Agradecimento á Escola

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⁠A Temível Batalha de um Só contra Si

Os Relacionamentos cristalinos,
São Turvos como as profundezas,
O Forasteiro é baleado sem motivos,
Os Pretextos comprovam incertezas.

Surge migrando como uma gaivota,
O Enraizado patriota, peregrino.
Gigantesco, porte-médio, pequenino,
Estrangeiro perto de ser recebido,
Fatalmente banido, bandido.

Nem tudo precisa rimar,
Nem tudo precisa fazer sentido,
Mas tudo precisa ser escrito,
Como se tudo fosse aquilo.

Na Temível Batalha de um Só contra Si,
Intimamente confrontado, vê o que vi,
Culposamente inocente, lê o que li,
Despovoado está;
Só está em Si.

Está Só em Si,
Na Temível Batalha de um Só contra Si.

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⁠A criação nos acompanha,
Escoltando-nos num pós-platéia.

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⁠A Viela de Badacosh

Úmida e insecável era aquela rua, um pouco depois daqueles limites o sol reinava, mas ali não, não ali. Aliás, o cheiro de mofo exalado pelas alvenarias e madeiramentos depreciados, marcava característica e peculiarmente aquele beco, com o esverdeado e vívido musgo que saltava por entre os seixos que assentavam a calçada; um catingueiro interminável forrava os jardins dos casebres que se pareciam mais com caixotes de verdura do que com habitações.

Lindo aquele lugar, quando não gostamos do que é bonito, mas me agradava. A garotada encharcada corria pelas poças, sapateando na lama, brincando de roléfas, atividade saudável para essa idade, consistia em segurar uma cinta com a fivela solta, perseguindo seu colega para enfim acertá-lo com o instrumento, berrando: roléfas. Não me pergunte o porquê, nunca soube.

Mas o mais curioso naquela viela, não era a chuva que nunca cessava, nem os hábitos e costumes pouco convencionais, demasiadamente estranhos e inapropriados de seus habitantes. E sim um personagem, talvez o mais antigo daquele local, talvez o mais antigo de qualquer localidade entre a latitude, a longitude e a altitude. O fundador da Viela de Badacosh, um visionário misantropo com a idade de 320 primaveras.

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⁠A Incapacidade que invariavelmente geramos interiormente de não sermos doadores, nós nos odiamos pelo que representamos e não falo de posição social, cargos, status, coloração, tamanho, formato, condições das mais variadas variáveis.

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⁠Eu amo-a, mas meu amor é egoísta, interesseiro, individualista e ao invés de ambicionar a felicidade dela ilimitadamente, eu a oprimo, pondo-lhe na cabeça minhas falhas como se fossem dela, meu amedrontado como sendo dela, e puno-a por minha falta de caráter e insuficiente audácia, que são salientes e impactantes nela.

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⁠A carne, o sangue e a mamata,
O alvará e a demência implantada,
Simulada a existência pacata,
Empurrão pra masmorra maquiada.

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⁠A sangueira estancada,
A cegueira velada,
A estribeira perdida,
Decaída e vedada.

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⁠A arquitetura se modificava, os modismos iam e vinham, tecnologias surgiam a todo vapor virtual, cada qual se ocupava com suas ocupações.

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⁠A propósito esse é meu propósito,
Expressar, estressar, estragar,
Estalar, estrilar, extirpar,
É o Propósito.

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⁠A Menina Bá e o Balão Laranja,
Por onde passa, alegria esbanja.

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⁠A Menina Bá e o Balão Laranja

De conto em conto o canto encanta
Contando enquanto acalanta.

Num pedaço fantasioso da realidade,
Em que o compasso traça
Porções desproporcionais,
Uma Bárbara Menina
Confirmou ser astral,
Totalmente celeste,
Ser mais que espacial.

Atracou-se com um amigo,
Que a seguia onde fosse,
Deu-lhe um nome especial,
Batizou-lhe de Pliê,
Seu balão, sua posse.

A Menina Bá e o Balão Laranja,
Por onde passa, alegria esbanja.

Não fazia falta o amigo não falar,
Porque Bá falava pelos dois.
Pliê flutuava a observar,
Balança lá e pra cá depois.
- Já pra casa Bá, logo vai chover !
Mas ela é teimosa, quer o tudo ver.

Uma Bárbara Menina, com seu Balão Laranja,
Por onde caminha, só energia e dança,
Que contagia e alegria esbanja.
A sabedoria é o sorriso de uma criança.

Por onde passa, alegria esbanja,
A Menina Bá e o Balão Laranja.

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⁠A genialidade do idioma dos ingênuos,
Gerou em mim as gírias temidas pelos gênios.

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⁠Angelicou-se
Ao angelizar,
Num plano angélico A nos rodear.

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⁠A fauna se agita,
Coreografando na savana.
A flora precipita,
Ao bailar sobre a grama.

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⁠A aliança na gaveta
E o álbum guardado.
Ela está satisfeita,
Me vou conformado,

Reciclando retalhos
Em meu eu descartável.

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⁠A sensação aguça o paladar,
Prefiro o amargo à falta de sabores,
Mas com ela tudo se suaviza,
Voltamos a nos tratar como amores.

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⁠A certeza de uma quase
Catarse matinal
Quase uma catarse
Em 10 manhãs.

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⁠A certeza de uma quase catarse matinal [Em 10 Manhãs]

Um gesto pra amar
Um beijo pra sentir
Um teto pra abrigar
Uma manhã pra refletir

Uma língua pra falar
Um filme pra assistir
Um tempo pra pensar
Uma manhã pra refletir

Uma lei pra se opor
Um trato pra cumprir
Uma canção pra compor
Uma manhã pra refletir

Uma poça pra saltar
Uma peça pra aplaudir
Um jantar pra alimentar
Uma manhã pra refletir

Uma fuga pra achar
Um caminho pra fugir
Uma história pra contar
Uma manhã pra refletir

Um vício pra deixar
Um afeto pra sorrir
Um amor pra guardar
Uma manhã pra refletir

Uma vida pra viver
Uma perda pra punir
Uma dor pra esquecer
Uma manhã pra refletir

Um discurso pra inspirar
Um concurso pra competir
Uma pedra pra chutar
Uma manhã pra refletir

Uma muda pra plantar
Uma roupa pra vestir
Um planeta pra mudar
Uma manhã pra refletir

Um Deus para rezar
Uma prece pra pedir
Um milagre pra salvar
Dez manhãs pra refletir
Dez amanhãs pra refletir

Um fim pra uma frase
Num texto marginal
A certeza de um quase
Na catarse matinal

A certeza de uma quase
Catarse matinal.
Quase uma catarse
Em 10 manhãs.

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Provoco-a por provocar
Só pra vê-la revidar
Onde me encontro, encontro Jú
Contudo, não decifro Jú

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⁠A sarjeta como corda bamba,
O coreto lhe empresta o estrado,
Os postes, os fios e a caçamba,
São auditório pro sapateado.

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