Agradecimento á Escola

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⁠A inspiração deve
ser tecida como
que tece Bichará,
Que é um poncho
feito para o frio
do Pampa enfrentar,
Quem diria que sobre
isso iria te contar...

"A voz desenha constelações no teto, mas é o calo na palma que assenta o tijolo no barro."

Enquanto seguem o roteiro, eu escrevo o meu


Enquanto seguem o roteiro,
eu escrevo o meu,
Não decorei falas prontas,
Prefiro o improviso do teu olhar
Quando me encontra sem ensaio.


Eles amam com regras,
Com horários,
promessasseguras
Eu te amo no risco,
No passo em falso que vira dança.


Enquanto o mundo
repete cenas antigas,
Eu invento silêncios só nossos,
Onde a tua mão cabe na minha
Como se o destino tivesse nos desenhado ali.


Não sigo o enredo esperado,
Nem o final que disseram ser feliz,
Porque felicidade, pra mim,
É te escolher mesmo
sem saber o fim.


Que eles aplaudam
histórias perfeitas,
Ensaiadas, previsíveis, iguais.
Enquanto seguem o roteiro,
Eu escrevo o meu
— E nele, você é o verso
que não sei terminar.


Se o destino escreveu linhas previsíveis demais,
rasguei o papel só pra
te querer mais.
Que sigam o roteiro,
com começo e fim seu,
— enquanto houver você,
eu escrevo o meu.

⁠⁠A retórica é encantadora, nela silencia-se loucos, fanáticos e cães ferozes apenas afirmando: "concordo plenamente com você."

"A felicidade é transitória, ou seja, não é permanente, mas sim uma série de experiências breves e recorrentes, somente a identificamos porque sentimos sua ausência".

"A viagem de dois amantes para lugares diferentes causa dor, não raro, machuca e adoece, a cura acontece no reencontro".

Entre as feridas que o tempo deixou,
nasce um sopro de luz que insiste em ficar.

E mesmo onde dói, a alma aprende a florescer.
lembrando que até as marcas mais profundas guardam sementes de recomeço.

⁠A maior desgraça dos que tentam enganar a fome apressada de informação comendo cortes e recortes de conteúdo é arrotar aquilo que nem sequer consumiram.

⁠⁠A terra fica profundamente entristecida com a sua partida, mas com a esperança de vê-la laureada no céu!
Vá em paz!

⁠A atenção no trânsito começa dentro da garagem!

⁠A psicóloga está acabando comigo:
mandou-me separar um caderno só para anotar as incidências de estresse…


Só estou fazendo para comprar caderno!


Parece brincadeira — e é também!


Mas, olhando mais de perto, percebe-se algo muito maior escondido nesse riso: quantas vezes tratamos o cuidado emocional como se fosse só mais um caderno novo na gaveta?


É a recusa disfarçada, o medo sutil de se conhecer,
de se colocar diante do espelho,
de admitir que dentro de nós também existem gavetas bagunçadas
que carecem de arrumação.


Escrever, no fundo, é isso:
um ato simples que revela abismos
e, ao mesmo tempo, constrói pontes sobre eles.


Pela palavra, evitamos novas feridas
e aliviamos as que insistem em se abrir.


Há textos que caminham sozinhos.


Nascem prontos, enxutos, inteiros.


Mas há outros que precisam calçar as sandálias da empatia
para não machucar ou confundir quem ainda anda descalço dentro da própria alma.


E, é nesse vai-e-vem entre provocar e acolher
que percebemos algo curioso:
quando aprendemos a brincar com as palavras e com as imagens,
elas se juntam para brincar conosco.


A escrita deixa de ser esforço
e passa a ser companhia.


A arte deixa de ser fuga
e vira travessia.


É aí que o caderno muda de função.


De simples objeto, ele se transforma em lugar:
um lugar onde a dor descansa,
onde a graça do cotidiano floresce,
onde a alma encontra espaço para respirar.


E se eu tenho um desejo para quem se senta para folhear conosco esse “nosso caderno”,
é que saia daqui um pouco melhor do que entrou.


