Agradecimento a Pessoa Amada
O ser e o não-ser
A pessoa que se decide a favor de algo, por regra geral tem que renunciar a outra coisa em troca. Aquilo pelo que se decide é aquilo que É, aquillo que se realiza. En relação com o que é e se realiza, o outro, quero dizer, aquilo ao que a pessoa renuncia, é como um NÃO-SER. Portanto, todo ser que existe e se realiza, está rodeado de un não-ser, de uma existência não realizada, sem a qual não seria concebível. Não se trata de um nada, apenas de um não-ser. Agora bem, se menosprezo aquillo que constitue o não-ser para meu ser, este não-ser diminui meu ser.
Se, por exemplo, uma mulher se decide a favor de seguir uma carreira profissional, em lugar de formar uma familia e ter filhos, e considera inferior à família e ao feito de casar-se e ter filhos, então esta parte de sua existência que permanece sem realizar diminue aquilo que ela escolheu; vai se reduzindo. Porém, por outro lado, se ela valoriza a parte não realizada de sua existência, sacrificada pelo bem de sua carreira, então este não-ser inclusive acrescenta algo a aquilo que ela escolheu, permitindo que cresça e aumente.
"A vida que poderia ter sido está escondida na vida que é."
NJABULO SIMAKANHLE NDEBELE
Acadêmico, literato e escritor sul-africano.
"Quando o bem que uma pessoa lhe fez ao entrar na sua vida é superado pelo mal que ela deixou ao sair dela, não há motivos para guardá-la em outro lugar que não seja no esquecimento!
Me sinto idiota quando fico sentimental. É como se eu fosse a última pessoa que ainda insiste no amor.
Nunca deixe um eu te amo no vácuo, esse pode ser o último que você está ouvindo dessa pessoa.
Valorize quem te ama...
Acredito muito na força de uma amizade. Não importa se eu conheço a pessoa desde a maternidade ou se foi ela quem estendeu as mãos para enxugar as minhas lágrimas. Tempo não justifica amor.
Somos em grande parte aquilo que pensamos ser. A pessoa que acredita piamente em si mesma e mantém uma atitude mental forte de confiança e determinação não será afetada por pensamentos adversos e negativos de desânimo e fracasso que emanam das mentes de outras pessoas nas quais essas características predominam.
Amor você é uma pessoa que sei que posso contar.
Sabe quando sorrir e quando ficar em silêncio.
Sabe a importância de segurar na mão.
Sabe o que e quando deve falar.
Sabe o que eu sinto.
É ótima companhia para apreciar um por do sol em silêncio.
Sempre vê algo positivo em mim. É sempre sincera comigo.
Se dá por inteira.
Com quem é muito bom dividir uma pizza,
Um sorvete ou um saco de pipocas.
É muito bom de se abraçar.
Sabe o que se passa no meu coração.
Divide confidências como ninguém.
Acima de tudo posso chamar de amiga!
E sei que significo tudo isso para você também.
Por essas e outras, você é muito especial para mim.
A pior burrice que uma pessoa pode cometer é ficar olhando os defeitos dos outros, porque se ela parasse pra olhar seus próprios defeitos, não teria tempo pra olhar os defeitos dos outros.
Quanto mais uma pessoa aprende a encontrar prazer nos pequenos detalhes da vida, mais se torna saudável emocionalmente.
Casamento dá certo para quem não é dependente.
Aprenda a viver feliz mesmo sem uma pessoa ao lado.
Se não tiver com quem ir ao cinema, vá com a pessoa mais fascinante: você!
Eu não entendo. Honestamente, é demais pra mim. Como pode uma pessoa dizer que ama, fazer juras de amor e milhares de promessas baratas e num belo dia resolver ir embora?
Lá na infância
Qualquer pessoa que já tenha se separado e tenha filhos sabe como a gente se preocupa com a reação deles e procura amenizar qualquer estrago provocado por essa desestruturação. É preciso munir-se de muito respeito, delicadeza e amor para que essa ruptura seja bem assimilada e não produza traumas e inseguranças.
Muito do que somos hoje, do que sofremos e do que superamos, tem a ver com aquele lugar chamado "infância", que nem sempre é um paraíso. Por mais que tenhamos brincado e recebido afeto, é lá na infância que começamos a nos formar e a nos deformar através de medos, dúvidas, sensações de abandono e, principalmente, através da busca de identidade.
Por tudo isso, estou até agora encantada com a leitura de Marcas de Nascença, fenomenal livro da canadense Nancy Huston e que deixo como dica antes de sair de férias. O livro é narrado por quatro crianças de uma mesma família, em épocas diferentes, todas quando tinham seis anos: primeiro, um garotinho totalmente presunçoso, morador da Califórnia, em 2004. Depois, o relato do pai dele, quando este também tinha seis anos, em 1982. A seguir, a avó, em 1962, e por fim a bisavó, em 1944. Ou seja, é um romance genealogicamente invertido, começando logo após o 11 de Setembro e terminando durante a Segunda Guerra Mundial, mas é também um romance psicanalítico, e é aí que se torna genial: relata com bom humor e sem sentimentalismo todo o caldeirão de emoções da infância, mostrando como nossas feridas infantis seguem abertas a longo prazo, como as fendas familiares determinam nossos futuros ódios e preconceitos e como somos "construídos" a partir das nossas dores e das nossas ilusões. Mas tudo isso numa narrativa sem ranço, absolutamente cativante, diria até alegre, mesmo diante dessas pequenas tragédias íntimas.
A autora é bastante conhecida fora do Brasil e ela própria, aos seis anos, foi abandonada pela mãe, o que explica muito do seu fascínio sobre as marcas que a infância nos impõe vida afora. É incrível como ela consegue traduzir os pensamentos infantis (que muitas vezes são adultos demais para a idade dos personagens, mas tudo bem), demonstrando que toda criança é uma observadora perspicaz do universo e que não despreza nada do que capta: toda informação e todo sentimento será transformado em traço de personalidade.
Comecei falando de separação, que é o fantasma familiar mais comum, mas há diversas outras questões que são consideradas "linhas de falha" pela autora e que são transmitidas de geração para geração. Permissividade demais gerando criaturinhas manipuladoras, mudanças constantes de endereço e de cidade provocando um desenraizamento perturbador, o testemunho constante de brigas entre pessoas que se dizem amar, promessas não-cumpridas, pais que trabalham excessivamente, a religião despertando culpas, a política induzindo a discordâncias e exílios, até mesmo uma boneca muito desejada que nunca chegou às nossas mãos: tudo o que nos aconteceu na infância ou o que não nos aconteceu acaba deixando marcas para sempre. Fazer o quê? Em vez de tentar escapar de certas lembranças, o melhor é mergulhar nelas e voltar à tona com menos desespero e mais sabedoria. Todos temos nossas dores de estimação. O que nos diferencia uns dos outros é a capacidade de conviver amigavelmente com elas.
Não tente mudar o jeito de ser das pessoas, pois você não sabe como dói uma pessoa criticar o seu modo de vida, a sua verdadeira face e a sua identificação pessoal. Se ela for grossa, ela sempre será grossa. Se ela for hiperativa, ela sempre será hiperativa.
