Aline eu te Amo
A vida
A vida é mais fácil quanto parece. Preste atenção...
Você é criança e não sabe o que faz. Logo vai crescendo e aprendendo o significado de cada coisa, cada gesto, cada palavra. Aprende que aquela mudinha pequena de uma planta vai crescer e futuramente dar frutos, sombra ou florescer. Aprende também que as amizades têm o mesmo ciclo.
Tudo, eu disse tudo que fizemos agora refletirá no nosso futuro. Se você come bem terá boa saúde, se você usa drogas terá menos tempo de vida, se você toma sol demais terá rugas mais cedo. O segredo está em não exagerar, faça o necessário.
Acredite na beleza das pequenas coisas, conheça lugares inabitados, faça da sua vida diferente. Mude seu trajeto para o trabalho, diga Obrigado e não tenha vergonha de ser feliz.
Observe quantas horas do dia você utiliza para trabalho e tire um tempo para meditar. Seu corpo precisa de energias positivas. Deixe o sorriso sempre em seu rosto, afinal de contas alguém precisa dele. Tenha certeza disso!
Seus olhos
Dentro de mim vive uma vontade de ser livre. Urgente, incessante, quente, constante. Não sei de onde veio, não tenho nada que me prenda - a não ser esse meu jeito de querer e não querer ao mesmo tempo, essa burrice incansável de optar pelo meu coração vagabundo ao invés da velha razão, essa minha mania de decidir o que é certo na hora errada. E, talvez por não ter nada que o faça, é que o céu consegue me prender tão fácil... Paro e olho para ele como se nunca mais fosse existir outra oportunidade. Ele me fixa os olhos e a alma, o coração quase para, a voz não sai, a respiração descansa.
Tenho uma esquisita sensação de liberdade ao tentar contar os infinitos pontos brilhantes pregados naquela escuridão. Gosto de ter esse sentimento brotando dentro de mim e, principalmente, de deitar e observar o céu quando é noite. Gosto de imaginar pontos se ligando entre as muitas estrelas - que vivem escondidas nas luzes da cidade - ou ver o céu passar borrando, estrelas escorrendo para todo lado, pondo graça no breu da noite. Adoro olhar a lua, imaginando viver por cá como se lá estivesse, grudadinha com o tal do alguém que todo mundo encontra - ou deveria, como disseram uma vez - e vive feliz por tempos e tempos... Mas o que mais gosto mesmo, é de olhar para as estrelas e procurar por você, por seus olhos. Mergulhei neles há pouco e encontrei tanto brilho por lá que penso que você deve ter tirado tudo isso de algum lugar. E com todo esse seu encanto, imagino que tenha tirado tudo do céu.
Ouvi que só uma vez existiu alguém com tanto brilho nos olhos assim. Faz tempo: existia amor. Um amor daqueles simples, de verdade. O último sumiu nos olhos da menina que olhava as estrelas por horas, perdendo o sono. Era uma menina que amava estrelas.
Me deixa ser essa menina? Tenho tanta coisa boa pra te dar, tanta sinceridade em cada gesto, tanto carinho sem fim por você. Ensina-me a ser dois em um só; eu te ensino a deixar o tempo passar bem devagar e ficaremos naquela doçura toda, juntinhos, como se nunca fosse passar, mudar ou desfazer... Como se fosse para sempre.
Quero perder o sono te olhando, virar noites conversando besteira, acordar cedo só pra te ver dormir. Quero que você conte as estrelas comigo, que procure desenhos nas nuvens, que repare nos tons do céu... Quero ter o brilho dos seus olhos nos meus. Quero ser essa última menina. Se eu sair de cima desse muro, vem comigo? Eu quero sair, mas não quero que falte você.
O céu já vai abrir; as estrelas estão se escondendo, a lua troca de lugar com o sol, a aurora colore o dia. Só falta você. Vem! Eu ainda continuo nos seus olhos... Não me deixa afogar aqui.
Aqueles que valorizam a alma, sempre verão além do que se espera, já aqueles que valorizam o que está amostra esses nunca terão uma surpresa.
A última pontuação
Não me venha com tanta preocupação
nem com toda essa sua mania de pontuação
Não sei pra quê tantas vírgulas
reticências
ou travessões,
se no final você leva tudo
e comigo ficam só as interrogações
Sabe-se lá o que se passa nessa sua cabeça
Se só se de trata de você,
por favor, me esqueça
que eu já cansei de tentar adivinhar
como faço pra te deixar do lado de lá
Quiçá, num dia desses,
eu faça de você um caso banal
e ponha, de uma vez por todas,
o ponto final
Coisas que passam despercebidas por uns, para outros são obvias,
por isso é que impossível eliminar todas as provas de um crime.