Porque a palavra bem cuidada faz isso —
acolhe, reorganiza, ilumina.


E quando compartilhada com sinceridade,
cura quem escreve e quem lê.


No fim, terapia ou não,
a escrita é um jeito silencioso de cuidar do mundo.


E, quem sabe, de nós mesmos também.

⁠Se não houvesse tanta guerra no próprio Crime Organizado, o Crime Desorganizado — o Estado — acabaria se organizando.

⁠À luz da Democracia, sejam exemplarmente punidos, todos e quaisquer que tentarem contra ela, mas nunca com os métodos deles.


Que lhes sejam respeitados especialmente os direitos amplamente confundidos — por descuido, maldade ou capricho — com merecimento por Classe Social ou Bom Comportamento: os Direitos Humanos.


Que o Estado não desça ao nível dos que querem destruí-lo, leiloá-lo ou dominá-lo!

⁠A Janela do Discurso sempre se moveu pelas Mãos Invisíveis das Narrativas.


Se reinventar já era mais do que esperado…


Mas nada foi tão Medonho quanto a vê-la se valer da “Idoneidade Policial” e da “Fé Religiosa”.


A Janela de Overton — esse mecanismo silencioso e traiçoeiro que define os limites do que é socialmente aceitável — sempre se moveu pelas mãos invisíveis das narrativas.


Ideias outrora impensáveis se tornam plausíveis, discutíveis, desejáveis… e até aceitáveis.


Nada disso é novo.


Mas há deslocamentos que ultrapassam o jogo das ideias: eles tocam em pilares que, uma vez manipulados, comprometem a própria estrutura da convivência civilizada.


Nada foi tão medonho quanto assistir a essa janela se valer da “Idoneidade Policial” e da “Fé Religiosa”.


Ambas, por natureza, deveriam inspirar confiança — não manipulação.


Quando começam a ser usadas como régua para definir quem merece voz, respeito ou até mesmo existência, o que está em jogo não é mais apenas a opinião pública: é a própria noção de justiça e espiritualidade.


A confiança na justiça perde o chão quando o discurso sobre “idoneidade” é moldado para blindar abusos e silenciar denúncias.


E a fé, que deveria acolher, se torna instrumento de controle quando usada para validar narrativas de exclusão, discurso de ódio, intolerância ou superioridade moral.


Quando a Janela do Discurso se move por esses vetores, não estamos apenas assistindo a uma mudança de ideias.


Estamos permitindo que conceitos sagrados e instituições essenciais sejam descaradamente arrastados para a seara da manipulação.


Toda e qualquer forma de manipulação é ruim, mas valer-se das autoridades presumidas para inviabilizar o debate e a crítica é de uma sordidez sem precedentes.


E isso, sim, é digno de temor.


Tenho medo…

⁠⁠Sempre que
oTempo Trabalhado estende o tapete paraa Arrogância desfilar, erros são Ignorados —Minimizados ou Romantizados.


Quando o “tempo de serviço” passa a ser usado como 'Currículo Moral', algo se perde à beira do caminho.


A experiência, que deveria ensinar humildade, acaba estendendo um tapete vermelho para a Arrogância desfilar a fantasia de mérito.


E, nesse espetáculo, os erros deixam de ser mestres severos para se tornarem figurantes das conveniências.


O que antes exigia revisão, agora se justifica pela “bagagem”.


O que cobrava correção é minimizado pelo “histórico”.


E o que deveria causar constrangimento acaba sendo romantizado como traço de personalidade ou preço do sucesso.


Assim sendo, o tempo deixa de lapidar e passa a blindar.


Mas tempo não absolve falhas, só as revela com mais nitidez.


Quanto mais longa a caminhada, maior deveria ser a capacidade de reconhecer tropeços e aprender com eles.


Quando isso não acontece, o problema já não é o erro em si, mas a vaidade que lhe empresta as sandálias medonhas para desfilar.


Porque Experiência sem Autocrítica não é Sabedoria — é apenas a repetição confortável dos mesmos equívocos, agora amparados pelo tic-tac do relógio.


