Âmago
“O amor pelo mar nasce no âmago do sangue que nos habita, herança silenciosa que pulsa em nossas veias e nos conduz à percepção do belo, esse querer profundo que reconhece no oceano a própria arte de existir.
O PESO DE EXISTIR
Quero mergulhar no âmago do que chamamos de vida.
Na dor da perda, na dor do fracasso, na dor do tempo que tudo consome. Qual é o sentido de continuar quando sabemos que cedo ou tarde tudo acabará? Por que esperar? Por que sofrer? Se o fim é certo, por que insistir em caminhar?
Por que abrir os olhos quando tudo dentro de nós grita para continuar dormindo?
Por que caminhar diante do inevitável, quando a estrada termina sempre no mesmo ponto?
Talvez viver seja apenas a coragem de abrir os olhos, mesmo quando não queremos.
Dizem que somos livres, mas que liberdade é essa, se apenas aceitamos o destino sem escolha?
Somos mortais e sabemos disso. Mas de que adianta lembrar da morte se esquecemos como viver?
Viver... Talvez seja apenas colecionar fragmentos de felicidade, instantes breves que logo se desfazem.
“Viver” é buscar incessantemente esses momentos, mesmo sabendo que acabam num sopro.
Onde estamos? De onde viemos? Para onde iremos? São tantas perguntas para poucas respostas.
Diante da imensidão do universo somos nada mais do que um grão de areia perdido ao vento.
Se ao final nada restará, por que damos tanta importância ao que é pequeno? Eu sou só mais um, assim como você, e um dia, não estaremos mais aqui.
Existe uma linha tênue entre a solidão e a solitude.
Até onde suportamos estar sós? No silêncio há o prazer e a liberdade de ser completo em si, mas também a dor e o vazio de quem falta.
O mesmo sentimento que nos liberta é aquele que, às vezes, nos rasga a alma.
Memórias, lembranças, histórias, passado... Como viver o presente, como planejar o futuro, se tudo parece ter ficado lá atrás? Como seguir? Recomeçar?
Mas como recomeçar, se a dor do que foi vivido ainda atormenta o que será escrito?
Talvez o tempo seja apenas um consolo, uma promessa de que a dor diminuirá.
Ilusão.
O tempo não cura.
Ele apenas continua.
Indiferente ao seu destino.
Ele gira, e gira, até que nós sejamos o que ficou para trás.
Cada homem guarda sua vaidade fluida no âmago — até o mais miserável.
Só a abandona quando outro homem vil o constrange; então cabe-lhe escolher: defender-se ou buscar novo constrangimento.
Amar
Transcender
Coisas mundanas
Ter no âmago, Paz
Que o infinito habita
Cada cantinho do Ser
O Sorriso da alma,
É refletido no olhar
Quando o íntimo esta a dizer
Enfim achei meu lugar.
Embalada em amor
Sou um pobre sofredor
No âmago de mais sede de amor
Sou anjo, sou sonhador !
A vida me ensinou
A não questionar a dor
A dor vem como aprendizado
Uma lição!
Em um futuro incerto
Repleto de indagação!
De tudo que me restou
Restou-me vestes de dignidade
Do passado já não tenho saudade
Se algum crime eu cometi
Foi amar demais !
Meus antecedentes criminais
Irão relevar
Que são anos de pena
Por te amar
Hoje carrego no peito as cicatrizes que restaram
Apenas um coração estraçalhado
Nenhum sinal de infarto!
Dayane Cunha 01 de janeiro 23:32
Abrace seus ideais com fervor e sintonize-se com a melodia do seu âmago; dessa benevolência que impregna seus pensamentos, florescerão as circunstâncias propícias à sua felicidade.
A poesia desce em cascata para o âmago da alma,
um sussurro divino que acalma e incendia o espírito.
É uma salada de letras,
tempestade suave,
banhada na essência pura da flor que desabrocha no silêncio do jardim,
no abraço etéreo da brisa que dança sobre o mar,
na luz solitária e prateada do luar que vigia os sonhos esquecidos.
Ela acaricia a mente como um toque celestial,
pintando com tintas invisíveis as paredes secretas do ser,
onde o infinito se revela em cada suspiro.
Nós, e todas as coisas que existem em nosso âmago, não somos uma casa que se constrói; somos uma casa que sempre existiu. A nossa jornada, portanto, não é de aquisição, mas de remoção. Conhecer essa morada é o ato de retirar os entulhos, as lonas e as densas camadas de poeira — dogmas, medos e expectativas alheias — que o mundo jogou sobre nós.
Não existe a necessidade de "se tornar" alguém, pois já somos. O desafio real é parar de tentar ser quem não somos. Para manifestar a verdade que já habita em nós, o autoconhecimento é a chave que abre as portas: ao desconstruir o que nos foi imposto, finalmente passamos a habitar a casa que sempre nos pertenceu.
