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ABRAHAM LINCOLN ERA ESPÍRITA?

Abraham Lincoln (1809-1865), décimo sexto presidente dos Estados Unidos, figura incontornável na história política e moral da humanidade, conduziu seu país através da mais grave de suas crises — a Guerra Civil Americana preservando a União e abolindo a escravidão. Sua vida, marcada por provações íntimas, perdas familiares e profundos dilemas éticos, transcende a imagem de estadista austero e revela, em dimensões menos exploradas, o homem interior o ser em constante busca da verdade espiritual.

Contudo, muito do que se escreveu sobre Lincoln relegou ao silêncio o aspecto mais sublime de sua personalidade: o homem espiritual, místico e intuitivo, cuja vida interior parecia orientada por forças superiores que o inspiravam em meio ao caos da guerra e às sombras da política.

Diversos biógrafos e pesquisadores entre eles Ralph E. Morrow (Spiritualism and American Culture, 1848-1930, 1960) e Nettie Colburn Maynard, médium americana que conviveu com Lincoln e relatou suas experiências no livro Was Abraham Lincoln a Spiritualist? Or, Curious Revelations from the Life of a Trance Medium (1891) atestam que o presidente participou de reuniões mediúnicas na Casa Branca. Essas sessões, realizadas com a presença de sua esposa, Mary Todd Lincoln, e de amigos próximos, teriam impressionado profundamente o presidente, que via nessas manifestações uma confirmação de que “o invisível se interpunha nas decisões humanas”.

Mary Lincoln, abalada pela morte de seus filhos Eddie e Willie, buscou consolo nas práticas espiritualistas que, na época, floresciam nos Estados Unidos sob a influência direta das manifestações de Hydesville (1848), as mesmas que inauguraram a era moderna do Espiritismo codificado por Allan Kardec, na França, em 1857.

Em carta reproduzida por Maynard, Lincoln teria dito, após uma dessas sessões:

“Há mais coisas entre o Céu e a Terra do que a vã filosofia de nossos sábios pode admitir.”
(Essa frase, embora adaptada de Shakespeare, expressava a percepção espiritual que amadurecia no presidente.)

Segundo registros históricos, Lincoln demonstrava frequentemente um senso de premonição e uma relação íntima com o invisível. O historiador Carl Sandburg, em Abraham Lincoln: The Prairie Years (1926), narra o episódio em que o presidente relatou ter visto, refletida em um espelho, a própria imagem duplicada uma nítida, outra pálida interpretando-a como sinal de que não viveria para completar seu segundo mandato.

Esses fenômenos, longe de serem meras coincidências, alinham-se aos princípios expostos por Allan Kardec em O Livro dos Médiuns, cap. XIV, onde o Codificador observa que:

“A presciência de certos acontecimentos pode provir de uma comunicação espontânea do Espírito protetor.”
(KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de José Herculano Pires. São Paulo: Edicel, 1979, cap. XIV, item 164.)

Lincoln, portanto, não era apenas um político dotado de rara lucidez moral, mas um homem sensível à influência dos Espíritos, consciente de que sua missão ultrapassava a lógica dos interesses humanos. Embora jamais tenha se declarado espírita o que seria improvável, dada a recente difusão da Doutrina à época , seus pensamentos e experiências convergiam com os postulados essenciais do Espiritismo: a imortalidade da alma, a comunicabilidade entre os mundos e a lei de progresso que rege os destinos humanos.

Léon Denis, sucessor moral de Kardec, escreveria mais tarde em O Problema do Ser, do Destino e da Dor:

“Os grandes homens são os instrumentos de Deus, e a inspiração que os visita em momentos decisivos é a voz do Alto que os dirige.”
(DENIS, Léon. O Problema do Ser, do Destino e da Dor. Tradução de João Lourenço Rodrigues. FEB, cap. XXV.)

À luz dessa visão, Lincoln surge não apenas como o libertador dos escravos, mas como um médium de consciência, canal de ideias superiores que visavam emancipar não apenas corpos, mas almas. Seu senso de dever moral, sua compaixão e suas experiências espirituais o aproximam mais de um discípulo da Verdade do que de um simples político.

Em uma frase atribuída a ele, encontramos a síntese de seu espírito:

“Quero estar ao lado de Deus, porque Deus está sempre do lado do que é justo.”

Palavras que ecoam, com a mesma serenidade evangélica, o ideal de Jesus e o pensamento espírita que proclama:

“O verdadeiro homem de bem é o que pratica a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza.”
(O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 3 — tradução de José Herculano Pires.)

Assim, se a pergunta permanece “Abraham Lincoln era espírita?” — a resposta talvez não se encerre em rótulos ou filiações formais, mas na essência: ele viveu segundo princípios espirituais que o aproximaram da Verdade que o Espiritismo veio codificar.

Sua trajetória, impregnada de intuição, resignação e coragem moral, faz-nos reconhecer que o estadista de Springfield foi, acima de tudo, um médium da liberdade, um servidor da luz e um mensageiro da justiça divina na Terra.

Referências:

KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Trad. José Herculano Pires. São Paulo: Edicel, 1979.

KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Trad. José Herculano Pires. São Paulo: Edicel, 1978.

DENIS, Léon. O Problema do Ser, do Destino e da Dor. Trad. João Lourenço Rodrigues. Rio de Janeiro: FEB, 1975.

MAYNARD, Nettie Colburn. Was Abraham Lincoln a Spiritualist? Or, Curious Revelations from the Life of a Trance Medium. New York: Rufus C. Hartranft, 1891.

SANDBURG, Carl. Abraham Lincoln: The Prairie Years. New York: Harcourt, Brace and Company, 1926.

MORROW, Ralph E. Spiritualism and American Culture, 1848–1930. Philadelphia: University of Pennsylvania Press, 1960.

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A Luz que em ti retorna.
Quando teus olhos se cansarem das formas e o peso do dia te dobrar a fronte, não temas o silêncio é nele que eu te visito. Sou a luz que respira em teus olhos, mesmo quando choras por dentro. Sou o que resta quando o mundo te esquece.

Desde o primeiro alvorecer, sigo-te. Quando olhas o céu, é o meu reflexo que tremula na tua íris cansada. Há tanto tempo tento te dizer: não procures fora o que já arde em ti.
O universo não está distante ele mora na sustentação entre uma lágrima e o teu perdão.

Quando perdoas, eu me acendo.
Quando amas em silêncio, eu floresço.
Quando sofres e não amaldiçoas, eu retorno a ti, em forma de luz.