A vida é tão dificil e complicada de se viver, que quando aprendemos a lidar com ela, vemos que já é hora de partir, por tanto vivamos hoje, façamos tudo o que deseja o nosso coração, vamos dançar, brincar, nos divertir, fazer amigos, pensar grande, por que só temos essa vida para viver... Não vamos ser mais um na multidão, esqueça seu passado, por que ele existe para aprender-mos com ele, seja diferente, não desista nunca... Um brasileiro, e filho de DEUS, nunca desiste dos seus sonhos, pois o melhor que vc espera, qualquer dia desses estará batendo na sua porta, e supressas te aguarda... Levante-se hoje, e tente de novo... Você não foi feito, para ser um fracasso da sua familia, você é unico, ninguem pode ser igual a você, eis diferente!!!
Hoje não quero que me achem feia
Hoje não quero que me achem bonita
Hoje simplesmente não quero que me achem
Hoje não estou procurando...
Me sinto um raio de luz em um quarto escuro,
Apenas um raio de Luz
Onde a escuridão tenta me esconder!
Hj não estou sociável,
Não estou amável,
Hj não estou, e por favor não deixe recados
Hj não sou filha, não sou mãe
Não sou esposa nem amante!
Hj eu qro respirar sozinha!
Amanhã talvez...
Hj o não ter me basta!
Me ameniza...
Me evita!
Não quero as canções, os poemas...
Não quero os sentimentos!
Meu quarto escuro me esconde!
Hoje ele conseguiu!
Hoje ele apagou meu brilho!
Não quero lembrar, imaginar, planejar!
Td se torna ilusão...
E se real, concreto demais!
Hj não sei de onde sou e pra onde vou...
Meu caminho hoje se fechou
E hoje não quero nada...
Nem ser, nem pensar,
Nem sentir, nem amar!
Ter certeza hoje me deixa mal!
Hoje estou apagada...
Talvez amanhã,
Mas hoje, não estou e não deixe recados!
Acho o suicida um fraco,ele tem medo de incarar oque acontece, medo de viver. a vida é uma ocisa preciosa, única,as pessoas devem viver como ninguem jamais viveu !
Apresentando uma menina
Existia uma menina, e o nome dela era Filipa. Ela tinha lá os seus dezesseis anos de idade, quando começou a perceber os pequenos detalhes - e assim, as melhores partes - da vida.
Ela gostava de ouvir música - especialmente as que tocavam dentro da sua cabeça -, de caminhar pela cidade, de morar num prédio de frente para o rio, de tomar banho de chuva, de fica olhando o céu e sentir o vento na pele, de sentir a maresia, de observar alguns bichos, de amar sem medo, se fazer bons amigos, do som de uns instrumentos - os melhores para ela eram a gaita, o violão e o sax - e, principalmente, entre todas as coisas, ela adorava reparar bem nos olhos e no sorriso das pessoas.
Essa menina via vez ou outra, um brilho tão forte nos olhos das pessoas, que ficava hipnotizada. E pelos sorrisos que irradiavam alegria, ela ficava apaixonada.
Só havia uma coisa que a incomodava: o sorriso de que ela mais gostava não queria mais sorrir para ela. O que havia acontecido, afinal? Para ela, tudo sempre foi tão verdadeiro... Cada preocupação, cada abraço, cada sorriso distribuído, cada beijo dado - e recebido -, cada palavra, cada gesto, cada conversa, cada instante. E agora, o que ela faria sem o seu sorriso preferido? Deveria correr atrás dele, abrir o seu coração, falar o que sentia... mas a coragem não chegou. E sem ela, o tal sorriso se foi perdido.
Mas Filipa espera que não o tenha perdido para sempre; ainda resta um pedaço nela - talvez o seu coração - que ainda o espera. Que ainda o aguarda, e conta os dias, as horas, os minutos e os segundos, para que o vazio que ela sente seja preenchido novamente.
Preenchido por um velho sorriso, parcialmente perdido.
Um presente do céu
Já era noite quando Filipa resolveu sair para caminhar, perto do rio. Mas ainda era cedo; eram seis horas. Ou dezoito, se você ligar para isso. Ela ouvia as músicas que tocavam dentro de sua cabeça, quando começou a chover.
Chovia forte, e as pessoas corriam para chegar em casa a tempo de não se encharcar. Filipa não conseguia nem ao menos imaginar o porquê disso, já que ela mesma não gostava de perder uma boa chuva.
Ela achava que a chuva lavava sua alma, e que levava embora o que ela já não quisesse mais. Toda vez que a chuva vinha, a menina lhe pedia que levasse embora todas as suas dores, mas que deixasse as suas lembranças. E a chuva atendia o pedido. Ao menos, na maioria das vezes.
