Agradecimento á Escola

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⁠A Umbu-cajá bailando
nos braços tão amorosos
da envolvente ventania
até parece que convida
para com ela também dançar;
Vou buscar por frutas doces
como quem busca por beijos,
Pensando mais de mil jeitos
de cativar o seu paladar
para com sedução te alcançar.

Colho o quê tenho que
colher com o maior carinho,
deixo algumas com todo
o amor para os passarinhos,
e a fé no coração eu ponho.

Caem as gotas de chuva
e pelo mesmo caminho
volto com o anseio de ocupar
totalmente o seu fascínio
e como a Umbu-cajá vou
deixar que venha me embalar.

Carinhosamente não vou deixar
facilmente de ser o destino,
porque sei que é recíproco,
a hora certa irá acontecer
quando menos a gente esperar,
como haverá de ser e assim será.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A Flor-de-Outubro
floresceu nas mãos,
Quando existe a ânsia
é o sinal de alguma
entrega mesmo que.
digam que não existe
para nós uma regra;
Retirei o eu e você
da poesia que nasceu,
para tornar em nós
em nome do que ainda
nem mesmo aconteceu:
Na minha cabeça
a gente já se envolveu.

(Permito-me assim decretar).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A Borboleta-do-manacá
dança no caminho,
Sou a poetisa do meu
próprio destino
e de quem também
deseja poeta vir
a se tornar e espalhar
poesia por onde precisar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠"A mente não é consciente, se fosse, você consciência seria subserviente a ela."

Inserida por aldrin_parreiras_maia

"⁠A constância é mais importante que a intensidade."
ou
"A regularidade é mais importante que a velocidade."

Inserida por aldrin_parreiras_maia

⁠A nutrição real, que proporciona energia, saúde, saciedade, é quando os nutrientes entram na célula, e não somente pela boca.

Inserida por aldrin_parreiras_maia

⁠A leitura não elimina o vazio, mas o acomoda. Ela nos torna mais felizes porque nos faz reconhecer a felicidade.

Bruna Martiolli
É tempo de morangos. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2026.
Inserida por pensador

⁠A literatura é, antes de tudo, uma forma de questionamento e de ampliação do olhar sobre o mundo. Não é um campo de batalha entre fé e razão, mas um espaço de reflexão no qual diversas vozes e interpretações podem coexistir.

Bruna Martiolli
É tempo de morangos. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2026.
Inserida por pensador

⁠A gente se ama muito e do alto
e sem nenhuma sombra de dúvida,
ao Norte da Ilha de Ronde se avista
poeticamente a Ilha Diamante.

Com os pés nas areias em breve,
o mar das Pequenas Antilhas há de beijar
e a brisa nos tirar para dançar
para espalhar romance por todo o lugar.

Não temos medo do futuro
e pressa de absolutamente nada,
porque sabemos o quê queremos.

O amor não nos pegou desprevenidos, sempre soubemos que combinamos:
dois corações reunidos e festivos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A polarização irrazoável nestes anos destruiu a sociedade por dentro. A gente precisa se resgatar. Ninguém é obrigado a se gostar, mas a conviver de maneira ordeira e respeitosa. Cada um tem a sua própria vida para viver.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A minha alma e a visão estão
plenas nas fronteiras visíveis
e as invisíveis do mundo:
sei como e quem começou.

Entre Carriacou e Petit Martinique
as correntes me levam bem
e serena até Petit Dominique,
escrevendo sob o Sol eterno.

A tentativa de distorcer a memória
e nem mesmo o poder irão levar
o louro e nem apagar a História.

Ali nas belas Pequenas Antilhas
tranquilas coloco cada conceito
nas mãos do Senhor do tempo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A vida irá melhorar o dia que uma parte nossa entender que cabe a nós mulheres o papel pacificador (que é o papel mais desafiador) e que para lidar conosco só com palavras e atos contidos no dicionário do carinho.

A eterna guerra dos sexos não têm nos feito bem. Feliz Dia Internacional das Mulheres sem nenhum tipo de guerra com ninguém!

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A aurora vespertina
quando tinge o rebanho
das ovelhas de algodão-doce
sobre a amada Rodeio
e o nosso Pico do Montanhão
oferece um momento
de encher os olhos e o coração
muito além deste tempo
que ninguém mais presta atenção.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A Lua da ancestralidade
indígena e imigrante
sobre o Médio Vale do Itajaí
ora Lua de Sangue e tantas
outras luas que ainda não vi
ilumina a minha bonita
Rodeio e nos alegra por aqui.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Coleciono mergulhos
e histórias de pescador
na Ilha Mata Fome
para chamar o teu amor.

Nas águas calmas dali
quero contigo mergulhar
enquanto nós dois não
vemos o tempo passar.

Quando tiver como sair
e voltar de caiaque,
o Sol contigo aplaudir.

Planos românticos muito
além de apenas um dia
para dar o toque de poesia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A História da Ilha das Vinhas
fala sobre o essencial daquilo
que deveríamos conservar
para a vida se perpetuar.

Ela era uma ilha que era boa
para pescar e tinha quem
nela conseguia videiras plantar,
e hoje não se consegue continuar.

O quê é de vida deveria ser
de acordo comum para ir
para frente e sempre caminhar.

Espero que algum dia não seja
preciso nem mais poesia
para a importância de assim lembrar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A minha Lua Minguante Gibosa
sobre o Médio Vale do Itajaí
aqui em Rodeio é a mesma Lua
dos desprotegidos deste mundo.

Os abraços do verde deste vale
ainda me dão o privilégio de ter
a liberdade para ter os olhos
voltados para a serenidade.

Para a que a glória da vida
e do amor profundo encontrem
o quê dizem ser só poesia.

Quero crer que a palavra
abrem caminhos e baixam armas
e desfazem todas as guardas.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A Ilha Feia não tem praia
e não deixa de ser menos
bela por ser coberta
de Mata Atlântica plena

Não tens a metade dela
e julga o próximo segundo
a sua própria imaginação
em nome da destruição

Ser como a ilha é ambição
daquele que tem a ciência
de eleger a rota de renovação

Por isso opto ir de acordo
com a minha intuição
e para alguns casos a silenciação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A minha mente segue
no fluxo da direção
dos cristais temporais
na Ilha do Ferreira.

Ali na Baía do Babitonga
me retiro de uma
parcela do mundo
que já morreu por dentro.

Sempre que celebram
a morte ou um ato violento
enterram é a si próprios.

A opção deles foi por o quê vier,
a misericórdia só a Deus pertence:
escolho mesmo é nem saber.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A luz da Lua Crescente envolvente
no Médio Vale do Itajaí com as luzes
da romântica Cidade de Rodeio
trazem à tona memórias do peito.

A alma, a mente e o coração
pertencem a América do Sul
e a nostalgia da guerra das Malvinas
escrevem juntas poesias engolidas.

O quê carrego não vai passar
porque toda esta Pátria Austral
também é o meu sagrado lar.

Abrir mão da liberdade é algo
que jamais vou abdicar,
porque assim sou e não vou mudar.

Inserida por anna_flavia_schmitt