Alguém que Já Morreu

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⁠Você não precisa melhorar em nada: já tem tudo de bom que um homem precisa encontrar em uma mulher! Parabéns!!! Abraços.

O Acumulador de Terras (Luiz Maria Borges dos Reis)

Provavelmente todos nós já ouvimos falar ou vimos muitas pessoas que são acumuladoras de terras, qual seja, adquirem propriedades constantemente querendo mais e mais, tornando-se às vezes latifundiários gananciosos que fazem de tudo por uma gleba de terra.
Assim, certa vez eu conheci um senhor muito trabalhador, porém, ganancioso e comprador de terras contumaz, agiota e apegado demasiadamente aos seus bens materiais, que não se importava com as roupas velhas e carcomidas pelo tempo com as quais se vestia no dia - a - dia, possuidor de muitos alqueires de terra, usuário de um veículo bastante surrado pelo tempo, com o qual visitava suas fazendas diariamente, sendo que, certo dia, dirigindo na contramão deparou-se de inopino com um outro veiculo que vinha no sentido contrário, causando um acidente ao bater no carro oponente, o que ocasionou uma discursão entre eles, sendo que o condutor do veículo que vinha na pista certa questionou o que estava na contramão de direção dizendo-lhe que o senhor não sabe que o seu lado é o da direita e não o da esquerda, sendo logo contestado pelo fazendeiro ignorante, pois fique sabendo que o senhor aqui não tem nada, da direita ou da esquerda aqui é tudo meu, essa propriedade é minha há tempos e eu ando do lado que eu quiser.
E assim esse fazendeiro afamado pelas terras e dinheiro acumulado que tinha, foi vivendo até que um dia veio a falecer, e ao ser sepultado, alguém disse assim em tom de ironia: “bota ao menos um alqueire de terra sobre o seu caixão já que ele gostava tanto de terra”.
Passados alguns dias, os seus herdeiros procuraram um bom advogado para fazer o inventário dos bens deixados pelo falecido, sendo que houve tanta confusão entre eles que quem levou a melhor foi o advogado da causa o qual ficou com a maior fatia do bolo, tornando-se um grande fazendeiro naquela região e os herdeiros continuam brigando até hoje, pois não conseguem entrar num acordo para facilitar a divisão dos bens deixados pelo acumulador de terras.
Que isso sirva de lição para todos nós!

A dor e sofrimento corrompem
aqueles que já nada têm a perder,
e os tornam fortes, forja-os,
na ânsia de um objetivo que os cega,


apagando memórias do que um dia
lhes trouxe paz e sentido.
Assim nascem vilçoes, não por escolha plena,
mas por caminhos feridos,


em um mundo que já lhes permitiu
sentir a delicadeza do amor,
antes que tudo se perdesse
no peso da própria dor.

Já troquei uma hora de leitura,
por uma corridinha na rua, manter
um hábito é equilibrar as necessidades.

Penso que sei, mas já não sei. Logo percebo que nada sei.

Desmerecer
é desdizer
o já dito.

⁠No mais tardar
das horas:
Este peito
ainda ignora,
sem ato,
sem fato,
afeto; Mas então
já vou-me embora
essa caixa torácica
no fim das contas
nem tanta
importância tem.

⁠Ser "do bem"
já quita
nossas dívidas.

Ainda aqui
por Sariel Oliveira

Eu já vi a morte levar gente demais de mim.
Gente que eu amava, que eu queria perto,
gente que eu achava que ainda tinha tempo.

E não teve.

A morte não dá aviso,
não dá chance de preparar o coração.
Ela só vem… e tira.

E depois disso, alguma coisa muda dentro da gente.

Hoje, eu prefiro que as pessoas se afastem.
Prefiro ver de longe, mesmo que doa.
Prefiro saber que estão vivendo, sorrindo, seguindo a vida…
mesmo que não seja comigo.

Porque a distância machuca,
mas não destrói do jeito que a morte destrói.

A morte não deixa escolha.
Não deixa caminho de volta.
Não deixa nem um “e se”.

Então, se for pra perder…
que seja pra vida.

Que seja vendo de longe,
que seja em silêncio,
mas sabendo que ainda estão aqui,
em algum lugar do mundo.

Porque no fundo…
o que mais dói não é a distância.

É a certeza de que nunca mais vai existir nem a chance de estar perto de novo.

