Alma Deprimida
"Vazio"
"Quando o vazio é tão intenso que dói aos ouvidos.
Quando as lembranças são tão reais, mas parecem sonhos...
Quando você se sente fora do espaço e da realidade...
Quando a estrada está enevoada, sem placas e você sente que não pode mais andar por ali, mas sua vontade é de correr...
Quando você tem medo de altura, mas pensa em subir num trapézio que não tem rede lá embaixo.
Quando suas referências se foram...
Quando você tem muitas despedidas em sua história...
Quando você não vive mais por você, e sim por outra pessoa apenas.
É tudo isso somado te causa dor. E você sente sangrar...então vê sua própria agonia, e se pergunta: "Como estou aguentando?"
É só um desabafo de alguém que não consegue dormir...que vive isso a anos, senão a décadas. Já são tantas noites, cortes, cicatrizes, partidas...
Sinto um doloroso vazio... E sei que exceto Deus, ninguém pode mudar isso.
Quando a equação, mesmo que feita de várias fórmulas, só dá menos, você sabe que sua alma está morrendo...
E tudo fica cinza..."
✨ Às vezes, tudo que precisamos é de uma frase certa, no momento certo.
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Entrar no canal do WhatsappMuito prazer! Eu sou a depressão
trabalho em silêncio no seu dia
destruo sua mente, alma e coração
apago quaisquer rastros de epifania.
Te jogo pra baixo e condeno o teu humor
inspiro em ti palavras ácidas e uma tristeza sem fim
te apresento a revolta e lhe oculto o amor
e quando conformado com a solidão, te faço perder a noção do que é bom ou ruim.
A minha obra é concreta e certa
eu só preciso encontrar uma simples e única porta aberta...
Amar e não ser amado dói, e não é aquela dor que você toma remédio e passa, é a dor da alma.
Amor não correspondido se transforma em mágoa, mágoa com o tempo em ódio. Não posso dizer que é uma transformação fácil, sinceramente achei por muito tempo que morrer seria mais fácil. O que eu não percebi é que eu já estava morta. Quando mataram o amor que existia dentro de mim, me mataram junto.
Labirinto.
Estou perdido em um labirinto escuro,
Ferido e deprimido,
Pensando em tudo que fiz,
Analisando se mereci ter vivido.
A tristeza e a solidão domina,
A incerteza me faz pensar;
Será que é a hora de descansar,
De me despedir, deste lugar?
Irei para sempre,
Nunca mais aparecerei,
Desativarei meu corpo,
Descansarei minha mente.
A ida é triste,
É sempre uma tortura,
Mas não encontro outro caminho,
Esta será minha cura.
Desequilíbrio
Minha alma ora tem a altura do monte Everest
Ora a depressão do mar morto.
Ora a profundidade da Fossa das Marianas
Ora a extensão do Amazonas.
Às vezes tem a grandeza do continente Asiático.
Às vezes a pequenez da Oceania.
Ora tem o isolamento da Ilha da Páscoa.
Ora o reboliço de Xangai.
Algumas vezes minha alma tem o calor do Deserto Dasht-e Lut
Outra vezes o frio da Antártida.
Algumas vezes é ressequida como o Saara.
Outras vezes tem a biodiversidade brasileira.
Fico, então, nessa gangorra do ter muito
E ser tudo e minguar numa vazante descontrolada de vida
Ora sou tudo, ora nada sou
E atravesso a eternidade como um Ser
Em desequilíbrio permanente.
Ora sou ateia.
Ora fervorosa crente.
Vivo, morta.
Sempre me perdendo e me reencontrando.
Sigo pelos versos de minha alma que canta, clama e abandona meu corpo todas as noites.
Sonho, viva.
Como se não houvesse mais nada a fazer aqui,
A alma sai com o vento
Voa no universo
Sorri, se alegra, reencontra amores
Reencontra os mortos, destrói as dores.
Sonho, viva.
Enfim volta, se ajeita, acelera meu ritmo cardíaco e me acorda.
Novamente,
Vivo, morta.
Gemitus vulneratus est anima
Fugir, correr para longe. Angustiante sensação.
O que tive de enfrentar e como enfrentei,
De como dói só de lembrar, suportar e ainda levantar a cabeça.
Ser forte, me manter em pé, não me render.
