Alma
ENQUANTO ISSO...
Às vezes a alma que habita dentro de nós, tem preguiça de acordar…
e entre um bocejo e outro a gente vai vendo a vida passar….
SOPRO DA ALMA...
Desconcentro-me toda quando sopras ao meu ouvido…
Quando diz que me quer e que ainda vai ficar comigo…
Saio do corpo físico e viajo para um lugar distante contigo…
E aí minha inspiração fica totalmente sem nexo e sem sentido…
ALMA OSCILANTE...
Em oscilações mutantes dessa vida que são uma incógnita, tentando achar as respostas dentro de uma alma desalinhada, acordei assim dentro dessas íngremes encostas, totalmente perdida e enleada…
Alma dilacerada é quando vê a esperança e a fé de seu templo (corpo) desperdiçada (perdida e sem foco).
Quero asas pra voar e pousar num galho seco do tempo, onde o peso de minha alma não consiga quebrar os meus sonhos obstinados num recôndito e a chuva fina lave e deixe mais leve os meus pensamentos...
A sensação de ter um filho autista, é que o corpo saiu para o mundo mas a alma ficou em posição fetal protegida dentro da gente.
A alma que acordou ontem não é a mesma que desperta hoje, somos mutantes em constante metamorfose anestesiados nessa transição do dia e da noite que lapidamos a medida que enxergamos e recriamos o nosso tempo.
Dê asas aos seus sonhos e voe, mas aterrisse somente quando encontrar a fortaleza de sua alma para ter um pouso rasante e majestoso.
Quem és tu alma plangente que se debate dentro desse corpo errante que agoniza sem entender o que faz nessa vida?
Envelhecer é um processo tão natural, que quando a gente se da conta é o momento que a alma se espreguiça, boceja e desperta.
Gosto de ler as palavras em teu olhar, onde a boca tímida e tremula silencia o que tua alma quer gritar.
A alma às vezes fica tão confusa fazendo círculos ébrios dentro de um labirinto, à procura da saída num invólucro denso chamado corpo.
Nem tudo é vitória e nem tudo é derrota, ainda temos o intervalo pra recarregar a energia da alma que é arma para qualquer adversidade e obstáculo de qualquer inimigo que se atravessar em nosso caminho, cuja jornada é árdua é exaustiva, mas nada que nos impeça de seguir, onde somos os soldados e Deus o comandante dessa batalha que manda seus anjos juntar os espinhos de sangue que lacrimejam de nossos olhos e corpos cansados, mas não vencidos.
Tsunami que adormece em meio à calmaria, ou um oásis que a alma enxerga como miragem num deserto chamado corpo?