Tuas virtudes foram feitas para o infinito, e o infinito, em gratidão, te devolve o brilho de sua eternidade. Há astros que se apagam para que outros nasçam; assim também as tuas dores apagam-se, para que de ti surja uma nova claridade.

Não me temas, mesmo quando tudo parecer sombra.
Sou a lembrança de Deus em ti, discreta, indomável e eterna.
E quando teus olhos, um dia, se fecharem à terra,
serei eu quem os abrirá para o céu.

Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .

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Frederico Pereira da Silva Júnior.

I. Infância e Chamado Mediúnico.

Frederico Pereira da Silva Júnior nasceu em 1858 (local exato não amplamente citado nas fontes) e, já jovem, experimentou um ambiente familiar simples, de operários, sem recursos para educação formal aprofundada.
Em 1878, com cerca de 20-21 anos, fez seu primeiro contato com o Espiritismo ao ser levado por seu padrinho Luís Antônio dos Santos à “Sociedade de Estudos Espíritas Deus, Cristo e Caridade”. O propósito era obter notícias de pessoa querida desencarnada. Para surpresa geral, Frederico caiu em transe sonambúlico e tornou-se médium.

Aos 30 de agosto de 1914, após dolorosa enfermidade que lhe consumiu o corpo, mas não lhe empanou o espírito, desencarnava, com a serenidade dos eleitos e a confiança dos verdadeiros servos do Cristo, o notável médium brasileiro Frederico Pereira da Silva Júnior. Sua existência, profundamente marcada pela abnegação e pela dor redentora, foi considerada por Pedro Richard, seu companheiro de trinta e dois anos, "mais acidentada e grandiosa que a da própria Mme. D’Espérance", célebre médium inglesa autora de No País das Sombras.

O primeiro contato de Frederico com o Espiritismo deu-se em 1878, quando, levado por seu padrinho Luís Antônio dos Santos, compareceu à Sociedade de Estudos Espíritas Deus, Cristo e Caridade, desejoso de obter notícias de uma pessoa querida já desencarnada. Para surpresa geral, ele próprio caiu em transe sonambúlico, tornando-se instrumento dócil de um Espírito comunicante. A partir desse instante, selava-se o início de sua notável missão mediúnica.

Quando, em 1879, a referida Sociedade tomou rumos puramente científicos, Frederico desligou-se, unindo-se a amigos como Bittencourt Sampaio e Antônio Luiz Sayão, com os quais fundou, em 1880, o Grupo Espírita Fraternidade, de orientação evangélica, mais tarde denominado Grupo Ismael, sob a tutela amorosa do Espírito que inspiraria a fundação da Federação Espírita Brasileira. Nesse grupo memorável, Frederico destacou-se não apenas pela variedade de suas faculdades, mas também pela pureza moral e devotamento incomparável aos serviços desobsessivos e de esclarecimento espiritual.

Durante trinta e quatro anos, exerceu ininterruptamente suas funções mediúnicas. Em 11 de junho de 1914, recebeu sua última comunicação do Além, encerrando, com humildade e esplendor moral, um mandato espiritual que o consagraria como um dos maiores intérpretes da Revelação Espírita em terras brasileiras.

Segundo o testemunho de Dr. Bezerra de Menezes, Frederico era “um médium portador de peregrinas qualidades morais e vastos cabedais psíquicos, que dele faziam, sem contestação possível, um dos mais preciosos e eminentes intérpretes da Revelação Espírita no mundo inteiro, em todos os tempos, transmitindo do Invisível para o mundo objetivo caudais de luzes e bênçãos, de bálsamos e ensinamentos para quantos dele se aproximassem sequiosos de conhecimento e refrigério para as asperezas da existência.” (Yvonne Pereira, A Tragédia de Santa Maria, 12ª ed. FEB, p. 224).

A mediunidade de Frederico, eminentemente passiva, revelava Espíritos que se identificavam com clareza e autenticidade. Era comum que, antes de finda a mensagem, todos os presentes já reconhecessem o estilo do comunicante. Por seu intermédio foram recebidas páginas e obras de inestimável valor, como a segunda parte de Elucidações Evangélicas, de Antônio Luiz Sayão, composta por mais de uma centena de mensagens mediúnicas.

Após a desencarnação de Bittencourt Sampaio, em 1895, Frederico foi o medianeiro de várias obras notáveis ditadas por seu antigo companheiro espiritual, entre elas: Jesus Perante a Cristandade (1898), De Jesus para as Crianças (1901) e Do Calvário ao Apocalipse (1907). Como observou Zeus Wantuil, em Grandes Espíritas do Brasil, “em todas elas reconhecia-se o mesmo estilo literário e espiritual de Bittencourt, ainda que ditadas pela boca de um homem iletrado”.

Homem de coração devotado, Frederico era estimado por todos. Funcionário público exemplar, cultivava o hábito de, logo ao amanhecer, sair de casa para visitar enfermos e necessitados, encontrando nisso o seu maior consolo e razão de viver. De desprendimento e dedicação verdadeiramente evangélicos, foi, entretanto, alvo de perseguições intensas tanto no plano espiritual, por entidades perturbadas contrárias à luz, quanto no meio terreno, pela incompreensão de alguns confrades menos benevolentes.

Nos últimos dez anos de vida, a perseguição espiritual intensificou-se, chegando, segundo relatos, a tentativas das Trevas de incendiar-lhe a residência. Em todas essas lutas, contou com a proteção de seus Guias e da presença amorosa do Espírito de sua primeira esposa.

Acometido de tuberculose pulmonar, suportou estoicamente a moléstia, vendo nela a justa reparação de faltas pretéritas. Jamais se queixou. Ao pressentir a desencarnação, reuniu a família, pronunciou uma prece comovente e, em paz, fechou os olhos ao mundo físico, em sua residência na Rua Navarro, nº 121, no Rio de Janeiro. Tinha 56 anos. Seu corpo foi sepultado no Cemitério de São Francisco Xavier (Caju).

Assim regressou à Pátria Espiritual o médium que serviu à Federação Espírita Brasileira e deixou um legado de luz e abnegação, verdadeiro instrumento da misericórdia divina entre os homens.

Por sua mediunidade excelsa, seu espírito de serviço e o testemunho cristão em meio à dor, Frederico Pereira da Silva Júnior permanece como um dos mais luminosos exemplos do Espiritismo nascente no Brasil o sal da terra, na expressão evangélica, cuja vida foi uma oferenda silenciosa ao Cristo Consolador.