Agora estou de frente para o nada, sem rumo.
Ninguém irá entender, compreender, sentir o que foi sentido.
Mas é tão mais fácil julgar quando não foi com você.
Também é fácil criar um conflito e esperar tudo acontecer.
Eu tive que engolir fundo a pior situação da minha vida.
Me deparar com a morte, dor, culpa, sofrimento
Por fim, aliviada por sair viva e não estar sozinha.
Vão querer saber o que aconteceu, mas a real é que não quero contar. Eu quero esquecer. Consegue entender?
Não vai ficar tudo bem, pois é uma ferida muito mais profunda, que os olhos não podem enxergar.
Quero esquecer que sangrei na alma.
O apaixonado que não diz o que sente para amada morre a cada sol poente e revive, cheio da mesma esperança, a cada nascente.
O que aconteceu com aquele garoto alegre, carismático e sorridente? Onde foi parar aquele garoto que mesmo em meio a tristeza encontrava motivação para seguir em frente? Eu não sei a razão, mas sei que agora a alma dele se isola dentro de uma imensa escuridão.
Depressão...
A mente turbulenta.
O corpo não aguenta.
É muita pressão!
A alma não reage.
A tristeza invade.
O silêncio apavora.
A porta se fecha.
Não quer ver ninguém,
nem pela fresta.
Lá fora...
Nada mais interessa.
Na escuridão do vazio,
o mundo está cinza.
Sem emoção e alegria.
Para muitos, isso é frescura.
É coisa de gente, com mente pequena.
Mas a mente pequena,
é aquele que não entende,
que depressão, muitas vezes,
é o excesso de sentimento e preocupação.
Dê mais amor e compreensão.
Sem julgamento ou discriminação.
A depressão é o câncer invisível da alma.
Os transtornos emocionais são negligenciados por não serem visíveis —
mas eles são químicos, hormonais, físicos e letais.
Uma guerra travada pela sobrevivência diária.
Uma ferida que não pode ser retirada com cirurgias,
muito menos coberta com curativos,
nem amenizada com anestésicos ou associações até cicatrizar.
Diariamente, vive-se à beira do precipício,
onde cada palavra mal colocada pode nos empurrar definitivamente.
Nunca se sabe qual será o último dia — só torcemos para que não seja hoje.
Existe uma luta, um esforço diário, totalmente desvalorizado.
Há pessoas que, sem querer, reprimem, enfurecem, revoltam.
Tocam na ferida, pisam sobre ela e a fazem sangrar.
Mas essa dor... é invisível.
É mais fácil enxergar alguém passando por uma cirurgia,
por uma quimioterapia, e estar ao lado —
pegar na mão e dizer: “Estou contigo até o fim.”
Mas a depressão...
essa é chamada de frescura, de fraqueza,
de coisa da nossa cabeça.
E, para completar, dizem que é falta de fé.
Não é.
Nosso corpo fala.
Pede socorro.
Mas negligenciam cada sinal.
Infelizmente, ainda julgam pelas aparências —
como se a beleza de alguém pudesse traduzir o que ela carrega por dentro.
Só quem insisti em vencer a depressão sabe,
que cada pedaço em que a alma ficou,
se transforma em amor próprio.
"Depressão, é dor que dilacera a alma, feito verme que penetra nas entranhas corroendo tudo em nós.
É o devorador de sonhos que nos rouba de nós mesmos, nos aprisionando num labirinto sem que se possa ver a saída.
Depressão é o choro da alma que desfalece dia após dia, sem que haja a ilusão de um amanhecer diferente.
Depressão é o último grito de desespero de quem não espera mais nada da vida.
É como um punhal cravado no coração sem poder ser removido, onde sangra lentamente drenando as tristezas internas.
É dor sem explicação que aloja no coração, enraíza na alma como veneno que mata lentamente.
Depressão é a última fronteira entre a luz e a eterna escuridão, onde as trevas nos engole se deliciando com nossas tristezas.
Depressão é a inimiga silenciosa que astutamente manipula a mente e apodera de nossas vontades.
Depressão é o sofrer da alma acorrentada numa prisão sem grades."
(Roseane Rodrigues)
A depressão, a dor da alma
Depressão, a dor que consome a alma
Depressão, a vertigem da angústia
Depressão, a solidão escura
Depressão, dores extensas