Nesse dia, Filipa pediu e implorou - em vão - que a chuva lhe lavasse a alma mais uma vez. Mas a lavadora de almas não lhe concedeu o pedido. A sensação dessa vez foi diferente.
Antes, ela se sentia limpa. E leve.
Agora, antes de qualquer coisa, ela estava bem. A chuva não a limpou, mas trouxe para ela borboletas. Borboletas que voavam de um lado a outro no seu estômago, e que a deixava com vontade de gritar. De gritar as músicas que escutava, de gritar o que sentia,de gritar qualquer coisa, de gritar palavras que fizessem - ou não - sentido. E ao invés de fazer isso, Filipa correu. Correu mais do que podia. Correu até não aguentar mais. E quando parou, era como se ela tivesse gritado tudo aquilo que não gritou. Era como se ela tivesse colocado para fora tudo o que sempre quis, e não colocou antes.
Foi esse o presente da chuva. Fazer Filipa perceber que podia se sentir limpa sem a ajuda de ninguém, ou de alguma coisa. Ela realmente podia fazer isso sozinha.
E então, Filipa se sentou na beira do rio.
E riu. Sozinha. Riu até a barriga doer.
E agradeceu com as mais bonitas palavras o presente que tinha recebido.
E em resposta, enfim, a chuva cessou.
Amarelo no céu
Chegou-se a noite. Mas não era uma noite como todas as outras – escura e iluminada pelos apartamentos de luzes ligadas. Era uma noite diferente. Filipa tinha colocado os pés em casa, e acabado de chegar de mais um dia normal. Resolveu ir até a sua janela preferida, e sentou-se por lá, para observar o céu.
Ela nem sequer precisou olhar muito. O motivo daquela noite estar tão diferente – e linda -, foi o primeiro brilho amarelo que bateu nos seus olhos. Esse brilho iluminou o rosto de Filipa como um sorriso, daqueles que aquecem. Tentou adivinhar o que seria aquele pedaço tão lindo de céu.
Ela simplesmente não conseguia pensar. Estava encantada com tanto brilho de uma só vez; ainda mais um brilho daqueles, que mais parecia pular, de tanta luz que irradiava.
Olhou, olhou, olhou. Filipa passou quase que uma noite inteira só observando aquele feixe de luz. O que de tão especial havia nele, afinal? Nem ela sabia. A única coisa que sabia era que, fosse o que fosse, aquela luz amarela era completamente diferente. Ao menos, diferente das outras que estavam espalhadas pelo pano preto do céu. Essa era maior.
E olhando, lembrou-se da vida. Das pessoas. Das risadas. Dos olhares. Das palavras. Das conversas. Dos sorrisos. Principalmente, dos sorrisos.
Sorriu. E a luz a iluminou mais uma vez – e mais forte. Parecia um sol, de tanto calor que trazia às bochechas, já rosadas, de Filipa. Resolveu então, não pensar em mais nada. Só no amarelo que via no céu.
E só depois de mais um tempo olhando - e com um espaço vazio na mente –, Filipa descobriu do que se tratava aquele feixe amarelo. Era uma lua. E que lua.
Amarela e enorme; era rodeada por pequenas brechas, também amarelas. Essas do lado, eram as estrelas. E brilhavam tanto como a velha lua.
Filipa então resolveu que a lua daquele dia guardaria todas as suas palavras – ditas e não ditas - e principalmente, suas lembranças. E decidiu que cada raio de lua e luz de estrela, seria para lembrá-la daquela noite especial. E que assim, ela também lembraria de cada lembrança guardada.
E deu um nome para a lua, que junto, carregava as estrelas, como se tudo fosse uma coisa só. Filipa chamou aquilo tudo de “amarelo no céu”, para se lembrar da luz amarela que só viu uma vez na noite, e que mesmo na noite, mais parecia um sol.
Guardado
Acho que solidão é uma palavra muito grande. Tão grande, que ela mesma se completa, e deixa os outros viverem nela. E por se completar, deixa os outros sós. E os outros, por sua vez, se calam.
E de tanto se calarem, as pessoas guardam coisas demais dentro de si. Guardam mágoas, sonhos contidos, ideias apagadas, sentimentos esquecidos... e palavras não ditas. E de tanto guardarem, acabam sem ter para quem desabafar depois.
As pessoas se esquecem de como é bom ter alguém para compartilhar a vida. De como é bom ter amigos. De como é bom sentir. De como é bom sorrir. De como é bom amar.
