Agradecimento á Escola
A cultura, as datas cívicas e as emoções da nossa gente devem estar acima da política, porque a política passa e a sociedade fica.Medo e sensação de sobressalto não são sentimentos positivos a ser oferecidos por líderes reais, porque são sentimentos capazes de provocar estragos profundos no funcionamento social.
A sociedade está precisando de um grande incentivo para se educar afetivamente para não matar e nem morrer por amor.
A minh'alma, o meu corpo,
o meu amor e o impulso
de Hemisfério a Hemisfério
à ti estão entregues para
te derreter e fazer você
flutuar até o céu noturno
para com as tuas mãos
amenas me tocar como
eu fosse feita de estrelas.
Não é segredo para ninguém
que a cada dia você é meu,
que a gente de pertence,
que um dia você vem
e o amor tem sido o regente.
A rota equatorial orienta
que toda a fortuna poética
do teu amor por mim se
encontra onde as estrelas
são sempre mais visíveis.
Sei que não é do nada
que a insônia romântica
tem me tirado da cama
para sonhar de olhos abertos
com o teu desejo e chama.
É a tua fascinação tão sidérea
que pela lei da atração
tem me feito tua por intuição,
que na madrugada surge dizendo etérea que é o amor chegando para ficar.
A memória não foi
apagada de toda
a estupidez envenenada,
A espatódea nunca foi
a verdadeira culpada,
A abelha pousa nela
se quiser,
Da sua estupidez só
se salva quem puder.
A tua raíz original por
arcos e flechas não será
por mim esquecida,
Entre o continente e a ilha
quem faz ponte é a poesia.
A tua Padroeira é Santa
e em ti sempre tenho
esperança por nossa gente
que com coragem resiste
e com fé na vida persiste.
Entre a lagoa e tuas praias
com o teu nome de Marechal
você me acolhe de um jeito
tal que só penso mesmo é
no teu amor sublime e perfeito.
Entre te amar ou te amar
a minha escolha é te amar,
Façam com dias sol ou chuva
ou noites com ou sem luar,
eu agradeço no teu peito morar.
A bruma mais
funesta da noite
desceu sobre
a Pátria do Condor,
as disputas entre
adversários têm
violado a ética
a moralidade
e solapado
o sentimento
de Humanidade
dançando sobre
os cadáveres
do meu povo,
(Estou na
fronteira entre
a amargura
e o total desgosto).
Uns insistem
em justificar
erros para ter
a desculpa
para combater
outros tantos,
muitos estão sem
freio atropelando
a memória dolorosa
e viva de povos
feridos pela guerra,
(O capricho está
afundando esta terra),
Vozes estão
sendo silenciadas
e aprisionadas
na terra que ainda
é a mais frágil
filha de Bolívar
e os massacres
de Yapacaní,
Sacaba e Senkata
estão sendo
diluídos da memória,
(Insisto em gritar
para não
esquecerem a História),
Tentando ficar de pé
e não perder a fé,
insisto em pedir
a libertação da tropa,
do General injustiçado
e do velho líder tupamaro
pela segunda vez
aprisionado em pouco
tempo por uma trama
traiçoeira inflamada
por um serial desgraçado
e caprichoso em fazer
que companheiros
sejam agredidos...
(Este continente
submergiu e virou
um oceano
profundo de perseguidos).
A minha boca anda
seca porque falta água,
só sabe disso
é quem por isso passa,...
Se você não passa,
ao menos respeite.
A minha barriga
anda vazia
por de falta comida,...
Se a tua
se alimenta,
a minha respeite.
Falta gasolina,
sobram bloqueios
e notícias de incêndios.
Se não tem autocontrole,
ao menos não atrapalhe.
Um país infernizado
evidentemente
pelo Império epicentro
do Mal pandêmico
que não dá descanso.
Ontem foi dia de lembrar
também do velho General
que salvou a vida
do Comandante Eterno,
e dele não há notícia.
Não se sabe nada
até o momento
do General que preso
está injustamente
há dois anos e sem
nenhum acesso a luz da justiça.
