Alague seu Coracao de Esperancas Fernando Pessoa

Cerca de 312139 frases e pensamentos: Alague seu Coracao de Esperancas Fernando Pessoa

⁠Através da espiritualidade aprendemos a ler as entrelinhas, enquanto no materialismo mal sabemos soletrar.

Inserida por robscheuer

⁠A jornada de autoconhecimento começa quando percebemos que muitas vezes preferimos morrer numa prisão conhecida do que viver uma liberdade desconhecida.

Inserida por robscheuer

⁠Ninguém provoca uma guerra por causa de política ou religião.
Fazem guerra por poder e controle.

Inserida por robscheuer

⁠"Você não precisa de mais um livro sobre vendas, precisa de um sobre você."

Inserida por robscheuer

"Você não merece o que acredita que merece. Você merece o que entrega ao mundo sem esperar recompensas imediatas".

Inserida por robscheuer

⁠"Você não merece o que acredita que merece. Você merece o que constrói com suas escolhas diárias."

Inserida por robscheuer

⁠Rir da vida é a peça mais atemporal que existe.

Inserida por robscheuer

⁠Quem tem medo de perder, nunca
desfruta o que tem.

Inserida por robscheuer

A pobreza também está naquele que tudo tem, mas age como um falido desesperado.

Inserida por robscheuer

⁠O homem verdadeiramente rico não é aquele que tem mais.

É aquele que precisa de menos.

Inserida por robscheuer

⁠Se a vida é uma escola, então a reencarnação é o currículo, e o karma, o professor que nos orienta a cada passo.

Inserida por robscheuer

⁠Leva-se uma vida inteira para entender realmente que nada dessa vida se leva.

Inserida por robscheuer

⁠O desejo de controle sempre gerará Karma negativo, pois ele parte da ilusão do ego de que pode controlar algo que, por natureza, é livre.

Inserida por robscheuer

⁠A polarização na política sugere um reflexo da sombra coletiva.

Inserida por robscheuer

As músicas ⁠que ouvimos podem revelar o que tentamos acalmar, esconder ou transformar.

Inserida por robscheuer

⁠Tudo se torna mais leve quando é trazido para a consciência.

Inserida por robscheuer

⁠Nem mesmo os mais cruéis e insensíveis seres escapam da tensão criada entre a mentira vivida e a verdade ignorada.

Inserida por robscheuer

"A Torre que tocava o céu"

⁠Construiu-se um dia, em pedra dourada,
uma torre tão alta, tão bem desenhada,
que o próprio céu, em sombra e fulgor,
curvou-se ao seu ápice, tomado de dor.
O rei que a erguia dizia sorrindo:
— Tocaremos os deuses, estamos subindo!
Ninguém mais morrerá, ninguém mais cairá!
Seremos eternos, além do que há.
Mas quanto mais alto se erguiam os muros,
mais fraco tornavam-se os elos futuros.
A torre, tão firme, perdeu sua base,
e o rei, cego em glória, ignorou a fase.
Até que um dia, sem som ou aviso,
uma pedra caiu do paraíso.
Depois outra, e outra, e então o trovão
desfez a torre com a mesma mão.
O rei foi soterrado no brilho que quis,
num império que nunca o fez feliz.
E dizem que ainda, por entre os escombros,
ecoam seus gritos: desejos sem donos.
Pois a queda é o fim de quem se recusa
a aceitar que a alma também tem sua lusa.
A ruína não nasce da noite ou da sorte —
ela é o preço de zombar da própria morte."

Inserida por robscheuer

⁠O Tecelão de Fios Invisíveis

"Um velho chamado Telmar, o Tecelão,
vivia no alto da torre da mão.
Tinha um tear de fios tão sutis
que ninguém via, mas todos sentiam.

Ele tecia o destino dos homens,
criava vitórias, moldava os nomes.
Com um puxar, fazia um nascer,
com um laço, fazia esquecer.

O povo dizia: “Telmar é poder”,
e o temiam, sem nunca o ver.
Mas um dia, um menino subiu
até a torre onde o medo fluiu.

— Senhor dos fios, por que nos prende?
— Porque vocês me pedem, e nunca compreendem.
Vocês temem a vida que escapa das mãos,
e preferem viver em minhas ilusões.

O menino então cortou um fio,
e o mundo parou, caiu o frio.
Pois todos estavam atados demais
às tramas que Telmar fazia por trás.

Aprenderam, então, que o poder que domina
é aquele que nasce do medo que mina.
E que o controle é a mais doce prisão
para os que recusam ouvir o coração."

Inserida por robscheuer

⁠Relicário do Tempo

No âmbar do tempo, há portais escondidos,
vestígios de astros, de passos perdidos.
O agora, que vibra em tão tênue espessura,
é sombra de outrora, é veste de altura.

Caminho em espiral sob cúpulas mudas,
em ruínas de horas, em casas agudas.
O tempo não passa — ele gira, ele espreita,
esculpe memórias na carne desfeita.

Se tento prendê-lo, escorre em minha mão,
mas volta em silêncio no sonho e no chão.
Se falo seu nome, ele cala em mistério,
oculto nos traços do mundo etéreo.

Talvez seja templo, talvez seja abismo,
ou um deus que se veste de ritmo e cismo.
Mas sigo seu rastro com olhos fechados,
ouvindo relógios nos céus enluarados.

Pois sei — mesmo quando se parte e se finda,
há algo no tempo que nunca rescinda.
Um fio, uma trégua, um véu de infinito,
que dança, que some… no velho labirinto.

Inserida por robscheuer