A introspecção e o isolamento proporcionam um profundo mergulho no âmago da alma, aclarando os mais obscuros pensamentos.
Ao evocar o coração, transcendemos o superficial e alcançamos o âmago dos outros. Nas palavras, reside a capacidade de tocar o mais profundo dos sentimentos, criando uma conexão que ultrapassa barreiras e ressoa nas almas.
Quem seria tão excelente em ciência para sondar as profundezas do âmago humano?
Quem seria tão complacente para mergulhar voluntariamente em suas complexidades?
Quem seria tão clemente para se comprometer com seus paradoxos?
Quem seria tão amável para minguar seus sofrimentos com um sofrer partilhado?
Quem seria tão suave para compreender sua poesia, senão o amigo; o companheiro de alma, cujo fôlego para amar é o próprio amor?
Quem há de ser tão amigo assim senão seu próprio Criador?
A falsidade se encontra atrás de um sorriso, a beira de um abismo, e no âmago do dissimulado.
(021114)
No meu âmago, a metanoia permanece viva todos os dias. Ela se tornou uma presença silenciosa, lembrando quem eu sou, mesmo quando me esqueço por um instante.
as vezes , a alma precisa atravessar o próprio inverno para descobrir que carrega em seu âmago , um sol que jamais se apaga; você não é apenas o sobrevivente das tempestades , mas a própria prova de que a luz mais bonita nasce da resistência entre a fenda e o abismo .
Márcio José
Existem momentos
em que o meu âmago,
tão visceral,
como um vulcão,
entra em erupção,
jorra intensidade,
expele profundidade
e minhas veias
pulsam versos,
poesia
em estado de lava,
palavras incandescentes
que golpeiam,
sem pedir licença,
a delicadeza desse meu sentir
forte e violento.
✍©️@MiriamDaCosta
Ode à Poesia
(31 de Outubro — Dia Nacional da Poesia)
Óh, Poesia!
Senhora do meu âmago!
És a fonte do viver
desse meu Eu lírico,
o elo de sobrevivência
entre o meu sentir e o meu existir...
É em ti que respiro
os silêncios não ditos,
as dores não curadas,
os afetos perdidos...
Tu és o refúgio sagrado
onde repousa minh'alma,
o templo onde a emoção
se faz verbo e luz...
Sem ti, Poesia,
eu seria deserto,
árido de encantos,
vazio de sentidos,
mas contigo,
sou flor que floresce
em meio às ruínas,
sou canto que atravessa
as muralhas do tempo...
Óh, Poesia,
que habitas em mim
como uma prece antiga,
permanece eterna,
infindável,
como a chama
que dá voz
à minha própria essência...
Óh, Poesia!
Matéria viva do meu sangue,
alma incandescente
do meu caos interior...
És o grito que ecoa
quando o mundo me cala,
a seiva que impede
a minha alma de secar...
Não és escolha,
és instinto,
necessidade,
sopro vital...
És a vertigem que me salva,
a dor que me dá forma,
a ferida que floresce
em palavras e silêncio...
Em cada verso que nasce,
sinto o parto do infinito
rasgando o meu peito,
e é em ti que sobrevivo
entre o abismo e a luz...
Poesia...
És o meu fôlego,
meu vício,
meu exílio e minha redenção...
Óh, Poesia,
minha doce companheira,
tão antiga quanto os sonhos
que me habitam em silêncio...
Tu me acompanhas
nos instantes de ternura
e nas madrugadas de solidão,
quando o mundo adormece
e só a alma desperta...
Em teus braços repouso
meu cansaço e minha fé,
contigo, aprendi que o sentir
é também uma forma de cura...
És o murmúrio que acalma,
a brisa que sopra sentido
sobre as dores do tempo...
Poesia...
tu és o modo mais puro
de me reencontrar
e me reconhecer,
em cada palavra que floresce
dentro do meu próprio silêncio...
✍©️@MiriamDaCosta
Alma Velha
Quando cheguei a este mundo
trazia no âmago
um traço de ancianidade...
desde a infância e adolescência
vivenciei n’alma
uma marca registrada,
como se meu ser fosse bordado
com fios de uma profunda e doce velhice...
e esse fato me fez apreciar,
de forma especial,
vivências e saberes antigos,
totalmente fora dos interesses
comuns às infâncias e adolescências...
Não sei como, nem por quê.
Só sei que, desde sempre,
percebo trazer em mim
uma alma velha...
✍©️@MiriamDaCosta
"Desamparado e esquecido pelas circunstâncias da própria vida.
No âmago da própria sorte está um coração vazio e prestes a decair.
Quem me procurou quando eu partir?"
