Agradecimento á Escola

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⁠A arte sublima o caos!

Inserida por RafaelZafalon

⁠A lucidez é ainda mais perigosa que a maturidade!

Inserida por RafaelZafalon

⁠A idade degenera!

Inserida por RafaelZafalon

⁠A infância

Sempre recordamos nossas infâncias
Lembramos das flores
E encaixotamos as dores

Negligenciadas
As flores
Murcham
Apodrecem
E morrem
Quase sempre solitárias!

Já aquelas dores...
Inquietas
Naquela caixinha
Tão apertada
Crescem
Consomem
Matam
Mas nunca morrem!

Inserida por RafaelZafalon

⁠A vida sempre foi difícil, a carne nunca foi barata e o brasileiro nunca foi feliz!

Inserida por RafaelZafalon

⁠A vida é acordar de um sono profundo.

Inserida por RafaelZafalon

⁠A magia do Dia das Crianças

No Dia das Crianças, somos chamados a escavar o que o tempo enterrou em nós. Crescer é como um lento naufrágio, onde nos afogamos nas correntes da rotina e no peso das horas que se multiplicam sem cor. Perdemos, entre os dedos, o assombro que outrora dançava livre em nossos olhos. O mundo, antes vasto e inexplorado, agora é uma paisagem estática, onde já não vemos a magia que as crianças respiram.

Lembro-me do dia em que observei meu filho na cozinha, como um pequeno alquimista, sorrindo ao transformar ingredientes comuns em arte efêmera. Mexia a colher com a solenidade de quem conhece segredos ancestrais, e o açúcar, dissolvendo-se, era um rio de luz. As gotas de chocolate caíam como constelações em um céu de farinha. Para ele, aquele bolo era mais que um simples bolo. Era um sonho que se formava entre suas mãos.

Nós, que já não sentimos o encanto nos gestos diários, repetimos nossos passos sem poesia. Perdemos o ritual da criação. Fazemos, mas já não criamos. Esquecemos a dança do instante, trocamos nossos olhos de espanto por uma lente endurecida, que só busca o fim, que só quer o resultado. Quando foi que deixamos de encontrar o universo em um grão de areia? Quando foi que a música da vida se calou dentro de nós?

Que neste Dia das Crianças possamos redescobrir o caminho perdido. Que voltemos a andar descalços na terra do encantamento. Que nos permitamos tocar, outra vez, a beleza das pequenas coisas – o riso de um amigo, a sombra de uma árvore no fim da tarde, o brilho de um olhar que nos acolhe. As crianças conhecem a canção secreta da vida. Elas sabem que o tempo não é uma linha reta, mas uma dança circular. Sabem que a alegria não se alcança, mas pode ser encontrada nos detalhes mais sutis.

O mundo nos ensina a sermos frios, a contarmos o tempo em segundos. Mas as crianças nos lembram que a vida se conta nos sorrisos e nos gestos despretensiosos. A criança antevê a felicidade, não espera que ela chegue para ser feliz. Elas sabem ver o voo delicado de uma borboleta como um milagre, sabem que uma flor pode conter todos os segredos do universo. Elas nos ensinam que a verdadeira sabedoria está em desaprender. Desaprender o peso, reaprender a leveza. E assim, voltar a acreditar naquilo que só o coração pode ver.

Que neste Dia das Crianças, aprendamos, assim como elas, a amar a véspera, a alegria que já habita o instante antes da chegada. Que possamos, enfim, abrir nossos corações para a inocência e para a curiosidade que nos habita, adormecida. Porque são elas que nos mostram o caminho de volta ao que sempre soubemos: a vida é um mistério a ser vivido, não resolvido. E, ao olhar novamente através de seus olhos, talvez, só talvez, reencontremos o brilho que deixamos cair ao longo da estrada.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠A criança antevê a felicidade, não espera que ela chegue para ser feliz.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠A sacralidade nas refeições.

Há certa equidade no rito das refeições. Sob a toalha, já não se vê quem é maior. A mesa esconde nossas deficiências.

Sentados, a única urgência é pela comunhão, que é repartida juntamente com o pão e a manteiga. O sagrado tem sabor de café.

Quando nestes encontros falamos, rimos e recordamos, as horas voam diante da saudade acumulada, e notamos que, pelo menos por alguns instantes, conseguimos arranhar a eternidade.

Algum aparelho sempre toca e, espantados com o horário, sabemos que é o momento de partir.

Na porta, ao nos despedirmos, alguém intencionalmente sacode a toalha do café, assim as aves também poderão se alimentar com as migalhas dos nossos momentos.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠À margem, aguardo o repouso do rio.
Ao ouvir o murmúrio de suas águas, aquieto-me.
Sinto um amalgama de esperanças futuras
e temores imediatos.
Transbordo.
Rompo diques, mas nunca é o suficiente.
Estou exausto!
Reprimo-me.
Sustento um pequeno universo.
Será que algum dia alcançarei minha margem?
E, ao lá chegar, poderei finalmente descansar?
E, nesse merecido repouso, encontrarei
ouvidos ávidos por meus murmúrios, com o intuito de descobrir neles a sua própria serenidade?
À margem, aguardo o repouso do rio...

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠A fé é uma casa de vários donos com todos os seus quartos ocupados por dúvidas.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠A Costura do Tempo

No concerto do tempo, onde a memória ressoa,
a roda da costura torna-se volante,
em mãos infantis, nervosas de esperança.
Ali, sob a mesa antiga de madeira,
um mundo se desenha em trilhas e trilhos,
na imaginação fértil que a tudo acolhe.

De ferro e linhas, nascem sonhos motorizados,
o silêncio da máquina transforma-se em estrada,
levando a alma a paragens nunca dantes vistas.
A cada giro, a promessa de um novo destino,
na simplicidade do brincar, a vastidão do universo.

Ah, os primeiros carros, feitos de nada
e de tudo que o coração de uma criança possui.
Éramos inventores, pilotos, aventureiros,
com um fragmento de mundo nas mãos,
tecendo histórias que o tempo jamais apagará.

A criança antevê a felicidade,
não espera que ela chegue para ser feliz.
Hoje, ao lembrar desse recinto sagrado,
onde o riso desafiava o impossível,
sinto a saudade suave como brisa estival,
acariciando o peito, evocando a magia
de quando podia costurar o tempo no chão da sala, meu infinito caminho.

Inserida por Epifaniasurbanas

“A educação e o beijo são as melhores preliminares.”

Inserida por Epifaniasurbanas

“Se amar é uma ação
pra existir vai precisar
de um ‘A’ gente.“

Inserida por Epifaniasurbanas

"A mente não sabe
o que é
a realidade.
Ela cria
a revelia
a medida
em que eu escolho
acreditar."

Inserida por Epifaniasurbanas

“A poesia é como amor, quando se revela não sabe se revelar, precisa ser percebida é preciso saber olhar.”

Inserida por Epifaniasurbanas

“A grandiosidade nas ações de Deus não estão no fato dele morrer em nosso lugar, mas em viver em nosso favor.”

Inserida por Epifaniasurbanas

"A apatia social marcará o fim de nossa geração. Nunca se falou tanto em justiça, porém o que se vê são apenas denúncias e nenhum engajamento. Na verdade somos o espelho dos que nos governam.
Na prática hoje cada um comete o pecado que está a seu alcance."

Inserida por Epifaniasurbanas

"A Esperança é nossa principal arma contra tudo que tenta deixar nosso mundo menor."

Inserida por Epifaniasurbanas

“A saudade sinaliza aquilo que deveríamos ter feito um pouco mais.”

Inserida por Epifaniasurbanas