Alma
Se não aguentas mais a fadiga que zurzi teu corpo e anestesia tua alma, olhe para trás e verás que a metade do caminho já percorrestes e estás prestes a chegar perto Daquele que Venceu... por Ti.
De repente as chagas abertas de tua alma que ficaram lá atrás e te fizeram sofrer são as mesmas que cicatrizam hoje te dando forças e coragem pra vencer.
Os espinhos de tua alma pregados em tempos de outrora, serão pétalas de luz nesse caminho que trilhas agora.
Sustente os alicerces morais aqui na Terra, para que quando teu corpo virar pó, tua alma tenha esse suporte para subir ao céu e todos que assim o fizerem verão apenas os escombros da impiedade.
Quando surgir no recôndito de tua alma um tremor inesperado, saiba que é nesse momento que Deus está ouvindo tuas preces e te dizendo: - Não desista, prossiga!
Não permita que o cansaço de teu corpo físico subjugue tua alma, entenda que a alma é livre e o corpo preso.
A guerra já está vencida, e essa fadiga em teu corpo que parece abrir as chagas de tua alma é apenas a mão do Salvador do exército que está agora cicatrizando teu sofrimento e anestesiando tua dor.
Estou numa fase em minha vida, que começo a sentir corpo e alma digerindo a resiliência em conta gotas todos os dias em forma de anestesia.
Refunda tua alma nesse barro chamado Terra, em formato de uma pluma, para que tenha leveza e possa flutuar no céu e Deus soprar aos ventos o teu nome quando a tempestade for anunciada...
O melhor sonho é quando a gente desperta do pesadelo, o corpo relaxa, o coração sorri e a alma espreguiça e suspira aos céus...
ALMA QUE FALA
Vi o holocausto e a natureza morta entre pedregulhos
nasceram erva daninhas e me alimentei do ar, da água, da terra…
Sombras do tempo envoltas num mistério obscuro, sem presente, passado ou futuro
Fui rastejando nesse filete de luz letal que vai delineando os córregos como lanterna que clareia a minha escuridão… Mergulhei em lágrimas e naufraguei no fundo do estuário e nesse cenário inglório onde me sinto fraca e fugidia, pálida e sem vida ouço anjos tocando harpa num inferno sem calvário, completamente atordoada, louca e sem noção, vejo minha alma levitando no espaço e meu corpo decompondo-se no chão nessa caótica alucinação… Me liberto e falo com você então!
VAZIO...
A vida brinca lá fora, e aqui dentro um corpo sem alma que chora….
E quando ela cansar de brincar?
- Virá esbaforida com um sorriso!
E aí?
- Entre as lágrimas que agonizo, irei embora num último suspiro!
AMORES FLUTUANTES...
Quando nosso pensamento foge e não conseguimos racionar, é que nossa alma voa nesse instante para algum lugar distante, onde corações se encontram para ver se conseguem encontrar seus amores flutuantes…
ALMA NA JANELA...
A cada suspiro o sangue respinga…
no abismo de dor onde se encarcerou…
tingindo de flores rubras a cortina…
numa saudade lúgubre nessa sua sina
ouve risadas estridentes de vultos por estar só…
que rodopiam em zumbidos formando um nó
ela fica debruçada na janela escura como breu
até que um anjo apareça e a leve para o céu…
ENQUANTO ISSO...
Às vezes a alma que habita dentro de nós, tem preguiça de acordar…
e entre um bocejo e outro a gente vai vendo a vida passar….
SOPRO DA ALMA...
Desconcentro-me toda quando sopras ao meu ouvido…
Quando diz que me quer e que ainda vai ficar comigo…
Saio do corpo físico e viajo para um lugar distante contigo…
E aí minha inspiração fica totalmente sem nexo e sem sentido…
Não há antídoto para a alma atormentada, não há substância ou filosofia que preencha o vazio do peito – o vazio de sentir demais num mundo que valoriza o desapego, o vazio de amar e não ser amado, o vazio de sentir saudades de momentos e sensações que se perderam para sempre.
Trecho do eBook 'Pílulas de Esquecimento'