A minha indignação
profunda se juntou
com os traídos
pela autoproclamada
durante a pandemia,
eles que foram
abandonados
no deserto em Pisiga,
e em Iquique se
encontram albergados,
e assim resistem
cinco centenas
de bolivianos
com os direitos violados,
Vem acontecendo
tantos fatos
na América Latina
que me fizeram recordar
que há alguns anos
quando olhei nos olhos
de duas mulheres de pollera
no meio da rua:
que o cenário havia
sido alterado,
o mundo estava parado,
e nós três não
havíamos percebido
que a guerra suja contra
nós havia se espalhado;
Relembrando e sendo
testemunha desde este
isolamento social,
venho contando
o quê se passa na região,
e insistindo na liberdade
incondicional do General
que está preso
injustificadamente
há mais de dois anos,
prisão que foi efetuada
no meio de uma reunião
pacífica no dia treze
de março do ano
de dois mil e dezoito,
e até agora nenhuma
esperança de sair do sufoco.
Ah! Se eu pudesse
repartir minhas lágrimas
entre Chernobyl e Caracas
para apagar os incêndios,
apertar o start para um
mundo novo e conviver
com o heroísmo de ter
um coração blindado
com pessoas que fingem
que não me me veem
até para dar uma resposta.
A minha poesia
não é e nem
dá nenhum trabalho,
ela é respiração;
não me canso
de repetir este refrão:
"Só povo salva povo",
Isso tem ocorrido
não só na minha Nação,
o povo que é povo
acaba entregue
a sorte do destino
em desatino
e nos braços da orfandade.
Há muita gente que
sofre com a falta
de solidariedade
pelas fronteiras,
por falta de um simples
pedaço de pão
ou pela falta
de uma mão estendida,
tal como o General
há mais de dois anos
em injusta na prisão
que ainda precisa
de você que tem
a caneta do poder
na mão e pode
promover a justiça .
Nestes versos
que ecoam
há mais de três
semanas vozes
porque aqueles
que tem a vida
do General estão
em silenciação:
É digno, justo
e necessário
insistir e jamais
abandonar a convicção
de pedir a libertação
pela vida da reconciliação.
Água Doce
A energia dos ventos
dos Campos de Palmas
me levam por um instante
a bravura da tua memória
inscrita no vale verdejante.
De Entradas e Bandeiras
e dos teus heróis anônimos
da Guerra do Contestado,
À Água doce eu devoto
mais de um poema apaixonado.
Do dia que se ergue
e da noite que se eleva
deste Meio Oeste a gentileza
da tua amável gente
o coração jamais se esquece.
A pequena infante
foi devolvida
ao Vale da Utopia,
E isso me trouxe
no meio dessa
escuridão uma
inefável alegria
neste mundo onde
ninguém sabe
o quê vai acontecer:
A verdade é que
se o povo não
se movimentasse
a infante não
seria resgatada.
Sempre soube
que cedo ou tarde
a noite pesada um dia previ
viria para a Abya Yala
que por tirânicos foi
transformada em terra
de conspirações,
de bloqueios brutais
e de autoproclamações:
A verdade é que
nunca fui escutada,
e insisto em não
ficar de boca fechada.
E sem poder fazer
dos meus poemas pão,
estou preocupada
com o sustento
do povo indígena
lá da Bolívia,
que para viver só
ganha por dia,
e a autoproclamada
sem controle de nada
ordenou todos
confiarem em Deus,
e pão que é bom nada.
Espiando o quê passa
pela grande janela
do mundo ouvi dizer
que para o General
que está preso há
dois anos injustamente
pedirão a prescrição da pena
e espero que para ele,
toda a tropa
e presos de consciência
venha a liberdade tremenda.
A cada linha
de minha total
responsabilidade
desde o dia
treze de março
do ano de dois
mil e dezoito
venho todo o dia
escrevendo
um poemário
sobre um General
que foi preso
injustamente
no meio de uma
reunião pacífica,
sobre uma tropa,
e também fatos
da nossa Pátria
América Latina,...
