Agora foi o fim do nosso Amor

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O gênio sente a vastidão do saber e navega nela, mesmo sem nunca tocar o fim.

⁠EM MIM

Só agora, no fim, serei
O ser que não fui,
Porque errei no escolher
Da sorte, por não saber
Que ela só flui
A quem tem a coragem
De viver,
Sem querer entender
Se a vida é quadrada
Ou redonda
Como o mundo
Profundo
Entre a areia dourada,
A terra e o mar
E aquela onda malvada
Que nos arrebatou
E na tragédia nos levou,
Para um poço sem fundo.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 15-10-2023)

🎹 Luz No Fim 🇵🇹


Yeah…
Nem sempre há sol, mas eu aprendi a brilhar mesmo na chuva, ya.
De Aldoar pro mundo, com fé no peito e o peso nas costas.


Cresci no frio, sem cobertor,
Mas a fé sempre aqueceu o que faltou.
A rua ensina, sem professor,
A cair de pé, mesmo com dor.


Vi o tempo levar quem eu amava,
Mas nunca levou a chama que queimava.
Aprendi cedo a não pedir pena,
A vida é crua — mas é plena.


Hoje eu canto por quem não pôde,
Por quem sonha e ainda se esconde.
Cada rima é cicatriz que cura,
Cada som é alma, é rua, é altura.


[Refrão]


Mesmo que o mundo me vire as costas,
Eu sigo a estrada, cabeça erguida.
Lá no fim há luz que me mostra,
Que o amor ainda vence a ferida.


Mesmo que o frio congele o peito,
E a chuva caia sem medida.
Eu guardo a fé — é o meu jeito,
De dar cor à dor da vida.


Yeah, não falo de luxo, falo de perda,
De quem luta e nunca se enverga.
Da mãe que sorri mesmo cansada,
Do puto que sonha, sem ter nada.


O tempo passa, mas eu não mudo,
Só cresço, mesmo no fundo.
Já chorei calado, gritei no escuro,
Mas a dor faz parte do futuro.


Hoje sou voz pra quem não fala,
Pra quem tenta e o mundo cala.
Do cais à serra, o som ecoa,
Mesmo ferido, a alma voa.


[Refrão]


Mesmo que o mundo me vire as costas,
Eu sigo a estrada, cabeça erguida.
Lá no fim há luz que me mostra,
Que o amor ainda vence a ferida.


Mesmo que o frio congele o peito,
E a chuva caia sem medida.
Eu guardo a fé — é o meu jeito,
De dar cor à dor da vida.


Yeah…
A dor não me fez fraco, fez-me humano.
Se eu caí dez vezes, levantei onze.
A rua ensinou-me a lutar —
Mas a alma ensinou-me a sentir.


Olho pro céu e lembro quem fui,
De cada erro, cada rima que construí.
O passado dói, mas também guia,
Transforma lágrima em melodia.


Não preciso de coro, nem de aplauso,
Só da verdade — esse é o meu causal.
O Porto é cinzento, mas a fé é luz,
Mesmo na dor, Deus conduz.


[Refrão]


Mesmo que o mundo me vire as costas,
Eu sigo a estrada, cabeça erguida.
Lá no fim há luz que me mostra,
Que o amor ainda vence a ferida.


Mesmo que o frio congele o peito,
E a chuva caia sem medida.
Eu guardo a fé — é o meu jeito,
De dar cor à dor da vida.


De Aldoar pro mundo — alma viva.
Enquanto houver som, há saída.

Toda paixão tem um começo, um meio e uma saudade que demora ter fim.

“Bons poucos já me preenchem, muito mais do que uma multidão vazia… porque no fim, meu peito não busca quantidade, busca verdade. Não preciso de dezenas ao redor, só de quem soma, de quem vibra na mesma frequência que eu. O resto é barulho. E eu já cansei de barulho. Prefiro a paz de poucos que valem muito.”

Uma frase predileta e que marcou o fim, talvez, de uma obsessão ou de algo impossível:

Não é necessário que compreenda isto. Basta que me conserve com carinho na sua lembrança, como eu, inalteravelmente, a conservarei na minha

Carta a Ophélia Queiroz, Fernando Pessoa, 1920.

Triste assim:
nosso roteiro que seria inteiro,
breve início,
sem meio (...)
um fim.

Enquanto muita gente vive numa corrida sem fim para parecer bem-sucedida, existe um outro grupo que prefere construir algo real, sólido e duradouro. A imagem traz uma verdade simples e poderosa: status custa caro, mas liberdade vale ouro. 💰🔥

Ser livre é poder escolher, decidir, respirar sem depender da aprovação de ninguém. É guardar hoje para conquistar amanhã. É dizer “não preciso impressionar, só quero evoluir”. Quando você entender isso, sua vida muda — e o caminho fica muito mais leve.

Invista em você, na sua paz financeira e nos seus objetivos. O futuro recompensa quem planta com consciência. 🌱

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Procrastinação não é preguiça, é medo de julgamento. Você adia o fim da tarefa para adiar a crítica que pode vir com ela.

Nada melhor que um Fim de Semana para relaxar, descansar
e nos distrair.
Que seja cheio de coisas boas.
Que a alegria nos contagie, e o nosso
sorriso seja sem fim.

Só existe uma coisa pior que a morte. A saudade. O que sobrevive além do fim não são apenas memórias, são os resquícios do que um dia existiu. Tudo tão único para nunca mais.

O Sino


O sino bate ao fim do dia e ao meio dia o sino bate anunciando o meio, mas não o fim.
Talvez o começo.
O sino da igreja é um sinal da falta do bom senso para olhar o tempo.
O sino bate e penetra nossos ouvidos pena que muita gente não ouve.

