Agradecimento á Escola
A fé nos revela que a aparência não importa, tendo em vista que o visível foi criado pelo que não é aparente. Somente o homem de fé discerne entre o real e o ilusório, entre o que é da carne e o que concerne ao Espírito!
Devaneios inquietantes de um Cristão
Há algo que me inquieta no cristianismo.
Não sei se é o seu "ismo", sufixo que caracteriza um sistema,
Denotando controle sem diálogo e poder sem amor.
Ou rotular um modo de se viver que já nasceu sem a pretensão de se ter um nome, que focou apenas na sublimidade de "ser".
Incomoda-me, com efeito, o que fizeram com a pessoa de Cristo,
Homem poderoso, mas tão avesso ao autoritarismo, tão à margem do sistema que tentou, de modo incólume, calar-lhe a voz.
Muitos "discípulos", durante a História, mataram em nome de sua fé, enquanto seu mestre ensinou a amar, a ponto de entregar a sua vida por esse amor.
Algo completamente incongruente é a sede insaciável por poder
Daqueles que dizem ter tomado da "Água da Vida",
Armando esquemas, manipulando pessoas,
Devorando a carne das ovelhas exaustas de tanto caminhar.
Assim vão passando os dias e os dias se tornam eras,
Até que o paradigma de tudo retorne e revele o segredo dos homens,
Quando tudo que teve início encontrar o Começo e o Fim.
A velha estrada.
Após percorrermos longas e diferentes estradas, nos reencontramos na mesma esquina.
A imortalidade do homem está nas ações e não nos objetos, pois à memória por meio do registro histórico sempre destaca as pessoas e suas realizações em seu tempo.
A formação profissional é um processo contínuo em qualquer área do conhecimento, pois o saber é mutável o que ontem era aplicável hoje é questionado, através de novos estudos.
A preservação da memória histórica cultural de uma região, realiza-se por intermédio das pesquisas e seus registros atemporais.
A Guerra do Paraguai, também conhecida como Guerra da Tríplice Aliança ou Guerra Guasu, foi um dos eventos mais marcantes da história sul-americana.
Entre 1864 e 1870, quatro nações: Uruguai, Argentina, Brasil e Paraguai, se envolveram em um conflito que deixou cicatrizes profundas na região da grande província de Mato Grosso, hoje Mato Grosso do Sul, foi o passado o palco central da guerra.
Homens, mulheres e jovens lutavam, cada um defendendo sua pátria e seus ideais.
Os Impérios se confrontavam, e a Europa observava atentamente, com França, Inglaterra, Espanha, Portugal e até os Estados Unidos acompanhando o desfecho deste conflito. Batalhas épicas e históricas foram travadas em locais como Riachuelo, Colônia dos Dourados, Humaitá, Itororó, Avaí, Angostura e Lomas Valentinas, até o desfecho final na última batalha do Cerro Corá.
Quem venceu, quem perdeu, quem foi o culpado e o inocente, essas são perguntas que ainda ecoam no imaginário popular. As histórias e lendas da guerra se misturam com o cotidiano das pessoas, e os tesouros pós-guerra, reais ou imaginários, alimentam a curiosidade e a esperança.
A fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, com seus caminhos, estradas e povos diversos, guarda a alma daqueles que partiram e as cicatrizes dos que ficaram.
Os eventos que o tempo não apaga se tornaram parte da formação socioeconômica dos povos, influenciando o desenvolvimento cultural por gerações.
A Solidão paradoxal!
A solidão é um sentimento complexo e profundo, que pode nos acompanha mesmo quando estamos cercados por pessoas que nos amam e cuidam de nós.
É uma sensação de desconexão, como se não pertencêssemos mais a este mundo, especialmente quando as perdas e experiências acumuladas ao longo dos anos começam a pesar na alma.
Na medida que envelhecemos, essas emoções podem se intensificar. As cobranças, os erros, os defeitos, os acertos, os amores e dissabores, as mágoas e as alegrias parecem se perder no tempo.
Cada momento vivido deixa uma marca, e muitas vezes, essas marcas se transformam em cicatrizes que carregamos conosco.
Perdoar e ser perdoado é um ato de crescimento emocional que exige coragem e maturidade. Não é fácil aceitar os acontecimentos do passado e seguir em frente, especialmente quando questionamos o porquê das coisas.