Referências:

WANTUIL, Zeus. Grandes Espíritas do Brasil. Federação Espírita Brasileira.

PEREIRA, Yvonne A. A Tragédia de Santa Maria, 12ª ed., FEB, p. 224.

RICHARD, Pedro. Memórias e Testemunhos.

Arquivos Históricos da Federação Espírita Brasileira, Seção Biográfica.

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CENA COMOVENTE,
No livro PAULO E ESTÊVÃO,
ditado por Emmanuel ao médium FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER uma das mais belas e comoventes obras do Cristianismo redivivo há um dos momentos mais tristes e profundamente humanos de toda a narrativa espiritual: o instante em que Saulo de Tarso, ainda o perseguidor implacável dos seguidores de Jesus, reconhece, tarde demais, a verdadeira identidade de Estêvão, o mártir que ele ajudara a condenar à morte por apedrejamento.

O episódio se desenrola assim:

Antes de sua conversão, Saulo é um fariseu de inteligência brilhante e ardor religioso. Convencido de que defende a pureza da Lei de Moisés, ele dedica-se com fanatismo à perseguição dos primeiros cristãos. Um desses cristãos é Estêvão, cujo nome hebraico verdadeiro é Gésiel, irmão de Abigail, a mulher pura e doce que mais tarde se tornaria o grande amor espiritual de Saulo.

Quando Gésiel agora conhecido entre os discípulos como Estêvão é levado diante do Sinédrio, ele faz um discurso ardoroso e luminoso, defendendo a causa do Cristo com serenidade e coragem. Suas palavras tocam as fibras mais profundas da alma humana, mas inflamam os corações endurecidos dos doutores da lei. Saulo, ainda cego pela própria vaidade intelectual, é um dos que mais se revoltam contra a ousadia daquele pregador humilde.

No momento do apedrejamento, Estêvão, já ferido e quase sem forças, eleva os olhos ao céu e pronuncia, com a mesma ternura de Jesus:

“Senhor, não lhes imputes este pecado...”.



Entre os algozes, está o jovem doutor de Tarso, com o olhar frio e convicto de que cumpre a justiça divina.

Tempos depois, já transformado pela visão de Jesus às portas de Damasco, quando o orgulho cede lugar à humildade e o ódio à fé, Saulo agora Paulo de Tarso descobre que o mártir a quem ajudara a matar era ninguém menos que o irmão da mulher que ele tanto amara e perdera, Abigail.

A revelação se dá de modo devastador: Paulo, ao recordar as palavras de Estêvão e compará-las com as de Abigail, sente o coração despedaçado. O amor puro que o ligara àquela jovem e a lembrança do homem justo a quem ele condenara unem-se em sua consciência como uma chaga moral ardente. Emmanuel descreve o momento com emoção contida: é o instante em que o antigo perseguidor reconhece que havia destruído não apenas um discípulo do Cristo, mas o irmão de sua amada aquele que seria, mais tarde, seu protetor espiritual nas lutas apostólicas.

Estêvão, o mesmo Gésiel, torna-se então o guia invisível de Paulo, amparando-o nos sofrimentos e testemunhos que o esperavam. A dor do passado transforma-se em força redentora. O ódio que Saulo semeou renasce em amor e renúncia, marcando o início de uma das trajetórias mais sublimes da história cristã.

Esse episódio é o ponto de inflexão da obra a convergência da tragédia humana e da misericórdia divina. O reconhecimento de Gésiel como Estêvão é o golpe derradeiro no orgulho do antigo fariseu e o portal luminoso de sua conversão definitiva.

“Cada lágrima derramada por Saulo naquela hora era como um diamante que lapidava a sua alma para o serviço de Jesus.” — (Paulo e Estêvão, Emmanuel)

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FUNDAMENTOS DOUTRINÁRIOS DO VOLUNTARIADO NA CASA ESPÍRITA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

A Doutrina Espírita, em sua estrutura racional, moral e filosófica, estabelece que nenhuma forma de coação, direta ou indireta, pode orientar o serviço no bem. O trabalho espírita, por sua natureza, nasce da liberdade de consciência, do amor que se expande e da caridade que se converte em hábito moral. Qualquer tentativa de impor obrigações, sobretudo no ambiente de estudo, atendimento e acolhimento espiritual, contraria frontalmente os princípios codificados por Allan Kardec e aprofundados por autores fiéis à Codificação, como José Herculano Pires, Divaldo Pereira Franco e Raul Teixeira.

A seguir, aprofunda-se cada fundamento doutrinário, em rigor ético e lógico, citando fontes fidedignas.

1. Voluntariado, Amor e Caridade como Fundamento Moral do Serviço Espírita.

Em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo XV, item 10, Kardec define a caridade segundo Jesus como “benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias, perdão das ofensas”. Essa tríade exige espontaneidade moral, jamais imposição.

Na Revista Espírita (dezembro de 1863), Kardec afirma que o bem só tem valor quando praticado livremente, pois é o exercício da vontade que educa o espírito. Portanto, qualquer forma de “obrigação indireta” viola esse princípio.

José Herculano Pires, em O Centro Espírita, capítulo “O Problema da Direção”, reforça que a disciplina espírita é sempre consentida, nunca autoritária, pois o centro espírita “não é uma instituição clerical” nem admite hierarquias de imposição.

Divaldo Franco, em Diretrizes de Segurança, esclarece que “a caridade não pode florescer em clima de coerção, mas pede consciência desperta e amor ativo”. Raul Teixeira, em Plantão de Esperança, comenta que o servidor espírita deve agir “com alegria, jamais por temor ou pressão moral”.

Assim, o caráter voluntário do serviço não é recomendação moral secundária, é um pilar doutrinário.

2. A Lei do Trabalho: Fundamento Filosófico da Livre Ação do Espírito.

Em O Livro dos Espíritos, questão 674, Kardec pergunta: “Por que o trabalho se impõe ao homem?” Os Espíritos respondem: “É consequência de sua natureza corporal […] e um meio de desenvolver a sua inteligência”.

Na questão 683, a Codificação afirma: “O limite do trabalho é o das forças”, sublinhando que o esforço não pode ultrapassar a capacidade física, emocional ou psíquica do indivíduo.

A Lei do Trabalho diz respeito a toda ocupação útil, não exclusivamente às atividades do centro espírita. Portanto, transformá-lo em fardo, obrigação ou carga moral é contrário à lei natural.