Agora, no fim, percebo que o que mais me fará falta será a jornada e não o resultado...

07/10 – A Luz Depois da Noite.


Quando a noite pareceu não ter fim,
e, cansado, os olhos já não suportavam mais,
tive medo.


Quando meu coração esteve angustiado
e temia o caminho que se abria à frente,
tive dúvidas.


Quando questionei e em silêncio aguardava respostas,
irado se encontrava meu coração.


Quando aos meus olhos o que se via
era a estrada da morte, o fim de todos os homens,
foi quando quis desistir.


Quando enfim a noite tomou conta do meu coração
e as trevas me cercaram,
em angústia minha alma clamou:


Socorre-me, ó Deus!
Tudo o que tenho é o Senhor!
A quem eu clamarei senão a Ti?


Foi então que pude entender:
em todos os momentos o Senhor esteve comigo!
Com Suas mãos me sustentou,
cuidou de mim com o amor de um Pai.


Mesmo nos dias maus, segurou minha mão;
meus olhos viram a alegria,
mesmo em meio à angústia.


O medo foi embora com a chegada da certeza de que
Tu, ó Deus, és o mesmo — sempre e eternamente.


E para sempre eu me lembrarei:
clamei a Ti em minhas angústias
e o Senhor me ouviu.
És meu Amigo, meu Pai amado,
a quem sempre amarei.

A morte é o fim.
O fim é a morte.
E o que há entre a morte e o fim,
senão o lamento da falta de sorte.


Ninguém foi tão forte que venceu a morte
Nem Ele que diziam ser forte
Hoje escrevo por sorte,
Mas sei que terei morte.


As luzes vão se apagar
E nada terei a que temer
Hoje o que me dói de dilacerar
Nunca mais terei de sofrer

No fim de tudo, não fica quem prometeu, mas quem escolheu. Fica quem entende que amar é servir com alma e permanecer com propósito. O amor verdadeiro, que encontra seu alicerce em Jesus, é aquele que, mesmo tendo todas as portas abertas para ir, escolhe ficar.

O Odor do Caos

Era fim de tarde na rua Cecília.
Catorze homens jogavam futebol no campo de terra, rindo alto, enquanto a poeira dourada do sol cobria tudo.

De repente, um carro vermelho parou ao lado do campo.
Dele desceu uma moça de cabelos longos e olhos flamejantes.
Com voz calma, pediu ajuda para trocar o pneu furado.

Por um instante, o jogo cessou.
Os homens se entreolharam, silenciosos, mas quem se aproximou foi Jorge — um homem negro, alto, de cabelos compridos.

Quando ele a viu, algo dentro dele se rompeu.
Como se uma voz antiga, enterrada na carne, despertasse.
Um instinto primitivo, misto de medo e desejo, ascendeu nele como febre.
E então ele começou a falar — palavras duras, quase blasfemas —
profecias nascidas do fundo escuro de si mesmo.
Falava como se fosse um mensageiro de algo maior,
exigindo que ela se rendesse,
que aceitasse uma submissão absurda, quase sagrada.

A tensão cresceu no ar.
Os outros observavam, sem saber se assistiam à loucura ou à revelação.

Então, Mariana — amiga de Jorge, que estava próxima — decidiu agir.
Sem dizer uma palavra, correu até o cercado onde sete cachorros estavam presos e abriu o portão.
Os animais dispararam, excitados e famintos, e avançaram com fúria.
O caos começou.

Gritos se misturaram ao barulho do metal e ao som seco dos corpos caindo.
Os cães devoravam carne e poeira, enquanto um cheiro espesso se erguia no ar — o cheiro do sangue.

Era o odor do caos.
Algo antigo e primitivo havia despertado.
Um motim — uma fúria coletiva, selvagem — tomava conta de todos.

Ninguém compreendia o que estava acontecendo,
mas todos, de alguma forma,
queriam um pedaço.

Gosto quando,
com cheiro de grama cortada
perto do fim do domingo,
o Cotidiano me presenteia
com pequena pausa e leveza.

Eu sou árvore
que fala ao fim da tarde
E se não ouvires a minha voz
mudo para o tom do vento.

Sobrevivor Resignado


Minhas dores, outrora, eram donas de mim,
Tempestades noturnas de um fim sem princípio,
Eram versos truncados, amargos, a rimar
Com o silêncio fundo que o peito pode adotar.


Mas a vida, tecelã de destinos sutis,
Com seus fios de prata, cospe e descospe cicatrizes,
E ensinou a esta alma, tão cheia de ardores,
A sábia, quieta arte da resignação das dores.


Não as arranquei com força, nem as joguei ao mar,
— pois o mar um dia as devolveria à areia fria do meu pensar.
Deixei que se finissem, como deixa a árvore a folha:
num lento morrer dourado, que já não pede dó.


Foram-se como a neblina que o sol da manhã consome,
Como notas distantes de uma canção que não se nome.
Já não são ferida aberta, nem punhal, nem espinho,
São apenas lembranças de um antigo caminho.


Hoje, olho para trás e vejo o que ficou:
não a sombra da falta, mas a luz do que curou.
E na paz resignada que a saudade não corrói,
Sou mais forte pelo que deixei de ser, e por aquilo que não sou.


E assim sigo, leve, embora marcado pela sorte,
Com as dores resignadas à sua própria morte.
Elas não ditam mais o rumo, não definem mais o amor,
São apenas o passado… e eu, o sobrevivor.