Não é sobre ter 10, 20 ou 30…


É sobre ter plena consciência de que errar é um risco inerente aos que se entregam, aos que fazem, aos que vivem.


E corrigir erros é permitir-se muito mais humano!⁠

⁠A Polarização rachou o Brasil no meio, levando seu povo ao ápice da Efervescência Social: metade se vale da música, metade se vale do Santo Nome de Deus — e todos protestam.


Essa “coisa medonha” não apenas dividiu opiniões — ela partiu afetos, rachou mesas de família e transformou a praça pública num coro dissonante.


O Brasil ferve, e na ebulição cada metade encontrou seu próprio idioma para gritar: uns cantam ou fingem que cantam, outros oram ou fingem que oram.


Uns erguem cartazes ao som de refrões, outros levantam as mãos clamando o Santo Nome de Deus.


E todos protestam, embora uns nem saibam o porquê… e outros só acham que saibam.


A música vira trincheira, o louvor vira escudo.


O palco e o púlpito disputam o mesmo espaço simbólico: o de dar sentido ao caos.


Mas, enquanto cada lado acredita falar em nome do bem maior, o país sangra nas frestas do diálogo que não acontece.


O grito abafou a escuta; a convicção atropelou a compaixão.


Talvez o problema já não esteja na canção nem na oração, mas na incapacidade de reconhecer que ambas nascem do mesmo desassossego.


Às vezes há dor nos acordes e às vezes há medo e até arrogância nas preces.


Mas também há um pouco de esperança em ambos, ainda que deformada pela raiva de não ser ouvido.


Quando a fé vira slogan e a arte vira arma, perde-se o sagrado de ambas.


Deus não cabe na guerra palavrosa do palanque, e a música não foi feita para silenciar ninguém.


O Brasil não precisa escolher entre cantar ou ajoelhar — precisa aprender, urgentemente, a caminhar junto.


Porque enquanto metade canta para resistir e a outra ora para vencer, o país segue dividido, protestando contra si mesmo, esquecendo que nenhuma nação se salva quando transforma sua própria alma em campo minado de batalha.


Nós contra eles não dialogam…


Não há diálogo possível entre os cheios de Certezas e os cheios de Dúvidas, ambos se demonizam…


Quando não fazem pior: se desumanizam.


Tropeçamos quase todos nos infortúnios da polarização.

⁠A comprovação da manipulação bem sucedida se dá quando você acredita que está certo só porque "pensa" como a maioria.

⁠A maior sacada do Sistema, ao esbarrar na impossibilidade de humanizar os robôs, foi, sem dúvida, robotizar os humanos.

⁠⁠A felicidade nunca foi essa coisa toda que muitos esperam encontrar na sexta-feira. Mas sempre foi aquilo tudo que poucos encontram nos outros dias.

⁠Pai, se não puderes passar de mim esse cálice, poupe-me ao menos dos amantes da espetacularização.


Não temo os tropeços, as tempestades ou a morte — nem minha, nem dos meus — pois nenhum destes barulhos consegue ser mais ensurdecedor que o espetáculo feito deles.


Há cálices que não doem pelo amargor do conteúdo, mas pelo coro que se forma ao redor deles.


O tropeço ensina, a tempestade depura, a morte silencia — todas cumprem um papel sagrado no trato da alma.


O que fere é o aplauso, o holofote aceso sobre a dor alheia, a pressa em transformar cruz em palco e lágrima em argumento.


Quem caminha com fé não pede a ausência da noite, mas a dignidade do escuro.


Não implora pela fuga da provação, mas pelo recolhimento necessário para atravessá-la.


Há dores que só frutificam no segredo, há processos que se perdem quando exibidos.


O espetáculo rouba o sentido; o silêncio, ao contrário, devolve profundidade.


Por isso, minha súplica parece-me justa: se o cálice não puder ser afastado, que ao menos não venha acompanhado da plateia.


Que a dor seja escola, não vitrine.


E que o barulho venha do céu, não dos que confundem compaixão com curiosidade e fé com entretenimento.


Amém!