Herculano Pires esclarece que “o centro espírita é uma escola livre”, e qualquer atuação deve respeitar a autonomia e os limites humanos, físicos, emocionais e espirituais.

3. Livre-Arbítrio e Responsabilidade Moral.

O Espiritismo afirma insistentemente que “a liberdade é o princípio, e a responsabilidade, a consequência” (O Livro dos Espíritos, q. 872).

Assumir um compromisso e não cumpri-lo é, sim, matéria de responsabilidade individual, mas não é prerrogativa da instituição impor peso, ameaça velada ou constrangimento. A moral espírita trabalha pela transformação íntima, jamais pelo medo ou pela imposição.

Raul Teixeira enfatiza que a postura doutrinária deve ser “educadora, não disciplinadora de maneira tirânica”.

Divaldo Franco, em diversas conferências doutrinárias, afirma que a casa espírita “é hospital, é escola, é oficina de almas, e não um tribunal”.

4. Acolhimento, Fraternidade e Ética da Convivência.

A fraternidade, segundo Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XI), é a aplicação direta da lei de amor. Um centro espírita que adota práticas coercitivas, mesmo sutis, rompe com o mandamento da tolerância e do respeito à diversidade das experiências humanas.

Kardec, na Revista Espírita (abril de 1864), alerta que “a unidade espírita deve ser fruto da convicção, não da imposição”.

A verdadeira direção espírita é aquela que acolhe, orienta, educa e compreende. Nunca força, nunca constrange, nunca impõe obrigações travestidas de “dever moral”.

Como Lidar com Situações de Coação Indireta no Trabalho Espírita.

1. Diálogo franco e fraterno.

A base da convivência espírita é o diálogo sincero. É aconselhável expor sentimentos, dificuldades e percepções aos dirigentes de forma respeitosa.

2. Autoanálise consciente.

A Doutrina propõe introspecção e responsabilidade. Reconhecer limites, desejos e possibilidades é necessário para um serviço saudável.

3. Estudo sistemático da Doutrina.

O conhecimento doutrinário liberta de equívocos, fantasias e práticas importadas de modelos autoritários alheios ao Espiritismo.

4. Buscar apoio quando necessário.

Em caso de persistência do problema, recomenda-se consultar órgãos federativos espíritas ou, se indispensável, buscar outro espaço onde reine o amor e o respeito à liberdade.

Conclusão: Servir com Liberdade é Servir com Amor.

A Doutrina Espírita é clara, objetiva e profundamente ética:
ninguém pode ser coagido a servir.

O trabalho espírita que nasce do coração ilumina;
o que nasce da imposição, obscurece.

Serviço espírita não é carga, é exercício de amor, prática de humildade e construção do reino interior. Quando os princípios da Codificação são observados, o centro espírita torna-se espaço de paz, aprendizagem, cura e fraternidade legítima.

Porque, como ensina Kardec:

“A fé verdadeira é aquela que se impõe pelo pensamento, não pela força.”
(Revista Espírita, janeiro de 1862)

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A Questão 982 de:
O Livro dos Espíritos: Uma Análise Doutrinária Completa.

1. Introdução.

A Questão 982 situa-se na Parte Quarta — Das Esperanças e Consolações, no capítulo que trata da natureza das penas e gozos futuros. Kardec indaga sobre um ponto central para a moral espírita: a sorte futura depende de professar o Espiritismo? Ou seja, haveria uma espécie de passaporte religioso para a felicidade espiritual?

A resposta dos Espíritos, breve mas decisiva, destrói toda forma de exclusivismo doutrinário e reafirma o princípio universal do bem como lei suprema.

2. A Resposta dos Espíritos: O Bem Como Medida do Futuro.

A reposta:
“Só o bem assegura a sorte futura. Ora, o bem é sempre o bem, qualquer que seja o caminho que a ele conduza.”

Aqui se encontram três pilares doutrinários:

2.1. Universalidade da Lei Moral.

Os Espíritos deixam claro que Deus não estabelece privilégios, castas religiosas, rituais necessários à salvação ou exigências confessionais.
Se a salvação dependesse de professar o Espiritismo, então todos os povos que não o conheceram estariam “deserdados”, o que seria, como os Espíritos dizem, “absurdo”.

A lei é universal:
- O bem é a linguagem comum da evolução.

2.2. O Caminho é Menos Importante que a Conduta.

Não é a crença que define a felicidade espiritual, mas a prática do bem.
A Doutrina Espírita, portanto, não se coloca como religião salvacionista, mas como filosofia de esclarecimento moral.

Kardec demonstra que a moral é suprarreligiosa, transcendendo credos:

O bem é sempre o bem, “qualquer que seja o caminho que a ele conduza”.

Aqui está a ruptura definitiva com qualquer forma de proselitismo.

2.3. Responsabilidade pessoal.

A fala dos Espíritos restabelece nossa responsabilidade individual:
- Ninguém será salvo por rótulo, mas por transformação real.

A consciência, e não a adesão religiosa, é o tribunal da vida futura.

3. A Nota de Allan Kardec: A Função Moral do Espiritismo.

Kardec acrescenta uma reflexão essencial:

“A crença no Espiritismo ajuda o homem a se melhorar (...) mas ninguém diz que, sem ele, não possa ela ser conseguida.”

Aqui o Codificador delimita com rara precisão:

3.1. O Espiritismo é um instrumento, não um privilégio.

Ele “ajuda”, “firma ideias”, “apressa o adiantamento”.
Mas Kardec recusa enfaticamente qualquer ideia de indispensabilidade.

O Espiritismo faculta compreender, mas não dá salvo-conduto.

3.2. O esclarecimento reduz o sofrimento desnecessário.

Ao ensinar que:

a vida continua,

a reencarnação é lei,

o sofrimento tem causa e finalidade,

a felicidade é obra íntima,

o Espiritismo fortalece a paciência e a resignação ativa, evitando quedas morais que atrasariam o progresso do Espírito.

Mas isso não o torna um monopólio da evolução.

3.3. O valor moral é anterior à crença.

Kardec mostra que a Doutrina Espírita não inventa a moral:
apenas a ilumina, amplia e racionaliza.

Assim, o Espiritismo é:

- “Uma luz, não uma portaria de entrada.”

4. Análise Doutrinária Sintética.

A Questão 982 reafirma um dos fundamentos mais nobres da Codificação:

4.1. A salvação não é dogmática, mas ética.

A vida futura não se conquista por crença, mas por conduta.