No entanto, o ciclo da vida nos força a continuar, a encontrar novos significados e a buscar a paz interior.
A solidão, paradoxalmente, pode ser um convite à introspecção e ao autoconhecimento.
É nesses momentos de solitude dentro do vazio interior que podemos ouvir nossas vozes mais verdadeiras e refletir sobre quem somos e o que queremos para o futuro.
Embora dolorosa, a solidão também pode ser uma oportunidade para nos reconectar com nós mesmos e encontrar um novo propósito.
Lembre-se de que, mesmo nos momentos mais solitários, não estamos verdadeiramente sozinhos.
Há sempre a possibilidade de encontrar beleza e significado na vida, de perdoar e ser perdoado, e de seguir em frente com esperança e resiliência.
A solidão pode ser uma companheira difícil, mas também pode nos ensinar lições valiosas sobre a vida e sobre nós mesmos.
A Lenda dos Ipês das Três Cores. O mito antigo das tribos da fronteira de Ponta Porã.
Há muitas eras, quando os deuses ainda caminhavam entre os homens e os ventos sussurravam segredos às árvores, três tribos habitavam as colinas e vales da região onde hoje repousa Ponta Porã.
Cada tribo era protegida por um ipê: o Ipê Roxo dos guerreiros do Crepúsculo, o Ipê Amarelo dos filhos do Sol e o Ipê Branco — ainda não nascido — destinado aos que trariam a paz.
Os guerreiros do Ipê Roxo, liderados por Karay, eram conhecidos por sua bravura e lealdade. Os filhos do Ipê Amarelo, comandados por Yandira, eram sábios e espirituais, filhos da luz e da terra.
Apesar da proximidade, as tribos viviam em eterna rivalidade, separadas por ódios antigos e sangues derramados.
Mas o destino brinca com os corações. Em meio à tensão das fronteiras, Karay, o filho do chefe roxo, e Yandira, a filha da líder amarela, encontraram-se à beira de um rio sagrado, onde as folhas dos ipês flutuavam como bençãos. E ali, entre flores e silêncios, nasceu um amor proibido.
Eles se encontraram às escondidas, entre raízes ancestrais dos ipês, sob a luz das estrelas. Planejavam unir as tribos, sonhavam com um futuro de paz.
Mas o destino, moldado por inveja e medo, trouxe traição: Torai, um guerreiro ambicioso da tribo roxa, descobriu o segredo e, sedento por guerra e poder, revelou aos anciões.
A batalha foi inevitável. Tribo contra tribo, sangue contra sangue. Karay lutou não por território, mas por amor e por uma nova era.
Quando Yandira caiu ferida pelos próprios irmãos, Karay lançou um grito que calou os ventos. Ele a levou ao coração da floresta sagrada, onde ipês não floresciam havia séculos.
Lá, ele deitou seu corpo ao lado dela, selando sua dor com lágrimas de coragem. No amanhecer, quando o sol tocou o solo, do chão onde o amor morreu e a honra viveu, nasceu uma nova árvore — branca como a luz pura, com flores que carregavam a essência dos dois.
O Ipê Branco.
As tribos silenciaram diante do milagre. As armas foram abaixadas. Os anciões, comovidos, declararam o fim das guerras. E todos passaram a honrar o Ipê Branco como símbolo de redenção, coragem, sacrifício e paz.
Dizem que, até hoje, quando os três ipês florescem juntos — o roxo, o amarelo e o branco — é sinal de que o amor e a honra ainda podem vencer a guerra e a vingança.
E assim vive a lenda dos Ipês das Três Cores, contada à sombra das árvores que viram nascer heróis e deuses.
A educação é o fio condutor que entrelaça cultura e memória, permitindo o resgate de histórias silenciadas pelas desigualdades sociais.
A cultura, quando aliada à educação, torna-se instrumento de resistência e reconstrução diante das feridas abertas pela desigualdade histórica.
A memória é o alicerce invisível de uma comunidade; quem a esquece, constrói o futuro em terreno instável.
A poesia sumiu dos meus pensamentos.
O que encontro são raros versos destes lamentos.
Será que a busca pelo saber me fez esquecer?
Ou seria um breve momento até eu vencer?
Em breve, verso e rimas te encontrarei.
Ai eu juro, que eu te conto por onde andei!
A vezes, a complexidade do mundo atual, não nos deixa ver os detalhes das belezas que estão a nossa volta.
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