Escondem em si os seus sentimentos, e depois, não tem mais para quem dar. O tempo acaba, e tudo acabou ficando guardado. De que adiantou, afinal, ficar calado? Tudo virou sentimento engarrafado. E de que vale um sentimento engarrafado? Não vai dar para bebê-lo, muito menos sentí-lo. E mesmo que desse, nunca seria a mesma coisa. Sentimento só é bom quando se sente de verdade. E se esse sentimento for amor? aah, o amor! O amor é quando “o coração não quer mais sair de casa”... E a maior burrice é querer engarrafá-lo também.
As pessoas se esquecem do valor de um sorriso. Se esquecem que o sorriso é a ‘manifestação mais linda dos lábios quando os olhos encontram o que o coração procurava’. Se esquecem que o sorriso pode curar feridas. Se esquecem que apenas um sorriso pode acabar com a solidão.
Acho que a solidão nos faz esquecer de muitas coisas importantes de tanto nos fazer guardar. “A solidão é uma ilha com saudade de barco”. É ela que faz com que nós queiramos parar o tempo.
E mesmo assim, mesmo nos fazendo guardar e esquecer, ainda é ela que nos faz querer falar. Ainda é ela que apesar de tudo, ainda nos faz querer viver tudo novamente. Ainda é ela que nos faz querer parar de parar no tempo. Ainda é ela que nos faz sentir saudade, e querer sentir a vida de novo. É ela que acaba fazendo com que a gente queira sentir as pessoas novamente.
E depois de tanto sofrer – de falar mal dela, e de derramar lágrimas -, acabamos agradecendo. Porque no final de tudo, foi ela que nos fez perceber o mundo que estava lá fora e que a gente já não percebia mais.
Foi ela que nos fez ver as cores novamente.
Incansável
De tanto esperar por aquele velho sorriso, Filipa cansou. Cansou de ver a vida passar. Cansou de esperar. Cansou de sentir tudo sozinha. Ela já não sentia mais a falta daquele pedaço de alegria, e então, a esperança que restava nela, fez-se morta. O fim - antes inalcançável -, enfim, se fez presente para ela.
Depois de guardar tudo quanto é lembrança num canto só, Filipa decidiu modificar o seu modo de vida. Disse pro próprio coração que agora só ia aceitar gostar de quem gostasse dela.
E o coração disse que tinha entendido – embora nem Filipa acreditasse nele.
Ela ainda disse mais. Disse que cada vez que um amor ia-se embora, quem mais se machucava era o coração mesmo, e que ele tinha que parar com essa mania de querer mandar nos outros. Disse que não ia mais chorar. Disse que não ia mais escolher não ser amada, que tudo agora ia depender da vida – e do tempo.
E mais uma vez, o coração fez que entendeu. E mesmo assim, Filipa não acreditou. No fundo, ela sempre soube que não ia depender da vida nem de tempo, e sim, do – metido - coração. Sabia que seu sermão não ia adiantar de nada... o coração nunca obedeceu mesmo. Ele sempre se achou dono de suas vontades, e não era agora – e nem com um sermão - que ele iria mudar.
Resolveu, então, ir aproveitar o tempo que lhe restava até o coração resolver aprontar outra. Ela já sabia que ele estava pensando em cair num daqueles amores idealizados, e tinha quase certeza de que ele ia se estrepar de novo.
E Aproveitou. Só que num dia comum, chegou o coração, e aprontou mais uma.
Mais uma
É, o dia do coração aprontar novamente tinha chegado.
Foi num dia simples, mas que estava lindo. Era um dia cheio de cor, de céu, de nuvem e de riso. E havia – claro – um novo sorriso. Não era – e nunca será – igual ao antigo, mas até que parecia um pouco. O jeito desse menino de olhar, de rir, de falar, e até de sorrir, com aquele sorriso que te deixa encabulada e com vontade ao mesmo tempo - um dos preferidos de Filipa -, eram coisas que chegavam a lembrar aquele velho sorriso que foi perdido no tempo – mas nunca na lembrança.
Filipa havia passado só uma tarde trocando risos, e mais uns dias trocando conversa. Só bastou esse pouco tempo, um tanto de riso, uns elogios, umas músicas, alguns gostos e muita conversa - e algumas cervejas - para o coração incansável de Filipa resolver cair no tal amor idealizado, como a dona dele já havia previsto.
Filipa só queria que o coração dela ficasse quieto por mais tempo.
Queria que ele sossegasse alguma vez.
Ela só queria que ele parasse de querer arder de paixão sozinho.
Mas nada o fez parar com essa mania. Nenhum dos sermões dados dias antes, nenhuma das brigas, nenhum dos pedidos... nenhum dos arranhões. O coração dela havia mesmo decidido amar novamente.
E lá foi ele. E mais uma vez, levando – ou seria arrastando? – Filipa junto.