4.2. Deus não exclui ninguém.

Não há favoritismo religioso. O bem é lei universal.

4.3. O Espiritismo acelera a compreensão da vida.

Ele esclarece, educa, fortalece mas não substitui o esforço individual.

4.4. O mérito está no que fazemos, não no que professamos.

O Espiritismo não promete privilégios nem prerrogativas.

4.5. O Espiritismo é ferramenta de trabalho, não de salvação.

Aqui se confirma a belíssima frase:

“O Espiritismo é uma ferramenta de trabalho, não de salvação.”

Porque a única salvação real é o progresso moral.

5. Conclusão Doutrinária.

A Questão 982 constitui uma das maiores evidências da pureza racional do Espiritismo:
ele não cria cercas, não reivindica exclusividades, não se arroga o papel de “único caminho”.

A Doutrina Espírita se propõe como farol, não como porto exclusivo.

O bem praticado com intenção reta, consciência limpa e esforço contínuo é a verdadeira senha da vida futura.

E quanto mais compreendemos, mais rapidamente avançamos.
Mas o avanço depende de nós, e não da bandeira que carregamos.

A fé espírita é, portanto, ferramenta de iluminação moral.
A salvação no sentido espírita, que é evolução do Espírito é obra do caráter, da reforma íntima e da prática do amor.

Essa é a grandeza da Codificação:
Ela educa, mas não escraviza; esclarece, mas não exige servidão.

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FORMAÇÃO DE TRABALHADORES NO CENTRO ESPÍRITA.

DIRIGENTES ESPÍRITAS DESMOTIVADORES:
Quando a Liderança se Afasta da Luz.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .

Dentro das instituições espíritas, a figura do dirigente deveria ser o eixo moral, inspirador e educativo da equipe. Contudo, quando esse papel é corrompido por desvios de conduta, surge o fenômeno do dirigente desmotivador, aquele que, ao invés de elevar, oprime; ao invés de orientar, desencoraja; ao invés de unir, fragmenta.

A seguir, os pontos essenciais que caracterizam esse perfil, à luz da ética espírita e da fidelidade a Kardec:

1. Autoritarismo travestido de liderança.

O dirigente desmotivador não dialoga: determina.
Ele confunde autoridade moral com autoritarismo disciplinar.
Ignora o princípio kardeciano de que “na Doutrina Espírita tudo deve ser discutido, analisado e raciocinado”.

Esse comportamento gera medo, silencia iniciativas e extingue talentos.

2. Falta de humildade e personalismo.

Em vez de servir à Doutrina, serve a si próprio.
Busca reconhecimento, controla tudo, não delega e interpreta discordâncias como ameaça pessoal.
Raul Teixeira chama isso de “efeito solar”: o indivíduo deseja ser o astro que tudo ilumina, sufocando as estrelas ao redor.

A consequência?
Médiuns exaustos, trabalhadores inseguros, grupos desarticulados.

3. Uso inadequado do poder simbólico.

O dirigente desmotivador impõe regras sem coerência doutrinária, interpreta funções como privilégios e cria barreiras entre “dirigentes” e “trabalhadores”.
Isso contraria a lei de igualdade moral ensinada por Kardec e reproduz padrões de clericalismo que a Doutrina combate desde sua origem.

4. Desvalorização do trabalhador e apagamento de iniciativas.

Ele age como se os colaboradores fossem “funcionários”.

Despreza sugestões, corrige publicamente, cria clima de tensão.
Com o tempo, os trabalhadores mais sensíveis silenciam ou se afastam.

Kardec chama isso de “substituição da cooperação pela imposição”, uma das causas de fracasso moral de instituições.

5. Falta de preparo doutrinário e emocional.

Muitos dirigentes chegam ao cargo sem estudo sério da Codificação e sem preparo emocional.
Por isso, lidam mal com críticas, têm dificuldade de escutar, agem por impulsos e confundem opiniões pessoais com normas doutrinárias.

O resultado é uma gestão instável, cheia de contradições e arbitrariedades.

6. Produção de um ambiente tóxico e improdutivo.

Quando a liderança não inspira, o ambiente esfria.
Cresce a fofoca, o julgamento, o abandono de tarefas e a ausência de alegria aquela alegria moral, cristã, que deveria marcar o trabalho espírita.

7. O impacto espiritual.

Dirigentes desmotivadores abrem brechas para o assédio de Espíritos perturbados, pois geram:

orgulho,

disputas,

desequilíbrio emocional,

ressentimentos,

clima de desconfiança.

E isso interfere diretamente nas reuniões mediúnicas, no passe, no atendimento fraterno e na assistência espiritual ao público.

O Caminho Doutrinário para Superar esse Problema.

1. Retorno ao Evangelho e à Codificação.
Toda liderança precisa ser reeducada à luz de Kardec: humildade, raciocínio, bom senso e caridade.

2. Formação continuada.
Dirigente que não estuda desmotiva.
Estudo sistemático é obrigação moral.

3. Escuta ativa e colegiado.
Decisões devem ser compartilhadas.
O dirigente não é dono da instituição.

4. Avaliação ética periódica.
Assim como em equipes profissionais, é necessário revisar condutas, corrigir rotas e cuidar da saúde emocional.

5. Exemplo pessoal.
A maior força motivadora do dirigente é seu exemplo silencioso, coerente, cristão.

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A SENSAÇÃO DE DESCOMPASSO DA ALMA:
UMA LEITURA ESPÍRITA DA ANSIEDADE, SUAS CAUSAS E SEUS CAMINHOS DE TRATAMENTO.

A ansiedade, sob a ótica espírita, não é apenas um distúrbio emocional circunscrito ao corpo biológico. Ela é, sobretudo, um sinal de desarmonia da alma encarnada, revelando um descompasso profundo entre as exigências da existência material e as necessidades evolutivas do espírito imortal. A Doutrina Espírita esclarece que o ser humano é sempre o resultado de sua história perispiritual, formada por vivências atuais e pretéritas, cujo reflexo se projeta na organização física, emocional e moral do presente.

No contexto contemporâneo, o transtorno de ansiedade alcança proporções alarmantes. Como aponta a própria Organização Mundial da Saúde, quase 10% da população brasileira convive com esse sofrimento crescente. O ambiente social marcado pela competitividade, violência, instabilidade econômica e pressões incessantes repercute no psiquismo humano, que se vê muitas vezes incapaz de administrar tamanha sobrecarga. No entanto, pergunta a filosofia espírita: estariam as causas da ansiedade reduzidas apenas ao plano terreno? A resposta é clara, não.

