Alberto Caiero

Cerca de 85 frases e pensamentos: Alberto Caiero

⁠A neve pôs uma toalha calada sobre tudo.
Não se sente senão o que se passa dentro de casa.
Embrulho-me num cobertor e não penso sequer em pensar.
Sinto um gozo de animal e vagamente penso,
E adormeço sem menos utilidade que todas as acções do mundo.

Inserida por andreza_oliveira_1

⁠Creio no mundo como num malmequer, Porque o vejo.
Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender…
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…

Inserida por VictorDias99

Vive, dizes, no presente;

Vive, dizes, no presente;
Vive só no presente.

Mas eu não quero o presente, quero a realidade;
Quero as coisas que existem, não o tempo que as mede.

O que é o presente?
É uma coisa relativa ao passado e ao futuro.
É uma coisa que existe em virtude de outras coisas existirem.
Eu quero só a realidade, as coisas sem presente.

Não quero incluir o tempo no meu esquema.
Não quero pensar nas coisas como presentes; quero pensar nelas como coisas.
Não quero separá-las de si-próprias, tratando-as por presentes.

Eu nem por reais as devia tratar.
Eu não as devia tratar por nada.

Eu devia vê-las, apenas vê-las;
Vê-las até não poder pensar nelas,
Vê-las sem tempo, nem espaço,
Ver podendo dispensar tudo menos o que se vê.
É esta a ciência de ver, que não é nenhuma.

Inserida por dhiegobalves

"O espelho reflete certo; não erra porque não pensa".

A tristeza bate coração adentro;
Estou perdido, seco e sem alento;
Triste sem ela do meu lado;
Meu coração de quente, está gelado.

Uma paixão sem limites de estação.
Sinto em meu coração;

Meu coração bate acelerado, como o de uma criança com medo dos trovões na tempestade!

O meu time preferido é o amor;
Meu jogador favorito é a paixão...
Só que eu que sou o campo;
A trave é meu coração.

Uma dor forte me consome...
...pela presença de sua ausência...
...Já estou a pedir aos céus, e implorar tanta clemência...

Sinto uma grande tristeza, por não poder ouvir tua voz, a saudade me consome, eu fico meio algoz...

Petrifico a minh'alma, junto à ela meu coração,
Que como um jogo de cintura embala, minha ignição...

Estou frio e duro feito o gesso, longe de mim está a emoção...
Choro feito uma criança sem a sua atenção...

Sinto o que nem sei que sinto, confuso está meu coração, nem sei o que realmente sinto, essa é a concepção...

Comigo minto, por não querer dizer-te, nem mesmo eu sei o que falar. É como o verlaine em mim confirma, a chuva está a me matar...

Pessoa sabe o que sinto, mas eu mesmo sei não, talvez verlaine e pessoa decifrem o que sente meu coração...

Álvaro, sabe me falar o que está a me matar?

Alberto, Me ajude a entender o que está a fazer morrer o meu "eu" que ainda existe em mim...

... Eu não sei como estou, caeiro talvez saiba, o que sinto é só calor? É ou não é um mal de amor?

Ricardo Reis me compreende, sabe o que pesa em meu ser?

Tento falar, o que pesa, mas nem eu mesmo sei expressar, essa tortura entediante que está a me matar...

Se é que já não morri..."

Inserida por diogopantoja