Neste nosso
continente
onde reina
o vôo do condor,
que é o protetor
dos nossos céus,
escrevo para
que jamais
deixem perder
as três virtudes
teologais,
para que seja
superada esta
noite escura,
a pandemia
e não deixem
perder a alegria;
No dia vinte
e um de março
que será
no Dia Mundial
da Poesia
que há de
ser celebrado,
espiritualmente
participarei
para não sentir
o peso desta
quarentena
pedindo gentilmente
a licença poética
para ser
mais uma
#PoesíaEnVozAltaPorVenezuela.
A dura verdade mundial
é que deixaram de lado
a parte ambiental,
o povo anda sendo
muito mal alimentado,
até o ar dolarizado
e uma epidemia
de dois dígitos
nos foi presenteado.
O mundo vem ruindo
na cabeça da gente,
o remédio vem de Cuba
e como sempre uns
alienados insistem
em politizar até cura.
Não me esqueço
da tropa aprisionada
e minhas letras como
braços vem falando
até clarear o caminho,
porque o tempo passa.
O mantra do desespero
mundial é nos mandar
ficar em casa já que
perderam as rédeas,
o trajeto e até mesmo
a vergonha na cara.
Na terra do condor
contando mais
de um pesadelo que
não vem passando,
venho reclamando
sobre a injustiça
contra um General
preso há dois
anos injustamente
nos braços da desgraça.
A tarde vem chegando
dando os seus sinais
aqui no nosso interior,
Os carrilhões arbóreos
estão embalando
música para o tempo
neste mês que fazem
dois anos que
o General continua
injustamente preso.
Não se fala em outra
coisa na imprensa:
os Pume, Hivi,
Capuruchanos,
Guajivos e os Yaruros
já vivem a escravidão
como sentença,
Para libertar eles
a lei não tem
sido quase presença,...
Errando ou acertando
cada poema não
deixa de ser um
General em exílio
tentando resgatar
que a natureza
das forças resista
a não caminhar
no passo ao ponto
de virar mercadoria,
e assim segue a rotina
dolorosa da nossa
gente na América Latina.
A construção
da poesia
de cada dia
não escolhe
lado ou cor
de ideário:
Nunca crê
no absoluto,
Revisa porque
erra e corrige
sempre que
for preciso,
Porque estar
na trilha
da realidade
até na rima
deve-se estar
com verdade.
No escuro,
e no ritmo
do que o povo
vem falando
e na confusão
da imprensa:
Que gargalha
da entrega
da espada,
Que apontou
o Coronel
entre dois
ambientes
e os olhos
e mentes
da população
obscurecem.
Tentando todo
dia sensibilizar
a reconciliação
para a tropa
no país vizinho
assediado
pelo Império,
Falando da dura
realidade nossa
E rogando
pela soltura
do General
que continua preso
injustamente
desde o dia
treze de março
do ano de dois
mil e dezoito,
fato marcante
que nos brindou
com desassossego.
A infância e os idosos
foram e seguem
torturados na Bolívia
pelos infames golpistas
que se alimentam
dos massacres
de Senkata, Sacaba
de outros rincões
ainda não conhecidos
e outros talvez ainda
não tão comentados,
Incontáveis são
os presos políticos
e é desconhecido
o número
de desaparecidos;
Os tiranos certos
de que serão acobertados:
alimentam o triângulo
de ódio, tortura e morte
porque creem que
não serão derrubados.
Do outro lado
a tragédia do povo
yupka pouco falada,
Talvez seja daqui
a pouco esquecida.
O meu silêncio é
um tambor que
indomável grito
as dores do mundo.
A verdade não retida
jamais há de ser
discurso de ódio,
é a maneira de
lutar todo o dia:
contra o tempo
e o esquecimento.
Por isso todo o dia
devoto um terço,
um poema de protesto
contra o Império,
e não escondo
o meu desagrado
de terem feito
um General injustiçado
e uma tropa e o seu
orgulho quebrado
pelo peso
das mesmas correntes.
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