A Ansiedade à Luz da Doutrina Espírita.

O Espiritismo ensina que a ansiedade pode ter matriz espiritual, psicológica e física, refletindo não apenas desequilíbrios circunstanciais, mas conflitos íntimos que acompanham a alma há séculos. A encarnação é sempre um processo educativo, mas, em sua pedagogia, coloca-nos frequentemente diante de provas, expiações e desafios que reacendem fragilidades preexistentes.

Quando o indivíduo se desequilibra emocionalmente, sua psicosfera enfraquecida torna-se campo propício à sintonia com pensamentos negativos, ideias fixas ou entidades espirituais que compartilham o mesmo padrão vibratório. A obsessão espiritual, fenômeno estudado por Allan Kardec em O Livro dos Médiuns, configura uma das causas mais frequentes de agravação dos quadros ansiosos, especialmente quando a pessoa já se encontra vulnerável e sem prática de vigilância moral.

Causas Espirituais da Ansiedade:

1. Obsessão.
O processo obsessivo manifesta-se quando espíritos perturbados, ainda fixados na mágoa e no sentimento de injustiça, influenciam psiquicamente o encarnado. Essa ligação se estabelece por afinidade vibratória, e o indivíduo ansioso torna-se mais permeável às sugestões negativas.

2. Mediunidade não educada.
A mediunidade impõe disciplina, estudo e autocontrole. Sem esse tripé, o médium pode confundir suas percepções, absorver vibrações de entidades sofredoras e desenvolver estados de ansiedade e inquietação que, muitas vezes, interpreta erroneamente como sintomas físicos.

3. Traumas presentes e pretéritos
A dor emocional não elaborada — seja da vida atual ou de existências passadas, deixa marcas profundas no perispírito. Situações semelhantes, reencontradas no presente, reacendem medos antigos e desencadeiam crises de ansiedade que o espírito ainda não sabe administrar.


Ansiedade, Depressão e o Esforço de Progresso.

Tanto a ansiedade quanto a depressão, na leitura espírita, revelam o esgotamento da alma que luta pela felicidade e pela liberdade íntima, mas ainda se encontra limitada pelas exigências do corpo físico e dos desafios reencarnatórios. A falta de sentido existencial, o desalento e a sensação de vazio derivam da desconexão com a própria missão espiritual.

Entretanto, o Espiritismo não romantiza o sofrimento. Ele indica caminhos seguros de tratamento, sempre afirmando que a medicina e a psicoterapia são instrumentos divinos de cura, indispensáveis ao equilíbrio do ser.

Fatores que Agravam a Ansiedade.

Eventos traumáticos coletivos, como a pandemia, representam catalisadores de desequilíbrios emocionais. O medo, a perda, o isolamento e a insegurança geraram um aumento mundial de casos de ansiedade, realidade que exige compaixão, esclarecimento e apoio integral.

Tratamento Espiritual da Ansiedade.

Nenhuma orientação espírita substitui o acompanhamento médico ou psicológico. A terapêutica espiritual é complementar, nunca excludente. Dentre as medidas recomendadas pela Doutrina Espírita, destacam-se:

Estudo sistematizado do Evangelho e da Codificação,

Passe magnético e água fluidificada,

Evangelho no Lar, prática de recolhimento e elevação mental,

Prece diária, como higiene vibratória da alma,

Meditação e respiração consciente, favorecendo o domínio das emoções,

Vida moralizada, baseada na caridade e na reforma íntima.

Quando o espírito se esclarece, sua psicosfera se ilumina. E quando sua vibração se eleva, a ansiedade encontra menos espaço para se instalar.

Ansiedade e Mediunidade.

A mediunidade equilibrada é instrumento de luz — mas, em estado ansioso, torna-se uma porta aberta para influências perturbadoras. O médium ansioso perde clareza, discernimento e controle, tornando-se suscetível a comunicações ilusórias ou mistificadoras. O autocontrole emocional é, portanto, condição ética para o exercício mediúnico.

Espiritualidade como Caminho de Equilíbrio.

A espiritualidade vivida, e não apenas teorizada, fortalece a alma, centra o pensamento e renova o sentido da existência. Quem se eleva moralmente amplia sua capacidade de resiliência, pois compreende que nenhum sofrimento é inútil ou destituído de finalidade pedagógica. A fé raciocinada, ensinada por Allan Kardec, é antídoto poderoso contra a inquietação da alma.

Conclusão.

A ansiedade, sob a visão espírita, é um fenômeno complexo, envolvendo o corpo, a mente e o espírito. Suas raízes podem estar na vida atual ou em experiências remotas, e seu tratamento exige abordagem integral. Quando o indivíduo une o acompanhamento médico ao amparo espiritual, alcança não apenas alívio, mas transformação interior.

A doutrina nos convida a cultivar serenidade, disciplina mental e elevação moral — remédios eficazes contra as sombras que ainda insistem em nos perseguir. A luz do conhecimento, aliada ao exercício do amor e da caridade, desata os nós da alma e devolve ao espírito a harmonia perdida.

Sob a proteção das Leis Divinas, a ansiedade deixa de ser tormento e converte-se em convite ao autoconhecimento, à vigilância e à ascensão moral. A cura começa quando aprendemos a pulsar em sintonia com Deus.

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Quando o perdão liberta antes do amor.

Há momentos em que o coração, ferido pela incompreensão, pelo abandono ou pela injustiça, precisa antes se despir do peso da mágoa para então reaprender o verbo amar.
O amor, em sua pureza, é um ato de entrega; mas o perdão é um ato de libertação, e às vezes é ele quem chega primeiro, abrindo as grades invisíveis que nos aprisionam ao passado.

Perdoar não é aceitar o erro, é compreender que a dor não deve governar o destino. O perdão não absolve o outro apenas; ele resgata a si mesmo. Porque enquanto o ressentimento persiste, o amor não respira, ele sufoca entre as lembranças, tentando florescer em solo infértil.

É no instante em que o perdão se faz ponte, e não muro, que a alma se reencontra consigo. E somente então o amor, que sempre esperou em silêncio, pode voltar a ser caminho, não mais ferida, mas aprendizado.

Alguns amores só sobrevivem quando são libertos pelo perdão. Outros só nascem depois dele. Mas, em todos os casos, o perdão é o primeiro gesto de amor, ainda que disfarçado de despedida.