“A lua não ilumina o mundo, ilumina aquilo que a alma já não consegue esconder.”
Juliana Hoffmann Liska

Tem adulto que é tão adulto que parece que já nasceu grande !

A maioria dos moralistas já fizeram ou fazem coisas que consideram imorais ⁠

:
Já errei demais comigo mesmo e também com outras pessoas. Houve um tempo em que cheguei a culpar meus pais pela vida que eu levava. Mas hoje, quando olho para dentro de mim, busco respostas na minha própria consciência.


A vida é misteriosa. Não existe um guia pronto, apenas uma infinidade de decisões a serem tomadas. Enquanto eu tentava encontrar explicações para as coisas do mundo, acabei esquecendo de mim mesmo — daquele vazio sem propósito que existia dentro de mim.


Em meio à confusão que eu vivia, eu não conseguia compreender a maneira como meus pais lidavam comigo. Carregava uma busca incompreensível por amor e aceitação. Muitas vezes vivi sozinho, perdido dentro dos meus próprios pensamentos.


Até que entendi que Deus era tudo para mim.


E hoje eu me vejo lutando pela vida, tentando diariamente não me corromper. Em meio a tantas batalhas e dificuldades, busco permanecer firme nos valores que escolhi seguir, resistindo àquilo que o mundo oferece para desviar minha essência.”

Sinfonia Inversa

Feche a porta invisível,
abra a janela já aberta.

Cavalgue um unicórnio lobuno,
voe numa libélula dourada.

Desça a serra de vidro,
suba num trampolim estático.

Nade no rio de lágrimas,
corra pela rua de cera.

Grite em barítono agudo,
cale-se em alto volume.

Leia o pergaminho ágrafo,
escreva com a pena de Roc.

Coma a fruta-bolacha,
beba o drink que evapora.

Durma com o sol na moringa,
acorde com os pés nas nuvens.

Mime um gato alado,
dome uma fera urbana.

Reze com evangelho apócrifo,
peque com um terço ao peito.

Conte uma estória verídica,
narre um crime perfeito.

Dance o tango inglês,
cante a ópera baiana.

Meu Pai:
Senhor Jesus,
já me ajudaste muito…
já me ensinaste coisas espetaculares…
já me concedeste dádivas incríveis…
já alcancei graças intensas com a tua ajuda…
já me perdoaste milhares de vezes…
já me fizeste sorrir por centenas de dias…

Hoje te peço:
faz-me lembrar, sempre, de te agradecer.

Outono

Já frágeis e ressecadas, suas folhas caíram
No toque suave de uma brisa foram levadas para longe
Jamais voltaria a ser aquilo que um dia foram
A árvore, já sem folhas, ali permaneceu
Esperando mais uma primavera
Onde se encheria mais uma vez de vida
Onde tudo de renovaria
Onde ela retornaria mais forte
E suas folhas que caíram já não seriam mais uma lembrança triste, mas um lembrete que tudo faz parte de um ciclo

⁠Pensei em dar-te a lua
Com a luz do sol toda vestida
Queria que fosse sua
Mas para muitos já foi prometida

Então te darei Saturno
Pois ele me faz sonhar
Com seu sorriso inesquecível
E o brilho de seu olhar

Sua beleza que fascina
Como um disparo no peito
Esse seu jeito, menina
O imperfeito mais perfeito

⁠Com coração cheio de anseio, mas temeroso, continuei a jornada. Viajando pelo espaço solitário, já me encontrava perdido de meu objetivo.
Sem nem ao menos notar fui puxado vagarosamente para um lugar que me cativava com suas belas paisagens e me deixava maravilhado com tão belas canções. Aquele universo fazia acreditar que ali era meu descanso...
Ouvia histórias e promessas sem fim, que sedavam meus sentidos, como morfina em minhas veias... Em tão pouco tempo deixei todo medo de lado e a dor já não me reprimia.
Fiz ali morada, como quem é convidado a entrar e descansar, fechei meus olhos e adormeci...

Se não fazes questão e se tanto faz, já não tens minha atenção.
Correrei pra longe, até me perder de vista, daquilo que um dia foi minha maior inspiração, para que não se torne minha pior catástrofe.⁠

Quando o absurdo se banaliza e a passividade dita as regras, o simples já não emerge.