho Vermelho,
quando sonha seu sonho,
tem o lobo no meio
e um medo medonho.

Mas também tem vontade
de seguir seu caminho.
E encara a verdade,
modifica o destino.

Se perder a esperança,
ao olhar-se no espelho,
não verá a criança
e desbota o vermelho.

Se não é confiante,
já não come nem sonha.
Tem o lobo distante
e a cara tristonha.

Mas, se grita o vermelho
e o sonho se solta,
tem o lobo no meio
e alimenta a revolta.

(do livro Fadas Guerreiras, com adaptação do autor)

A bailarina só sabia dançar,
Ao som das batidas de um coração.
Só ele conseguia acompanhar
O belo ritmo de uma paixão.

Insistir em dar sem receber é como tomar água em um copo vazio. Você pode até tentar fazer que ele está cheio, mas continuará com sede.

“Quando duas pessoas se querem de verdade, elas dão um jeito de ficarem juntas, seja onde for. Isto é, se não perderem tempo com besteiras.”

O homem é uma corda estendida entre o animal e o Super-homem: uma corda sobre um abismo; perigosa travessia, perigoso caminhar; perigoso olhar para trás, perigoso tremer e parar. O que é de grande valor no homem é ele ser uma ponte e não um fim: o que se pode amar no homem é ele ser uma passagem e um ocaso.