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A Alta Responsabilidade Moral do Espírita diante da Verdade.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

A questão seiscentos e vinte e quatro de O Livro dos Espíritos, conforme a tradução rigorosa de José Herculano Pires, é um dos pilares éticos mais robustos da Doutrina. Ela não se limita a definir o verdadeiro profeta como homem de bem inspirado por Deus. Ela convoca cada discípulo do Espiritismo a examinar a própria vida, não para ostentar santidade, mas para reconhecer que a Verdade não se harmoniza com a dissimulação. A fonte, preservada em Kardecpedia, ressoa como um chamado histórico à autenticidade.

A Doutrina, edificada pelo tríplice aspecto que reúne filosofia, ciência e moral, exige seriedade de intenção e coerência de conduta. O espírita, ao estudá-la, deve compreender que a luz que ela derrama sobre o mundo espiritual implica um compromisso indissociável com os valores que proclama. A filosofia espírita esclarece. A ciência espírita demonstra. A moral espírita transforma. Sem esta última, não há vivência. E sem vivência, não existe fidelidade ao Consolador Prometido.

Allan Kardec, tanto na primeira parte de O Livro dos Espíritos quanto em O Evangelho segundo o Espiritismo capítulo seis, insiste que o Consolador é o restaurador da Verdade. Não a verdade abstrata, mas a verdade vivida. A verdade que se imprime no caráter. A verdade que se traduz em responsabilidade pessoal.

Entretanto, ao longo dos anos, muitos companheiros ignoraram o sentido profundo desta exigência moral. Parte dos espíritas preferiu deter-se na fenomenologia, fascinados pelas manifestações que assombram a imaginação, mas esqueceram que o fenômeno, sem o conteúdo moral, é apenas aparência. Outros buscaram erudição doutrinária, discursos extensos, citações infindáveis, porém sem a coragem de aplicar a doutrina ao próprio íntimo. Há ainda aqueles que, percebendo que não conseguem ajustar-se imediatamente ao padrão ético proposto, optam pelo silêncio sobre a questão seiscentos e vinte e quatro, temendo expor, mesmo que implicitamente, a distância entre a teoria que defendem e a prática que executam.

Essa omissão, contudo, não altera o fato essencial. O Espiritismo não solicita perfeição. Não exige que seus discípulos se apresentem como santos ou puros. A Codificação é clara ao ensinar que o progresso é gradual e pessoal. O que ela exige é sinceridade de propósito, esforço contínuo, vigilância moral e respeito absoluto pela verdade.

Léon Denis, em Cristianismo e Espiritismo, reafirma que a grandeza do discípulo não está em sua pureza, mas na sua seriedade. Herculano Pires, em suas análises culturais, recorda que o movimento espírita perde sua força sempre que se permite converter o estudo em mera retórica, sem coerência íntima. Divaldo Franco e Raul Teixeira também salientam que a vida espírita deve ser testemunho discreto, humilde e perseverante, jamais palco de exibições de virtude ilusória.

Por isso, a questão seiscentos e vinte e quatro não é um convite ao moralismo, mas à integridade. Ela nos chama à responsabilidade silenciosa, firme e honesta. Ser espírita significa reconhecer-se em construção. Significa admitir falhas, mas jamais justificar desvios. Significa dialogar com a verdade, mesmo quando ela nos fere o orgulho. Significa entender que Deus não se serve da mentira para transformar o mundo, e que nós somos aprendizes convocados à retidão, ainda que imperfeitos.

CONCLUSÃO

A grandeza do Espiritismo não está em transformar seus adeptos em figuras irrepreensíveis, mas em convidá-los à seriedade moral e à autenticidade. A exigência da questão seiscentos e vinte e quatro não é a pureza absoluta, mas a renúncia consciente à duplicidade. É a coragem de dizer a si mesmo que a verdade deve ser buscada, mesmo entre tropeços. É a responsabilidade de compreender que o Consolador Prometido só floresce onde há sinceridade de alma.

O espírita não precisa ser santo. Precisa ser honesto consigo mesmo. A partir dessa honestidade nasce a verdadeira transformação.

