Alma Perdida
"Sou uma alma perdida, um sonho sem dono,um barco à deriva... A voz das trevas descrita em poesia... Uma vontade escondida em palavras obscuras e mundos de fantasia... Sou uma alma noturna, vagueante por palavras tenebrosas e pelas notas do canto da melancolia. Sou eu pensativa... sempre... e sempre apenas eu".
Nao sou o anjo nem o vampiro, sou soamente mais uma alma perdida vagando por essa terra desertica!!!
Julga o outro como se fosse deus para saber quem é uma alma perdida, mas não olham para o próprio umbigo e veem onde é o centro egocêntrico!
Para cada tirano, uma lágrima pelos vulneráveis
Em cada alma perdida, há os ossos do milagre
Para cada sonhador, um sonho – somos imparáveis
Com algo para se acreditar
Os vícios são grudentos
Assim como o vazio sereno
Que rouba devaneios
E nada resta, nem princípios
Os vazios são incontáveis
Medo, desejo, solidão, anseio
De fato, inexistem mãos hábeis
Que suportem o excerto
Os vícios são estrondosos
Capazes de desfazer vazios
Mas, feitos para se tornarem desgostosos
Ignorando possíveis perigos
A vida é bela
Como um amor materno
Mas basta uma queda
E ela se torna o inferno
Almas Perdidas
Alguns dizem que nada que é valioso pode durar para sempre
E eu acredito nisso, não preciso de provas
Eu testemunhei tudo o que era puro em mim
Ser mudado por aquilo que os homens maus podem fazer
A inocência possuída pelas crianças
Certa vez viveu dentro da minha alma
Mas sobreviver anos com colegas criminosos
Transformou meu coração quente em frio
Eu costumava sonhar e fantasiar,
Mas agora eu tenho medo de dormir
Petrificado, não para viver ou morrer,
Mas para despertar e ainda ser eu
É verdade que nada de valioso pode durar
Todos nós um dia veremos a morte
Quando os corações mais puros se despedaçarem,
Almas perdidas são tudo o que resta
De joelhos, peço a Deus
Que me salve desse destino
Deixe-me viver para ver o que havia de valioso em mim
Antes que seja tarde demais.
O Corvo e a Rosa Negra
O corvo e a rosa negra
Eram duas almas perdidas
Uma no céu, a outra na terra
Mas suas vidas estavam unidas.
O corvo era negro como a noite
Mas seus olhos brilhavam intensos
A rosa era negra pela ausência de paixão
E seus espinhos tornavam ambos iguais, sentiam as mesmas feridas
O corvo era solitário
Pousava em ramos secos
Sonhando com um cenário
De amor, paz e afetos
A rosa, por sua vez
Era bela, mas sozinha
Desejava alguém de vez
Que a fizesse se sentir rainha
Um dia, cruzaram caminhos
eles se olharam intensamente
O corvo, com seus carinhos
A rosa, com seu perfume envolvente.
estou navegando pelas aguas desse vasto oceano, somos apenas um bando de almas perdidas... procurando e procurando por algo.
Como eu queria
Como eu queria que você estivesse aqui
Somos apenas duas almas perdidas
Nadando num aquário
Ano após ano
Correndo sobre o mesmo velho chão
O que encontramos?
Os mesmos velhos medos
Queria que você estivesse aqui!
Quem me dera tivesse talento
escreveria um soneto de acalento
às almas perdidas.
Mas palavras me faltam
e o ritmo me abandona atordoada,
nas preocupações desse mar.
Breque!
Driblo o clichê
pra não dizer à você
que sinto muito.
Elaboro então uma rima
pra envolver sua sina,
que a felicidade a ti sorria.
Rejeito o padrão,
mostrar ao seu coração
que na vida há continuação.
O fardo da cruz
lhe trará a luz
e seguirá a diante.
Assim que o chover dessas lágrimas cessar
poderás continuar,
sabendo que nem tudo está perdido.
Não há inimigos;
e seus queridos
não mais desprotegidos,
descansam solenemente
desejando profundamente
que vocês sigam em frente.
Às almas perdidas, desejo a luz.
E aos que ficaram, desejo o conforto da aceitação.
A escuridão que beija a noite é a mesma que me leva até você, duas almas perdidas no tempo que se encontram na escuridão de seus medos, e que vão ficar pelo resto de suas vidas juntos.
nossa almas perdidas pelos desejos do mundo,
ate um dia sua vaidade o levará para sempre,
num teor que a escuridão será um pingo na imensidão.
nossas almas perdidas em agonia
caminham num mar sem faces,
em prólogo infinito atroz,
magoas revelam-se
sobre a profunda cortesia
minha lágrimas dão contraste,
sua morte prematura
desdém sua alma partida,
entre os sussurros intermitentes...
dá a tempestade um fronteira de felicidade,
dentro do descanso eterno minha amada.
Traços obscuros em tantas almas perdidas....
Todos-os-Santos são apenas disfarces...
De um teor alcoólico abadio medonho...
Da noite em fragmentos sem sentido...
Em silêncio possuem ares tristes...
Acentuado fora de foco entre chamas.
Sois vós decadência entre teus dogmas.
