Alma
Beijar o vento por vezes refrigera a alma. Beijar a boca de um beija-flor faz nascer borboletas no estômago. Cair de um abismo é leve, se ele não tiver fim. O fim mata o corpo, come sua carne e vomita os despojos no mar.
A inquietude foi embora, partiu; sem dizer adeus deixou o coração. A alma respira, suspira, transpira. O amor não está no peito alçou voo - o vento levou - o largou solto no ar a amar a ventania. Quieto o dia está. A mão no rosto desliza, alisa, retira a poeira descansada. Nada diz o céu. Tenho esperança nas águas, aquelas que correm, me alcançam e me levam sem nada de mim deixar.
Saí de mim e me encontrei...
Porque a alma
também precisa passear por aí
para saber como é bom voltar...
Enxergando-me; vejo a singularidade do universo
e tudo nele está contido.
A essência da alma cria esse ambiente onde o amor cresce e floresce.
Buscamos nas palavras a direção para os nossos passos
e façamos dela a essência para que a alma encontre a felicidade.
Sempre que a solidão envade o meu coração, a minha alma se desfaz em sementes. Sementes que germinam e produzem tristeza...