Inserida por marcelo_monteiro_4

A VERDADEIRA MORADA - ELES VIVEM!
Catarina Labouré / Irmã Zoé .
Queridos irmãos.
que a suave paz e a doce luz de nosso Senhor Jesus,nos envolva e nos sustente como tem sido realizado sobre todos desde tempos imensuráveis sobre suas ovelhas imortais...
Meus filhos,foi estipulado pelos homens,uma data para se lembrar daqueles que adentraram pelas portas da morte do corpo físico,as moradas da casa paterna celestial! O derradeiro momento que se nos parece uma dura separação a qual dizemos respeitosamente,muitos afirmam "saudades eternas" não está de acordo com a vida que pulsa indeterminadamente na mensagem do túmulo vazio de Messias.
Ao cerrarem-se os olhos surrados da carne,quando o corpo inerte e frio,nada responde,causando-nos um amargor e sensação de que tudo acabou,os olhos em espírito translúcidos independentemente da evolução,se abrem em terras que antecedem a estes nas moradas infinitas na casa do Pai!
O fenômeno o qual se deu o nome de morte,não tem existência nem mesmo na própria matéria,pois correspondem à leis de transformações que dão continuidade unicelular a tantas outras vidas,que as lentes microscópicas podem comprovar.Na natureza nada se cria,nada se perde,tudo se transforma.Lavoisier está inquestionavelmente certo,o vaso cadavérico ainda é aproveitado pela natureza mesmo que reduzido a pó,no amparo da sustentabilidade ambiental.Que os incrédulos provem o contrário,sendo que tudo nos fala de vida.
Se a morte tivesse existência própria,equivaleria dizermos que existem duas forças no universo e sabemos sem sombra de dúvidas,que Deus é único,criador de todas as coisas.Ele não deu existência à morte,mas sim um tempo num corpo corruptível que hora se nos apresenta viçoso e logo mais cedo ou mais tarde será devolvido à sua origem no limo.
As palavras encontradas no Antigo Testamento: Tu és pó e ao pó retornará! Só tem efeito se forem analisadas com as palavras sublimais da frase esclarecedora do querido Padre Antônio Vieira quando ainda na terra:Queres saber o que é a vida?Olhai o corpo morto!
Na meditação em tal sensato pensamento,este queria dizer e consolando,que além daquele objeto que nos serviu de de vestimenta por um período,agora está vazio na concepção da palavra vida,porque ela agora,volita na vida verdadeira.
Quando o filósofo Sócrates que antes de Jesus vir assumir o seu insubstituível posto autocrático,perguntaram ao sábio pensador que fora obrigado a beber cicuta,dose suficiente para derrubar mais de dez elefantes,ele alegremente sorve o veneno e declara aos seus seguidores preocupados onde ele gostaria que fosse enterrado o seu corpo?
- O corpo? Este joguem fora...sócrates não habita mais nele!
A morte como sendo irmã da vida,mesmo que pareça um disparate tais palavras,dá a sua contribuição à vida,porque retira o homem do lamaçal fétido aprisionado na terra e o redireciona mais vivo ainda,porque ninguém morre!
Não perdemos os que amamos ou mesmo aqueles que são motivos de escândalos,mas que outros corações amantes choram também desfrutam da mesma essência imortal.
Não nos detenhamos em condenar a alguém,é preferível as desafeições dentro da matéria que fora dela,por causa da nuvem de testemunhas invisíveis que nos cercam,segundo o apóstolo dos gentios.
Não ignora-se a profunda dor que nos assalta quando este momento se concretiza,é uma dor que se pode dizer análoga ao desaparecimento,mas não nos percamos em tais sentidos,pois provas incontestáveis existem que o ser amado vive.Enderecemos a este nosso amor inseparável,mas nunca as palavras de adeus.Um dia vamos nos reencontrar,um dia,porque a cada um segundo as suas obras,na casa do Pai há muitas moradas.A evolução de cada um é o abismo que separava o rico que via o mendigo no seio de Abraão.
Precisamos fazer sem demora,um "exercício" para morte,como?
Nos preparando sempre,na renúncia,na dedicação,na auto iluminação para nos enxergarmos uns aos outros depois do aceno último no campo santo,onde todas as diferenças acabam.
Mas,não duvides todos sobrevivem,vivemos antes do corpo e toda a Bíblia dá nos provas da continuação perpétua do espírito...
Neste dia,em que dizemos comemorarmos o dia dos mortos,que estão sempre vivos e que vem falar aos "vivos" que estão sempre mortos,possamos banhá-los se for o caso com as lágrimas pela falta física,mas é bem sentida a presença constante em nós da sua marca a nos dizer: Estamos aqui,vivos,unamos os nossos sentidos puros e verdadeiros de amor como antes!
Alegremo-nos,isto não faz mal,enfeitemos a casa física de sorrisos e perfumadas flores ou mesmo dentro da expressão de cada fé,manifestemos a nossa gratidão a eles e a Deus pelo momento mesmo que fugaz pelo convívio no corpo.
lembremos a nossa fé as imutáveis e inesquecíveis palavras de Jesus:
- Coragem,eu venci o mundo,tu também o vencerá!
- Ser fiel até o fim e eu te darei a coroa da vida.
É nisto que se consiste a preparação para morte!
Assim agindo,quando este democrático momento vier,doerá,mas doerá menos,porque estaremos preparados.
Muita paz! E apenas um até breve!
( Mensagem recebida na noite de: ( 01/11/2015.)
Médium: Marcelo Caetano Monteiro.

Inserida por marcelo_monteiro_4

⁠O comércio na igreja, muitas vezes, se torna um negócio lucrativo disfarçado de devoção, explorando a fé das pessoas em busca de ganhos materiais.

Inserida por lirioreluzente

ALÉM DA DOR

Por mais densas que sejam as névoas que se interpõem entre ti e a claridade dos dias, lembra-te de que, além delas, a harmonia divina sustenta o universo em silencioso equilíbrio. Nada é desordem na Criação — o que parece caos é apenas parte de uma sinfonia que ainda não compreendes por inteiro.

As cores vivas da esperança e da alegria não nascem fora de ti: germinam primeiro no campo interior da alma. Aprende, pois, a vê-las em ti mesmo, e o mundo refletirá o brilho do teu olhar pacificado.

Não te detenhas nas sombras dos que te julgam ou te ferem. Preocupa-te, antes, em conservar o coração livre de ressentimentos, porque o rancor é a febre da alma que adoece o corpo e entorpece o espírito. O perdão, ao contrário, é a higiene moral que restaura o equilíbrio e reconstrói a saúde interior.

Quem ama verdadeiramente ultrapassa as fronteiras do ego, e encontra, no gesto simples de compreender, o segredo da serenidade. Se alguém não te estima, não te amargures: cada um projeta no outro o que ainda traz em si. Tu, porém, nasceste para aprender a amar — e o amor é a mais alta escola da evolução.

Não te iludas: a tarefa é árdua, mas profundamente libertadora. Cada vez que renuncias ao revide, uma nova luz se acende em ti. As vozes que te acusam hoje, amanhã se calarão diante da força silenciosa do bem que praticas.

Segue, pois, fazendo o bem sem interrogações. A dor é uma névoa passageira, mas o amor é o sol eterno que jamais se apaga.

Muita paz e que tua luz brilhe sem pressa, mas com verdade.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Tanta maldade, tanto horror contra inocentes, não é permissão de Deus, é o diabo assumindo sua forma física, tem gente deixando de ser humano sem sequer perceber. apenas com pequenos desejos que parecem inofensivos, mas por ser contra a vontade do criador,se torna um prato cheio pra o inimigo das almas entrar em suas vidas

Inserida por PedrinaAbreu

Sabe o que é ironia, alguém dizer que te despreza,viver em função de você, enquanto você simplesmente rir quando vai analisar a vida de quem tanto vive tentando chamar sua atenção

Inserida por PedrinaAbreu

O segredo para a vitória não é em ter a maioria, mas sim estar com a maioria!
O segredo de um time vencedor está na cooperação, empenho simultâneo, coesão!
Quando digo somente juntos somos mais fortes, nunca esqueça do SOMENTE!
Deus nunca contou com a maioria, mas sim com a unidade.
Temos que ser um!

Inserida por wilenheilesilva

Nas batalhas em que lutamos com fé em Deus, surgem as maiores vitórias!

Inserida por wilenheilesilva

⁠O Diabo luta para dar errado, mas quando estamos ao lado de Deus sempre dá certo!

Inserida por wilenheilesilva

⁠Forte se fez fraco para tornar os fracos fortes.

Inserida por wilenheilesilva

⁠Exemplo de liderança.
Estabeleceu sua liderança através do servir, assumindo a culpa de seus liderados, preservando-os de punição e ensinando o caminho, a verdade e a vida.

Inserida por wilenheilesilva